Notas iniciais
Hey, aqui está um novo capitulo, espero que gostem.

“Apenas estranhos agora

Ou nós já nos conhecemos?

Você que decide se me trata bem

Ou me joga no chão

Há uma razão pela qual

Vivemos e morremos

No final, apenas

Uma pegada fica pra trás

Há um tempo para amor

Tempo para a dor

Você viu como gravuras

Derretem no céu?”

Os quatro estavam na sala particular de Thranduil que tinha o olhar frio para a imagem da feiticeira sentada aninhada nos braços de Elrond, sua cabeça estava no peito do elfo moreno que tinha um sorriso leve nos lábios fazendo carinho no cabelo da mulher, que não parecia a mesma selvagem que Legolas descreveu quando a encontrou, coberta pelo sangue orc e cheia de ferimentos, ali parecia apenas uma mulher com seu parceiro, mas de acordo com o que ela tinha lhe dito ele parecia mais seu companheiro do que um amigo de tão familiarizado com o corpo da feiticeira que estava, o via descer os carinhos para o pescoço dela.

Começava a se arrepender de ter convidado Elrond para seu reino, mas o rei se repreende com aquele pensamento, era incômoda aquela visão, havia muito mais entre os dois do que poderia imaginar. – Fiquei feliz quando vi Zatana chegando com a sua mensagem Elbereth. – Mithandir fala, a feiticeira então se afasta do elfo sentando de forma ereta olhando o mago.

— Achei que deveria saber que tinha chegado ao meu destino em segurança, a não ser por alguns orcs, além disso, você havia me pedido que o avisasse para que viesse Mithrandir. – Sua voz era séria para o mago.

— De fato, eu tive que ir atrás de alguns amigos e não pude a acompanhar como havíamos combinado...

— Eu sei muito bem que tipo de amigos foi atrás e lhe adianto que isso só trará morte e desgraça. – Olha no fundo dos olhos do mago.

— Não podemos saber. – Gandalf diz olhando fixamente em seus olhos, mas escuta em sua mente “Thorin não sobrevivera, assim como seus sobrinhos também não... Não vai haver rei sob a montanha, não legitimo da linhagem de Thorin Escudo de Carvalho e seu sangue”, era como um eco a voz dela. – É um risco que eles vão precisar correr Elbereth.

Elrond e Thranduil olham os dois que agora se olhavam silenciosamente, pareciam ter uma conversa que mais ninguém poderia participar, Gandalf tinha uma expressão preocupada, mas quando os dois se viram lembrando dos dois elfos diante deles o mago sorri. – Não estamos aqui para falar de meus amigos, mas sim sobre o acordo que envolve Thranduil e Elbereth. – Suspira, enquanto o rei élfico entregava o pergaminho para que Elrond lesse.

O lorde lia sem expressar emoção alguma olhando por fim as assinaturas no final, após terminar de olhar o papel em mãos olha para a mulher a sua frente. – Me perdoe por não te dizer antes Elrond, não podia colocar Imladris em risco ou você. – Diz com sinceridade.

— Compreendo o motivo pelo qual o fez Elbereth, você não me deve perdão algum. – Segura a mão dela contra a dele vendo o sorriso surgir nos lábios da feiticeira.

— Mithrandir, o que me diz sobre tudo isso? – Thranduil pergunta incomodado com a situação dos dois a sua frente, mas mantendo a feição endurecida.

Gandalf suspira olhando para o rei, sabia que aquilo tinha sido um duro golpe para alguém como Thranduil, embora não fosse um dos mais sábios elfos e muito menos dos mais fáceis de lidar, o elfo era um excelente líder e rei, sabia que ele ainda sofria pela morte de sua esposa. – Tíssaia é um feiticeira verde, poderosa, muito poderosa só não tanto quanto sua mãe, ela é um verdadeiro caos em terra, nasceu de uma feiticeira negra com um ainu. – O mago para der repente desviando o olhar para a feiticeira a sua frente que tinha os olhos perdido pela janela.

— Não sabia de casos de ainur com feiticeiras, acreditei que só se envolvessem com humanas e elfas e com eles próprios. – Olha para Gandalf.

— Tíssaia é a única filha de ainur com feiticeira e também a única filha dessa criatura especifica... Tíssaia é filha da feiticeira negra Cordélia com Melkor. – Aquelas palavras são recebidas com choque por Thranduil e por Elrond que olham para Elbereth que encara eles de volta.

— Sim eu carrego a linhagem de Melkor e Cordélia. – Sua voz era calma.

— Como Oropher foi se envolver com uma criatura como essa? – O rei élfico se controlava para não explodir de fúria, por ter que se ligar com alguém do sangue de Cordélia, ele tinha conhecido a feiticeira negra e matado as serpentes do norte criadas e comandadas por ela e nessa luta perdeu a esposa, a fúria dele não tinha tamanho naquele momento e se dirigia especialmente a mulher a sua frente como se ela fosse a culpada de tudo.

— Tíssaia assim como Cordélia é bela tem como prazer seduzir o que pode lhe beneficiar, e Oropher beneficiaria a feiticeira verde caso casasse seu único filho com a herdeira dela. Mas depois que Tíssaia foi embora com o acordo feito, seu pai ficou furioso e adiantou um casamento para você por vingança dela, a feiticeira não ficou nada feliz, na primeira marcha de Oropher na guerra ela organizou sua queda e morte, morto ele não mais atrapalharia. – Gandalf olhava para o rei, Elbereth tinha amargura em sua expressão.

— Quando Elbereth nasceu com magia, ela tentou apagar a magia da filha, ninguém poderia saber, para as originais a filha de Tíssaia morreu... Então para sua vingança particular e para não entregar a filha nas condições do acordou fez com que Elbereth se casasse aos dezoito anos com um soldado humano. – O mago continua.

Thranduil olha para a feiticeira suavizando um pouco o olhar sobre ela, havia sido uma vítima também, mas ainda não conseguia deixar de ter raiva dela. – Vivemos juntos por seiscentos anos, até que ele foi decapitado por orcs. – Elbereth diz, o olhando enjoada.

— Ele era humano como viveu todos esses anos?

— Criei um feitiço de imortalidade, não queria o perder. – Responde, Russel havia sido seu melhor amigo e a sua perda havia sido dolorosa demais, embora não vivessem um casamento real haviam sido companheiros um do outro por séculos, ainda lhe doía pensar em seu marido.

— Qual a sua cor? – Pergunta o rei, a olhando fixamente.

A feiticeira fica em silêncio por alguns minutos antes de responde-lo. – Sou uma feiticeira vermelha.

Os três homens na sala ficam em silêncio a olhando, enquanto a aura dela aparecia para que pudessem ver o vermelho vivo queimando a sua volta, podiam sentir o poder, ele gritava ao redor dela, mas ela logo faz sumir, Thranduil nunca viu algo tão belo e poderoso em sua vida. – Nunca existiu uma feiticeira vermelha.

— Já lhe disse que sou uma aberração... Todas as feiticeiras nascem com a aura de uma cor, mas todas as cores já foram destinadas as três categorias principais: negras, brancas e verdes, nas quais apenas só existem três de cada uma dessas cores, as originais e mais fortes feiticeiras que caminham por essas terras. – Mantinha o olhar nele, continuando. – Então temos por hierarquia de força as demais feiticeiras: azuis, douradas, violetas, prateadas, rosas, laranjas, marrons e as cinzas. Em maior quantidade existem prateadas, marrons e cinzas... Então eu nasci destoando completamente da hierarquia e das três categorias principais, não há lugar para mim em meu próprio povo.

— Mithrandir como isso foi possível? – O elfo loiro pergunta para o mago sem desviar os olhos da mulher.

— Não há como saber Thranduil, feiticeiras são criaturas sentimentais em relação a poder, mas acredito que pelo imenso poder de Melkor e Cordélia que correm pelas veias de Tíssaia ela pode gerar uma feiticeira, mas não sabemos a proporção dos poderes de Elbereth...

— Vocês não sabem? – Pergunta quase agressivo. – Viu a mesma coisa que eu quando essa criatura mostrou sua cor?

— Acalme-se Thranduil. – Elrond se pronuncia.

— Me acalmar, não é possível que não tenham sentindo o impacto dos poderes dessa mulher! Por Eru! Elrond, ela emana poder, agora entendo o porquê se esconder, seria uma arma de guerra para qualquer um que a tivesse em mãos. – Sua voz era fria enquanto caminhava até a mesinha se servindo de dorwinion bebendo deixando seu olhar ir para fora da janela.

— Mas serei sua arma de guerra. – Elbereth responde com a mesma frieza e o silêncio toma conta do local.

Ri com ironia colocando o vinho sobre a mesa, caminhando até ela ficando a sua frente. – Seus poderes não me valem de nada feiticeira, pode ser impressionante, mas continua sendo uma criatura repugnante e desprezível que no momento em que tiver uma proposta melhor de poder vai correr até eles e se esquecerá desse acordo como um rato qualquer. – O barulho do tapa é ouvido pelo ressinto, e Thranduil tinha o rosto virando para o lado pela força imposta pela mulher no ato, toca o lugar que ela o atingiu.

Elrond e Gandalf olhavam estupefatos aquela cena, já Elbereth tinha tanto desprezo quanto o rei no olhar, podia ver o ódio dele em suas irises. – Não será nada agradável para mim ter que estar ao seu lado, muito menos conviver com um homem que parece um mármore, se você me despreza eu te desprezo, mas fomos jogados a isso, não tenho culpa do sangue que tenho, você não é o elfo dos meus sonhos, está longe disso. Não se atreva a duvidar da minha lealdade, posso ser desprezível para conseguir o que desejo, mas no momento em que cumprirmos esse maldito contrato minha lealdade será aos elfos e malditamente a você seu elfo desgraçado. – Já não era uma mulher calma ou elegante, tinha agressividade em suas palavras.

— Como ousa me bater sua prostituta? – Seus olhos brilhavam, nunca ninguém levantou a mão para ele daquela forma.

— Thranduil! Controle-se, está a ofendendo sem necessidade. – Elrond intervém, sem gostar da forma que o amigo se refere a feiticeira.

O rei ri amargamente olhando para o moreno com ironia e arrogância. – Claro que vai defende-la, foram amantes! – Cospe as palavras, continuando antes que Elrond disse qualquer coisa, voltando seu olhar a loira a sua frente. – Nos deixem a sós, quero conversar com Elbereth em particular. – Sua voz era ríspida.

Gandalf via que o senhor de Imladris ia se manifestar, mas o olha apenas fazendo um sinal para que saíssem, mesmo contra vontade aceita retirando-se de lá, os deixando a sós. Elbereth olha para Thranduil que mantinha a expressão séria sobre ela, nenhum dos dois fazia a questão de mudar o clima desagradável que os envolvia. – Disse que amou tanto seu marido, mas na primeira oportunidade abriu as pernas para um elfo, não me surpreende, uma feiticeira. – Diz com desprezo, não deveria estará surpreso outras espécies não eram como elfos que só se uniam aos seus companheiros, mas pelo visto Elrond já não pensava mais assim.

Olha séria para ele. – Eu amei meu marido e muito! Não lhe devo explicações quanto a isso, mas vou te dizer elfo, ele era meu melhor amigo, meu companheiro, mas nós não éramos um casal normal, não fazíamos sexo. – Diz ríspida, mas não esconderia nada da criatura a sua frente por mais raiva que estivesse dele no momento.

— Como? – Parecia confuso. – Vocês feiticeiras são criaturas...

— Eu sei o que somos! – Responde. – A única vez que aconteceu foi depois que nos casamos e ele teve que entregar a prova da pureza para minha mãe, para ela ter certeza que eu não chegaria até você como havia combinado com seu pai. – Ri com amargor. – Russell era um soldado e não gostava de mulheres, nunca gostou, ele gostava de homens... Fui fiel a ele até sua morte, embora ele não fosse a mim, eu o amava, não como homem, mas como amigo, você pode não acreditar, mas feiticeiras costumam ser leais quando desenvolvem laços com alguém.

Aquilo era um choque para o rei élfico, a feiticeira verde tinha forçado tudo aquilo por uma vingança. – Depois da morte dele fui para Imladris onde fui acolhida por Elrond, ambos sofríamos então nos consolamos de alguma forma, eu tinha um carinho especial por ele, o único elfo que me apeguei realmente, quando ele precisava eu estava disposta para ele, e o mesmo para mim, então antes de me chamar de prostituta saiba que Elrond foi o único depois de Russell. – Olha com frieza.

— Há quanto tempo foi sua passagem por Imladris? – Mantinha-se fixo nela próximo demais.

— Quarenta anos atrás, depois disso fui embora, vaguei como nômade até retornar e vir para cá sem poder fugir mais do destino que nos foi imposto.

Elbereth podia sentir que estava próxima demais do rei e aquilo não era um bom sinal aqueles belos olhos azuis estavam ainda carregados pela fúria, não conseguia desviar seu olhar do rosto dele, era belo, mas o quanto estava o odiando naquele momento não conseguia dizer, queria poder acabar com a raça dele, mas sabia que se arrependeria no momento seguinte, ambos estavam envolvidos pela raiva, tinham um brilho intenso nos olhos. Thranduil não havia esquecido o tapa que havia levado, embora soubesse que merecesse, mas nunca admitiria em voz alta, novamente o cheiro dela volta a deixa-lo inebriado, comete o erro de deixar seu olhar cair nos lábios dela que lhe pareciam tão convidativos.

A feiticeira parecia envolvida em uma teia orquestrada por toda aquela sensação de atração causada pela raiva que emanava de ambos, estava próxima demais daquele elfo, queria sentir a boca dele contra a sua, queria sua fúria destinada ali, em um beijo violento, agressivo, sem pensar duas vezes leva sua mão na capa dele se aproximando mais vendo um olhar pouco chocado antes dela ficar na ponta do pé e envolver seu cabelo platinado macio e sedoso com suas mãos e trazer seus lábios contra os dela em um beijo. Solta um gemido de prazer ao sentir o gosto do elfo, Thranduil segura sua cintura com firmeza a erguendo colocando-a sentada em cima da mesa.

O beijo era furioso, ambos o tornavam assim, cruza a perna na cintura dele segurando seus longos cabelos mais forte, deixando leves gemidos escaparem de seus lábios. O rei élfico havia se esquecido completamente de quem era a criatura a sua frente e todo o seu desprezo pela espécie, sugava seu lábio inferior, escutando-a gemer entre o beijo agressivo que compartilhavam a sentindo tocar em sua orelha, deixando um gemido escapar, sua orelha era um ponto sensível, naquele momento cai em si do que estava fazendo se afasta da mulher ofegando a olhando vendo seus lábios avermelhados e um pouco inchado e também ofegante como ele.

Thranduil estava chocado com o que tinha acabado de acontecer e pelo estado que estava, apenas sai de lá a deixando sozinha, o elfo caminhava perturbado pelos corredores do palácio pensativo desde a morte de sua esposa não se deixou levar pelos desejos carnais e em frações de segundo estava ali, sentia como se tivesse traído a memória de Chalen, vê Legolas no meio do corredor e a imagem do filho apenas piora aquela sensação ele lembrava tanto de sua esposa, principalmente por sua bondade, a culpa recai ainda pior por estar excitado por causa de uma feiticeira, Elbereth seria sua destruição.

Notas finais
o que acharam?