Pensamentos Em Preto E Branco
11 Abstinência
Uma noite.
Uma noite
sem um vício.
O tempo parou,
a respiração atrasou,
uma noite sem um vício.
Não há loucura,
não há sanidade,
só um desejo reprimido.
Uma pessoa normal
aprisionada num potinho.
Sem ar, sem escolha,
que só pode agonizar.
Um noite.
Uma noite
sem um vício.
E acha que
ainda sobrevivo
por quanto tempo?
Um noite.
Uma noite
sem um vício.
Não falta muito
para minha pessoa enloquecer.
Essa ansiedade,
essa necessidade,
por quanto tempo mais
posso esconder?
Somente uma noite.
Uma noite.
Uma noite.
Uma noite sem um vício.
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Brinco com as cores,
olho para o céu,
meu dedos sujos de tinta,
não paro de imaginar.
Imagino um futuro,
um futuro diferente,
onde eu não estaria
brincando de tinta.
Desenho com a imaginação,
a tinta é minha estrada
e as asas meu passaporte.
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Mastigo o papel,
os olhos giram além de sua orbita.
Mantenham a distancia.
Essa ratazana morde,
e sua mira é no pescoço.
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Olá, venha bailar comigo.
Tenho uma caixinha mágica,
que vai te mostrar, te ludibriar
com todos os seus mais profundos desejos.
Caminho sem pressa pela praça,
vejo todos os rostos pela rua.
Todos os olhinhos ansiosos,
esperando algum milagre.
Deixe-se envolver por estes versos,
acredite e imagine, tudo que queres
e sentirá como se fosse verdade.
Só uma por uma vez,
se permita sonhar,
como se tudo fosse verdade.
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Há uma mensagem para você,
embaixo da porta.
Você nem pode imaginar quem deixou.
Você sente e acredita, que sabe quem foi.
Será que foi somente uma ilusão?
Ao abrir a carta,
há um sorriso desenhada nela.
E um aviso em vermelho
que ninguém deve saber.
Ah, sabe o prevejo?
Uma situação enlouquente sem dimensões.
Ah, sabe do que mais?
Vai virar seu mundo de ponta cabeça.
É um segredo!
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