Pelos Séculos
6 The Phantom Agony
Notas iniciais
“(O futuro não passa e o passado não vai subjugar o presente
Tudo o que resta é uma ilusão obsoleta
Nós temos medo de todas as coisa que não poderíamos ter, uma agonia fantasma)
Nós dormimos a noite ou compartilhamos a mesma velha fantasia?
Eu sou uma silhueta da pessoa que vaga nos meus sonhos
Nós tememos todas as coisas que não poderiam ser uma agonia fantasma
Lágrimas de beleza sem precedentes
Revelam a verdade da existência
Nós somos todos sádicos
O desenvolvimento ultrapassado da consciência
Nos afasta da essência da vida
Nós meditamos demais portanto nossos instintos
Irão esvanecer-se, irão esvanecer”
Os corredores daquele palácio nunca pareceram tão longos para a bela elfa de cabelos brancos e olhos azuis intensos que caminhava apressadamente ignorando os cumprimentos que recebia durante o percurso, seu maxilar estava contraído, era como se tivesse sofrido a pior das traições e havia realmente sofrido, todo seu corpo exalava a sua fúria, aqueles que a conheciam saiam de seu caminho, nunca era bom ficar à frente da líder do conselho de seu rei quando esta estava em seu estado de fúria.
Amarïe era uma elfa sindar antiga que havia crescido com o rei Thranduil e acima de tudo era irmã de Chalen, a antiga rainha, todos a respeitavam ali, principalmente por ser assim como Galion uma amiga de confiança do rei. Quando a mulher para diante a porta do escritório particular de Thranduil só olha para Galion com uma expressão feroz, o elfo só dá espaço para que ela entre, quando o faz fecha a porta atrás de si olhando a figura do rei que olhava pela janela com uma taça de vinho em mãos, sentia a presença da elfa atrás de si, sentia sua raiva.
— Quando pretendia comunicar o conselho? Quando pretendia me comunicar? – Sua voz sai de forma raivosa.
— Depois do ritual dessa noite, quando estivéssemos casados. – Responde calmamente. – Sabia que você em especial seria contra Amarïe.
— É claro que eu seria contra essa loucura! – Explode, se vira a encarando. – Como pode sequer cogitar a possibilidade de se casar com uma criatura tão nojenta e indigna quanto uma feiticeira? Está perdendo o juízo? – O olhava friamente.
— Não te dei permissão para que se dirigisse a mim dessa forma. – Retribui a o olhar.
— Perdão senhor. – Diz entredentes. – Mas sabe tão bem quanto eu que essas mulheres são a escória, lixos, vermes! E agora vai se casar com uma maldita feiticeira? Vai manchar sua linhagem, vai se sujar unindo-se com isso? – Tinha nojo na voz.
— Agradeça ao seu amado Oropher. – Bebe seu vinho com amargura vendo-a piscar repetidas vezes sem entender, Thranduil sempre soube do amor que a cunhada e amiga sempre guardou por seu falecido pai e que ela destinou aquele amor para ele, embora ele tenha amado sua irmã.
— O que o rei Oropher tem com tudo isso? Ele as odiava tanto quanto nós. – Diz cética.
— Pelo contrário meu pai se deitava com uma feiticeira, teve uma delas como amante embaixo dos olhos de minha mãe. – Thranduil sentia ódio por seu pai naquele momento. – Então fez um acordo de sangue que eu me casaria com a filha dela e se eu não cumprir esse maldito acordo haverá consequências. – Termina seu vinho colocando a taça sobre a mesa.
— Isso é impossível, o rei Oropher não faria algo assim... – Amarïe se apoiava na mesa encarando o rei a sua frente.
— Ele o fez, oras Amarïe você tenta me empurrar sua filha há mais de quatrocentos anos para que me case com ela e se não me casei com uma sindar como vocês, acha mesmo que escolheria uma feiticeira? Pense elfa. – Caminha até sua poltrona se sentando mantendo seus olhos nela. – Mithrandir e Elrond já me atestaram a veracidade do acordo e que ele não pode ser rompido.
— Então vai se casar com alguém dessa espécie? A mesma que foi responsável pela morte dela? Sua consciência vai ficar tranquila enquanto dorme com ela? Isso é nojento, minha irmã não merece isso Thranduil. – O olha com desprezo.
— Não posso fazer nada contra isso. – Aquilo doía para o rei, se lembrar que sua rainha tinha sido morta de forma tão covarde por criaturas como aquelas no ataque das Serpentes do Norte.
— Legolas como reagiu a tudo isso? – Questiona.
— Está ansioso, ele está apegado demais a feiticeira, Legolas a adora.
— Meu sobrinho não deve estar em seu perfeito juízo! – Andava de um lado a outro.
— Chegou a pedir para que Elbereth não fosse embora caso o casamento não ocorresse, ele se apegou a ela de uma forma que realmente eu nunca o vi fazer. – Volta a se levantar, vendo as estrelas agora inundando o céu. – Devo ir.
— Não faça isso, você vai se arrepender quando ela tentar te matar e abandonar este reino, você e seu filho. – Olha no fundo dos olhos dele.
Thranduil não diz nada só sai do escritório caminhando em direção a sua câmara privada, ao entrar apenas retira a pesada capa azul que usava colocando na poltrona ao canto fazendo o mesmo com a túnica, senta-se na cama para tirar a bota ficando em pé olhando seu reflexo vestindo apenas a legging, seu rosto não tinham uma feição tranquila, estava atormentado por antigos fantasmas, desde a noite anterior passou a rever os acontecimentos do dia da morte da rainha Chalen e a conversa com Amarïe não tinha o ajudado em nada.
Sai da frente do espelho terminando de se despir indo tomar um banho precisava se sentir limpo, precisava ter sua mente lavada daquelas imagens, mas tudo estava diante de si novamente com ainda mais força, deixa que suas cicatrizes fiquem refletidas nas águas cristalinas da piscina natural a qual se banhava, sua vaidade nada mais era do que apenas uma magia, ali via o horror do fogo do dragão, metade de seu rosto ainda era o belo elfo que um dia havia sido, mas a outra metade era apenas os destroços do que Cordélia havia lhe proporcionado com sua criatura, algo repugnante e desfigurado.
Bate na água desfazendo aquela imagem que tanto odiava olhar, voltando a cobrir aqueles músculos e ossos com sua magia, não queria continuar a se ver com tanto desprezo e nojo, sempre havia sido vaidoso demais para encarar-se daquela forma. Permite-se relaxar, lembrando-se dos momentos em que viveu com sua primeira rainha, havia a amado mais do que tinha desejado, a dor de sua perda o despedaçou de uma forma que apenas Legolas foi capaz de o manter em pé para que não desvanecesse ou partisse para Valinor. O rei nunca tinha pensado trair a memória de sua Chalen, mas muita coisa mudou em poucos dias, aquilo era assustador para um elfo como ele.
Amarïe por séculos tentou-o fazer se casar com Ahalie, talvez tivesse sido o melhor, mas ele sempre soube que a faria infeliz não seria capaz de ama-la, não seria capaz de a dar tudo que merecia mesmo sabendo que tudo o que a elleth desejava era a coroa, mas mesmo assim não considerou justo a prender ao lado de alguém como ele, Ahalie seria infeliz e não estava disposto a fazer mais ninguém infeliz. Thranduil respira fundo saindo da água pegando a toalha se secando pegando uma túnica prata e uma legging cinza mais escura não se preocupando em colocar nenhuma de suas coroas, apenas caminha em direção a varanda olhando as estrelas.
Seus olhos tinham um brilho mais intenso aquela noite, eram tantas lembranças, tantas agonias presas dentro de si, não se vira quando a porta de seu quarto é aberta e muito menos quando sente a presença e o cheiro da mulher que entrara ali, não importava o quanto a desejasse sempre parecia haver um fantasma que o perseguia e que estaria com ele caso desse um passo em falso e o condenaria pelo ato que estava prestes a realizar, mas em sua mente o rei já era um condenado. Vira a olhando, seus olhos percorrem o corpo da feiticeira que usava apenas uma camisola verde do mais puro cetim, não estava preparado para a ver com uma peça tão fina marcando tanto seu corpo.
— Não há motivos para que haja vergonha entre nós, você logo estará em mim então achei essa a melhor roupa para tal noite. – Elbereth tinha a voz calma o olhando.
— Nunca estive com uma fêmea de outra espécie. – Caminha até a mesa que tinha em seu para quando quisesse comer ali, pegando uma das mais fortes safras de dorwinion servindo uma taça para ela e outra para ele, pega entregando-a.
— Não se preocupe não compartilho do costume das negras de matar os homens após o sexo. – Tinha certa diversão na voz bebendo um gole do liquido.
— Oh então isso condiz com a realidade. – Parecia mais falar com ele mesmo do que com ela.
— Sim, as verdes normalmente só se envolvem com homens quando querem procriar ou pretendem se impor ou impor algo, elas preferem mulheres, Tíssaia, Saphyr e Ester são amantes umas das outras. – Olhava a surpresa nos olhos azuis do rei.
— Isso realmente me surpreende, não imaginei que feiticeiras fossem tão liberais quanto humanos. – Realmente estava atordoado.
— As verdes apenas. – Coloca a taça sobre a mesa.
— Como é o casamento para vocês? – A via olhar por seu quarto, Elbereth não negava que esperava que fosse algo mais majestoso ao julgar por sua postura e vestes, mas era tão elegante e sofisticado quanto, o encara para responder sua pergunta.
— Feiticeiras não se casam, possuem amantes. – Diz simplesmente saindo para a varanda sendo seguida pelo rei que a via admirar seu jardim particular. – Fui a primeira ao me casar com um humano, mas ele não era um perigo, perfeitamente descartável e nenhum perigo para nenhuma delas... Mas será uma verdadeira afronta o segundo casamento com um elfo como você. – Deixa de olhar o jardim para mirar os belos olhos do rei.
— Acreditei que houvessem mais feiticeira ligadas ao matrimônio ou envolvidas com elfos. – Já havia ouvido relatos pelo que se lembrava.
— Sim já aconteceu de feiticeiras se envolverem com elfos, e foram mortas por estes, posso te dar três nomes que você irá conhecer: Finarfin, Fëanor e Celegorm. – Sua voz era fria enquanto os citava. – Cordélia proíbe o envolvimento de nossa espécie com elfos, porém não fez disso uma lei então ainda há feiticeiras que se arriscam, mesmo sabendo que podem morrer ou podem mata-los em um ataque de fúria após a rejeição ou frustração.
— Como sua mãe fez com Oropher. – Diz ríspido.
— Tíssaia o usou ao seu benefício e quando acreditou que ele estava atrapalhando provocou sua queda naquela marcha. – Mantinha o olhar nele.
— Nenhuma de vocês já quis sair dos poderes de Córdelia, Aurélia e Elessa?
— Não vivi como nômade sem deixar que descobrissem sobre mim apenas por não querer me casar com você rei Thranduil. Não me submeto a elas, pelo contrário quero manter o poder dos elfos vivos... Bree, Cora e Sarah não são o suficiente, as brancas nunca vão se opor de fato, não vão dar poder aos elfos. – Elbereth caminha até ele levando a mão em sua túnica, começando a abri-la o que o faz ficar rígido e a feiticeira percebe. – Não está nada à vontade com isso não é, meu senhor? – Questiona parando no terceiro botão da peça tendo o vislumbre pele por baixo daquele tecido.
— Será a primeira mulher em quem tocarei depois que minha esposa faleceu, e, como lhe disse, nunca estive com alguém de outra espécie. – A olhava seriamente.
— Não sou uma das donzelas de seu reino, não estamos apaixonados sei apenas que você me deseja, posso ver por seu corpo quando está perto de mim, mas hoje ambos estamos em uma situação no mínimo constrangedora e sabemos que quanto antes melhor, só precisamos acabar com esse trato, então não vamos perder tempo Thranduil nos conhecendo, só vamos unir o que temos que unir. – Sua voz era ríspida se sentando na mesa diante dele.
— O que está fazendo Elbereth? – Olha confuso para ela.
— O que acha? Oras, não vamos fazer amor, muito menos estamos ligados pelo carinho ou afeição, venha, depois que fizermos o que temos de fazer lhe contarei o que mais desejar saber sobre feiticeiras. – Retira a camisola que usava jogando no chão ficando nua diante dele que deixa seus olhos caírem por seu corpo, mas logo volta a olhar nas irises verdes dela.
— Você está tão pouco à vontade quanto eu com tudo isso, ambos temos pessoas em nossas mentes. – Abria sua própria túnica deixando-a cair vendo-a sorrir de canto com sua imagem. – Mas você não me parece pensar muito nisso, não como eu.
— Você pensa que está traindo sua esposa e eu apenas tenho um sentimento que sempre manterei por Russell, não estou o traindo, não o traí com Elrond e não vou fazê-lo com você... Ele se foi, nosso vinculo se quebrou junto com sua morte, embora sua memória prevaleça. – Toca seu peito desnudo, o escutando arfar com esse mínimo toque, sorri de canto. – Você precisa disso mais do que eu, mas hoje não vamos ter uma noite adequada, meu caro rei, só faça o que tem que fazer. – Os olhos de Thranduil se endurecem com a frieza dela diante a tudo aquilo.
— Eu não quero machuca-la minha cara feiticeira. – Segura a mão dela embora não negasse que estivesse excitado, mas aquela não realmente fosse uma situação que o agradasse para o sexo.
— Não me importo, só faça o que tem que ser feito eu quero você desde o dia em que te vi naquele trono majestade. – A voz da feiticeira era quase como que um feitiço sensual.
— Não sabe o que está falando. – Aproxima seus lábios do dela roçando levemente, Elbereth captura a boca dele sugando com vontade o fazendo gemer.
— Vamos acabar logo com isso, podemos não ter vinculo sentimental algum, mas temos algo carnal. – O faz soltar suas mãos se livrando da calça que ele ainda vestia.
Thranduil se aproxima dela levado a mão em seu cabelo. – Repita comigo. – Sussurra em seu ouvido. – Eru Ilúvatar, eu Elbereth a Vermelha filha de Tíssaia juro por ti e por minha alma fidelidade, lealdade e companheirismo a Thranduil filho de Oropher por toda eternidade. – Continua.
— Eru Ilúvatar, eu Ebereth a Vermelha filha de Tíssaia juro por ti e por minha alma fidelidade, lealde e companheirismo a Thranduil filho de Oropher por toda eternidade. – Repete, sentindo-o entrar nela, arfa segurando o cabelo dele com força.
— Eru Ilúvatar, eu Thranduil rei da Floresta das Trevas filho de Oropher juro por ti e por minha alma fidelidade, lealde e companheirismo a Elbereth a Vermelha. – Controlava sua voz se movendo dentro dela, sentindo a ligação das faë, enquanto a feiticeira cravava a unha com força em sua pele, gemendo alto, sentindo sua energia ser sugada de uma forma anormal com aquele ato.
Em Mordor a loira acariciava as penas de seu corvo quando sente uma ligação de poderosas magias ser formada, leva a mão no peito tendo um ataque de fúria pegando o corvo que antes acariciava arrancando-lhe a cabeça com as próprias mãos Aurélia caminha até Cordélia que estava em pé fazendo seu espelho aparecer, mas estava nebuloso sem imagens, Elessa para diante das duas, vendo o olhar furioso da mais velha e a ave morta no chão. – O que causou tamanha fúria Cordélia para que provocasse a morte de uma de suas preciosas aves?
— Uma feiticeira acabou de se unir a um elfo. – Sua voz era carregada de fúria.
— Isso é impossível. – Aurélia estava chocada com aquela afirmação da irmã. – Que feiticeira em sã consciência entrega seu poder para um elfo! Depois de tudo que lutamos para conseguir! – Explode a negra.
— Eu não sei! – A voz alta de Cordélia espanta Elessa e Aurélia a loira não costumava perder a compostura e muito menos se elevar. – Não consigo ver, não estou conseguindo rastrear, são duas magias fortes, fortes demais para o meu gosto, não há nada assim! Nada tão forte caminhas por essas terras, nada pode se esconder de mim! – Olha com frieza para as irmãs negras.
— Nós deixamos algo passar Cordélia, nós perdemos alguma coisa nesses anos, alguma feiticeira se tornou poderosa o suficiente para sair de nossa visão. – Elessa diz encarando a irmã. – Tíssaia é única que me atreveria a pensar ou Ester, mas consigo senti-las a quilômetros de distância. – A ruiva andava de um lado a outro.
— Bree com certeza não é, mesmo sendo uma branca ela nunca entregaria poder aos elfos, ela pode os adorar, mas ela viu o que eles fizeram com nossas irmãs quando tiveram acesso aos seus poderes. – Rosna voltando diante seu espelho intensificando o poder diante dele que ficava ainda mais sob a nébula. – Não é nenhuma das brancas ou verdes é uma magia mais forte do que a delas, se assemelha a nossa, há uma nova raça de feiticeira caminhando por essas terras, tão forte quanto as negras e eu não gosto disso. – Sua voz era cortante.
— Nenhuma feiticeira nasceu nos últimos séculos Cordélia, sua suposição é irracional. – Aurélia diz e a loira se vira para a irmã.
Elessa solta um rosnado furioso e as duas olham para o olhar feroz da mulher. – Verde. – Fala quase que agressiva, entre todas as espécies as negras eram as mais animalescas.
— Obrigada por anunciar minha chegada. – Tíssaia diz entrando no ressinto, olhando para Cordélia fazendo uma reverência. – Senhora minha mãe.
— O que faz aqui nos arredores do Mordor. – A voz de Cordélia era carregada de frieza.
— Sua teoria não está errada, há uma nova espécie, uma vermelha nasceu há mais de seiscentos anos. – Encara as três de forma calma.
— Como sabe de tudo isso? – Cordélia questiona fixando o olhar na filha.
— Eu a gerei, a carreguei em minhas entranhas... Minha herdeira não faleceu como acreditavam, não a perdi. – Sorri de canto se sentando no sofá de camurça negra.
Os olhos até então azuis de Cordélia se tornam tão escuros quanto a noite indo até a filha a pegando pelo pescoço invadindo sua mente com violência, fazendo a verde soltar um grito quando tem a barreira de seu subconsciente quebrada pela mais velha. – Sua meretriz estúpida! Como pode fazer isso com sua própria espécie! Como pode fazer isso com tua própria mãe! – Joga Tíssaia contra a parede de pedra do castelo construído nas profundezas rochosas de Mordor.
— Eu não imaginei que ela nasceria assim! Eu nunca acreditei que fosse capaz de gerar uma feiticeira com um humano, com um simplório e ridículo humano...
— Ela nasceu e você a deu de bandeja para ele... O filho de Oropher. – Sua voz era fria atraindo a atenção das outras duas negras.
— Qual é o grau do poder dela Cordélia? – Aurélia pergunta se aproximando sem tirar os olhos de Tíssaia.
— Ninguém sabe! – Rosna. – Temos uma feiticeira vermelha existindo, com um poder desconhecido unida por alma a Thranduil rei da Floresta das Trevas, filho de Oropher. – Tinha desprezo na voz.
— Matemos o elfo. – Elessa mantinha a calma.
Cordélia balança a cabeça rindo com sarcasmo para a irmã. – Acredite não vai querer uma feiticeira com um poder que desconhecemos furiosa, essa mulher deixou meu espelho sem visão, ela foi capaz de bloquear meu poder, se matarmos o rei que se ligou de alma com ela deixaríamos ela duas vezes mais perigosa, uma feiticeira descontrolada causa mais destruição do que um exército de feiticeiras.
— Nunca houve um casamento entre uma feiticeira e um elfo antes, nenhuma de nós faríamos algo assim. – Aurélia não conseguia compreender como alguém com o poder descrito por Cordélia poderia aceitar a coleira.
— Um acordo realizado entre mim e Oropher. – Tíssaia fala olhando para a mulher de cabelos brancos. – Eu o seduzi para que selasse com sangue um acordo em que seu filho se casasse com minha herdeira, um acordo que não poderia ser quebrado por nada... Eu tentei quebrar de todas as formas, mas não consegui, eu tentei a matar, tentei me livrar dela. – A voz de Tíssaia estava longe naquele momento com as lembranças.
— O que deu errado? – Elessa se manifesta.
— Ela tem uma proteção poderosa, os poderes dela se manifestam sem que ela ordene, existe magia pura em suas veias. – Responde olhando a ruiva.
— É uma comandante natural assim como Cordélia. – Aurélia sussurra, a loira a encara.
Em um acesso de fúria Cordélia para diante ao espelho que fora nebulado, ela impõe mais do seu poder, mas antes que o aplicasse vê refletido ali em pé usando uma camisola verde com os cabelos soltos e olhos verdes brilhantes e intensos a imagem da feiticeira, toca seu próprio espelho, não era seu poder que estava o comandando. – Elbereth. – Escuta o sussurro sair do espelho e a voz dela preencher o ressinto, as negras encaram Cordélia, que vê seu espelho ser destruído diante de si.
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