Pensando Melhor... -Penso bem assim...
1 XI- Four mounths!
Notas iniciais
Quatro meses! Agora são quatro meses de gravidez e quatro meses de puro calor!
Robin admite, se fosse realmente pelo bebê nem passaria mal, mas o calor lhe derrete os miolos!
O Café da manhã já nem é encarado, almoço é sempre devolvido, lanche é só coisa salgada e janta é chá... Essa se tornou sua rotina alimentar;
Mais uma manhã quente, uma tripulação faminta se fazia presente no Thousand Sunny, mas a arqueóloga Robin não conseguia ao menos olhar para a mesa cheia de comida...
Apenas entrava, dava bom dia e saía.
Hoje até resolveu tentar comer algo... Com suavidade o verde lhe adornava desde a alça do vestido até as longas pernas, empurrou devagar a porta da cozinha e entrou:
–Bom dia... -sua voz estava meio enjoada, era perceptível.
–Bom dia, Robin-chan! -a resposta era a mais alegre possível-
–Sanji-kun, posso tomar café hoje?
–O que é isso?! Desde quando tem que me pedir Robin-chan?! Mas é claro que pode! -o loiro ficou meio surpreso, porque de fato, ela não precisa de permissão para tomar café, mas se acostumou em menos de um mês a ficar sem nada no estômago até duas da tarde que parecia meio grosseiro de sua parte atrapalhar o resto do bando nesta refeição.
Ela se sentou e recebeu um sorriso ameno do geralmente arrogante espadashin.
Como sentam um de frente para o outro não precisam falar muito, os olhares se entendem muito bem.
Ela queria se forçar a comer algo já que ficou mais de doze horas sem digerir nada (Nami é a prova viva do quanto está sendo difícil para Robin dormir a noite graças ao calor e as tonturas), sabia que não era apenas por ela.
Sanji lhe ofereceu um singelo pedaço de bolo, a morena encarou, seu estômago já parecia gritar algo do tipo "volta pra mim, eu te amo!", e ao mesmo tempo sua cabeça dizia "você me traiu, eu não te quero mais!".
Uma guerra de todo santo dia para engolir alguma coisa... Estava pálida de novo, tremia de leve, porém comeria, nem que desmaiasse para isso!
Com calma pegou o garfo, suspirou fundo duas vezes, cortou um pedaço menor e levou até a boca. Parou ali mesmo: Fez uma cara enjoada que dava dó. Zoro diz que até enjoada ela é fofa, mas estava preocupado, já fazia um bom tempo que não via a mais velha se alimentar direito;
E então, com muita força de vontade ela colocou o pedaço de bolo na boca e mastigou devagar... Quando engoliu quase que regurgita, não vomitou. Se forçou a engolir e não devolver...
–Robin-chan está tudo bem? -Luffy perguntou depois de finalmente acabar seu café.
Não teve uma resposta imediata. Mas ela assentiu com a cabeça segundos depois. Zoro a encarou, ela ainda tremia;
–Quer uma ajuda?
De início ficou meio confusa, até ele lhe dar todo o café na boca. Não a deixou segurar mais nada. A raiva de um certo cozinheiro subiu, aquela maldita cena estava causando um maldito ciúmes!
–Marimo você já está abusando da sorte! -exclamou Sanji todo irritado.
–Ero-Cook, cala a boca! -o espadashin estava tão calmo que nem parecia o mesmo. Aliás, desde que recebeu a visita da cegonha com um presente e nele ter um par de sapatos de bebê está muito diferente do que é no comum.
Franky falava com Ussop sobre alguns consertos que o navio iria precisar mais futuramente, Brook trocava ideia com Luffy e Chopper, já Nami encarava a cena do desdenhoso Zoro com a amiga Robin e o cozinheiro Sanji... Ah, este estava tomando raiva de tudo e todos.
Realmente a situação estava piorando nesse quesito. As briguinhas entre o homem sem senso de direção e o cozinheiro tarado ficaram brutais, antigamente só iriam se xingar e dar tapinhas de moça, agora já usam até mesmo o poder de suas akumas para "resolverem".
Robin não nega, essa atitude de criança está começando a tirá-la do sério e para uma Nico Robin sair do sério, você com certeza está se comportando como o capeta.
*
*
*
*
Depois do café Chopper resolveu fazer um chá de ervas para amenizar a questão de enjoo da arqueóloga. Com certeza fez efeito bem rápido... Ela já não sentia mais mal estar. Foi ler um livro e aí levou um pequeno susto com Zoro chegando por trás;
–Hey, vamos fazer um acordo? -indagou ele-
–Acordo?
–Sim. Se for menina, eu escolho o nome, se for menino, você escolhe.
–Hum... Não vejo problema, mas tenho que perguntar o porquê.
–Porque eu quero. -Zoro deu uma resposta óbvia.
Robin encarou-o mais uma vez, desconfiada... Lançou um sorriso curioso e depois voltou para a leitura, estava se sentindo engraçada... Seu corpo ganhou volume, muito volume, o que em partes foi ruim, já tem seios muito grandes e agora estão enormes, muitas vezes acaba se chamando vaca por isso.
Barriga ela nem tinha, podia dizer assim, agora estava ficando um melão. Sim, um melão, nem parecia grávida de um bebê só, mas Chopper alega com todas as letras que é apenas um, ela não quer dar outro susto em Zoro e nem nos outros Mugiwaras.
Era um melão muito fofo por sinal, a franja cresceu de novo, seus cabelos estão mudando de ph novamente e acha que esse bebê tem uma certa crise de relacionamento com doces, porque toda vez que ela come doce passa mal. E só conseguiu comer o bolo de manhã e não vomitar graças ao chá.
Suas tarefas diminuíram radicalmente. Não faz muita coisa, em sua maioria só ajuda a limpar os livros e organizar os mapas de Nami, já não estava mais conseguindo arrumar a própria cama. Tédio!
Roupas?... Uma montanha dela e outra do bebê, guardar já deixou de ser sua função, mas dobrar não tem problema... Banho logo, logo vai virar um sacrifício e por tal motivo Nami está tomando banho direto com ela, muitas vezes por medo de Robin escorregar na banheira.
Na cozinha ela contribui melhor (quando Zoro está longe Sanji), pode lavar a louça e até mesmo secá-la, Sanji muitas vezes não deixa, mas para a arqueóloga é muito chato não fazer nada o dia todo. De vez em quando ajuda Chopper com as ervas e agora, se tornou hobby ficar dedilhando no piano com Brook. É... a nova rotina não agrada tanto, mas já é boa o suficiente para matar um pouco do tédio;
*
*
*
*
Ah, outra Ilha, conhecida como terceira irmã de Sugar Island, Candy None.
A ilha dos doces na qual só existem nove tipos de doces raros.
Ganhou esse nome na época em que Gol D. Roger roubava comida açucarada dessas Ilhas e distribuía para as crianças de sua terra natal.
Luffy logicamente foi o primeiro a descer do Sunny na maior empolgação, comeu parte de um gramado de bala de noiva.
Assim que os outros desceram ficaram abismados: Tudo no local onde atracaram era feito por doce usado em casamentos.
Bala de noiva, brigadeiro, bala de leite condensado, pavê... Com certeza dava enjoo ver tanto doce!
Estava ficando raro Robin descer do navio para poder ajudar com os mantimentos, mas é bem por questão de segurança. A única coisa que alegrava, ainda não chegaram nem na metade de rota em que a Marinha não age na Grand Line. Talvez, até o bebê nascer eles ainda estejam nela.
–Yoshi! Candy None! –o capitão agitadinho saiu gritando pela areia de açúcar.
–Isso é... Açúcar?! –Sanji estava espantado, aquilo tudo em paralelo ao mar, era sim açúcar, tão branquinho e cristalino.
–Não brincaram quando disse que é tudo feito com coisas doces... –Franky deu uma boa olhada na margem... – Ne, Robin, voc... e-etoo...
Neste exato momento ela estava estirada no parapeito do convés, vomitando seu café da manhã, outra vez...
–Robin-chan, você está bem?! –na visão do cozinheiro tarado ela estava quase morrendo ali, a pele alva e branca estava vermelha, um vermelho bem enjoado.
–Eu vou fazer mais chá para você, Robin-chan! –Chopper exclamou enquanto ia até a cozinha.
Enquanto Nami observava Luffy comendo os arbustos de algodão doce, Zoro subia novamente no Sunny para ajudar a arqueóloga... Aquele calor intenso realmente é de matar os miolos!
Chegando no convés segurou gentilmente os braços da mais velha e sorriu;
–E aí?... –ele perguntou-
–Quando esse calor vai passar? –Robin sentia tontura leve, as mãos tremiam, a pele estava opaca. Pousou uma mão nos olhos, os fechando com calma e deixando-se ser apoiada pelo espadashin.
–Só mais algumas ilhas...
–Ah...
–Só mais um pouco, não vai demorar.
–Eu te daria um abraço se não quisesse vomitar de novo. –ela voltou-se para a mesma posição em que estava e mais um pouco do café dela foi devolvido.
É... tava ficando ruim.
*
*
*
*
Mas para a alegria de Zoro ela parou de vomitar, estava até com uma cara melhor em terra firme do que quando no navio.
Até que...
Fale com o autor