Pelo Mundo
14 Season 2: Mal Presságio
Notas iniciais
Capítulo 14 – Season 2: Mal Presságio
— Acho que esta missão foi uma má ideia, não tivemos muita sorte. Ed agora se encontrava sentado em algo que já fora um belo jardim bem cuidado de uma casa, mas que agora não passava de cercas derrubadas, flores pisadas, lugares sujos de sangue e roupas velhas largadas. Ele estava com seus ferimentos sendo tratados por Julie, que não tinha uma boa expressão.
— Então, você.. Ela tentou falar com ele, enquanto enfaixava seu braço esquerdo.
— Não é nada, eu vou ficar bem.
Neste instante a uns cinco metros deles, Carol estava de pé conversando com Selene, enquanto Milles do outro lado vigiava o perímetro. Eles não estavam seguros, ainda haviam zumbis por toda a cidade, mas primeiro precisavam cuidar de seu companheiro ferido, por isso fizeram uma pequena pausa.
— Eu reparei algo estranho. Carol fez gesto com a cabeça para que o Scoth se juntasse a conversa, e depois ficou no meio entre ele e sua irmã e Julie e Edward.— Acho que aquele homem não conhecia a gente, quero dizer não nos reconheceu. Ajeitava seus óculos. — Não percebeu que até pouco tempo seus homens queriam nos invadir.
— Verdade agora que tocou no assunto. Selene olhava para sua amiga. — Naquela vez não me lembro de tê-lo visto no ataque.
— Exato! A líder batia com seu punho fechado na sua outra mão aberta, como se chegasse a uma conclusão. — Essa foi a nossa sorte, senão ele teria nos matado.
— Então tivemos duas. A ruiva se levantava após tratar os ferimentos do companheiro. — Eles saíram tão rápido que nós deixaram com as nossas coisas. Olhou para Ed. — Mas também tivemos um outro azar.
— O que está dizendo? Se aproximou Carol curiosa.
— Não e nada, e besteira dela. Ed desviou seu olhar para outro lado. — Eu estou bem, agora só precisamos ir.
— Eu senti pena do Ryan, ele parecia ser uma boa pessoa, não deveria estar naquele grupo. Se tivéssemos tido mais tempo poderíamos convidá-lo a se juntar a nós. Disse Selene apreensiva olhando para todos, e depois focou em seu irmão que tinha o pensamento distante dali.
— Vamos ter bastante tempo para pensar sobre isso depois. A líder olhou para Julie e depois Selene. — E a propósito, vou querer um relatório do que aconteceu com vocês nesta missão.
— Está bem Carol. Respondeu a mais nova, enquanto a ruiva nada disse.
É então todos saíram dali em direção ao veículo que estava estacionado com segurança em outra parte da cidade, com a atenção redobrada devido ao perigo dos caminhantes.
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Em um outro lugar, no acampamento as pessoas mantinham sua vida cotidiana por lá, cada um deles realizava suas tarefas e as vezes se ajuntavam para trabalhar em algo em conjunto de acordo com a necessidade do lugar. Naquele dia, Thomas havia ficado responsável por supervisionar as coisas junto com Gabriel, para que tudo fosse feito corretamente. E foram assim a manhã inteira sem maiores problemas até a tarde, quando então todos paravam para almoçar. Gabriel se aproximou de seu amigo com o prato na mão e sentando ao seu lado.
— Então o que há Thomas? Você está mais quieto que o habitual.
— Quê? Hã.. Estava sentado com um prato na mão, comendo um pouco de sopa com pão, uma ótima comida para se esquentar naquele frio. — Não e nada, e só coisa sua.
— Eu te conheço. Levava a colher a boca. — Eles ficarão bem, não se preocupe. Tocou o ombro de seu amigo olhando-o.
— Eu espero que sim. Eles vão. Revirava a sopa com a colher. — Eu me preocupo com a Selene, ela deveria ter ficado, é muito perigoso.
— Só a Selene? Gabriel assoprava a sopa em sua colher.
— Sim digo. Ela e os outros é claro. Dava outra colherada na comida. Depois resolveu mudar de assunto. — A propósito, viu o James por aí? Eu tenho um serviço para ele e não o vi a manhã toda.
— Deve estar por aí. Gabriel pensava sobre o assunto e então respondeu. — Falando nisso também não o vi, nem na fila da comida. Depois saboreou a sopa.
— Bem, seja como for agora e a hora para dar uma pausa, talvez ele não saiba, vou avisá-lo. Aguenta aí. Se levantou, deu mais algumas colheradas e terminou levando seu prato consigo.
Gabriel apenas consentiu, continuando com o que fazia e as vezes olhando o acampamento para conferir se tudo estava indo bem.
Thomas procurou pelo seu companheiro, no meio do acampamento estava uma barraca feita de madeira, ali estava Michelly e Jhon ajudando a servir as pessoas com um grande panelão, no alto havia uma grande lona amarrada e escorada por um pedaço de madeira, que cobria uma certa parte dos ventos frios, e abaixo dela cadeiras onde os moradores poderiam sentar-se. Ele passou por ali e viu algumas pessoas mas ninguém era quem ele procurava.
— Hey olá Thomas, procurando alguma coisa?
— Hã? Se virou para olhar quem era. — Ah, e você Cheed, não não e nada, só estava vendo se está tudo bem. Fez uma pequena pausa dando outra olhada no lugar. — Em falar nisso viu o James por aí?
— Por quê? Ele fez alguma besteira? Fez cara de pensativo. — Bem, na última vez que o vi ele estava dando uma olhada nos carros, talvez esteja por lá ainda. Ele está muito encrencado?
— Não, não e nada. Vou dar uma passada por lá então. Colocou o prato sobre a bancada e saiu.
— Ok.
Thomas prosseguiu seu caminho, tudo estava bastante calmo e os moradores espalhados por todo o lugar enquanto faziam sua refeição. Pelo caminho, ele não podia deixar de pensar no pessoal, de torcer para que tudo estivesse bem com a Carol, Selene e os outros na missão; foi contra a ideia de irem, a não ser que ele fosse também, mas alguém tinha que cuidar do acampamento durante a ausência da líder.
‘’Eu espero que todos estejam bem, e que não façam nenhuma besteira.’’
Depois em uma parte mais afastada, viu ali uma carcaça de um carro, e do lado um outro aberto em sua parte da frente, seu amigo James estava ali com a cara enfiada olhando as peças do veículo. Thomas se aproximou devagar dele para avisá-lo sobre a pausa do almoço.
— Thomas, aproveite que está aí e me passe aquela ferramenta. Apontando para a mesinha improvisada ao lado.
Ele pegou e entregou para seu amigo. Devido a ser um membro experiente em missões, Thomas aprendeu a caminhar quase sem fazer barulho algum para não chamar a atenção dos mortos enquanto estivesse em atividade, mas ele se perguntou como seu companheiro sabia de sua presença. Sua pergunta automaticamente foi respondida quando podia enxerga-lo também pelo vidro da frente.
— Enfim, não ouviu o chamado. É hora de dar uma pausa. Cruzou os braços olhando-o
— Agora não, ainda não terminei o meu serviço. Ele estava com a blusa suja de graxa, assim como suas mãos, trabalhou diligentemente para tentar recuperar mais um dos veículos. — Meu tio me deixou esse aqui aos meus cuidados, até que ele volte quero que tudo já esteja consertado.
— Você vai ter tempo de sobra, o dia todo para fazer isso. Guarde um tempo para si mesmo. Deu uma olhada no carro inspecionando os reparos e aonde faltava. — Que bom que você consertou essas portas, vai ser bem útil, ainda mais quando precisarmos sair desta base.
— Tio Edward me ensinou tudo o que sabia sobre isso, e pediu para que eu consertasse, não posso decepcioná-lo. Depois um som de barriga roncando poderia ser ouvido, ele sorriu e parou com o que fazia, lavando as mãos com uma garrafa de água e depois limpando em uma blusa velha. — Mas não vai ser ruim, dar uma pequena pausa não é mesmo?!
— É assim que se fala. Colocou a mão no ombro de seu amigo como se o abraçasse de lado. — Vamos lá.
— E sobre eles, eu espero que estejam todos bem, e que tenham achado muitas coisas úteis.
Thomas também estava preocupado com isso, mas resolveu pensar positivo. — Todos são muito bons, eles sabem como se virar por aí. Eu também espero...
[...]
Enquanto isso em um local desconhecido, há algumas horas mais tarde ~~
— Droga! eu não acredito que ele ficou doente de novo. Resmungava alto olhando para os outros homens indignado, batendo com a palma da mão fechada com a parte de baixo na parede. — Ele era para ser o médico daqui. Estavam caminhando pelos corredores discutindo, olhou para a porta fechada. — Mas é o mais doente.
— Eu ouvi dizer que ele estava trabalhando bastante em um projeto.
— Que projeto seria este?
— Algo para o controle dos mortos.
— Mas isso é loucura.
— Não é o que o Vincent acha.
Após isso a porta se abria, com alguém saindo dela dizendo.
— O que estão fazendo aí? Estão bisbilhotando?
— Não senhor! Repetiu os dois homens anteriores assustados, quase em uníssono. Eles deram um passo para trás e olharam para o homem de maneira surpresa.
— Eu vou contar até três e se ainda ver vocês dois aqui, serão as minhas mais novas cobaias.
— Sim senhor. Deram as costas e partiam.
— Talvez um de vocês me seja útil. Alisava o queixo, puxando um deles pelo braço. — Você vem comigo. O puxando para a porta.
— Me desculpe eu já estava de partida, eu.. eu...
— Não, mas não seja por isso. Abriu um largo sorriso que cobria toda a parte de baixo de seu rosto, seus dentes brancos brilhavam reluzindo em suas lentes (óculos).
Enquanto isso o outro saia rapidamente, com medo de ser pego também.
É então a porta se fechou.
— Hans eu peço desculpas. Eu falei para ele não ficarmos ali, nós já íamos sair. E..
— Hans? O homem deu dois passos para frente dentro de sua sala e então parou seu caminhar. Virou seu corpo milimétricamente na direção do outro devagar dizendo. — Mas não será possível. Ajeitou seus óculos, empurrando-o mais para trás. — Tamanha falta de educação. Oras. Levantou um pouco seu corpo empinando seus pés encarando-o. — Quantas vezes eu terei que dizer, NÃO ME CHAME POR ESTE NOME, ME CHAME DE DOUTOR. Falava levantando seu tom de voz aos poucos até ficar mais alto.
— Ele tem razão. As luzes se ascenderam começando um barulho estranho, e também revelando terem outras pessoas dentro daquele local. Para grande surpresa das pessoas, o recinto era grande o contrário do que aparentava, talvez um dos maiores dali. Nele havia equipamentos hospitalares, e era dividido por seções. O lugar possuía guardas, ajudantes e servos. Por algum motivo aquele ambiente tinha eletricidade, e era muito usado para tratar os feridos e em pesquisas.
— Vincent, não sabia que havia chegado. Disse o homem que fora pego no corredor espantado, mas agora mais aliviado achando que agora estaria a salvo do doutor.
— Apenas eu posso chama-lo por este nome. Para você e todos os outros e apenas ‘doutor’.
— Sim, magnífico. Esplêndido. Hans era o médico do lugar, um homem alto por volta dos 1,80, era branco e tinha fios de cabelos loiros que caiam até suas bochechas, tinha os olhos azuis mas que eram ocultados pelos seus óculos. Usava um sobretudo branco aberto, por dentro uma camiseta marrom e uma gravata. Ele gostava de usar luvas para tudo que fazia, era uma figura excêntrica e temida em Villeneuve. Haviam muitos relatos de pessoas que sumiam no lugar, diziam as más línguas que serviam de cobaias para suas experiências, tal fato nunca foi provado, mas nem desmentido por ele...
— Então, como está a sua saúde? Vincent se aproximou de seu subordinado, e depois olhou para a maca, onde havia um zumbi preso e amarrado lá. — E a propósito e a pesquisa?
— Hoje me levantei um pouco melhor. Hans olhou para o guarda furioso, mas achou que aquilo poderia esperar, pelo menos por aquele momento. Se aproximou da maca e retirou o capuz que cobria a cabeça do zumbi, que era um homem magro, com várias marcas de cortes. Neste momento a criatura tentava mordê-los assim que os viu mas era contido pelas amarras nos braços, pescoço e pernas. — Eu percebi que, por enquanto apenas uma certa área de seu córtex cerebral ainda mantém certa atividade, mas apenas a área primitiva. Começava a se animar com sua descoberta, tocando a testa da criatura com sua luva, e depois descendo até a nuca como se mostrasse a área para seu chefe. — Descobri que era apenas uma parte dela, talvez uns cinco por cento.
— É o que isso significa exatamente? O líder da Villeneuve queria respostas mais simples e diretas, o olhando mais sério, coisa que não passou despercebido pelo doutor. — Significa que ele está vivo ou que está morto?
— Ele está bem morto.. É vivo. Isso e magnífico!! Falava com um largo sorriso, o zumbi tentava morder seu dedo, mas Hans o retirava rapidamente. — Talvez haja uma forma de.
Neste momento a porta se abria, entrando um homem armado.
— Com licença, Vincent, Doutor.
— O que foi agora? O líder olhava sério para o mensageiro.
— Perdemos o contato no rádio com a divisão que o senhor mandou a estrada ...
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Enquanto isso na estrada, há algumas horas mais cedo ~~
— Espero que não tenhamos sido vistos. Falava Selene apreensiva.
— Aqueles homens foram embora, mas não podemos dizer o mesmo dos zumbis. Carol olhou para seus companheiros. — Coloquem tudo na caminhonete.
Miles colocava sua mochila e ajudava Selene com a dela, ambas estavam bastante pesadas, ia fazer o mesmo com a Julie mas que recusou sua ajuda. Ed conseguiu colocar mas aparentou ter certa dificuldade, coisa que Julie logo reparou.
— Podíamos ficar e tentar recuperar mais coisas, deve ter tanto algo útil nesta cidade. O ruivo observava a cidade, queria ficar mais e revistar cada casa e cômodo em busca de mais coisas úteis.
Quando chegaram lá tiveram sorte, pois haviam estacionado o veículo em um lugar distante do centro, evitando assim a maioria das criaturas que perambulavam pela cidade.
— Havia tanta coisa hum.. Ainda sonho dormir em um colchão novamente. Falava Selene, se lembrando dos quartos de hóteis. — Mas e perigoso ficarmos aqui cada minuto.
— Exato, por isso temos que dar o fora. A líder subia na caminhonete, desta vez no caminho de volta ela iria dirigir.
— Então faremos assim, vocês vão. O ruivo olhou para Ed. — Que eu e Ed vamos terminar de vasculhar a cidade. Não quero deixar nada para trás, ainda mais agora que vamos mudar a nossa base de acampamento, pode ser que nunca mais pisemos aqui.
— Ficou louco Milles? Eu não lhe deixaria fazer isso, já passamos por tanta coisa hoje, que e melhor aproveitarmos para sair agora que temos a chance. E quando irmos como tu vai sair? E o Ed está ferido, não está em seus melhores dias. Carol falou com um aspecto de brava, descendo do veículo e colocando suas mãos na cintura.
— É desde quando eu preciso de sua permissão? Ele balançou a cabeça de maneira negativa. — Já andei por muito tempo por cidades ‘vazias’ parecidas como esta, eu sei me virar. Olhou para as ruas vazias e escuras. — Arranjarei um carro ou uma moto depois e alcançarei vocês.
— Irmão! Selene ficou brava com o comportamento de Milles, fazendo uma expressão séria e o puxando pelo braço. — Me desculpe Carol, passamos por um bocado hoje.. Acredito que todos nós.
— Selene está certa, e melhor irmos. Julie foi para o lado de Selene a apoiando. Ela olhou o ambiente ao seu redor, que era a ponta de uma calçada, e dos lados haviam casas e uma grande árvore que ajudava a esconder o carro. — Agora já está bastante escuro e logo escurecerá, e então as coisas ficarão ainda mais difíceis, você não vai poder enxerga-los na escuridão, e mesmo que use sua lanterna, a luz poderia lhes chamar a atenção. Ia subindo na parte de trás da caminhonete. — Fora que parece que agora temos um velho inimigo no qual se preocupar.
Carol iria reclamar com Milles sobre seu comportamento, mas na hora viu seu companheiro ED urrar de dor, e apertar seus dentes.
— ED o que foi?
— Não e nada, eu estou bem Carol. Vamos ir logo.
E então todos subiram na caminhonete com todas as suas coisas e partiram.
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Na estrada, um tempo depois todos repararam que no caminho de volta apareceram obstáculos para atrapalhar a pista. Primeiro eram pneus que estavam como se fosse em zigue zague para atrapalhar os carros, depois foram cones. Como os postes de iluminação não haviam mais energia, ela acabava atropelando alguns devido a falta de luz, mesmo que no veículo ainda tivesse os faróis, mas a quantidade de barreiras era grande.
— Mas que droga, essas coisas não estavam aqui antes. Disse Carol nervosa enquanto dirigia.
— Parece que alguém não quer que a gente avance nessa direção. Julie tentou observar a estrada, ela estava na caçamba observando o caminho. — Milles, Selene fiquem ligados.
Ele concordou com a cabeça, pondo a mão em sua espingarda, enquanto Selene deixou seu arco composto e deixava uma pistola preparada para uso. Do lado do motorista estava Ed quieto, com o corpo encostado na porta e a cabeça no vidro, sua aparência não era das melhores, parecia que estava pálido e fraco, mas quando percebia que era olhado ele logo se recompunha ajeitando sua postura no banco.
E então em um breve momento o carro dava uma parada brusca, fazendo Julie se segurar nas beiradas e Milles segurar o ombro de Selene que estava ao seu lado.
— O que foi Carol? A Scoth estava aflita, tentando saber o que houve.
— Um corpo morto na estrada, quase que o atropelo, se não fosse os faróis. Gritou a líder da parte da frente.
Milles pulava da caminhonete, olhando o que houve na estrada, enquanto sua irmã tentava impedi-lo.
— Não irmão, espera.
— Calma, e só um corpo. Se aproximou da parte da frente do carro, o caído estava a um pouco mais de um metro, tentou analisa-lo com sua lanterna. — Essas manchas de sangue, foi algo recente, e não foi mordida. Mirou a luz para a cabeça, vendo ali uma marca de bala, sinal de execução, e de que também ele não mais ‘voltaria’. Depois olhou para Selene, Julie e para Carol que se aproximavam. — Foi morto a tiros por humanos. Depois olhou para trás do caminho de onde vieram e reparou que havia manchas de sangue. — Creio que ele veio andando por aqui, até cair.
— Parece que temos inimigos pelas redondezas. Justo agora que eu pensei que poderíamos ter um pouco de paz. A líder abaixou a cabeça de maneira pesarosa.
— Nunca teremos paz neste mundo. O ruivo desviou seu rosto para o lado.
Selene ignorou o comentário pessimista de seu irmão e foi para o lado de sua amiga para consolá-la, colocando a mão em seu ombro. — Vai dar tudo certo Carol, só precisamos permanecer juntos.
— Eu também gostaria de acreditar nisso, mas por enquanto só vamos acreditar no que está a nossa frente. Julie olhou para eles. — Acho que já chegou a hora de pensarmos o que faremos agora.
— Que tipo de pergunta é esta, vamos voltar para a base o quanto antes. Disse Carol instantaneamente.
— E se houver inimigos a frente? não sabemos. Podem estar nos esperando.
— Realmente, não pensei nisso. Respondia agora Selene pensando na situação. — Podíamos tentar outro caminho, um atalho.
— Não, eu sei de um caminho mais fácil, basta apenas atirarmos neles e pronto. O ruivo brincava apontando sua espingarda em direção a estrada.
— Não é assim que as coisas funcionam Milles. Julie balançou a cabeça de maneira negativa, depois olhou para a mais nova. — Devemos supor que eles fizeram o mesmo em outros lugares Selene. Se referiu sobre colocarem obstáculos na estrada, ela depois olhou o lugar a sua volta. No meio ficava a estrada que dos lados era bloqueada por cercas de ferro (aquelas proteções para os carros nas rodovias), enquanto que atrás destes tinham uma pequena floresta rodeada por densas árvores, mas havia muita escuridão. — Se eu tivesse inimigos por ai, seria algo que eu faria.
— Você está certa. Carol a olhava séria. — É o que acha que devemos fazer?
— Um de nós pode ir pelos lados, pela floresta furtivamente e checar se o lugar e seguro, e então continuamos.
— Isso e loucura, está tudo muito escuro, quem for seria uma presa fácil nestes lugares. Selene não concordava com a ideia, se fosse um sorteio e ela a escolhida não saberia o que fazer, fora o fato de estar sozinha e ainda se arrepiar no fato de haver mortos andando por aí. Além de não gostar de andar nesses lugares em horário nenhum, ainda mais a noite.
— É quem iria? Cogitou a líder na possibilidade a olhando.
— Quê? Você só pode estar brincando. A mais nova a olhava incrédula.— Há outras maneiras de verificarmos, e não temos certeza que tem algum inimigo mais a frente.
— É não temos. Mas você preferiria arriscar? Vimos um monte de obstáculos pelo caminho como se alguém não quisesse que seguimos por aqui, e agora esse homem morto.
— O que estão fazendo aí fora, vamos demorar muito? Dizia Ed falando alto, ele estava sentado no banco do carona na caminhonete.
— Não, já estamos indo. Carol fez sinal de pare para seu amigo, depois voltou seu olhar para os outros. — Bem, acho que não custa nada prevenir. Mas a pessoa deve ser bem furtiva e saber se cuidar ali fora. Então eu acho que..
— Eu vou! Disse a ruiva. — Afinal eu dei a ideia, e sei me virar também.
— Não, você fica, neste caso eu vou. Milles a olhou, ele se preocupava com ela. — Eu também sei me virar por aí, lembram-se? E além do mais eu queria ter dado uma voltinha por aí mesmo.
— Mas hã, meu irmão você não vai mesmo. Ela fez cara de brava e cruzou os braços para ele.
— Já que está todo mundo se oferecendo, neste caso eu também me ofe.
Todos puderam ouvir um barulho de carro e uma buzina forte no local, uma van se aproximava de frente para eles, com seu farol forte iluminando a estrada.
‘’Droga demoramos muito tempo discutindo.’’ Julie olhava para frente, sabia que tinha que agir rápido antes que pudessem visualiza-los melhor, tinha que usar a escuridão enquanto ainda a tinham a seu favor.
— Alguém vem vindo. Milles preparou sua arma a deixando pronta para o uso.
Carol se preparou, pegando sua pistola e a deixando em mãos. Enquanto isso Selene foi para trás do caminhão, como se quisesse pegar cobertura.
A ruiva tinha que ser rápida e furtiva, caso precisasse entrar em ação para ajudar seus amigos ela teria que usar algo que não fizesse muito barulho e que não denunciasse sua posição da floresta, instantaneamente pensou no arco composto da Selene, mas aquilo precisava de treino e ela não sabia como atirar, então teria que levar a dona junto, fazendo uma pequena mudança nos planos.
Foi correndo até a caminhonete pegando o arco e depois puxando o braço da garota. — Desculpe Selene, você vem comigo.
Selene fora puxada subitamente, não queria ir, pois tinha medo da floresta a noite pois poderia ter os mortos e ataca-los de surpresa, e ela achou que o serviço poderia ser feito com apenas uma pessoa. Tentou olhar para seu irmão, mas este pareceu estranhamente aprovar a ação da ruiva como se fosse a melhor decisão a ser tomada, ou por que talvez ele confiasse nela.
Milles viu as duas saindo, deixando que Selene e Julie partissem, imaginou que com ela sua irmã estaria em mais segurança que ele naquele momento. E por isso sem dizer mas nenhuma outra palavra, não hesitou em ajuda-las, lhes dando cobertura, e pedindo para que Edward desligasse os faróis, coisa que foi feita de imediato, fazendo ter ainda mais escuridão naquelas ruas, e facilitando que as duas saíssem da estrada e se escondessem nos arredores atrás de uma árvore. E logo após isso, a Van se aproximou e parou, descendo algumas pessoas logo após.
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Os homens soltavam da van:
— Vocês aí. Dizia um dos homens. Ele usava um boné azul e um casaco de couro preto, tinha cabelos loiros que caiam sobre os ombros e cavanhaque, usava um fuzil. — O que estão fazendo em nossa área? Não sabe que essas são as nossas terras...
Carol deu uns passos a frente, tentaria usar a diplomacia para apaziguar a situação e evitar quaisquer conflitos.
Neste instante desceram mais três homens bem armados igual o primeiro e depois mais um, o último que descia do lado do motorista com um bastão de baseball.
A líder percebendo que estavam em menor quantidade e ainda havia um se recuperando dentro da caminhonete, apenas queria ir embora em paz. Ela lhes respondeu:
— Nós estamos apenas de passagem, não queremos probl..
— Estamos apenas olhando a lua, uma bela noite não?! Milles ficou ao lado de Carol, estava impaciente para chegar em ‘casa’ e não aturava aquelas perguntas bestas e intimidantes. Imaginou que por eles estarem em maior número não os deixaria seguir em paz, e iriam tentar explorá-los o máximo possível ou até pior, algo que ele não deixaria de forma alguma, mesmo que arriscasse a própria vida para isso. Sua irmã estava em segurança, e ele então decidia responder à altura.
— Bem, eu não vi o nome de vocês na estrada. Talvez por causa da escuridão não?!
— Milles por favor. Falou Carol baixinho ao seu lado.
— É o quê? O quê que você disse? O homem com um taco de baseball se aproximou, olhando para Carol e depois encarando-o. — Diga isso mais de perto, eu não consegui te ouvir.
Enquanto isso os homens que estavam mais atrás riam e enquanto o que parecia ser o líder estava mais a sério.
— É surdo? Pois bem eu vou repetir.
A mulher puxou o ruivo para trás e tomou a frente das palavras.
Enquanto isso Selene e Julie estavam deitadas em um pequeno barranco esperando o momento certo para agir de acordo com a situação, observando o desenrolar. A Scoth olhou para sua amiga rapidamente e viu que ela sacava sua arma.
— O que está fazendo?
— Me preparando.
— Mas, mas.. Selene observou de novo os homens, e pareciam que estavam tendo uma discussão acalorada com seu irmão. Sentiu um aperto forte no coração, pois aquele poderia ter sido seu último momento a sós com ele. — Espera Julie, não faça nada, pode ser que eles só queiram conversar não é? E depois podem ir embora.
A ruiva estava com uma pistola mirando em um deles, naquele que parecia ser o líder, pois imaginou que sem ele os outros ficariam perdidos sem saber o que fazer. Ela não iria ser a primeira a atirar a não ser que fosse necessário, mas esperava as coisas se desenrolarem para agir no momento certo. — Fique preparada Selene. Olhou sério para sua amiga, não a alimentaria falsas esperanças e gostaria que ela fosse mais atenta. — Seu arco está pronto?
— ... Havia esquecido de colocar uma flecha em seu arco, coisa que fez de imediato. Fazendo com que Julie a olhasse com desaprovação. Respirou fundo e engoliu saliva se preparando, sua mão tremeu um pouco. E então algo puxava sua perna.
Um morto aparecia atrás de Selene, puxava sua perna e logo foi para cima de si. A ruiva reagiu rápido, o chutando para trás, e depois tapando a mão de sua amiga antes que ela gritasse, não pode deixar de perceber as lágrimas que saiam dela.
— Não grite, eu cuido dele e olhe para a frente. Julie pegou sua faca e o morto se levantava indo em sua direção, o chutava no joelho, fazendo seus ossos podres se quebrarem e cair torto, depois a mulher foi até suas costas e encravou uma faca em seu crânio matando-o. Olhou o lugar a sua volta para saber se era seguro, e então voltou para o lado de sua amiga.
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— O que tem no carro?
Milles estava sério encarando os cinco homens que revistavam as coisas de seu grupo, não teve escolha a não ser deixar as decisões com a Carol. Pensou na Selene e Julie que estavam escondidas, esperava que elas estivessem bem atentas para o que poderia acontecer.
Enquanto isso um dos homens foi até a frente do carro para revistar, encontrando ali Ed com uma aparência pálida e doentia, procurou se havia mais alguma coisa.
— Essa aparência, você foi mordido maldito. Ei gente, venham até aqui.
Ninguém do grupo sabia disso a não ser Julie que fez seus ferimentos, mas Edward havia lhe pedido para que ela não contasse a ninguém sobre isso até a hora que ele achasse ser necessário. Tantas coisas se passaram pela sua cabeça, já havia perdido muitas pessoas, e não deixava de pensar em seu sobrinho James e em como contaria isso para ele, tal coisa o deixaria desolado. Agiu por impulso não pensando muito na hora, e antes que o homem pudesse contar seu segredo para o seu bando, Ed Pegou uma pistola escondida embaixo do banco e então atirou no peito do homem aproveitando que ele se distraiu e o matou na hora, fazendo seu corpo cair sem vida na rua.
Do lado de trás da caminhonete onde estava as pessoas, todos poderiam ouvir o barulho da frente, aquele som alto e forte de tiro. Cada um interpretou a sua maneira, Milles e Carol achou que um dos bandidos tivessem atirado no Ed e por isso ficaram enraivecidos. Enquanto os bandidos queriam saber o que estava acontecendo, imaginando que o homem da frente não queria ‘cooperar’ e por isso seu companheiro o matou.
— DESGRAÇADOS, atiraram no ED. Milles rapidamente apontou sua arma nas costas do homem que estava a sua frente, este ficou apenas imóvel com medo. — Se não quiserem que ele tenha um buraco no corpo, todo mundo solte suas armas agora!
Depois um dos homens foi para trás de Milles e apontou sua arma para ele. — Não vou deixar que faça isso, eu atirarei antes.
Andreas, o homem que parecia ser o líder apontava sua arma para Carol, enquanto ela mirava no outro homem que carregava um bastão, é que agora também estava com um revólver.
Enquanto isso Selene escutando o barulho de tiro ficava nervosa, imediatamente pensando em seu irmão, e depois em seus amigos. Enquanto isso Julie dizia.
— Agora e a hora Selene, mire naquele cara.
— Eu.. Olhou para ela assustada, não gostava da hipótese de ter que matar alguém novamente, a noite algumas vezes ainda se lembrava quando matou um dos invasores do acampamento que queria pegá-la em baixo do carro, fora a morte de Carlos, que se sentia culpada ainda, quando olhava para os filhos dele, pois fora causada direta ou indiretamente pelo seu plano.
— Eles dependem da gente, se não fizer isso seu irmão pode morrer. Agora é a hora!
— Mas Julie.
— Faça..
A Scoth estava com suas mãos trêmula, aproveitando que todos estavam com suas armas apontadas uns para os outros e que as duas ali escondidas não foram vistas, teriam a iniciativa. Não sabia lidar bem com a pressão, com pessoas a falando do ter o que fazer e com o tempo contra si. Puxou o arco com a flecha presa, fechou um dos olhos para que facilitasse a mira, escolheu seu alvo, aquele que Julie lhe falava e que parecia ser o líder dali, e então com um pouco de tremedeira, atirou.
A flecha voou e acertou as costas do homem, entrando até a metade. Como era mais silencioso que uma arma de fogo, a vítima caia no chão morta, e todos o olhavam espantados sem entender, até ver a flecha presa em seu corpo.
— Mas que merda é essa, Andreas? Disse Evert, o inimigo que tinha um bastão e revólver em cada uma das mãos, indo para frente olhar seu companheiro morto a flechada. — O que vocês fize..
Depois um outro disparo absurdamente alto era ouvido, junto com um grande espirro de sangue no ar. Milles havia atirado nas costas do homem com sua espingarda, lhe abrindo um buraco.
— Atirem. Exclamou um dos dois bandidos restantes.
Carol atirava em Evert que lhe atirava de volta, ela acertava seu braço o fazendo largar seu bastão e cair no chão, embora ainda tivesse sua arma na outra mão. Enquanto seu tiro acertava no para-choque do veículo, fazendo um grande barulho e quase acertando Carol. Por sorte ela havia atirado primeiro e acertado, tirando o equilíbrio dele. Depois a mulher se refugiou do lado do veículo correndo até a frente dele.
O homem que estava atrás de Milles vendo que seus companheiros haviam caído, levantou suas mãos para o alto com sua arma, se rendendo. — Está bem, está bem, eu me rendo.
O bandido ferido deu mais uns tiros para cima de carol freneticamente até acabar suas balas, mas acertava o veículo, sua carroceria, o espelho, o vidro do espelho retrovisor direito. A mulher correu para frente e se abaixou, enquanto Ed ouvindo os barulhos do banco, abria a porta lhe dando uma certa cobertura.
‘’Não escuto mais tiros, ele deve estar recarregando.’’ Ela parou para dar uma olhada, e se abaixou no carro, olhando seus pés, e lhe dava um tiro certeiro na perna o fazendo ir ao chão, com isso pode ver mais de seu corpo caído e lhe dava mais dois tiros entre a barriga e peito fazendo seu corpo não se mexer mais. – Uffa.. Depois viu que Ed estava bem quando o homem sinalizou para ela, e logo foi para trás novamente, olhando para Milles. — O que faremos com esse aí?
Milles já havia pego a arma do inimigo rendido, e ficava atrás dele apontando a espingarda para suas costas. — Levamos ao acampamento?
— Irmão?
— Milles, Carol..
Se aproximou Selene e Julie, vendo os corpos caídos e o massacre que aconteceu.
— Meus amigos.. Evert ...Então foram vocês que mataram eles, estavam escondidas malditas! O refém apontou para as duas mulheres com uma feição de raiva em sua face.
— Cale a boca, ninguém lhe deu permissão para falar aqui. O ruivo apertava forte sua espingarda contra as costas do homem.
E então em um momento tão rápido quanto um piscar de olhos, enfurecido puxava uma faca de caça escondida em seu bolso, e se virou atacando Milles, acertando seu rosto de raspão, lhe fazendo um corte e começando a sangrar. O ruivo não imaginou que o homem atacaria estando cercado por várias pessoas armadas, mas parece que se enganou, seu reflexo por ser rápido o desviou de ter um ferimento maior e mais crítico, por pouco a faca de caça não o acertava no pescoço, mas lhe fez um corte na bochecha esquerda de baixo para cima de 4 cm.
O ruivo ficou espantado sem reação com aquilo, a única que teve foi colocar sua mão sobre o ferimento, que logo ficava suja de sangue. E então o agressor continuou, tentando desferir mais uns cortes, com sua mão levantada, mas era parado. Uma flecha tão rápida se prendia em seu pescoço de lado, o corpo caia no chão e sua boca começava a derramar sangue, o homem já sabendo que não tinha mais nenhuma chance de vida ainda tentava fazer um sinal de parem como se quisesse que parassem.
— Desgraçado! Milles enraivecido atirava com sua espingarda sobre a cabeça do homem, a fazendo explodir, a maior parte em uma cena grotesca.
Julie viu a cena, mas depois desviou o olhar para o outro lado. Carol olhou e logo fechou seus olhos saindo do local. Milles observava o corpo, e depois que Selene se aproximou mais, ele a impedia de ver, entrando em sua frente.
— Você não vai ver isso.
— Mas meu irmão.. A cena talvez tivesse sido forte demais, e desta vez ela seguiu o conselho do irmão e se virou de costas. — Tudo bem.. Mas e você? Olhou o ferimento dele que escorria sangue. — Vamos ter que tratar isso aí.
— Milles você está bem? Julie se aproximou dele e acariciou seu rosto, na parte que não havia sido atingida. Não deixou de reparar em seus olhos. — Eu tenho bandagens na minha bolsa, vou pegar.
— Milles. Carol olhou para seu rosto preocupada, como todo mundo já havia perguntado sobre seu estado resolveu não fazer a mesma pergunta, mas demonstrava tensão. — Vou recolher as armas deles então, e vamos sair o mais rápido possível antes que mais deles cheguem. Fez uma pequena pausa e depois continuou. — E a propósito Ed está bem, foi ele que atirou naquela hora.
Enquanto Carol recolhia os espólios do combate e Julie ia pegar as bandagens em sua bolsa. Selene se aproximava de seu irmão olhando-o.
— Julie já está trazendo as coisas para cuidarmos de você. Você vai ficar bem. Tentava tranquiliza-lo, embora estivesse mais nervosa que ele.
— Relaxa, não estou preocupado com isso. Desviou seu olhar para o chão. — Nem estou sentindo tanta dor, só está ardendo um pouco. Acho que é por causa do sangue quente.
— Hum.. Enquanto esperava, ela olhou para os corpos mortos, o último apenas conseguia ver até a parte da barriga pois seu irmão a impedia de ver o resto. — Sabe, agora que caiu a ficha.. Fez uma pequena pausa pensativa. Hoje eu matei dois homens. Se lembrar disso a deixava pálida e sentia sua cabeça girando como se fosse desmaiar.
— Ei.. Milles colocou suas mãos sobre o rosto de sua irmã a obrigando olhar para ele, depois olhou para os corpos mortos dos bandidos, e depois para sua mais nova. — Não foi você que os matou, eles ainda estavam vivos.. Pelo menos um... Eu que terminei de matar o outro..
Olhou para o irmão, com uma cara de desdém. Depois se afastou e abaixava a cabeça rápido como se fosse vomitar, não saia nada. Voltava para perto dele. — É isso era para fazer eu me sentir melhor?!.
— Mas é claro que não. Fez uma pequena pausa e se aproximou mais dela. — Mas isso sim! A abraçou bem apertado, colando a cabeça dela em seu peito e a beijando várias vezes na nuca. — Você me salvou, muito obrigado minha irmã.
— Milles.. Disse baixinho quase em um sussurro com a cabeça em seu peito, emocionada. Pensando nas coisas que passaram juntos, e feliz por ter atirado com o arco e salvado seu irmão. Ela depois se lembrou da última vez que ele salvou sua vida na base do acampamento quando Steve tentou matá-la, era uma lembrança ruim, mas naquele momento não ficou tão abalada. — Agora estamos quites haha. Brincando com ele.
— Quites nada, nove a oito hum..
Os dois se olharam e Riram.
— Pronto tudo está feito. Carol terminou de recolher as coisas importantes e ia para o banco do motorista.
— Não seria melhor olharmos a van deles? Talvez tenha algo útil para nós. Aconselhava Milles. Um pouco do sangue pingava, e ele limpava com sua mão, sentindo ardência no local.
— Não vamos embora, antes que apareça mais deles. Ela parecia estar tensa e abalada com aquilo tudo.
— Mas Carol e se. Se intrometeu Selene.
— Vamos já falei. Entrem no carro. Depois ela entrava no banco e batia a porta com força.
Os irmãos ficaram sem entender ela. Estavam relutantes mas fizeram o que era pedido.
— Venha Milles. Julie ajudava Selene a subir na caminhonete e depois puxou Milles, ali ela cuidava de seus ferimentos. — Eu sabia que havia deixado um pouco dessas bandagens aqui, na base tenho mais.
E então partiram em direção ao acampamento.
[...]
Na Estrada depois do carro partir, Evert tentava se levantar. Havia levado tiro na perna e na barriga, estava bastante ferido. Seu corpo era alto e forte, tinha músculos e por isso era mais resistente que os outros, mas sangrava bastante. Olhou para o lado vendo seus companheiros mortos, sentiu medo e tentou se levantar. — Esses idiotas nem perceberam que eu estava me fingindo de morto. Foi muita sorte minha eles não terem conferido. A perna estava bastante ferida e por isso não conseguia se manter de pé. — Preciso do Hans urgente. E Vincent vai saber de tudo o que houve. Foi se arrastando até a van, deixando para trás o corpo de seus companheiros mortos. Quando esteve na metade do caminho até o veículo ele olhou para trás, pois ouvia uns barulhos estranhos, como se alguém estivesse balbuciando alguma coisa. — Mas o que está acontecendo?
E então diferente dele, os seus antigos companheiros se levantavam. Suas aparências estavam diferentes, mais acabadas e mórbidas, seus passos arrastados com os pés próximos, significava uma coisa. Que eles receberam uma nova vida... E que agora vinham atrás dele.
— É o quê??!!
Foi se arrastando mais depressa até a van, fez força com um dos braços já que o outro se encontrava ferido. Conseguiu por insistência entrar na van e fechava a porta, enquanto seus amigos batiam no vidro. Pisou no acelerador com a perna boa e partiu para longe dali.
Fim
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