Pensando Bem...

4 IV- Hum, I'm like of play with you...


Notas iniciais
demorei um pouco né? Mentira, foi muitão! Mas tive uns problemas... E peço paciência de vocês meus leitores, prova de ETEC não se faz sozinha...

Quando acordou se viu no quarto, como Robin foi parar em sua cama? Só se lembra de ter escutado atentamente a leitura de Zoro e...

Por Deus! Será que foi ele?!... Não, Nami não permitiria... Ou será que sim?

Só sabia que não lembrava de ter dormido antes dele terminar sua leitura, então como veio parar em seu quarto?

Um mistério simples. Robin se levantou, olhou para a pequena janela do quarto, na Grand Line o calor não dava trégua, e hoje seria o mais quente dia em toda a semana!

Já que é para vestir-se despidamente, vasculhou as gavetas e acabou por achar algo que nem lembrava ter... Um belo vestido branco, um palmo acima do joelho, muito pouco transparente, com alças e uma fita de mesma cor com um laço atrás; na verdade, lembra de ter sido presente de Zoro, seu primeiro aniversário que passou com ele, lembra de ter ficado muito feliz neste dia. Sorriu ao lembrar da peça, foi para um banho e depois se enfiou no branco do tecido.

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Zoro estava quase desabando no chão, dormia torto e meio largado no sofá vermelho do ninho de corvo... Robin dormiu quase no final da história, ele parou de ler para colocá-la na cama, voltou para o ninho de corvo e terminou a leitura, mas no final das contas pegou no sono também.

E a única coisa que vinha em sua cabeça era a feição doce, calma e tranquila dela... Toda dorminhoca em seu colo, tão linda... O espadashin nunca que esqueceria algo tão sublime.

Acordou com a pancada de suas costas no chão, grunhiu alto de raiva...

–Mas que dia!... -já esbravejou entediado-

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–O café está pronto! -eram exatas dez da manhã, a tripulação acordou meio tarde hoje, mas também, depois de Luffy aprontando todas com Brook e suas músicas... Nami adornava verde, sim, verde é uma cor adorável para ela, a mesma foi de encontro a mesa para botar ordem no lugar.

–Sanji-kun, comida!!!! -Luffy dizia meio atormentado da vida, queria a todo custo encher o estômago-

–Bom dia para você também, Luffy... -o cozinheiro falou emburrado-

–Bom dia... -Zoro entrara no local sem nenhuma paciência, todos perceberam. É típico de sempre haver uma parte do mês em que o não adorador do senso de direção se estressa em nível máximo.

Por quê? Ninguém sabe...

Até que Ela entrou na enorme cozinha do Merry, sorrindo como sempre e graciosa como nunca;

–Bom dia... -Robin anunciou com pouco andar, estava tão quente que só faltavam derreter ali, mas o que derretia Zoro de verdade eram as caras e bocas da arqueóloga, sempre doce, alegre, tranquila e muito gentil. Essa gentileza... ah, essa gentileza que ela transforma em força...

–Bom dia, Robin-chan! -esse é o efeito que a morena causa nos companheiros todos os dias, o mundo pode estar em guerra, mas quando ela abre a boca tudo se vira para o lado positivo.

–Robin-chan está com fome? -Sanji perguntou todo animado e descarado- Hoje preparei algo que você gosta muito! -sorriu o loiro-

–Mesmo? Fico feliz por isso então!... -ela devolveu o sorriso tombando levemente a cabeça para o lado-

–Robin-chan você realmente não está mais com febre. -Nami se pronunciou ao encostar a testa na da amiga- Parece que já está melhor!

–Obrigada por ter cuidado tão bem de mim, Nami-san! -a mais velha falou suave e isso fez a navegadora corar toda sem graça, esse é o maior efeito que Robin tem sobe a tripulação do Going Merry. -E obrigada ao Chopper-kun também, suas ervas me ajudaram bastante.

–Q-Que isso, Robin-chan... -corou “a rena”

Logo lhe fora servido um considerável pedaço de bolo de chocolate ao leite, Robin gosta de chocolate, aliás, é uma coisa muito boa comer chocolate, só que ela tem uma feição maior por chocolate amargo, como se o amargo sempre fosse preciso em sua vida, amargo do chocolate, amargo do café, amargo do gosto de Zoro... Ops... Amargo... do Zoro?...

Corou levemente ao lembrar de sentir aquele gosto amargo e pouco doce dele, é um gosto de rum...

Rum é doce apesar do álcool.

Mas Zoro por si só já era amargo... Riu de canto e degustou um pequeno pedaço do bolo de Sanji, admitia, ele é ótimo preparando doces, mas seu bolo de laranja não é tão impecável quanto o de Nami.

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Hoje é um bom dia para se jogar na piscina e ficar nela até o Sol sumir, porque de noite também estará um calor dos infernos!

–Hey, Robin-chan! -Luffy falou animado, mas dessa vez se dirigiu a moça mais comportadinho. -Você sabe onde o Zoro-kun está? Eu preciso da ajuda dele numa coisa.

–Bem, acho que o ninho de corvo é um bom lugar para procurar, mas provavelmente ele está no porão. -respondeu a arqueóloga sentada numa cadeira de praia enquanto lia um livro muito comédia.

–Obrigada Robin-chan! -ele a abraçou de leve e saiu a procura do espadashin, o azul de seus olhos estavam caçando a metáfora das palavras até que Ele invadiu sua cabeça outra vez!

Aqueles olhos ônix que refletem os seus azuis como um espelho, ela se enxerga tão bem neles... São olhos tão...

–Robin-chan? -seus pensamentos foram quebrados pela voz de Nami, a ruiva a chamara com uma cara meio séria e curiosa.

–Sim, Nami-san? -respondeu a morena com o sorriso de sempre-

–Você e o Zoro... -engoliu seco- Andam muito estranhos ultimamente, mas... o que eu vim perguntar me relação a isso é outra coisa.

Por fora tão calma e por dentro meio nervosa, não que a arqueóloga perca o controle facilmente, porém se tratando de Zoro...

–O que quer saber?

–Sabe, quando você esteve desacordada, com muita febre, ele esteve no quarto... E... -a navegadora engoliu seco outra vez baixando o olhar, encarou o chão e fitou novamente o rosto da maior- Ele te beijou...

–Hum... E o que está te incomodando de verdade? -Robin foi mais direta-

–Quero saber se você sentiu alguma coisa, ou... se falou com ele sobre isso...

–Bem, Nami-san, o que posso dizer é que acordei com o rosto úmido, alguém chorou enquanto eu dormia, não sei dizer se foi ele, não sei dizer nem se alguém me beijou, estou sabendo agora, mas... -Robin pausou a indireta- Eu creio que terei de entrar numa conversa com o espadashin-san mais tarde, porém, gostaria que não comentasse o assunto, se possível...

–C-claro, mas... Vocês ficam tão fofos juntos! -sorriu a menor- Pelo menos eu acho.

–Que bom saber, agora preciso ir... Até o almoço.

E morena se levantou sem dizer qualquer outra coisa, no fundo não consegue ser má educada com ninguém, mas Nami, sendo quem é, com certeza uma hora ou outra mesmo que sem querer irá falar, então, ser indireta com ela foi a melhor maneira de amenizar um pouco a situação. Agora, ela teria de agir de forma mais radical, por enquanto...

Se afastar um pouco dele seria algo bom... Mas... bom para quem? Só para manter as aparências? Porque no fundo ela nem longe e nem distante quer ficar dele, seu corpo e seu espírito não permitem, então...

É, o amor é dolorido demais!

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Zoro sentia que algo estava errado, não necessariamente com o navio, mas com ela. Sentia sua alma perturbada e aflita, alguma coisa aconteceu... Do nada sentiu uma necessidade absurda de estar com Robin, de abraçá-la e ter certeza de que está tudo bem.

Depois de resolver as coisas com Luffy em questão da próxima parada, o espadashin foi de encontro a arqueóloga, acabaram por se encontrarem no corredor do porão.

–Robin você está bem? -por instinto ele a abraçou, foi algo tão automático que nem lembrou da situação atual-

–Precisamos conversar... -ela disse meio séria, com certeza tinha coisa errada, muito errada; Entraram no porão e ali sentaram no sofá vermelho, um de frente para o outro, com as pernas cruzadas uma na outra e ele segurava suas mãos, não queria soltá-las. Zoro encarou a face rubra da mulher e a viu entreabrir a boca para falar; -Nami sabe do beijo. Ela viu.

Ele gelou por um minuto, depois piscou uma par de vezes, encarou Robin ainda estático e respirou mais fundo...

–Ela viu?!

–Zoro, eu sei que foi você quem me beijou, mas... o problema é que Nami viu e ela não vai aguentar, vai dizer para Deus e o mundo. Mesmo que sem querer... -a morena estava aflita demais, e isso não era bom, Chopper diagnosticou seu corpo com fragilidade ao calor, Robin é acostumada ao frio extremo, mas o calor é o inferno para ela!

Qualquer temperatura mais alta que 18º graus já é motivo para fazê-la passar mal.

–Bem, o que fazemos então? -ele perguntou em mesmo nervosismo-

–Não sei... mas... -ela exclamou com uma cara enjoada, seu rosto novamente estava ficando vermelho, e dessa vez seu nariz sangrava.

Aquilo desesperou Zoro, mas ela ainda sim sorriu dizendo ser normal este sangramento.

Voltaram para o convés, o sol estava um tanto mais forte e as narinas dela já expeliam bem mais sangue.

–Ah, que coisa!... -resmungou a arqueóloga brava, será que vai ficar um mês inteiro passando mal por causa do calor?!

–Espera um pouco, eu vou chamar o Chopper. -Zoro a sentou numa área coberta enquanto procurava o pequeno as pressas.

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–Essas piadas que você faz com o Zoro são incríveis! -Ussop elogiava o menor enquanto ria-

–Com certeza esse Marimo é ótimo para ser usado no humor. -Sanji concordava-

–Ah, tem outra, tem outra! -exclamou Chopper- O que o Zoro grita quando entra pela porta da cozinha?...

–Chopper a Robin tá sangrando! -Zoro entrou gritando na cozinha já levando a rena de qualquer jeito para fora-

–Hey, não é assim a piada! -esbravejou ele-

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Não dando muito tempo dele pensar, Zoro colocou Chopper de frente para a bela Robin, que ainda tinha lá seu sangramento nasal... A frase que ecoou pela cozinha acabou por preocupar a tripulação do Merry,todos foram correndo até os três;

–Hum... -Isso começou agora? -perguntou Chopper-

–Sim... -ela respondeu com a mão no nariz e o mesmo manchando-a-

–É um sangramento nasal comum no seu caso, mas se continuar exposta dessa forma a esse Sol não vai aguentar muito. Sanji, me traga lenços úmidos e um copo com água gelada.

–Sim!... Robin-chan se acalme... -aflorou o lado sensível do loiro-

–Eu estou calma...

E assim ele correu até a cozinha.

–Hey, Nami, me traga a erva de selênio em cima da prateleira dourada.

–Ok!

–Robin-chan, pode tirar a mão do nariz. -afirmou a rena com um sorriso-

E neste ato simples mais gotas de sangue foram pingando pelo local, suas narinas estavam ficando entupidas... -Ok... Sanji cadê os lenços?!

–Já vai! -gritou o cozinheiro as pressas no convés-

E assim Chopper foi cuidando do sangramento até que ele parasse, no final das contas não foi nada grave como ele previu, um sangramento nasal comum.

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–Com licença... -Nami disse ao abrir a porta do quarto levando uma bandeja para Robin. -Já que você não pôde ir até o almoço, ele veio até você.

–Já disse que estou bem, não precisam me tratar como doente. -a morena exclamou de cenho fofamente franzido-

–Gomen, mas isso é coisa do Sanji, sabe que ele tem um enfarto toda vez que algo acontece com você. -A ruiva calmamente depositava a bandeja no colo da outra, com cuidado lhe ofereceu o almoço especial do cozinheiro... Robin sorriu e agradeceu a vontade de servir da mais nova. E agora que a navegadora reparou, a bela mulher de Alabasta tem muita maestria para tudo, uma elegância infinita nas coisas, é tão... requintada mesmo sendo tão simples. Tudo em Nico Robin chama atenção de uma forma ou outra; Os desenhos de seu corpo, o jeito que se veste, a pequena mania de colocar os incômodos fios de cabelo para trás da orelha enquanto lê, o simples ato de folhear a página, o andar calmo, a respiração tranquila, o compasso dos batimentos... Aqueles olhos tão azuis quanto a imensidão do oceano... Ah, tão brilhantes e únicos dela, não há como negar, ela é perfeita!

Isso tudo fora observado pela alegre Nami Swan enquanto uma arqueóloga com vulnerabilidade ao calor dava atenção a comida, é tão fofo e sensual o jeito que ela come... Robin tem a mania de ir devagar, nem mesmo engolindo ela se apressa, cada gosto é bem sentido por sua língua.

Ela deve ter um paladar apurado-pensou a ruiva-Mas não dá para contradizer, ela é perfeita em todos os sentidos, será que amar Zoro também é uma de suas virtudes ou é algum castigo?... Ou pior, um primeiro defeito?

–O que está pensando, Nami-san? -perguntou a morena encarando lentamente os olhos castanhos da sujeita-

–N-nada, é que... você... -corou a navegadora-

–Suponho que esteja pensando naquele assunto acidental. -continuou Robin- Acho que está se engando um pouquinho sobre isso.

–Do que está falando Robin-chan?

–O beijo...

–KYAAAAAAAAAAAAAAHHHHH!... -Nami exclamou toda animadinha- Então ele confessou?!

–Sim, por assim dizer... -A amante dos livros respondeu em sorriso fraco- Nami, não pode contar isso para ninguém. Você entendeu?

–Eu sei, mas...

–Se contar eu conto que você já transou com a Bibi!

–Fala baixo! -não é do comportamento de Robin ameaçar desta forma e também não é de Nami sair por aí tapando a boca dos outros, mas as duas fizeram isso, assim que a ruiva se jogou em cima da cama da outra (com cuidado por conta da bandeja) e a silenciou com suas mãos: -Como sabe disso?!

–Eu sei de muitas coisas que você não sabe... -Robin respondeu toda descarada...

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A noite o navio é bem mais tranquilo, o calor já não era tão infernal assim, Robin tomou banho sozinha, estava tentando fugir de Nami um pouco, por conta da história do beijo (que por sinal não deveria ter acontecido num momento como aquele).

O que a surpreendeu ao sair do banheiro foi Zoro parado atrás da porta... Ela o encarou sem reação em alguns segundos, mas depois caiu sua ficha.

–Veio tomar banho? -perguntou ela sorrindo e tombando a cabeça levemente para o lado-

–Também... -ele respondeu corado-

–Então quer dizer que tem outro motivo por trás?... -a arqueóloga sorriu em malícia- Então diga-me qual é ele.

–Você... -e quer saber? Ele cansou de negar para si mesmo, está perdidamente apaixonado por essa bendita arqueóloga, simplesmente entregou seu coração para a maldita e bendita Nico Robin!

Bem que ela queria dizer mais coisas, porém foi surpreendida por um beijo, Zoro a prensou na porta fechada e para o azar dela (ou sorte talvez) esqueceu seu pijama no quarto, tendo assim a grande possibilidade daquela toalha descer até o chão.

As mãos dele passeavam por suas curvas ainda por cima daquele tecido felpudo... Um beijo meio rápido, mas desejoso, cheio de luxúria. E ela não tinha como reclamar, apesar de inexperiente no assunto (talvez não), Zoro sabe pegar... E muito bem!

E lá se foi a toalha...

Aquilo o fez sorrir de ponta a ponta... -Bem como previa... -ele colou seus lábios ao ouvido da mais velha- Intocável...

Ao tilintar tal sussurro abriu outro sorriso ao sentir a pele dela eriçar, pensou um pouco: Todos estão dormindo bêbados, nem vão lembrar do que fizeram nesta noite.

Agradeceu eternamente a Luffy por querer tanto dar uma outra festa no navio...

Se for para testá-la, que seja a sua forma;

Agora aquela toalha não precisava mais secar a suave pele bronzeada da arqueóloga, Zoro apenas com um simples toque a fez derreter por dentro, aqueles olhos azuis... novamente brilhando com intensidade, mais intensidade que o normal... Via seu reflexo naqueles invejosos azuis, azuis que ele jamais vira em outra pessoa.

Não aguentou mais, possuir aquele corpo, aquele ressoar de alma, aquela mulher... Não precisou pensar tanto, Robin também queria.

–Acho que você está gostando dessa brincadeira não? -ela perguntou maldosa- Mas... existem algumas coisas que você ainda deve aprender sobre mim.

Então, carinhosamente ela se soltou daqueles braços e o levou a um lugar bem mais divertido...

–No que está pensando, Nico Robin? -perguntou o espadashin com malícia-

–Em como você é sem roupa... -ela respondera sádica-

Essa Robin ele não faz ideia de quem seja... -ah, só uma pergunta... Foi você quem me colocou na cama ontem?

–Queria que não tivesse colocado-a?...

–Quem sabe...

Notas finais
tacando biscoitos em 3, 2, 1...