Pensando Bem...

3 III- The book as confusion of the love


Notas iniciais
Licença do computador, estou com problemas de vista por isso demorei a postar :< desculpem os erros que encontrarem, não estou enxergando nada bem.

Depois do susto que Robin dera na tripulação do Going Merry, para a felicidade de todos uma Ilha estava a vista, ainda sim, a arqueóloga acordou indisposta, não queria sair do navio, queria ficar na cama e ler um bom livro e ou até mesmo dormir um pouco mais.

–Hey, Marimo, estamos de saída para explorar, você toma conta do navio e cuida da Robin-chan... Detalhe, é para CUIDAR! Entendeu?! -Sanji bronqueou franzindo o cenho seriamente para o homem dos cabelos esverdeados, que como sempre, não dá a mínima atenção-

–Tsc, vai embora logo e cuide da sua comida, Ero-Cook! -Zoro exclamou de volta com o menor interesse do mundo, ele estava preocupado com Robin, mas vendo que ela levantou para o café e ainda se portou normalmente já era ótimo!

E sem poder pestanejar o cozinheiro deu meia volta para seguir rumo ao desembarque do navio e explorar a nova terra.

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A arqueóloga estava na cama, recostada sob os travesseiros, lia “atentamente” um livro de escrita antiga. Ah claro, estava tão atenta que leu o mesmo capítulo cinco vezes e se perdeu mais em outra metade... Desde que sentiu o “gosto” dele está assim, avoada, não podia ficar avoada enquanto estivesse perto de outra pessoa (ou até mesmo distante), sua atenção é sempre grande aos pequenos detalhes, mas o único detalhe que lhe invadia era Ele!

–Isso ainda vai ser trabalhoso demais... -esta suspirou pesado, fechou o livro e tentou, apenas tentou dormir outra vez, não adiantaria, já dormiu o suficiente, seu tédio estava lhe atacando, não conseguia ler e dormir, então... O que faria?

Do lado de fora estava Zoro, curtindo a brisa e ouvindo as ondas quebrando levemente contra a maré, deitado no corrimão do convés, até que uma sombra surgira, o espadashin não precisava olhar para saber quem era;

–Precisa de alguma coisa? -ele perguntou ainda de olhos fechados, o Sol estava ótimo, mas ela é bem melhor-

–Estou entediada, pode me entreter, espadashin-san? -Robin sorriu amena, deveras que ainda era coberta por um roupão, longo, mas não sentia tanto frio quanto ontem (o que está bem contraditório ao clima).

Ele se sentou no corrimão e franziu o cenho confuso... Como entreter a mulher mais inteligente que conhece?... Ah sim, jogos! Ele também admitia que estava no tédio e que tendo a companhia da arqueóloga seria uma coisa boa, e ruim.

–Podemos jogar alguma coisa, do que gosta? -Zoro perguntou em sugestão, ela abriu mais seu sorriso delicado e dançou o brilho de seus olhos nos dele-

–E que tal poker? É um jogo muito divertido! -exclamou a morena com um tanto de animação-

–Poker? Que tal maijong? É mais estratégico. -ela repensou a proposta, maijong é realmente mais divertido que poker, mas sabia que ele escolhera o jogo só porque o mesmo é péssimo com cartas. Riu de canto e concordou, daria um desconto para Zoro, imaginou o trabalho que deu ele ter se “confessado” ontem...

–Ok, se perder você irá ler um livro pra mim, seu eu perder faço o que você quiser por um mês.

–Desde quando isso virou aposta? -Ele abriu um sorriso maldoso, mas divertido-

–Oras, que graça há num jogo sem um desafio grandioso por trás? -Robin levantou o sadismo na voz, e o espadashin concorda, jogar tendo algo para apostar é muito mais divertido do que qualquer outro jogo. -Mas então, vamos jogar xadrez, será bem mais divertido! -esta concluiu-

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Estavam na sala de observação jogando, ele a cobriu com uma manta bem quente para que seu corpo não tremesse mais de frio, ela encarava o homem com um leve ar de realce.

–Pode começar. -Robin disse com seu sorriso enigmático.

Começaram a jogar xadrez, aos poucos foram comendo peças um do outro, mas tanto Zoro quanto Robin, estavam quebrando a cabeça.

Peça de lá, peça de cá, tirando daqui, tirando dali e...

–Cheque Mate! -a morena exclamou, pois é, não havia jogo em que o maior fosse muito bom a ponto de fazê-la perder. Pelo menos não conhecia nenhum.

–É, parabéns então... Agora...

–Sabe, espadashin-san, queria entender por que meu rosto amanheceu molhado... -foi uma frase tão simples que o deixou desconcertado, mais que desconcertado. Zoro corou de leve e fingiu não ligar, mas como não se envolver numa conversa com ela?- Eu achava que Nami tivesse feito algo, mas... desisti da ideia quando senti o gosto salgado daquela água, eram lágrimas, e não era de qualquer pessoa, sabe me dizer de quem eram?

Bem que ele queria ignorar essa pergunta, porém, é Nico Robin, não ousaria, nem trataria de fazer tal coisa. Tinha que pensar em qualquer desculpa e rápido, mas... enganar aquele azul fraterno e feliz... Era o pior dos pecados.

–B-bem... -Zoro gaguejou em desespero, queria dizer que foi ele, entretanto, como sempre, não sabia se expressar e mais uma vez perdia a chance de se abrir com ela. Isso o irritava profundamente!

–Ne, Zoro... Foi você, não é?... Eu saberia de qualquer forma, suas lágrimas não são apenas salgadas, elas tem um gosto levemente azedo, mas é um azedo diferente de azedo de limão... É um azedo... muito bom.

Aquilo o assustou, suas lágrimas tinham esse gosto?! O que mais ela sentiu quando acordou?! -Ah sim, alguém me beijou ontem! -ele corou um pouco mais- Por acaso foi você, espadashin-san?

Ah, o momento crucial em que os ouvidos dela se atentam somente para a voz dele, ela queria ouvir a admissão de Zoro!

–N-não! É-é c-claro que não f-faria isso com v-você dormindo! -O másculo Rorornoa Zoro estava gaguejando tanto que o vermelho em suas bochechas se tornaram intensos, aquilo fez Robin rir de canto, porém o deixaria muito bravo se continuasse.

–Bem, então acho que vou perguntar ao Sanji-kun se foi ele, talvez tenha sido, enquanto isso... -ela se levantou da cadeira em que estava- Quer alguma coisa?

–Não.

Logo estaria tudo um verdadeiro tédio de novo, Robin não queria ficar sem nada para fazer, a não ser que ficasse pensando em “nada”. Pensar nele era o melhor a se fazer no momento?

Ela descartava a ideia já que tem o amado ao vivo e em cores, queria tocá-lo e senti-lo como ontem (até um pouco mais que aquilo), já o considerava seu amor platônico.

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–Será que a Robin-chan melhorou? -Luffy resolveu perguntar do nada já que o assunto acabou-

–Esperamos que sim, a febre dela baixou muito ontem, então com certeza ela deve ter melhorado. -Nami dizia um tanto mais animada, encontrou um pequeno baú com joias e pedras coloridas muito raras de se ver por aí.

Nisso a tripulação estava quase chegando no navio, Franky parecia distraído com a paisagem que via nas copas das árvores, Brook e sua música indagavam Chopper e Ussop a cantarem junto, Sanji parecia estar nas nuvens sonhando algo erótico com as nakamas...

Quando deram entrada no Merry ficaram espantados, Robin e Zoro estavam jogando advinha.

–É algo que queima, mas não é fogo... Tem metáfora? -o espadashin perguntou encarando a arqueóloga-

–Não, é uma substância. -a morena deu a dica com um sorriso desafiador-

–Hum... Álcool?

–Não, é uma substância que gera calor e queima, mas não cria fogo.

–Ah, assim tá difícil! -ele resmungou um tanto bravo-

Luffy sorriu ao ver que Robin estava fora da cama, mesmo que coberta por mantas. Zoro realmente conseguia fazê-la sair de qualquer buraco, o capitão se perguntava onde a mais velha se enfornava quando não estava lendo no quarto ou na sala de observação.

–Ne, o que estão fazendo? -a ruiva interrompeu o jogo-

–Jogando... -os dois responderam em unissomo e sem tirarem a atenção para o resto do grupo-

–O que estão jogando? -Luffy tomou a vez curioso-

–Advinha...

–O que é para eu adivinhar? -ah, coitado, tão puro e inocente Luffy, os outros apenas tocaram suas testas com a palma da mão, os olhos fechados, ou era muita inocência, ou era muita burrice ao ver deles.

Sanji logo foi se chegando para perto da bela Nico Robin, lhe oferecendo a pergunta sobre café, ela recusou, não queria tomar café, acabara de acordar e acabara de sair da mesa também.

–Hey, Marimo, você tomou conta da Robin-san? -o loiro dirigiu a palavra a Zoro que não estava interessado nesta pergunta, estava mais preocupado com o jogo, pensou um pouquinho mais e...

–Ácido! Gera calor, queima, mas não cria fogo! -o espadashin falou convicto, bem, pensou direito, essa linha de raciocínio não está errada, mas ela debochou de leve ainda terminando...

–Ok, até aí está certo, porém, que tipo de ácido? Fluorídrico, frutífero, nitroso?... -ela sugeriu em opções diversas, aquilo era brincadeira?! Só podia!

–Ah, e seu responder frutífero o que acontece?! -Zoro estava ficando sem paciência, é um péssimo jogador contra ela.

–Está certo, você adivinhou! -ela sorriu alegre e ele pelo menos sorriu em um sincero “ah, mas claro que eu já sabia disso antes, só não falei porque esqueci” e se levantou do convés principal.

Sanji começara a fazer o almoço, exploraram muita coisa em pouco tempo, mas foi o suficiente para a fome lhes atacar o estômago. Já a doce e gentil Robin decidiu voltar para seu quarto e ler um pouco, se é que leria mesmo...

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E então, Nami checou sua temperatura mais uma vez, normal, a febre passou finalmente, deu um fino sorriso com isso;

–Pois é, sem febre! -a navegadora esbanjou alívio na notícia, já a arqueóloga queria mais era ficar na cama só para pensar em Zoro, claro que pode fazer isso, ainda não se sente tão habilitada assim, mas se sentiria culpada deixando Nami cuidar dos meninos sozinha, ainda mais de Sanji que a assedia quase 24 horas. -Pode ficar aqui, eu vou ver se o Sanji precisa de ajuda.

E mais uma vez, Robin ficou sozinha no quarto, sorriu abobada, feito criança, começou a ter uma espécie de ataque histérico mental, agarrou as cobertas escondeu metade do rosto, abriu outro sorriso e dele se fez uma risada gostosa de se ouvir. Estava feliz, passou a tarde toda com Zoro, jogando, lendo e desafiando-o com qualquer coisa, sem contar, que ele perdeu no xadrez, o que significa que ele terá que ler um livro para a mesma, ela não especificou qual e nem porque... Só queria que ele lesse para ela.

Passou os minutos antes do almoço deitada na cama pensando no espadashin.

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A noite, Luffy queria dançar, então, Brook foi obrigado a tocar a melhor de suas músicas, Nami também se divertia com Sanji e Ussop, já Franky estava navio adentro concertando algo ou preparando outra engenhoca e Chopper estava sentado no salão observando todos aqueles loucos se acabarem nas risadas...

Perfeito!

Agora era o momento dele agir, saiu partindo rumo ao ninho de corvo, Robin o aguardava lá, ela estava sentada no sofá enquanto ele entrava.

Ficou encarando-a surpreso, a mesma se cobriu no verde, e mais umas mantas, apesar da febre ter sumido ela ainda sentia frio, seus cabelos estavam soltos e cortavam o vento leve, já Zoro estava no habitual, nem sentia frio como ela. Se sentou ao lado de Robin e a encarou.

–Posso começar? -indagou a mais velha-

–Quando quiser.

–Preciosa... -ele começou a leitura do livro, Robin ficou encantada no jeito que ele estava lendo, era concentrado, atrativo e uma coisa bem convidativa... Estava se excitando com a cena de um Zoro ao seu lado, lendo todo concentrado, como se aquele livro fosse a maior aventura de sua vida.

Estava lindo dessa forma, era... quase que uma fantasia sexual, melhor ainda se ele estivesse sem nada. Porém se contentou em apenas ouvir dois capítulos do livro...

Notas finais
taquem biscoitos...