Não há a esquerda
nem a direita,
um meio para fugir.

Sinto meus pulmões
sendo amassados,
apertados,
não há ar.

Um sufoco,
desesperado,
do qual não consigo escapar.


–---


Os sábios partiram.
O tempo acabou.
Falta uma atitude
que ainda não chegou.

–---


O gato faminto quer se pronunciar.
Considerado inferior, apriosionado está,
ao seu silêncio, insignificancia,
sem direito de se expressar.

Esse gato quer escapar.
Não tem como fugir do jeito que está,
dessas horas ele deseja,
ser um pássaro para escapar.

–---


É tipo, ela conta?
É tipo, tu manda aqui?
Pode deixar, vou partir,
governe no seu reino sem ninguém.

–---


Calma, calma
eu vou resolver.
Foda e incrível
diferente de você.

Cochicho todos os dias,
sorrio me escondo,
bofetadas todas as vezes.
Pode deixar eu vou zarpar
Não perde por esperar.

–---


Observo de longe,
minha ampulheta.
Agora no final,
a areia demora uma eternidade.

Observo de longe,
minha ampulheta.
Esperando a hora certa,
para acabar com tudo.

–---


Corre corre.
Vai dar tempo.
Corre corre,
menos de 5 segundos.

Chega, por hora.
Temos mais de 5 horas.
Chega, por hora.
Vai dar tempo.

–---


Você sobe os degraus desesperadamente,
O ar dos seus pulmões se esvai.
Você não pode parar.
A liberdade está na evolução da mente.

–---


Tensão entre meus dedos.
Discordia entre minhas mãos.
O silêncio dos meus olhos.
A angustia de meus pulsos.

Notas finais
Cansada.
Muito afim de partir desta vida, amém.