Notas iniciais
Hey queridos, aqui está um novo capitulo espero que gostem ♥

“As consequências de um desastre

Colidem na terra

O tempo é um destruidor de vidas

Uma mistura transitória

Conectando todos nós

Enquanto nos dividimos em dois eternamente

E rodas continuam girando

Suspenso no tempo

Enquanto você plana pelo ar

Veja o seu corpo em baixo de você

Sentimentos não machucam mais”

O rei élfico não estava com o melhor dos humores nos dois dias que prosseguiram após ordenar que Andalor entregasse sua carta para Elrond. A chegada daquela mulher em seu reino tinha o deixado no mais completo estado de desgraça, não saia de seu escritório e nem mesmo Galion seu guarda pessoal e mais fiel amigo tinha coragem de o interromper naquele momento, seus olhos gélidos passavam pela milésima vez por aquele pergaminho que exalavam o cheiro do sangue de Oropher e da feiticeira, a assinatura do antigo rei da Floresta da Trevas fazia com que a raiva de Thranduil se elevasse cada vez que a via.

Havia sido tratado como uma mercadoria, sentia-se enojado com o conteúdo daquilo que tinha em mãos, começando a questionar se o pai, o grande rei Oropher havia chegado a trair sua mãe com aquela feiticeira, aquele mero pensamento já lhe era desprezível, elfos tinham natureza fiel, não traiam seus parceiros, não se deixavam levar por prazeres carnais. Deixa um riso amargo escapar de seus lábios, seu pai nunca teria assinado algo como aquilo e muito menos teria dado suas valiosas espadas das quais tanto se orgulhava para uma feiticeira caso não tivesse um envolvimento com ela.

Joga o pergaminho na mesa se levantando saindo do escritório, sua pesada capa azul escura com detalhes em prata se arrastavam pelo chão conforme ele caminhava pelos corredores do palácio, não parava ou parecia ver seus guardas se curvarem perante ele conforme passava, tinha um único destino: o quarto em que estava trancada a desprezível feiticeira. Quando para diante a porta os dois guardas que estavam de olho nela dão passagem para o rei fazendo uma reverencia a qual é ignorada pelo rei que apenas entra fechando a porta atrás de si.

Podia ver a mulher parada próxima a janela olhando fixamente para algo no jardim, seus olhos a analisavam, se amaldiçoava por ver sua beleza, condenava-se por seu corpo há muito adormecido ter uma reação somente em olhar para aquela criatura que tinha apenas esse intuito, seduzir. A vê se virar o olhando com os belos olhos verdes, mas o rei mantinha a expressão fria de sempre, ele sempre foi bom em ignorar seus desejos e sentimentos, naquele momento não seria diferente, principalmente com alguém de uma espécie tão repulsiva como a dela, feiticeiras nunca foram confiáveis e sempre foram aliadas de Melkor e Sauron.

— Caso eu desejasse fugir seus guardas não me segurariam heruamin. – Elbereth volta a olhar para o jardim sentindo o olhar duro do rei sobre ela.

— Claro que não, porém ainda os prefiro te vigiando feiticeira. – Vai até a janela vendo o que ela tanto olhava, tendo a visão de seu filho com Tauriel não gostando nada daquilo, embora tivesse criado a elleth como sua protegida não aprovava essa atenção toda que Legolas dedicava a ela.

— O príncipe a ama, algo tão puro, tão belo... É de cortar o coração que não seja correspondido. – Escuta a voz de Elbereth ao seu lado, a olha vendo seu olhar perdido diante a imagem dos dois jovens elfos no jardim.

— E o que uma feiticeira sabe sobre o amor? – Os olhos da mulher se voltam para ele quase tão frios quanto os dele. – Vocês são tão duras quanto uma pedra e tão vazias quanto um eco. – Sentia a agressividade das palavras do rei diante de si.

— E você majestade? O que sabe sobre o amor? – Podia ver as pupilas dele se dilatarem pela reação de raiva que começava a ter. – Não me julgue por causa da minha espécie, não sou uma seguidora de Melkor e nem de Sauron, caso fosse eu tentaria te matar ao invés de honrar com esse acordo, somos poucas, porém ainda existem feiticeiras dispostas a lutar contra a escuridão, podem acreditar que o mal foi derrotado, mas ele ainda vaga e procura por aliados. – Sua voz era ríspida.

A olha fixamente. – Quer que eu acredite que está aqui para ajudar? – Era sarcástico. – Não acredita que eu realmente vá cumprir com esse acordo absurdo? Não vou me ligar a alguém como você Elbereth! – O nome dela em seus lábios sai com tanto desprezo, embora fosse um nome belo pertencente a uma ainu.

— Ainda não compreendeu? – Se levanta encarando-o. – Que minha mãe ao fazer esse acordo não esperava que eu nascesse uma feiticeira? Sou uma aberração para minha própria espécie Thranduil, não sou filha de ainur como todas minhas irmãs feiticeiras, sou filha de uma feiticeira com um humano. Esse acordo é benéfico aos elfos e não para mim, a coroa de rainha não me interessa, eu estarei em uma prisão. – Thranduil podia ver um brilho intenso de fúria começar a nascer em seus olhos.

— Feiticeiras não nascem sem ser de ainur... – Aquilo não era possível, aquela mulher estava jogando com ele, estava chocado com aquilo nunca houve um relato como aquele.

— Eu estou aqui para dizer que nascem, meu pai não era nada além de um ferreiro que ela usou apenas para gerar uma criança, mas quando viu magia, viu uma aberração em suas mãos... As feiticeiras originais me desconhecem Thranduil sou o segredo sujo de Tíssaia.

— O que quis dizer que ao selar o acordo ela não esperava que você nascesse com magia e o que isso implica em ser benéfico aos elfos? – Tudo o que dizia respeito as feiticeiras era um verdadeiro segredo, apenas elas sabiam seus códigos, sua magia, nenhuma outra espécie tinha acesso a nada sobre elas, o que as tornava ainda mais perigosas, as únicas que compartilhavam algumas coisas eram as três brancas aliadas dos elfos e homens, mas ainda era muito pouco.

— Eu nasceria uma humana comum e ela teria uma filha rainha que poderia dominar e comandar a mente no reino élfico... Porém a partir do momento em que nasci com magia e me caso com um elfo meus poderes passam a ser dele também, você terá controle sobre todos os meus poderes Thranduil, por isso feiticeiras não se envolvem com elfos, duas magias fortes que se conectam, muitas feiticeiras como as negras acreditam que a extinção dos elfos geraria uma onda de ascensão de magia pura, de magia praticada por feiticeiras.

— Está me dizendo que nossas magias se conectaram com o casamento? E eu terei controle sobre você e seus poderes?

— Eu tenho muito mais a perder do que você, eu estou ganhando correntes que demonstraram que tenho dono, de que pertenço a um elfo, você e o reino da Floresta das Trevas ganham uma arma de guerra. – Sua voz era amargurada. – Tíssaia tentou dissolver esse acordo de todas as formas, mas ela mesmo colocou uma magia poderosa de irrevogabilidade por nenhuma das partes, nem a criatura mais forte poderia destruir isso. – Havia desprezo em suas palavras.

Sai de perto de Thranduil que ainda olhava com desconfiança não sabia se poderia confiar nas palavras de alguém igual a ela. – Não gosto de pessoas como você também Thranduil, acredite elfos não são minhas criaturas favoritas, mas também não são as que mais desprezo... Ambos tivemos perdas majestades, vimos pessoas que amamos morrer, suas perdas não foram menores que a minha, esse é preço da imortalidade e continuaremos a ver aqueles que gostamos partir até que alguém nos mate ou até que permitamos que os façam. – O rei contrai o maxilar, aquela mulher ainda ousava comparar sua dor a dele.

— E o que perdeu suas irmãs para a escuridão, pelo destino que elas mesmo escolheram? – Pergunta com ironia.

— Meu marido, meu companheiro, meu melhor amigo e alguém que você nunca será um terço do que ele um dia foi. – Joga com agressividade na cara dele.

O olhar se torna penetrante, suas írises azuis eram como o mais puro gelo. – Já vi horror demais por essas terras para ter medo de um elfo com a alma quebrada, já vi o despreza das mais diversas formas para temer o desprezo de alguém que nem ao menos considero e nem sei se será digno de meu respeito... Eu estou aqui para cumprir com um acordo realizado por um elfo ensandecido e seduzido por um feiticeira seu escrúpulos, não quero seu carinho, não quero seu amor, não quero seu afeto, só peço o mínimo de convivência e que ambos façamos o máximo para que aprendamos a nos respeitar. – As palavras dela saiam de forma fria.

Thranduil mantinha os olhos fixos nela, aquela mulher estava brincando com fogo. – Você quer cumprir com esse acordo? Está bem, iremos cumprir. Esperaremos a chegada de Elrond e do mago, ainda há muito o que quero saber antes de ir em frente com essa loucura. – Só a possibilidade de se ligar a alguém como Elbereth o dava enjoo, não que ela não lhe fosse agradável aos olhos, mas ia contra tudo o que defendia.

— Mithrandir lhe contará tudo o que precisa saber e quando Elrond chegar quero o ver. – Seu último encontro com Elrond tinha sido um pouco desconfortável, havia conseguido o enganar se passando por humana, se orgulhava por fazer isso com alguém como ele, porém tinha uma grande consideração pelo elfo, lhe devia uma desculpa por ter enganado seu povo e a ele por tanto tempo quando lhe ofereceram abrigo e proteção.

— De onde conhece Elrond? – Pergunta friamente.

— Há alguns anos Lorde Elrond foi gentil em me acolher e refugiar em Imladris por alguns meses e eu o enganei me passando por uma humana. – Não precisava falar ao rei que por aquele período esquentou a cama do elfo moreno sempre que ele desejava e precisava.

Da um sorriso irônico de canto. – Me surpreenderia se não tivesse enganado, a única coisa que me questiono é como Elrond se deixou enganar. – Olha ela. – Sua aparência quase grita que não é uma humana.

— Posso esconder totalmente minha magia, anula-la completamente quando não quero ser encontrada ou descoberta, você me enxerga assim porque vê magia correndo através de minhas veias. Já lorde Elrond, o senhor e a senhora Lothlorien me viram completamente anulada apenas como uma humana... Celeborn e Galadriel foram mais difíceis de enganar, porém não impossível, está última não é minha melhor amiga. – Tinha um brilho estranho no olhar ao mencionar Galadriel.

— Se esteve em Imladris viu as três brancas, originais como chama, como elas não souberam o que você era? – Questiona andando envolta dela, sentindo o aroma de rosas que emanava dela, aquilo era muito para sua sanidade mental, endurece ainda mais sua expressão.

— Pode não acreditar, porém não sou uma feiticeira de toda ruim, tenho meus truques e minha magia não é tão insignificante quanto parece pensar... Naquela época eu realmente era uma criatura desprezível que tinha acabado de perder o marido e amigo e só precisava de um abrigo, tudo o que fiz foi para não ser encontrada por Tíssaia, mas não demorou para que me encontrasse.

A imagem de Louren sendo decapitado volta a sua mente e a forma que foi recebida por Elrond cinco meses depois do acontecido, Elbereth havia vagado sem rumo se escondendo como uma humana para se esconder de Tíssaia, uma anulação completa a única coisa não anulada foi sua imortalidade, até que Elrond a acolheu cuidou dela por dois meses até que começaram um envolvimento sexual, não tinham amor, havia um carinho por parte de ambos, ele ainda sentia pela partida de sua Celebrian e ela embora não vivesse um casamento, tinha perdido seu melhor amigo e que amava, ficaram assim por quase cinco meses, até que ela ouviu o chamado de Tíssaia dizendo que sabia onde ela estava e foi hora de partir.

— Você me parece ter ótimos truques para enganar alguém como Galadriel e posso entender o porquê de ela não gostar de você. – A olha de cima a baixo.

Sem dar oportunidade de resposta para a feiticeira Thranduil apenas se retira do quarto ordenando que ficassem de olho em todos os movimentos dela, mas caso ela insistisse em sair que não a impedissem, não queria ter seus soldados mortos por aquela criatura. Ao invés de ir para o escritório como de costume vai direto para sua câmara priva indo direto a mesa onde ficava uma garrafa do melhor dorwinion, coloca em sua taça bebendo, nem mesmo a bebida que tanto apreciava tirava o gosto amargo que tinha na boca, odiava se sentir pressionado a algo, aquilo o enfurecia.

A história dela conhecer Elrond, de Mithrandir saber sobre tudo estava o enlouquecendo, o que mais precisaria descobrir? Mas nada era pior para o rei do que continuar com o cheiro dela em sua memória, sentia-se zonzo com aquilo, parecia um feitiço, mas sabia que não havia sido enfeitiçado podia sentir a magia dela, tudo nela o deixa em um estado de excitação e se amaldiçoava por aquilo, sentia nojo de si mesmo por estar com aquele tipo de sensação com uma feiticeira, estava nutrindo um desejo lascivo, seu corpo ganhavam reações que não conseguia controlar e aquilo estava o deixando irritado, caminha até o espelho olhando seu próprio reflexo.

— Você me dá nojo. – Diz para si mesmo, bebendo mais um gole de seu vinho.

Aquele dia ninguém mais tem notícias do rei que fica em seu quarto, os três dias que passam Legolas já se preocupava com a ausência do pai que ficava mais no escritório do que em qualquer outro lugar, o via no trono apenas para ouvir os relatórios das patrulhas e estava mais irritadiço que o normal. O jovem príncipe sabia que havia algo errado com tudo aquilo e tinha certeza que tinha a ver com a bela hóspede que tinham no palácio, aquela manhã ao caminhar pelos jardins tem a visão dela sentada em um dos brancos com um livro em mãos, sorri caminhando até ela.

— Bom dia senhora Elbereth! É bom vê-la fora do quarto. – Sorri amplamente para a mulher, que não deixa de retribuir, era difícil resistir a pureza que Legolas trazia com ele, embora ela soubesse que ele era um guerreiro, ele tinha uma alma limpa.

— Meu jovem príncipe é sempre bom te ver, fico muito agraciada com sua presença. – Diz cordial fechando o livro em seu colo.

Legolas olha a capa. – Não sabia que sabia sindarin... Posso me sentar junto da senhora? – Pergunta cortes.

Assente o vendo sentar-se ao seu lado voltando a olhar o livro em suas mãos. – Sou fluente em diversos idiomas dessa terras, feiticeiras devem sempre conhecer seus amigos e inimigos.

— Nunca conheci uma feiticeira antes, quero dizer, além das brancas... É verdade o que dizem?

— Não comemos crianças no jantar e nem cozinhamos bebês elfos. – Brinca com ele, que fica vermelho envergonhado. – Mas as negras são canibais, então essa parte é verdade, elas gostam de carne fresca e de preferência de homens humanos após se acasalarem... Sim lembram-nos alguns animais e insetos, mas foram o tipo de vida adotados por elas. – Legolas agora olhava horrorizado.

— Você não...

— Só consumo carne branca e raramente, na verdade apenas quando não tenho opção, não sou uma feiticeira negra, você as reconheceria imediatamente, caso as visse. – Sorri para ele.

— Como pode dizer que eu as reconheceria se eu nunca as vi? – Pergunta.

— Cordélia, Aurélia e Elessa são as criaturas mais belas e majestosas que caminham por essas terras, você seria seduzido pela visão das três e então morto antes mesmo de sair do lugar, caso seja o alvo. Não há beleza maior entre nós do que das três negras. – Ri sem humor.

— Soube que a última briga de feiticeiras o conselho negro quase dizimou o conselho branco, foi após a queda de Melkor, quase não se falam nisso. – Estava curioso com o que Elbereth poderia lhe contar.

— Não está errada sua informação, Bree quase perdeu todos os poderes em batalha para Cordélia, uma época negra... Após isso as feiticeiras decidiram que conviveriam em união, uma não se envolveria no espaço da outra e assim foi, embora o conselho negro tenha mais seguidoras. – Seu olhar era distante.

— E você a quem segue? – Olha para ela que o encara.

— Não sigo a ninguém, pois é questão de tempo para que as três brancas sejam corrompidas como as demais, o poder sempre vem com um preço e o bem sempre luta em conflito com o mal.

— E como posso saber se você não será corrompida? Como poderei confiar em você? – Legolas tinha um certo desespero na voz, algo dentro dele tinha necessidade de confiar na mulher diante dele.

— Por que eu nunca fui boa e eu nunca vou ser. – Toca o rosto dele sorrindo, passando calma. – Para alguém ser corrompido ela não pode conhecer o ódio, o desprezo, a dor, o ciúme, entre todos outros sentimentos impuros e eu Legolas conheço todos eles e prático muitos outros, mato se for necessário para me salvar e salvar quem eu amo... Eu já estou corrompida e minha mente está ciente disso, eu não enlouqueceria se atirasse uma flecha contra alguém ou cortasse a cabeça de outra pessoa, eu faria friamente se necessário. Mataria quem fosse por você, e se o acordo se cumprir farei o que for preciso por seu pai e esse reino, por cada elfo que aqui vive. – Seu olhar estava fixo nos dele.

Legolas podia sentir a verdade nas palavras dela. – O acordo, mesmo que haja um jeito de quebra-lo, prometa que vai ficar, podemos te proteger de quem você foge...

Não consegue evitar não sorrir diante as palavras dele. – Você é um bom garoto príncipe...

Escutam passos, se afastam e veem Galion ali ele tinha um olhar sério para os dois. – Lorde Elrond e Mithrandir acabaram de chegar, estão na companhia do rei na sala do trono. – Diz se dirigindo ao príncipe, ignorando Elbereth.

O príncipe agradece se levantando oferecendo o braço para a feiticeira que agradece aceitando, os dois entram assim. Elbereth depois de muito tempo sentia seu coração acelerado receosa de encontrar alguém para a qual havia mentido, alguém que foi importante para ela em um momento difícil, conforme se aproximavam ela podia ver o homem de chapéu pontudo e barba longa com um cajado e roupas cinzas e ao seu lado o elfo de longos cabelos escuros e olhos azuis, Elrond não tinha uma expressão que ela podia dizer ao certo o que ele sentia.

Mas ela se afastou de Legolas caminhando até ele ficando a sua frente, Elrond olhava a forma original dela, ainda mais bela do que se lembrava queria tocar seu rosto, mas se continha diante ao olhar severo que Thranduil dirigia, mas ele é surpreendido pelo abraço da feiticeira, Elrond fecha os olhos retribuindo o abraço acariciando seus cabelos sentindo o mesmo aroma que ela sempre teve, o rei élfico chocado se levanta de seu trono diante a imagem a sua frente.

Notas finais
Heruamin - Meu senhor Sobre as feiticeiras vai ser explicado um pouco a cada capitulo, espero que tenham paciência e gostem ♥