Pensamentos By Anne Diogo

20 Verdades Insandecidas


Eu sinto sua falta. Não é simplesmente saudade. É falta. Você faz falta. Não é apenas aquele sentimento de esporadicamente lembrar que você existe. Não. A falta da sua presença é extremamente sentida. Minha saudade de você tem nome, sobrenome, endereço e telefone. Eu lembro de você todos os dias e sinto como se nunca fosse esquecer, na verdade eu sei que eu não vou te esquecer. Eu posso daqui a 20 anos passar por você na rua, parecer indiferente, mas eu sei, que meu coração vai bater de um jeito único e cheio de perguntas sobre porque não estamos juntos. Como eu disse, você faz falta e eu sei que vai fazer por muito tempo. Ninguém chegou aonde você chegou e eu não tenho coragem, vontade ou abertura para outra pessoa chegar a tal. Gostaria, para poder não te travar mais com as minhas incertezas, não te magoar mais com as minhas atitudes. Desculpa. Eu gostaria de poder ter te mostrado todas as vezes o que realmente eu senti, mas eu fui tão vítima do medo. Eu sabia o que queria e não sabia como admitir por achar que assim te perderia. Eu sempre quis você, que se dane outros nomes, quando você aparecia nas questões de multipla escolha da minha vida, a resposta era você. Não existe alguém que me toque do jeito que você faz, é transcedental. Não me refiro a algo físico. O toque do seu olhar, o toque da saudade que sinto, o toque das suas palavras. Apenas todos os tipos de toques, literais ou não. Eu repito, eu sempre quis você. Pras coisas mais simples, como te dar as mãos, sentar ao seu lado, deitar a sua cabeça no meu colo, te ouvir falar coisas banais, te ouvir falar sobre assuntos de importancia mundial, dormir no seu peito, te ver rir profundamente sobre algo, te ver rindo de mim e eu com a cara de paisagem sem entender, te ouvir dizendo “ô, preta”, prestar atenção no que você acredita, ouvir suas músicas, odiar suas músicas, sentir a sua mão junto a minha, sentir sua pele, sentir e adorar seu cheiro, mesmo que seja aquele de quando você acaba de acordar, ouvir suas broncas, ver seus jogos, ver suas tatuagens, passar um dia ao ar livre com você, te fazer uma surpresa, passar um dia debaixo do cobertor, ver você se empolgar, te fazer feliz, te ouvir dizendo o que gosta em mim, o seu sorriso quando esta encantado com algo, a sua raiva, a sua tranquilidade, o seu sono, cuidar dos seus medos e ansiedades que jura não existir, seu jeito dominador, a sua teimosia e certeza de que o mundo é cinza… Dos seus defeitos e suas qualidades, eu sinto falta de tudo, absolutamente tudo. E não vai ter outro como você. Você é único. Lindo e único. Eu não quero que tenha. Porque eu quero te guardar de modo especial para sempre. Especial não, único. Desculpa se tive medo e agi confuso, eu estava confusa, não sobre o que eu queria, eu sei que sempre quis você, eu estava confusa se era o tempo certo ou se você merecia alguém que estava descobrindo o mundo, alguém tão confusa e prolixa, mas que ao mesmo tempo não consegue dizer o tamanho dos sentimentos que tem por dentro. São tão grandes que me fazem jurar que são óbvios, que não precisa de palavras por estar por todo o meu corpo o seu nome. Somos tão orgulhosos, tão cheios de certeza e de si. Esquecemos de admitir o quanto sentimos. Sinto muito. Sinto muito mesmo. Não quero você por quero ser feliz com você, quero você porque sei o quanto posso te fazer bem e você não merece menos.

– Um Novo Anônimo