Pelo Mundo

12 Season 2: Amigos ou Inimigos


Notas iniciais
Sejam bem vindos ao primeiro episódio desta segunda temporada. Muitas coisas aguardam Milles e Selene nos próximos capítulos, espero que gostem. Tenham uma ótima leitura!

Capítulo 12 — Season 2: Amigos ou Inimigos

Passaram-se algumas semanas após o natal e ano novo. As pessoas do acampamento esperavam a neve passar antes de se aventurarem para mais longe nos outros estados a procura por um bom lugar. Enquanto isso resolveram melhorar o próprio acampamento pelo tempo que ainda ficariam ali. Com todos trabalhando dia e noite em turno as defesas foram melhoradas rapidamente, e até uma pequena choupana foi feita para que as pessoas pudessem residir ali.

Dentro, na barraca de acampamento de Milles e Selene, os irmãos dormiam. A Scoth despertou mais ou menos as oito horas da manhã. Ela tinha algumas dúvidas em sua mente a respeito daquilo tudo, tentou chamar seu irmão e acordá-lo, não podia aguentar mais e queria uma resposta dele. Se aproximou e falou próximo de seu ouvido enquanto tocava em sua mão.

— Irmão, irmão acorda!

O ruivo abria os olhos devagar, ainda quase fechados e respondeu. — O que foi, o que é Selene?

— Quero conversar sobre algo.

— Agora eu quero dormir.—Virou para o lado. — Converse com Deus.

— É sobre você e a Julie.

— O que tem? —Ainda virado para o outro lado.

— Sabe, eu gosto da Julie, de ver ela com a gente e tal. Nós divertimos bastante e ela até me ensinou algumas coisas. —Estava sentada, com as pernas cruzadas, agora mexendo em sua mochila. — Mas, por quê quando eu te pedi para morarmos aqui juntos você recusou e demorou a aceitar. E com ela você até a chamou? —Colocou a mochila de lado e cruzou os braços com algo na mão. — Eu sou a sua irmã hmf.

— Agora não e hora para ficar com ciúmes Selene. —Se virou em direção a ela na cama. — Agora, eu pretendo dormir se alguém aqui deixar.

— Não é ciúmes hmf. É que eu queria respostas e isso não sai da minha cabeça.

— Então, e o seguinte. —Olhou nos olhos de sua irmã e respondeu. — Foi por que eu quis. —Se virou novamente em direção contrária a menor.

— ... Mas calma aí.. —Tocava os ombros dele. — Isso não e resposta, eu queria saber mais do que isso, algo mais convincente. E..

— Sabe quando você cedeu a sua barraca para que a Carol pudesse dormir quando ela ficou sem lugar?

— Sei.

— Então, a mesma coisa.

— Mais isso ainda não explica, havia muitas outras pessoas sem lugares também. — Olhou para ele o analisando, já entendendo a situação. — Já entendi Milles, deixa pra lá.

— Que bom que entendeu, agora me deixe dormir em paz.

— Tá eu vou anotar algo aqui. —Tirou um pequeno bloco de anotações da mochila junto de uma caneta presa nele para anotar as coisas, escrevia. — Milles e um maldito preguiçoso que não liga para a irmã e só quer saber de dormir.

— Hey, calma ai. Por que você está anotando isso? —Olhou para ela incrédulo, se levantando da barraca permanecendo sentado.

— Não é isso. Eu sou uma pessoa organizada Milles, eu costumo anotar tudo o que fazemos, peguei esse hábito com a Carol. Sempre tenho tudo bem planejado.

— É por quê está anotando também os meus defeitos?

— E que eu achei que isso seria importante, e eu estou usando esse bloco de diário, ainda mais quando você não quer conversar comigo.

— Ah, mas vai me dar essa porra aqui. —Foi para cima da irmã tentando tirar a caderneta da mão dela. A garota tentava escondê-lo dele, mas o ruivo acabou lhe fazendo cócegas e pegando. — Vou me livrar disso aqui. —Pegava o caderno e tacava no lado de fora da barraca. — Tá vendo você não previu isso em seus planos.

— Por quê fez isso? —Fez cara emburrada e cruzou os braços. — Você não tem mesmo jeito. Vou escrever isso, impulsivo. —Tirou um outro caderno parecido com o primeiro da mochila, que era onde armazenava uma cópia do primeiro.

— Mas o quê? Outro? Ah você agora vai ver só. —Foi para cima dela de novo.

— Ah não..

Depois os dois puderam ouvir barulhos de risos. Julie havia acordado e ouvindo a briga dos dois se divertindo muito com aquilo. Ela via a seguinte cena, Selene tinha um dos pés sobre o rosto do irmão o empurrando para trás, enquanto o ruivo a fazia cócegas arrancando gargalhadas da mais nova, e a outra mão usava para tentar pegar o bloco. A menor acabava arranhando o peito dele e seu rosto, enquanto tinha seus cabelos bagunçados e umas folhas rasgadas.

Os irmãos paravam de brigar imediatamente assim que perceberam que eram observados, e depois se olharam começando a rir também.

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Do lado de fora Carol estava sentada nas malas da caminhonete aberta, com uma das pernas cruzadas enquanto esperava Ed terminar de fazer uns reparos na parte da frente do carro. Ela achava o plano dele desnecessário já que tinham todo o necessário para sobreviverem por um bom tempo. Mas o conhecia bem e ele era um homem maduro e experiente que não gostava de deixar nada para trás e que quando tinha uma ideia iria em frente até o fim. Por outro lado, não deixou de se preocupar com ele, ainda havia a neve e os zumbis, todo um risco que poderiam evitar no momento.

— Sabe, não é preciso mexer nisso agora Ed. Ainda temos bastantes recursos e a neve ainda vai durar um bom, tempo. —Iniciava o papo a mulher.

— Eu sei mas. —Mexia em umas ferramentas, enquanto estava debruçado olhando o motor. — Se formos nos aventurar lá fora e bom que estejamos preparados, e principalmente que não tenhamos deixado nada de valioso para trás. —Erguia o corpo olhando para Carol. — Devemos olhar a cidade novamente, não e tão longe. Pegaremos tudo o que pudermos e cairemos fora o mais rápido possível.

— Então neste caso, eu também irei. —Pulou da caminhonete, permanecendo de pé e com um sorriso malicioso, do tipo que ficava animada com finalmente ter alguma ação.

Olhou para a mulher surpreso. — Mas você não pode ir, você tem que ficar e cuidar do acampamento.

— Eu já estava de saco cheio de ficar sempre aqui entediada. —Olhava para o céu. — Preciso de ação, e isso só encontrarei lá fora.

— Não Carol, deixe isso comigo, foi ideia minha. —Achava uma má ideia levar a líder do lugar em missão, pensava em uma maneira de convencê-la a ficar ali.

— Não, eu já me decidi, vou junto. —Girava uma pistola descarregada em seu dedo, dando um giro com ela e depois guardando em seu coldre na cintura. — Não sou a tipo de líder que fica apenas mandando os outros irem enquanto fica em segurança, quero ser a do tipo ‘venham e me sigam’. —Fechava os olhos brevemente e dava um leve sorriso. — E além do mais preciso me desenferrujar.

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Enquanto isso ambos poderiam ouvir uma discussão mais a fundo. Três pessoas se aproximaram, onde duas discutiam e uma terceira se aproximava em silêncio. Selene e seu irmão brigavam pelos últimos acontecimentos, enquanto Julie apenas andava próxima dos dois.

— Tu não deveria ter feito isso Milles, rasgou algumas folhas do meu caderno.

— Você me arranhou todo.

— Foi por que você me fez cócegas.

— Heh, olá gente. Bom d.. Ou melhor, o que estão fazendo? Dizia Carol olhando ambos os irmãos.

— Nada! Disseram os dois ao mesmo tempo, virando suas faces para lados opostos.

— O que vocês estavam fazendo Carol? —Perguntou a ruiva olhando para o carro.

Ed parava de mexer no veículo e olhou para a mulher. — Quero dar uma olhada melhor na cidade e ver o que poderia ter de útil para nós, antes de deixarmos o acampamento.

— Eu gostaria de ir. —Disse Milles animado com a ideia se aproximando e espreguiçando, não aguentava mais ficar preso dentro do acampamento por causa da neve.

— Eu também irei, posso achar algo útil por lá para trocar com o Jhon. A garota se movia para próxima do irmão.

— Bem, acho que estou dentro também. Julie respondeu, pois assim como Milles precisava dar um tempo lá fora, já que não gostava de ficar tanto tempo presa em um lugar.

— Éh, eu não esperava conseguir tanto apoio, mas já que querem ir. É assim que se fala. —Sorria Ed mais animado, batendo com a mão nos ombros de Milles.

— Tanto apoio? Já somos quantos? Perguntou a Scoth curiosa.

— Nós cinco aqui. Respondeu o homem mais velho.

— Até você Carol? Perguntou Selene, mas Milles também a olhou surpreso.

— Principalmente eu, não ficarei de fora dessa.

— Então. Ed olhou para todos. — O carro já está pronto, peguem as suas coisas rápido pois já iremos partir, não pretendo demorar muito, pois a noite a neve ficará ainda pior.

Todos concordaram e partiram para pegar suas armas e suprimentos para irem em missão.

[...]

Já na cidade com todos do lado de fora e o carro estacionado em algum ponto, os cinco perambulavam pelas ruas com todo o cuidado. Todos eram experientes neste assunto e sabiam o que fazer, ou pelo menos o que não fazer. Este era um tipo de trabalho arriscado pois sempre havia algum risco em jogo, ainda mais se tratando dos zumbis, por isso todos tinham que estar sempre em máxima atenção e cautela.

— Vamos olhar nas casas, nos cômodos, armários, geladeiras. Olhem cada gaveta e não deixem passar nada. Sempre há alguma coisa de útil. —Explicava Ed os detalhes da missão. — E não andem sozinhos.

— Certo certo! Falava Milles com certo desdém sem dar muita atenção. Ele já estava acostumado a fazer este tipo de trabalho a muito tempo e não achava que deveria dar ouvidos a ele. Andava com as mãos na cabeça como se estivessem descansando. No bolso de seu casaco tinha uma pistola travada, e na cintura sua machadinha, ao redor do peito tinha uma bandoleira cruzada onde prendia sua espingarda.

— Certo! Disse Selene apreensiva e cuidadosa com as palavras do homem. Ela tinha um facão preso em sua cintura e o arco composto em sua mão.

Julie apenas continuou em silencio, tinha sua picareta em mãos e um revólver na cintura, bem como outras armas guardadas. Enquanto isso Carol usava um rifle em mãos e uma pistola, e Ed uma espingarda e uma faca de caça. Todos os cinco carregavam uma mochila nas costas.

— Vamos nos dividir, vai ser mais rápido. Eu e Carol olharemos aquele lado da rua. Depois olhou para os irmãos e a ruiva. — Enquanto vocês três olham este lado.

— Okay, e se cuida Carol. —Disse Selene demonstrando preocupação.

— Hum eu vou ficar bem, e o mesmo para vocês!

Depois ela atravessou a rua com a sua dupla e ambos pareceram entrar em um tipo de loja. Enquanto o trio entrava em um apartamento.

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No prédio, este era cercado de grades de ferro junto a um portão elétrico, como não havia eletricidade ele só estava trancado, mas precisaram de um certo esforço para arrombar a porta até que entraram. No lado de dentro, a porta do primeiro andar se encontrava aberta com algumas manchas de sangue espalhadas pelo chão, o vidro da porta estava quebrado. Julie se aproximou indo até o balcão da recepcionista onde havia um corpo em cima dele, ela já precavida, o acertava com a sua picareta, um segundo antes da ferramenta bater no zumbi ele acordava, mas sua cabeça logo se desprendia de seu corpo rolando no chão sem vida.

— Nunca confie neles. —Olhou para trás lembrando os dois.

— Vamos subir e olhar os quartos tem nada aqui.

O ruivo se dirigia para as escadas até o próximo andar, enquanto era seguido pelas duas mais atrás.

No andar seguinte haviam alguns zumbis pelos corredores, Milles dava a iniciativa. O primeiro aparecia em seu encontro querendo mordê-lo, antes de chegar perto o homem o acertava com sua machadinha na cabeça, fazendo a lâmina bater na parede e decepar metade do crânio do zumbi que deslizava com sangue de sua arma branca.

— Depois de um tempo até que fica divertido.

— Isso não e nada divertido irmão. —Admoestou a irmã. — E preste a atenção.

Outros dois caminhantes apareceram. No mesmo momento, uma faca aparecia se prendendo em sua cabeça e o derrubando pra trás, morto. O segundo teve seu crânio esmagado com a picareta contra a parede do corredor. Julie tomava a frente.

— Hum, você e muito boa. Falava o ruivo satisfeito. — Vamos ver quem matará mais até o fim da missão.

Antes que Julie falasse alguma coisa Selene cortava. — Isso não e uma disputa Milles, e nem uma brincadeira, tenha mais foco na missão não precisamos correr riscos desnecessários.

— Hey não me pertuba, está enchendo meu saco demais hoje. Pare de reclamar e vê se faz alguma coisa.

— Milles ela não.. Julie tentava dizer alguma coisa.

— Não, ela precisa fazer. —Abria espaço para que a garota pudesse matar os dois zumbis restantes.

Assentia com a cabeça aceitando as provocações do irmão, tremeu um pouco e respirou fundo pois ainda sentia medo dos zumbis, mas tentou ser forte naquele momento mostrando que podia lidar com eles sozinha. — Está bem, eu consigo. Milles e Julie a olhava em ação quietos. A garota foi na direção dos dois mordedores restantes, o primeiro o acertava com uma flecha na cabeça matando-o na hora. O segundo ela tentava recarregar mas ele era rápido demais estando muito próximo, Selene o empurrou com o arco fazendo a arma cair no chão, o caminhante estava muito perto e então a garota teve que puxar seu facão e enfiá-lo por baixo de sua boca até a cabeça, o fazendo cair sem vida, e com a arma presa.

Milles sentiu remorso de tê-la provocado, de ter colocado sua irmã assim em risco. Estava atrás dela pronto para fazer alguma coisa caso algo tivesse dado errado. Julie o olhou com um olhar repreensivo, e depois adentrou em uma porta dos quartos.

— Ér Selene, foi mal por isso. Disse se desculpando um pouco sem jeito, abrindo um sorriso sem graça e mexendo nos cabelos, enquanto a garota parecia estar pálida. Retirou a faca dela presa na criatura e a devolveu. — Então, vamos?

A mais nova apenas concordou com a cabeça, olhando a faca na mão dele por alguns segundos e a pegando de volta. Bem como seu arco.

Dentro do quarto, havia outras duas portas, onde se encontravam tinha uma cama bagunçada junto de alguns lençóis e uns móveis jogados no chão. Julie entrava em uma passagem que dava ao banheiro, enquanto o ruivo revistava o lugar, Selene ia em direção a janela que se encontrava aberta com vista para a rua.

— Hey olha o que eu achei. Mostrava para elas algumas latas de sardinha enlatada.

— Onde achou isso? Julie saia de dentro do banheiro. — É seguro comer isso?

— É sim, alimentos enlatados conservam bastante. Respondia Selene feliz com a descoberta de seu irmão.

— Eu achei ali. Ele apontou para o lugar, tinha uns travesseiros e umas caixas de papelão jogadas como se escondessem algo, poderiam ver um frigobar aberto. — Tem mais por ali, junto de alguns doces e refris. Tentava abrir a lata com sua machadinha. — Até que esse lugar não e tão ruim. Pronto. Vamos comer.

— Não deveríamos avisar os outros antes? Perguntou Selene.

— Não, eles devem achar suas próprias coisas, e além do mais e só algumas. Começava a comer.

Julie olhou para ambos, mas como sentia fome, não achou que seria uma má ideia. Comeu junto com ele. Selene vendo os dois e com a mesma sensação, resolveu se juntar a eles pegando a outra lata, todos estavam sentados na cama comendo. Quando terminaram, Milles guardou seis daqueles enlatados em sua mochila para levar, e junto de duas barras de cereais e três chocolates.

— Eu queria algumas Milles. Pedia Julie o olhando.

— Você vai recebe-las. Se aproximou dela, olhando para aqueles olhos e depois fitando aqueles lábios. — Se fizer por merecer. Depois saia em direção a porta.

— Hmf. Julie virava a face para o lado, e depois deu um leve sorriso.

— Não se preocupe, o conhecendo bem, ele vai querer guardar para a nossa barraca. Hmf. Mas eu não tiro a sua razão. Ele já tem feito bastante pelo acampamento. Depois seguiu o irmão.

E então o grupo revistava mais alguns outros quartos, bem como os outros andares...

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Do outro lado Carol e Ed entraram em uma loja de eletrônicos, haviam Tvs, celulares, equipamentos de som, computadores... Mas infelizmente nada daquilo os serviriam agora. A parte da frente da loja estava toda destruída com seus equipamentos caídos no chão, tinha alguns corpos ensanguentados deitados e outros encostados na parede.

— Vamos tomar cuidado. Ele tinha sua faca de caça em mãos. — Deveríamos olhar cada corpo.

— Isso nos tomaria muito tempo. A parte de trás do lugar estava mais conservada, com menos resquícios de combate.

Depois os dois se dirigiram até os fundos, na área dos funcionários procurando por alguma coisa, por sorte nos armários encontraram duas pistolas e três caixinhas de munições da segurança. Ficaram felizes, pois sua ida ao lugar já havia valido a pena, depois se retiraram para o próximo estabelecimento.

O outro lugar era uma loja de ferramentas, Carol ia primeiro abrindo a porta, enquanto Ed lhe dava cobertura. Abria a porta devagar para não fazer muito barulho e assim que o fizeram, um zumbi aparecia para recepciona-los.

— Mas o quê?!

Ela levava um susto. Enquanto a criatura a agarrava tentando morder seu pescoço, Edward agarrava a testa da criatura e batia com sua cabeça na porta, batia uma, duas três e ela não mais se mexia, bateu quatro e cinco até que Carol falava algo.

— Calminha garotão, já está bom.

— Não deixarei que encostem em você. Esse ser imundo.

— Esse aí já não fará mais nada. Olhava para a cabeça do caminhante, já se encontrava toda amassada com um líquido caindo para fora. — Obrigada.

Entraram no lugar, parece que ele já havia sido saqueado, até mesmo as luzes estavam sem lâmpadas. As peças do mostruário no vidro, as ferramentas presas a parede, tudo já havia sido levado. O homem colocou a mão na cabeça enraivecido.

— Mas que merda, este lugar era o que mais me seria útil. Precisava de ferramentas.

— Calma Ed. Tentou confortá-lo. — Talvez encontremos alguma coisa no estoque ou largada por aí.

— Eu assim espero.

Um barulho de porta foi ouvido, e um zumbi saia da porta dos fundos.

— Deixa comigo Carol, que este e meu, ele vai ser o meu alívio. Se aproximou da criatura empenhando sua faca com força, quando o mordedor tentou encravar seus dentes no homem, Ed o apunhalou com a faca na cabeça e depois a forçou descendo até a altura do peito, como se rasgasse a criatura em dois até ali, espirrando sangue em suas roupas.

Neste instante Carol se aproximou deles e colocou a mão no ombro de Ed.

— O que foi Carol?

— Ele deixou cair algo, veja. —Pegava umas chaves, e além disso reparou que o mordedor usava uma calça azul com uma blusa de manga branca, com a logomarca da loja, sinal de que trabalhava ali. — Temos que descobrir o que isso abre.

— Bem, tem aquela porta ali e a dos fundos. Deve ser aquela, pois a outra e a saída.

— Vamos tentar.

Ed tomou a frente, tentou abrir a porta da loja mas esta se encontrava fechada. Tentou as chaves que estava com a Carol, mas não obteve nenhum sucesso.

— O jeito e tentar arrombar. Olhou para Carol, mas esta última apenas concordou em silêncio, e depois ia olhar a loja e lhe dar cobertura. Ed tomou espaço, pegou impulso e dava uma grande pancada na entrada, algo pareceu se soltar lá dentro, depois tentou de novo e repetiu o processo, até que a porta cedia e abria, fazendo a fechadura cair no chão.

— Consegui, venha.

Carol ia até ele, ali dentro havia uma sala, com várias prateleiras de ferro que agora se encontravam vazias, também haviam algumas caixas largadas no chão abertas, e outras no alto. Os dois vasculharam o lugar em buscar de alguma coisa útil.

— Achou alguma coisa? Perguntava Carol ao homem que estava do outro lado, onde havia duas prateleiras que cortavam os dois.

— Nada e você?

— Nada.

Carol indo para o fim da loja, reparou que havia uma outra porta escrito gerência. — Hey, Ed venha ver, rápido.

— Está bem!

Com os dois próximos, tentavam observar o que tinha pelo vidro da sala, parecia vazia, com exceção de uma mesa com alguns papéis e uma luminária. A porta estava trancada, mas Carol tentou abrir com as chaves que achou e. Conseguia..

— Elas tinham que servir pra alguma coisa em alguma hora. Indagava Ed um pouco mais revigorado.

Carol sorria e ambos entraram na sala. Do lado da mesinha, havia uma caixa de ferramentas aberta, com algumas delas jogadas do lado de fora. O homem vendo isso as ajuntou ali dentro e fechou.

— Parece que ela era a última Ed.

— Sim tivemos muita sorte agora.

E então o pior aconteceu.. O alarme da loja disparava, tocando em todo o quarteirão. Com isso todos os zumbis da área eram atraídos para aquela rua, aquela loja.

[...]

Milles, Selene e Julie estavam no quarto andar, com suas mochilas pesadas, por sorte eles haviam conseguidos muitos suprimentos naquele dia.

— Estou pesado de tanta comida, vamos poder comer como reis.

— É mais do que isso, conseguimos bastante munições também. Parece que tentaram fazer deste lugar uma fortaleza, embora não tenha dado muito certo. Caminhava no meio entre os dois, ela agora também carregava uma mala que achou. — Parece que os zumbis sempre vencem no final.

— Hum, não seja tão pessimista Julie. Vai ficar tudo bem desde que fiquemos juntos. Fez uma pequena pausa olhando para ela. — E essas armas que achamos vão nos ajudar bastante. Completava Selene. — E nossa.. Eu queria muito sentir a sensação de dormir em um colchão novamente, como eu queria levar nem que fosse um para mim.

— Quem sabe um dia irmã.

— Sinto falta da nossa casa irmão, dos nossos p..

— Não fale mais isso. Falava um tanto firme e olhando sério para ela. — Vamos indo, que Carol e os outros devem estar nos esperando.

E então os três ouviam um enorme barulho, um sol de alarme alto e repetitivo.

— Mas o que foi isso.

— Se parece com algum tipo de alarme. —Julie entrou no quarto a sua frente do qual já haviam revistado, e os outros foram atrás e então olharam pela janela.

A cena não era das melhores, cerca de vinte da legião dos mortos estavam vagando nas ruas, e de longe poderiam observar outros se aproximando vagarosamente devido a neve.

— Será que Carol e o Ed estão bem? Perguntou a garota de cabelos castanhos.

— Eu espero que sim. Respondeu sua irmã. — Precisamos dar o fora daqui e rápido, antes que essas coisas tomem conta da cidade.

O trio descia rápido pelas escadas, já que todos os elevadores que viram estavam quebrados e sem energia. Foram o mais rápido que puderam, até que finalmente após uns dez minutos chegavam no início do prédio, dali poderiam ver os mortos vagando nas ruas, não tiveram escolha a não ser se esconder atrás do balcão.

— O que faremos? Perguntou o ruivo.

— Tem aquela saída para os fundos irmão.

— Então vamos lá.

Os três saíram do prédio. De lá nos becos, tiveram que se esconder atrás daquelas lixeiras americanas para que não fossem vistos. Haviam dois caminhantes ali que seguiam o som do alarme, dava para lutar pensou Milles, ele se aproximou pelas suas costas e o acertava na cabeça decepando a mesma. Julie já aparecia ao seu lado fazendo o mesmo em um outro. Os dois se olharam e sorriram.

Seguiram em frente, andando de maneira silenciosa. Em uma das aberturas do beco poderiam olhar para o outro lado da rua, podendo observar uma loja de ferramentas junto com um som bastante alto. O trio se encontrava agachado olhando.

— Parece que esse som veio de lá.

— Será que o alarme foi disparado por um dos zumbis? Perguntou Julie avaliando as possibilidades.

— Aquela parte da rua era da Carol, espero que eles estejam bem. Precisamos ir lá irmão, ajudar ela.

— Calma, uma coisa de cada vez, primeiro precisamos achar um meio seguro de ir até lá e.

Repararam que havia uma sombra atrás deles, um dos mortos estava pronto para ataca-los. Julie lhe chutava na perna o fazendo cair, e Selene o finalizava com uma flecha em sua mão a enfiando em seu crânio. Depois que repararam que havia no início do beco mais oito zumbis se aproximando, eles só tiveram que recuar mais atrás, mas havia um muro que fechava suas passagens.

— Estamos presos aqui. O ruivo olhava para o cenário a sua volta.

— Poderíamos ir naquela passagem que observamos. —Sugeria Julie, embora fosse ainda mais perigoso.

— E ao invés de bater de frente com oito, seria contra vinte ou trinta. Selene balançava a cabeça de maneira negativa.

— Tem uma escada de incêndio ali. Milles apontou para a escada de emergência de uma casa, mas havia um porém, a escada era de ferro do tipo extensiva, e ela naquele momento estava recolhida (de forma que alguém tinha que abri-la lá de cima), e deveria ter quase uns 4 metros.

— É como vamos alcançar? O que vamos fazer?? —Perguntava Selene já nervosa, enquanto via os caminhantes se aproximarem.

— Deixem comigo. Julie dava um impulso para trás e então corria, pulou por sobre a parede e apoiou seu outro pé no muro próximo. Este que pegava impulso novamente e pulava chegando próxima a altura da escada, mas antes de cair no chão ela puxava sua picareta a prendendo no ferro a usando para se erguer, depois usou sua mão para se puxar e conseguir subir. Tentou descer a escada para eles mas ela pareceu estar emperrada.

— Nossa. — Disse Milles olhando Julie subindo de costas, suas curvas femininas. — É só eu ou mais alguém achou isso muito sexy?

— Agora não é hora para isso irmão, rápido me ajuda.

— A escada está emperrada, vou precisar de ajuda aqui em cima.

Selene esperava seu mais velho encostada na parede para que ele a levantasse.

— Você bem que podia aprender essas coisas em.

O ruivo fazia escadinha com suas mãos para que sua irmã pudesse subir até uma certa altura, depois Julie a puxava com as mãos a erguendo para cima na plataforma de ferro.

— Agora só falta você irmão.

— Vem Milles. Exclamou Julie.

As duas lá em cima davam pancadas na escada de ferro que estava enferrujada para soltá-la. Ficavam tentando, enquanto os caminhantes se aproximavam de Milles.

— Se puderem ir mais rápido ai eu agradeço.

— Estamos tentando. Respondeu Selene aflita.

Depois de um tempo a escada descia com força até Milles.

— Aee. Olhou para os zumbis que se aproximavam, e depois começava a subir. — Eles estão muito perto.

— Podíamos dar cobertura a ele daqui de cima. Olhou para Selene.

— Se fizermos isso todas as criaturas até do outro lado da cidade vão ouvir o barulho de tiros e vão vir para cá Julie.

— Então use seu arco.

— Isso sim pode funcionar. Selene tirava seu arco das costas e tentava puxar uma seteira, mas sem sucesso. — Acho que deixei cair a aljava com as flechas. Mas que droga.

No meio do caminho a parte esquerda da escada se soltava, deixando apenas a parte direita meia presa. A escada parecia estar quase se rompendo. — Droga.

— Pula Milles, nos te pegamos.

— Rápido irmão.

Sem ter muitas opções, ele pulou. A escada se rompeu e caiu, e o ruivo conseguiu segurar o ferro da plataforma, mas devido ao rápido impulso ele começava a deslizar para baixo. — Não! Até que sua mão fora puxada pelas garotas, até conseguir subir.

— Uffa! Suspirou bastante aliviado. — Acho que conseguimos!

Enquanto isso lá em baixo os zumbis apareciam, olhando para eles no alto e balbuciando alguma coisa. E debaixo da escada de ferro, havia um caminhante morto que fora atingido.

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Lá de cima o trio abria a porta da casa, entrando em um quarto de frente a uma cama de lado. Haviam uns móveis derrubados no chão junto com algumas roupas espalhadas, como se todo o lugar tivesse sido revirado. As gavetas dos armários se encontravam abertas, e haviam mais duas portas, onde uma delas dava ao banheiro que se encontrava quebrada pela metade, poderiam observar uma pia que tinha marcas de sangue no vidro. A outra porta dava a saída para um corredor.

— Vamos revistar o lugar, precisaremos dar um tempo por aqui antes de sairmos para fora.

O ruivo colocou sua mochila sobre a cama e depois foi explorar o ambiente, olhando as gavetas e o armário a procura de alguma coisa valiosa.

Enquanto isso Selene e Julie olhavam o banheiro, no armário achavam alguns remédios e pasta de dente, bem como outras coisas para higiene pessoal. Havia uma banheira vazia e mais nada que pudesse ser verificado por ali. Depois as duas testaram se havia água na torneira, mas nada saia, como sempre, e então decidiram sair do banheiro indo até onde Milles estava.

— Milles achou alguma coisa? Perguntava Julie.

— Nada, e vocês?

— Nós achamos alg..

Todos puderam ouvir um barulho de porta se abrindo e dali saindo dois homens desconhecidos, que rapidamente entravam no quarto como se estivessem se escondendo, fechando a porta rapidamente. Depois que se viraram viram três pessoas ali dentro.

— Quem são vocês? E o que fazem aqui?

Fim

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Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Quem puder poste nos comentários o que acharam. Valeu e até o próximo.