Pelo Mundo
13 Season 2: Velhos Inimigos
Notas iniciais
Capítulo 13 – Season 2: Velhos Inimigos
— Nós e que perguntamos, quem são vocês?
Falava Milles sério apontando sua espingarda. Selene e Julie apareciam apontando suas armas contra a dupla também.
Os dois homens observaram o trio, pareciam estar aflitos com alguma coisa. Eles tinham suas armas apontadas para Milles, até que apareceram Selene e Julie, notaram que estavam em menor número, fora o perigo de atirar e fazer algum barulho que atrairiam os mortos.
— Está bem está bem. Abaixem as suas armas. Falava o desconhecido mais velho.
— Abaixe vocês primeiro, estão em desvantagem. Afirmou Milles sério, mirando para a cabeça do senhor que parecia ser o líder.
— Olhe.. Eu sou Vincent Orlosa. Era um homem alto de 52 anos, quase com 1,80m, branco, e tinha uma barba grisalha que ia até o pescoço, tinha os olhos verdes e cabelos castanhos com muitas mechas brancas que iam até um pouco abaixo dos ombros, mas que estava amarrado por um rabo de cavalo. — É este e Ryan R. Menzel. Este último deveria ter por volta de seus dezessete anos, era moreno com 1,74m e usava uma camiseta de um time de baseball um pouco manchada de sangue, tinha os cabelos aparados com tesoura, e um casaco cinza de frio com uma calça comum. — Agora e a vez de vocês quem são? —O mais velho tentou sorrir de maneira mais amistosa para tentar diminuir a situação tensa em que se encontravam.
— Guardem as suas armas primeiro! —Falava firme o ruivo sem pestanejar.
— Está bem, está bem. Olhou para seu parceiro Ryan. — Vamos fazer o que ele diz. Guardando a arma na cintura.
— Ficou louco nem conhecemos essas pessoas. —Continuou com a arma apontada para Milles.
— Eu sou o líder aqui, faça o que eu disse PORRA!—Vincent se expressava gritando com o seu companheiro de missão.
Este último sem nenhuma alternativa acabava guardando a sua arma na cintura.
— Então quem e o líder aqui, e você ruivo? Perguntava Vincent olhando de forma curiosa para os três.
Milles não confiava naquelas pessoas, sempre foi alguém desconfiado e ainda mais naquele novo mundo. O trio tinha suas armas apontadas para eles, mas achou que por estarem cercados por zumbis lá fora os dois não atirariam devido ao barulho. — Bem eu.. —Olhou para Selene atrás de si que estava quieta sem saber o que fazer, e para Julie que só ergueu os ombros e os abaixou, como se não se importasse com a resposta. — Pode-se dizer que sim.
— E vocês são? Perguntou o Orlosa.
Ficou um pouco o encarando, até que por fim decidiu dizer seus nomes. — Eu sou Milles Scoth, aquela e a minha irmã Selene e a outra é.
— Sou Julie! Disse indo a frente parando ao lado do ruivo.
Milles e seu grupo abaixava as armas percebendo que o clima de tensão abaixava um pouco.
Vincent percebeu isso, e se aproximou deles devagar como se estivesse com as mãos levantadas a altura dos ombros (como em um assalto), e falava.
— Devagar okay não vou fazer nada. Vincent aproveitou para olhar a outra saída atrás do trio que era aonde dava acesso a escada de incêndio, a procura de alguma saída segura. Mas não a achando e notando que havia alguns zumbis lá em baixo decidiu voltar para porta de onde veio. — Bem é um prazer. Fez uma pequena pausa espiando por uma brecha a porta da frente, com vista para o corredor. — Mas eu, só gostaria que as circunstâncias fossem melhores. Olhou o trio, e depois para a passagem como se estivesse alternando entre os dois. — Nós estamos cercados, no corredor tem cinco desses mortos e tem mais nos outros andares.
— E deixe me adivinhar, não consegue lidar com eles? Perguntou Milles cruzando os braços.
— Não sozinho. Meu amigo aqui. Olhou para Ryan. — Não e de sair muito. E além do mais, algum desses mortos idiotas parecem que ativaram o alarme de alguma coisa. Seja lá o que for e perigoso sair assim lá fora.
O Scoth pegava sua mochila em cima da cama, a pondo sobre suas costas como se estivesse se preparando para sair, Julie e sua irmã faziam o mesmo se arrumando e guardando as coisas que conseguiram, o líder do trio continuou. — De onde mesmo vocês são?
— Nós temos um pequeno grupo pelas redondezas. Fechava devagar a porta, imaginando uma boa maneira de sair dali. — Mas ultimamente nós estávamos tendo bastante trabalho com essas criaturas, e então tivemos que sair a procura de suprimentos. Olhou para Selene reparando nas expressões da moça, que era de medo e compaixão. — Não tivemos um bom inverno. Mas e vocês? Vincent Fez uma pequena pausa, agora olhando para Julie. — De onde são? Quantos vocês são?
— Nossa, será que vocês precisão de aj.. Falava Selene mostrando um pouco de preocupação, mas era interrompida por seu irmão que colocava a palma em direção de sua boca.
— Nós temos um grupo bem grande, somos muitos. Milles se aproximou deles e encarava o Orlosa bem como seu companheiro Ryan.
— Bem que bom então, vocês parecem estar bem protegidos. Fitou o olhar sério, ao mesmo tempo que tinha um olhar confiante, abrindo um leve sorriso não entrando na provocação do ruivo. — Se cada um conseguir pegar um conseguiremos dar o fora daqui. Advertiu. — Mas sem armas, pois não vamos querer mais dessas coisas entrando aqui e atrapalhando a nossa ‘reunião’. Precisamos dar o fora daqui o mais rápido possível antes que essa cidade vire um ninho deles.
— Ou podemos simplesmente aguardar eles saírem, nem que seja a maioria. Eles estão sempre em movimento mesmo. Milles estava pensativo, não sabia a quantidade exata que tinha lá fora e por todo o prédio, sair no impulso poderia ser arriscado. Talvez se estivesse sozinho poderia cogitar algo assim, mas desta vez estava com sua irmã e Julie, gostava muito das duas e se sentia responsável por elas. Não pode deixar de mostrar um rápido sorriso, pensar assim desta maneira não era exatamente de seu feitio, ‘’parece que estou amadurecendo’’ pensou. Mas teve a singela sensação de estar se esquecendo de alguma coisa.
— Não sabemos se eles vão sair, e nem quando. É perigoso ficarmos. Questionou o Orlosa.
— Sim devemos sair logo, dar no pé o mais rápido possível. Confirmava Ryan apoiando sua dupla.
— Irmão? Selene se aproximou de seu mais velho e dizia.
— Sim o que foi?
— Carol e Ed ainda estão lá fora, precisamos ajuda-los.
Colocou a mão na testa, sabia que tinha se esquecido de alguma coisa. — Caramba e mesmo. Mas e se eles estiverem melhor que nós?
— Mas e se não estiverem? Retrucou a mais nova.
Tinha uma decisão a tomar, odiava ter que fazer este tipo de coisa, tomar uma decisão que tivesse peso não apenas sobre sua própria vida, mas também sobre a de outrem. Em circunstâncias normais deixava que outros a fizessem como a Carol ou sua irmã, sempre tentava se esquivar das responsabilidades, mas agora precisavam dele. Isso tudo por que no início do apocalipse zumbi havia perdido um amigo, não, quase um irmão, por causa de uma decisão errada sua, e agora por causa disso sempre parava para consultar sua irmã. Olhou para Julie, talvez ela tivesse alguma ideia ou conselho.
A ruiva por sua vez só o olhou, e agora estava com sua picareta em mãos esperando pela decisão. Notou que Milles a olhava, ela o apoiava com todas as suas forças. — Seja o que for que você decidir, pode contar comigo!
— Hum ok. Olhou para as meninas, depois socou o seu punho fechado contra a palma de sua mão aberta e expressou um sorriso malicioso. — Vamos acabar com eles!
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E então algo atrapalhava aquela confraternização, a porta se abria...
E junto com ela mais uns zumbis entravam no quarto para participar. Vincent estava de costas e foi pego de surpresa com um já próximo o agarrando pelas costas quase o mordendo pelo pescoço, mas por sorte uma flecha atingia a testa da criatura matando-a na hora, mas o peso de seu corpo morto era o suficiente para desequilibrá-lo, o fazendo cair em cima de si e sua cabeça batendo na parede. Caído, um outro veio em sua direção, enquanto mais vindo das escadas continuavam adentrando o quarto.
— Ryan, ajuda aqui merda, rápido! Gritou o mais velho desesperado.
Ryan estava nervoso, não era do tipo que saia em missão, mas não gostava de ser um fardo para os outros e decidiu sair em uma naquele dia, que por azar dera tudo errado. Não soube o que fazer, agiu por reflexo e então fugiu pulando sobre a cama para o outro lado que era mais seguro, estava assustado observava a cena enquanto mais dos mortos invadiam o lugar.
— Merda!
Milles ia puxar sua espingarda mas se lembrou que não podia fazer barulho pois atrairia ainda mais deles. Não soube exatamente o porquê, mas apenas que era o correto, correu em direção do homem que estava caído, colocando a si próprio em perigo quase cercado.
Vincent neste momento estava com a mão na testa da criatura a impedindo de morder o seu rosto. Selene recarregava outra flecha e estava um pouco mais atrás do lado da cama, enquanto Julie acertava com a sua picareta a cabeça de um mordedor, arrancando metade dela para o chão e dando cobertura para Milles.
O ruivo se aproveitando disso cortou a cabeça de um outro com a sua machadinha, fazendo metade da cabeça deslizar por sobre sua lâmina e o sangue esguichar em sua roupa e face, enquanto empurrava um segundo com a perna para trás, lhe dando tempo para preparar mais um golpe. Depois foi na direção de Vincent, chutando a cabeça do morto-vivo e salvando o homem, dando sua mão para que ele se levantasse. Enquanto Julie e Selene davam cobertura para eles.
— Você me salvou ruivo. Eu vou me lembrar disso.
— Depois teremos tempo para isso, agora vamos acabar com eles.
— É você vai se ver comigo depois Ryan. O Orlosa dava uns passos para trás e pegava dois facões cada um em uma mão, se preparando para o combate corpo a corpo.
— Deixe ele, só se assustou um pouco, acontece com todos. Disse Selene tentando defende-lo.
— Gente depois falamos disso, temos outras coisas para se preocupar. Julie estava com a roupa manchada de sangue, e observava mais algumas das criaturas invadirem o quarto.
— Parece que mais deles estão entrando pela porta, todo este barulho os está atraindo. Precisamos sair. Ryan estava assustado, falando alto e apontando para as criaturas que apareciam no quarto.
— Eles não param de entrar no quarto, Milles! A ruiva procurava algo pelo local que pudesse ajuda-los. — Selene e Ryan, vamos arrastar essa cama até a porta, isso vai bloquear a passagem por um tempo.
— Ok, eu cuidarei dos zumbis, vou lhes dar cobertura.
— Eu te ajudo ruivo. O Orlosa se aproximou de Milles ficando ao seu lado.
Milles afastava um dos zumbis com os pés o chutando com força para trás, fazendo seu corpo bater em um outro e caindo no chão. Isso fazia com que a atenção dos mortos — vivos fosse para ele e então Vincent se aproveitava da oportunidade empurrando mais deles. Por um momento quase foi mordido, mas em uma ação rápida seu reflexo foi acertar o punho no queixo da criatura, quebrando seu maxilar podre o desprendendo do corpo.
Mais atrás os três empurravam a cama até a entrada, isso lhes daria tempo de diminuir a passagem e ter que lidar com um por vez. Quando estiveram próximos, Milles e Vincent se afastavam para os lados e então empurravam as criaturas para a porta a deixando entreaberta, enquanto faziam força para deixa-la assim.
— Assim será mais fácil. Milles olhava pela pequena abertura, que era empurrada pelo lado de fora pelos mortos que queriam invadir. — Continuem empurrando, quero penas um por vez. Uma mão tentava alcança-lo e ele ria, achava que o pior já havia passado. Depois cortou o braço de um deles. — Esse e meu. Levantou seu punho e então sua machadinha encontrava uma cabeça a partindo em duas, fazendo sangue espirrar na madeira e em seus cabelos.
— Isso não é uma brincadeira Milles. Disse Selene preocupada com o seu mais velho sobre aquele gesto, repreendendo-o. — Leve mais a sério.
— Não acredito que vocês conseguiram, pensei que estávamos mortos. Ryan estava surpreso com aquilo, e suas mãos tremiam, mas ainda se mantinha pressionando a cama contra a porta junto com as duas garotas.
— Todos nós conseguimos. —Julie se virou levemente para Ryan, depois olhando para o ruivo. — E sua irmã tem razão.
— Tá tá, eu já entendi. —Suspirou desviando seu olhar para os lados.
Enquanto isso o Orlosa avistava um dos mortos se engatinhando dentro do quarto, ele tinha uma flecha presa a perna que o impossibilitava de se levantar, e faltava-lhe um dos braços. —Ah mais seu maldito! —Pisava sem dó na cabeça da criatura a matando, sujando sua bota.
Depois de mais alguns minutos, Milles ficava pressionando a porta, enquanto outros se encarregavam de exterminar os zumbis restantes que tentavam passar, Julie matou alguns deles, e depois revisando com o homem de barba grisalha.
[...]
— Mas que diabos está acontecendo? Ed olhava para o alto, ouvindo o enorme som do alarme que disparava, seu barulho era tão alto que poderia ser ouvido por toda a cidade. Guardou as ferramentas rápido na mochila e se dirigiu até a frente da loja. — Vou tentar achar mais alguma coisa de útil, veja se consegue achar de onde está vindo o barulho.
— OK. O viu se retirar enquanto o som continuava — Parece que disparamos algum tipo de alarme anti-roubo. A mulher andava pela sala e o local que estavam antes, mas não achava os dispositivos. Após quase dez minutos de procura decidiu dar o fora, e então ao mexer na porta notou que havia dois objetos presos em lados opostos da mesma, usou a faca de seu amigo e os retirava dali, fazendo com que o som cessasse. — Estranho, isso não deveria ter tocado, esta loja deve ter algum tipo de gerador de energia, isso nos seria muito útil, poderíamos acha-lo e...
Neste instante uma mão tocava seus cabelos, Carol olhava para trás e seu corpo era agarrado. Ela esticava sua mão para manter o rosto da criatura afastada de seu corpo, enquanto jogava seu peso contra a parede com a criatura a agarrando. Ficavam em uma disputa de força por quase oito segundos, até que ela, pegava a criatura pelo braço e o jogava a sua frente por cima de seus ombros em um movimento marcial. Com a criatura caída a mulher pegava a caixa de ferramentas e batia com força em seu crânio, matando-o.
— O que está acontecendo? Chegava ED rápido, olhando para sua companheira e a criatura caída. — Você está bem?
— Eu , eu, estou .. Estava surpreendida e era como se as coisas ainda estivessem acontecendo em sua cabeça, ficou um pouco pálida.
— Calma está tudo bem já passou. Tentou acalmá-la.
— Não, ainda temos que sair daqui e encontrarmos os outros.
Os dois se retiraram da sala, cerca de três caminhantes se aproximavam, o mais velho iria para cima deles, mas Carol o impedia, os viram estarem mais próximos, deixando Ed inquieto, e antes que falasse alguma coisa Carol empurrava as prateleiras de ferro sobre eles, caindo por cima dos mortos e os impedindo de se levantar devido ao peso, assim como o barulho que era amortecido por seus corpos. Depois o homem enfiou a faca em seus crânios terminando com seus últimos resquícios de vida e então chegaram na parte da frente da loja.
— ED vamos procurar Milles e os outros, antes que essa cidade vire um ninho deles. Fez uma pequena pausa dizendo em um som baixo como se estivesse fazendo preces. — Só espero que eles estejam bem.
— E eles estão Carol.
— É como você sabe? Se virou para ele.
— Aqueles três viveram muito tempo lá fora neste apocalipse zumbi. Fez uma pequena pausa, guardando sua faca na cintura.— Se existir alguém dentro daquele acampamento que consiga sobreviver aqui fora. Olhou sério para ela, e por um momento mirou aqueles lábios. — São eles!
Carol não falou mais nada, no fundo sabia que era verdade, mas não deixou de se sentir culpada devido a cidade inteira estar infestada de zumbis, e tudo por sua culpa. Se retiraram do estabelecimento tentando não fazer barulho, foram pela saída dos fundos pois na frente olhando pelo grande vidro dava para ver a grande procissão dos mortos de passagem pela rua. Atrás da loja, nos becos havia uma grande lixeira daquelas quadradas grandes (do tipo americanas) onde passavam abaixados silenciosamente, fizeram uma pausa para darem uma olhada no caminho que se seguia.
— Tem um caído encostado no muro mais a frente, outro a direita olhando não sei o quê e um último de costas para nós no centro. Talvez dê para acabarmos com eles.
— Não dá para pegá-los sem fazer barulho, e isso atrairia outros. Ela olhou para trás e mais a frente viu um antigo carro de polícia abandonado com as portas abertas, tinha manchas de sangue em sua lateral e seu capô estava levantado, um dos seus vidros de trás estava quebrado. E no fim dele só havia um muro indicando que era uma rua sem saída. — Hey Ed, olhe isso.
O carro estava virado de lado, de modo que poderia servir como uma barreira para eles atravessarem para o outro lado da rua, mas havia um pequeno trecho que os deixava a vista dos mortos. Carol resolveu averiguar seguindo a trilha de trás da lixeira para se beneficiar da proteção, e agora se encostando na parede pode dar uma olhada furtiva na rua calculando a quantidade de inimigos.
— Quantos eles são? Disse o homem mais atrás.
— Tantos que se eu contar acabaremos desistindo. Fez uma pequena pausa tentando ver se havia mais alguma outra saída, por fim resolvendo ficar com esse plano. — Se voltarmos lá atrás a chance de sermos vistos e maior, mas aqui tem mais deles.
— Então faremos assim, eu vou chamar a atenção deles e você tenta fugir.
— Ficou louco ED, não vou deixar que faça uma coisa dessas.
— Se fizermos assim, saberemos que pelo menos um de nós conseguiu, e eu sei me virar, prometo te encontrar depois.
— Não! Respondeu ela achando um absurdo aquela ideia, havia grandes chances de dar errado, mas ela preferiria morrer junto, do que saber que sobreviveu as custas de um amigo. Manteve seu olhar no carro e esteve pensativa. — Vamos por aqui mesmo, tente me seguir assim que eu lhe der um sinal. É depois tentaremos vencer aqueles muros, se ficarmos mais tempo aqui ficaremos sem aonde ir e seremos pegos.
Ele tentou falar mais algumas vezes, mas viu que ela não lhe daria mais ouvidos. Carol olhou para os lados e viu um momento que achou propício, engoliu a seco, olhou para o alto como se tivesse falado alguma coisa com Deus e então. Atravessou...
Assim que o fez, ela se recostou atrás do veículo e se sentou mais aliviada, as portas estavam abertas mas ela ficou atrás do pneu para que não fosse vista. Agora a pior parte ainda estaria por vir. Virou a face na direção de seu companheiro e depois para a rua, observou alguns zumbis que estavam parados e outros que andavam sem rumo, olharam para trás mas depois continuavam com seja o que for que estavam fazendo.
— Venha! Fazia gestos com as mãos para seu companheiro.
Ele apenas assentiu com a cabeça, não achava que era uma boa ideia, mas que alternativa tinha? Sua amiga já havia ido, fazê-la voltar seria não perigoso quanto ir. Recuar não era uma opção. Se aproximou devagar, a passos longos e silenciosos, olhou os zumbis a vários metros lá na frente e foi até atrás do carro atrás de sua companheira e se sentou ali.
— Está e uma rua sem saída, precisamos arranjar uma forma de subir naqueles muros
— Ele é bem alto Ed, eles viriam para cima de nós e seríamos devorados. Talvez tenha sido uma má ideia vir, poderíamos voltar então é.. Ela ergueu um pouco a cabeça com cuidado usando o veículo para se esconder e olhou para o caminho anterior, viu mais caminhantes surgirem no beco, impossibilitando qualquer tentativa de recuo. — Deixa pra lá.
O mais velho tentava pensar em uma forma de saírem dali, o caminho anterior era bloqueado, por sorte eles haviam saído no momento certo, mas agora estavam presos não podendo ir para trás onde o muro era muito alto, ou para frente onde havia pelo menos quinze ou mais mortos vivos, a esquerda era de onde saíram, um beco com alguns mortos próximos caminhando, só lhe restavam a direita onde o muro era mais baixo, mas ainda alto.
— Primeiro vamos fechar isso aqui. Ele empurrou a porta do carro ao seu lado devagar (a parte do motorista) para fechá-la, já que ambas estavam abertas e facilitava serem vistos, embora a do outro lado tivesse que permanecer desta forma. Mas havia um porém a porta estava emperrada, dificultando o fechamento. — Droga!
— O que foi?
— Está emperrada, chegue um pouco para lá. Ele segurou a porta como se a mante-se fechada, dificultando a visibilidade inimiga, para que sua amiga fosse para o lado. — Vou ter que fazer força para fechar, ou um de nós vai ter que ficar segurando isso aqui.
— Isso está fora de cogitação, caso algo aconteça vamos ter que estar preparados para entrar rapidamente em ação. Fez uma pequena pausa, olhando o cenário e buscando alguma saída. Rezava para que por algum milagre Milles e os outros aparecessem ali para salvá-los, não. Isso era uma vã esperança. Este tempo todo sobrevivendo neste novo mundo sempre a impulsionou a fazer as coisas e não esperar pelos outros. —Tente fechar então, mas não faça barulho.
— Ok. Ed estava sentado e segurava a porta, a empurrava com cuidado para fechá-la aplicando um pouco de força quando estava próxima do carro, mas ela sempre se abria. Tentou uma, duas e três vezes, e sabia que só com mais força, isso seria possível, mas seria arriscado.— Não dá, vou ter que bater.
— Foi o que imaginei. Espere um pouco. Carol se abaixou no carro, olhando para os zumbis de pé um pouco distantes mais à frente. Esperou eles se distanciarem mais e falou. — Agora.
Ele rapidamente batia com a porta no carro para fechá-lo do lado que os dois se encontravam. Pareceram que obtiveram sucesso até a mesma abrir segundos depois. Ed já sem paciência aplicou mais força fechando a porta de vez, no exato momento que Carol diria para ele esperar um pouco.
— Não Ed!!
Olhou para ela como se lhe dissesse ‘o que foi’, quando seu corpo foi puxado para baixo para que se escondesse. Uma das criaturas ouviram o barulho, e se aproximou do carro, se rastejando, enquanto baba saia de sua boca caindo no chão. O mesmo se aproximou do carro, enquanto um outro mais atrás olhava para ele. Observou pelo lado da frente do carona, ficando parado por alguns poucos minutos, que pareceram serem uma eternidade.. E logo após se retirou.
Por sorte ele não deu a volta no veículo, não avistando os dois seres vivos. A mulher tinha a mão no peito na direção do coração, com os batimentos rápidos, como se quisesse pular para fora e uma expressão de medo no rosto. O homem por sua vez tinha a mão em seu facão, esta que tremia, como se segurasse uma batedeira ligada, possuindo uma expressão de surpresa.
— Ele já saiu. Disse a mulher, respirando mais forte e mais aliviada.
Seu amigo por sua vez apenas concordou com a cabeça sem dizer mais alguma coisa.
Ambos passaram horas e mais horas fazendo e desfazendo planos, tentativas mirabolantes de tentar saírem dali. Mas nada era tão viável ao ponto de parecer suicídio. Até que o tempo se passou e escureceu, pensaram que poderiam aproveitar a escuridão, já que não havia mais luz elétrica e a visão dos mortos poderia estar afetada (embora as suas também), mas aqueles não eram o seu dia..
— E então, eles já saíram Carol?
— Pelo contrário.. Chegaram mais. Disse com um olhar cabisbaixo, com as energias sugadas e sem muita esperança. Ela viu que seu amigo mexia nas balas e tentou distrair a mente de pensamentos ruins. Uma das coisas que ela aprendeu e que deveria controlar a sua mente, antes que o ambiente e a situação a controlassem, deveriam se manter sempre calma e confiante. — Quantas Balas você tem?
— Não muitas, dois pentes cheios e este pela metade, e você Carol?
— O mesmo. Reparou que seu amigo olhava para uma bala fixamente. — O que está fazendo?
— Caso as coisas deem errado. Sempre guarde uma delas para você!
— Não fale isso. Colocou a mão na cabeça tentando pensar insistentemente. Já havia visto o ambiente a sua volta várias vezes. ‘’O muro desse lado não parece ser tão alto, mas mesmo se Ed me ajudasse não teríamos a altura..No fim das contas este carro não serviu para nada, inútil.. Não pera..’’ Imaginou que poderiam empurrar o carro até próximo do muro esquerdo, ele lhe daria certa cobertura e um pouco de altura. Bastaria apenas que os dois subissem na mala dele e depois que seu amigo lhe fizesse ‘escadinha’ com as mãos para subirem. — Isso!! Parabéns garota, isso mesmo.
— Hã, o que foi? Percebendo a mudança de ares súbita em sua companheira.
— Descobri uma forma de sairmos daqui.
— Como?
— Me ajude a empurrar este carro até aquele muro.
Ambos iam empurrando o carro devagar e com cuidado para que não fizesse muito barulho, pelo caminho ela lhe revelava todo o plano. Os dois empurravam pela escuridão da noite, as vezes as criaturas olhavam para trás, o que obrigava a dupla a cessar os movimentos até que o morto voltasse a olhar para frente, mas tudo foi um perfeito sucesso.
— Pronto. Agora devemos ser rápidos Ed.
Ele concordou com a cabeça, aproveitando que a horda não visava-os, eles subiram pelo porta malas. O homem fez uma escada com as mãos para que Carol subisse, a mulher por sua vez foi rápida, escalando o muro e pulando até a ponta, conseguindo subir e esperando seu amigo sentada, estendendo as mãos para que ele a pegasse e o puxasse.
— Venha rápido.
Ele pulou conseguindo segurar as mãos dela, ia sendo puxado devagar. Os olhares dos dois se cruzaram contentes, ficaram ali boa parte do tempo pensando em como iriam sair, e até que a hora chegou.
— Finamente, conseguimos Ed.
E então, o carro começou a andar para a frente, fazendo o homem perder o apoio, o fazendo ir para baixo e puxando Carol com seu peso. Ele notou que ela cairia junto, então decidiu soltar a sua mão para que ela se salvasse.
— Não ED. Ela observou que ele bateu com as costas na mala, fazendo um barulho e atraindo a atenção dos zumbis, os fazendo se aproximarem. —Venha rápido, traga o carro de volta.
— Estou indo. Olhou para a frente e viu que não tinha muito tempo. O homem sentiu dores, mas foi rapidamente na direção do carro, para empurrá-lo de volta ao muro. Subiu nele novamente, e algo aconteceu.
— Vem me dê a mão. Balançava a mão para tentar alcança-lo.
Ele pulou e a sua mão tocou a dela por um mísero segundo, até que alguém a puxava por trás, a fazendo se afastar, ela tentou fazer força mais caia para o outro lado do muro....
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— Me solte oh não! Tinha as mãos na face como se tentasse se proteger, sua arma tinha caído para o lado. Ela batia na criatura atrás de sí com o cotovelo, havia caído em algo macio e rapidamente se levantou puxando sua faca.
— Calma somos nós Carol. Dizia Selene feliz por reencontrar sua amiga.
Enquanto isso Milles saia de trás dela, com uma mão no queixo, de onde havia recebido uma porrada. — De nada.. Articulava a cabeça para os lados.
Enquanto isso Ryan pegava a escada que havia caído de volta, pois ela poderia ser útil.
Carol observou Milles, Selene e Julie ali, junto com outras duas pessoas desconhecidas. Mas de nada se importou com aquilo naquele momento.
— Me dê isso, Ed ficou preso no outro lado, ele vai ser devorado, rápido coloque essa escada novamente!!
Enquanto isso do outro lado, foram ouvidos barulhos de tiros constantes. Milles e Ryan colocaram a escada no muro, Carol rapidamente expulsou os dois e subiu nela para olhar para o outro lado, e nada viu, a não ser trilhas de sangue, e vários corpos caídos em meio a escuridão, e mais nenhum outro som.
— ED!!! ED!! Está aí!! ED???? Me responda??? Por favor!!!
— Milles tenho um convite para você e seus amigos. O Orlosa se aproximou deles.
Enquanto isso Ryan estava afastado sentado em um lugar, enquanto falava com alguém no rádio.
— Agora não, você não vê que estamos ocupados?! Temos que achar nosso amigo.
— Ah não se preocupe com isso, se preocupe apenas com você.
— Como assim?
Enquanto isso Carol se encontrava sentada em cima do muro prestes a pular para o outro lado. Que foi então quando Milles a parava, a fazendo olhar para frente.
— O que foi Milles? —Ela olhou bem e viu um grupo com cerca de 8 pessoas armadas com fuzis apontando para eles.
— Gostaria de convidá-los para o meu bando. Vincent se aproximou com um sorriso cínico em sua face, a passos lentos, olhando-os. — Sou Vincent Orlosa, líder da ‘Villeneuve’ ou Vila Nova como preferir, talvez já tenha ouvido falar de nós.
Todos ouviram aquilo com espanto e receosos, arquearam as sobrancelhas. Algo que não passou despercebido por Vincent.
— Meu homens acharam seu amigo. Fazia sinal com a cabeça para entrega-lo.
Os homens armados abriam espaço e deixaram Ed passar, este que estava sujo de sangue e com suas mãos e boca amarradas, o líder o empurrou na direção de Milles.
— Ed! Carol o abraçou, e depois cortou o pano que o cobria. — Fiquei tão triste pelo que houve, graças a Deus está bem!
— Fui salvo por pouco Carol, mas tomaram as minhas coisas.
— Detesto estragar esses momentos. Vincent se aproximou de Milles encarando-o, enquanto os homens atrás de sí sorriam, mas com as armas apontadas para eles. — Mas agora é a hora. Quem vai querer participar de meu bando? Somos organizados, temos armas e munições, somos muitos, estarão seguros conosco. Mas tudo deve ser feito como como eu mandar.
— Desculpe, mas devo recusar. Dizia o ruivo impassível. Pensou em puxar sua arma e atirar rápido contra ele, mas isso colocaria sua vida em risco, e pior. A vida de sua irmã e amada também. — Como podes ver, já tenho meu próprio bando.
— É quanto aos outros? Perguntou, olhando para a ruiva, Selene, e Carol.
— Desculpe, não sou do tipo que gosta de receber ordens. Respondeu prontamente a ruiva, encarando-o.
—— Hum hum. Balançava Selene a cabeça de maneira negativa.
Carol e Ed respondiam ao mesmo tempo que não.
— Bem, o que é uma pena ruivo. Você parece ter um grupo forte aí, sería muito bom ter vocês conosco. Dava quatro passos para retaguarda, ficando atrás de seus homens. — Pena que eu vou ter que mata-los.
— Sabe que não vai ser tão fácil não é. —Disse Milles pegando a sua arma.
Selene entrava na frente de seu irmão. — Nós salvamos a sua vida, se não fosse por nós você nem estaria aqui.
— É verdade Vincent, eles nos salvaram. Falava Ryan para seu chefe.
Milles puxou sua irmã para trás de sí, se preocupando com sua segurança. Enquanto isso o Orlosa pareceu reconsiderar, ele pensou um pouco, olhou para Selene, depois olhou para Milles e por último seu subordinado. — Está bem. Depois deu um soco em Ryan o fazendo cair ao chão. — Nunca me questione em público. Olhou para o grupo rival. — Vocês podem ir. Tiveram sorte, eu odeio ficar em dívida com alguém, considerem que estamos quites. Se virou indo embora trazendo seu bando consigo.
Selene ia atrás de Ryan para saber se ele estava bem, era impedida pelo irmão, que sentia raiva e ódio daquele cara, se arrependendo de tê-lo salvo. Depois que partiram ele disse. — Maldito, ele vai ver só na próxima vez que nos reencontrarmos!
Fim
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