Notas iniciais
Minha segunda fic de One Piece, sei lá... o que vocês acharem comentem, mas eu não garanto que todos vão gostar, então... desculpem os erros!

É, o que o espadashin mais temia aconteceu, ele se apaixonou, e não foi por qualquer pessoa.

Com tantas mulheres no mundo, por que justo ela?!

Não poderia ter sido até mesmo uma folha?... Não, Roronoa Zoro foi se apaixonar justamente por Nico Robin.

E o que tem demais nisso? Ah, simples, ela é Nico Robin, a mulher mais inteligente, mais calma e sincera de todas as Eras que já viveu.

Como pode ele, um marimo (para Sanji), rude, grosso, arrogante e impaciente gostar de uma mulher tão oposta de sua personalidade? Era impossível -ou pelo menos o que ele considerava- Não tinha motivos para odiá-la, não tinha mais motivos para desconfiar dela e muito menos de não conversar com a única pessoa racional daquele navio.

Ele admite, não havia como não se encantar por Robin...

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Era um dia mais que comum, Sanji estava na cozinha preparando o almoço, Luffy estava bagunçando alguma coisa, Chopper e Ussop ajudavam, Nami aparecia com suas broncas, Brook cantarolava qualquer coisa que lhe viesse a mente, Franky concertava algo por aí e Robin estava... Ops, Robin não estava em canto algum.

Verdade, hoje era dia dela ficar no porão no navio limpando tudo, mesmo que alguém lhe oferecesse ajuda, ela não aceitaria, não que seja orgulhosa, mas que se essa tarefa foi designada para tal, então significa que ela tem muita capacidade pra fazer tudo sozinha.

Zoro percebeu o sumiço dela, sabia onde estava, provavelmente, a essa hora já teria terminado tudo e com certeza um livro estaria tampando seu rosto.

Só para variar foi atrás dela...

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–Pensei que ainda estivesse dormindo, espadashin-san... -ela não precisava olhar para saber que era Zoro, seus ouvidos aguçados aprenderam muito bem a distinguir os sons daquele navio, o que cada um fazia, as vozes, os passos... Os dele eram silenciosos apesar do jeito grotesco.

–Nossa, esse lugar está um brinco, você arrumou tudo sozinha? -é, ele geralmente não se impressiona fácil com as coisas, mas nunca viu um porão de navio tão bem limpo quanto o do Merry.

–Digamos que meus braços são bem úteis como um par... -ela sorriu enquanto ligeiramente desviava a atenção do livro, aqueles olhos azuis... Estavam muito azuis hoje, como se expressassem muita alegria e o interessante é que hoje, Robin estava completamente adornada no azul, estava de vestido curto, ia um pouco acima dos joelhos e sem mangas, estava um calor infernal na Grand Line.

Os cabelos negros e agora, medianos, estavam presos pois eram tão lisos que vez ou outra escorregam as presilhas dele, por isso era obrigada a prender bem firme e bem no alto da cabeça... Sua franja crescera um pouco, mas não muito a ponto de cobrir seus belos olhos azuis.

O porão era meio escuro, mas não o suficiente para o sol não penetrar e trazer sua animação, Robin estava senda num sofá antigo, mas bem confortável e fofinho, todo vermelho... Até que para um porão aquele estava mais lembrando uma sala de descanso, ela fez um trabalho impecável por ali.

–Que livro está lendo agora? -ele resolveu perguntar só para descontrair já que os gritos de Nami eram ensurdecedores quando em dias assim.

–É um livro de fantasia, mas bem legal... Só que não vou lhe contar a história, é melhor que leia pois vai achar algo muito interessante nele. -aquele sorriso esbelto de graciosidade e um pouco de sarcasmo, coisa que antigamente o irritaria muito, hoje, é belo este sorriso, assim como todos os sorrisos que ela dá.

–Tsc, algum dia quem sabe?... -ele deu de ombros para o livro, só queira um bom canto para dormir, hoje realmente o barulho estava acabando com seu sono, e o porão é um tanto distante do convés, o que é bom pois era mais difícil ouvir as algazarras da tripulação... Até que Zoro sentiu as mãos delicadas dela lhe tocando a face, este ruborizou no mesmo instante:

–Está com sono? Pode dormir aqui, eu não irei te atrapalhar. -Robin mostrou sua gentileza como sempre, era tão educada quanto o possível, era raro vê-la sendo direta ou sem paciência, aliás, é o que não falta nela... Paciência.

Nisso ele apenas encarou-a de leve, olhando de relance para o livro em suas mãos e acabou se deitando no colo dela, como Robin só estava sentada num canto do sofá , com suas pernas esticadas ao chão, Zoro pegou uma das almofadas nele e colocou em cima do colo da morena e pousou a cabeça ali, adormeceu mais rápido que pensava, com certeza o colo da arqueóloga era melhor do que seu travesseiro...

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–Mais comida Sanji-kun! -Luffy já reclamava de novo, era um comilão, isso ninguém pode negar, mas o loiro se irritava com a grande capacidade daquele monstro dentro da barriga do capitão não cessar um minuto.

Nami conversava com Brook sobre assuntos variados, já Ussop e Chopper pareciam mais ocupados encarando Luffy com um certo nojo e desdém, já deveriam estar acostumados com aquela cena de todo dia, mas era impossível, cada dia o moreno fazia uma coisa diferente com a comida de Sanji.

Na outra ponta da mesa, Robin comia sossegada e Zoro estava bem a frente, do mesmo jeito, ás vezes seus olhos o desobedeciam e faziam menção de encará-la de relance, tão linda, até quando come!
Luffy estava tão agitado que começou a fazer graça pela cozinha, aquilo deixou o cozinheiro Sanji mais irritado ainda, começou a gritar com ele, então o moreno se levantou e foi com suas mãos balançando por volta da mesa, sem querer sua canhota bateu com força nas costas de Robin a fazendo engasgar.

Ela tossia violentamente, estava até roxa de tanto tossir, era um desespero enorme agora, Nami repreendia Luffy enquanto Sanji gritava aos prantos, Franky olhava a situação completamente paralisado, Chopper e Ussop tentavam aplicar algum remédio na morena, mas Zoro foi menos inteligente que todos ali presentes, foi até Robin e com a pontas dos dedos apertou com uma certa força as costas dela, numa espécie de massagem empurrando um pouco sua pele para cima, não precisou muito esforço e ela já havia parado de tossir, certamente que vomitou um pouco do que comeu, mas nada de grave.

E quem olhava a cena ficou com a cara mais “WTF?!” do mundo, Zoro, o espadashin mais sério que conheciam, havia salvado os pulmões de Nico Robin, a pessoa que ele mais desconfiava.

Ainda um pouco roxa ela só precisava respirar e na cozinha é que não dava...

O maior a levou até o convés, lá ela sentia o gosto levemente salgado do ar, culpa daquela água toda, mas se acostumou e isso era a menor das preocupações dele.

–Você está bem? -ele perguntou num tom que ela jamais pensaria em pressentir antes, mas sorriu ao final-

–Estou, obrigada. -Robin agradeceu e foi posta no chão, era agradável ficar assim, bem de frente para Zoro e ainda curtir esses poucos segundos a sós com tal.

Não acreditava, mas se apaixonou por ele, o grande brutamonte do Merry, Roronoa Zoro.

Ficava feliz quando ao lado do mesmo...

Até a paz acabar.

–Robin-chan me perdoa! Não fica brava comigo, foi um acidente! -Luffy choramingava temendo nunca mais poder falar com a morena, sempre gostou muito dela, a admirou desde que se encontraram em Alabasta, tão cativante Nico Robin!

–Está tudo bem, Luffy-kun, eu sei que foi um acidente! -esta sorriu para o mais novo, se não se engana, os mais velhos de lá eram ela, Zoro e Brook, mas ainda sim não se sentia tão mais velha assim, ainda que se consta, lembra de ser três anos mais velha que Luffy, mas no quesito comportamento já dá para dizer que tem capacidade de ser mãe dele.

Riu alegre, aquilo deixou o capitão aliviado e nisso resolveu abraçar a arqueóloga, a levantou com entusiasmo demais, Robin já podia quase tocar as nuvens no céu, outro susto pois Luffy tem esse pequeno problema de se empolgar fácil.

Zoro sentia o coração querer sair pela boca de tão desesperado que ficou ao vê-la sendo atirada pro alto, e Nami que foi lá perguntar se estava tudo resolvido quase enfartou ao ver a morena despencando de algum lugar no céu.

–ROBIN-CHAN! -os outros chegaram aflitos, o que Luffy aprontou dessa vez?

Mas para a mulher dos cabelos negros foi até divertido, estava descendo com mais rapidez do que voara, mas sentiu mãos ágeis lhe pegando, Zoro acabou servindo de almofada na queda dela, mas bem que gostou disso, podia sentir o corpo da comedora de livros como uma pluma.

–Robin-chan tá tudo bem?! -Nami gritava preocupada, mas a maior sorria com bastante ênfase, sorriu mais uma vez para Luffy e agradeceu.

–Luffy você é doido?! Quer matar a Robin-chan?! -Sanji falava com muita raiva, já o espadashin não sabia se ia até o capitão do chapeú-de-palha para dar um belo soco ou se dava atenção para a amada... Só sabia que passou um sufoco por duas vezes no mesmo dia, temendo quase perder a única pessoa que lhe conquistou.

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No jantar foi tudo mais calmo, até porque Luffy dormiu antes, o que era estranho...

–Robin-chan tem certeza de que está tudo bem? -Sanji perguntava ainda receoso, perder sua Deusa arqueóloga era a última coisa a se pensar na vida-

–Está sim Sanji-kun, obrigada. -ela como sempre, sorriu, mas Zoro ainda estava atento, vai que Luffy resolve entrar todo extravasado por aquela porta e atira Robin contra a parede...

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Todos praticamente já dormiam, mas Robin estava acordada, dando atenção ao livro que lia mais cedo, trocou o vestido por uma roupa mais leve e confortável já que o calor não daria trégua, mesmo assim seus cabelos ficaram soltos, decidiu ler na sala de observação porque durante a noite os meninos roncam demais e Nami geralmente começa a falar dormindo, mas não era empecilho para ela não dormir, é que desde que saíra de Alabasta, não se acostumou a dormir muito, sempre temendo por sua vida, ser usada durante a noite para alguma experiência torturante. Foram tempos muito difíceis, que a faziam correr, sempre com medo de que não pudesse mais acordar...

Lembra de quando chegou ao bando Chapéu-de-palha, Zoro inicialmente não gostava dela por não confiar nela, porém, ao descobrir sua história ficou sem jeito algum... Aliás, nunca teve jeito com ela pelo que se consta... E foi pensando nele que sua leitura se perdeu, agora já podia usar o livro como desculpa, mesmo que não estivesse prestando atenção.

Também lembra de quando se apaixonou por ele, de alguma forma... Zoro é muito desinibido, bem peculiar ao modo de ver as coisas, é direto e a incredulidade o acompanha.

Mas... por que com ela, ele se abre tão mais facilmente? Ele gosta de passar tardes e tardes a desafiando em jogos muito bobos quando desembarcam em algum lugar para comprar mantimentos.

É tão gostoso passar o dia discutindo com ele sobre a rotina maluca que Nami impõe no navio...

Simplesmente, é perfeito estar com alguém tão imperfeito, Zoro não é um príncipe, mas encanta...

Notas finais
taquem biscoitos!