Pelo Mundo
8 Season 1: O Alvorecer pt2
Notas iniciais
Capítulo 8 — Season 1: O Alvorecer pt2
— NÃO, Steve! —Selene colocou a mão na boca, e depois olhou para as pessoas a sua volta. Viu o homem que tinha salvo naquela vez e sentiu pena. Embora ele tivesse tentado matá-la, ela não sentia raiva, pelo contrário. Era um misto de pena e compaixão. Quando viu que os bandidos o cercaram, ela soube que dali ele não mais voltaria.
— Não fique assim por aquele lixo Selene, aquele homem tentou te matar. —Milles a encarava um tanto furioso se lembrando da cena. — E SEM MAIS, hm..—Lhe deu as costas, olhando o acampamento.
Até que todos tomaram um susto, um tiro de sniper acertava na madeira da cerca, abrindo um buraco. Todos se afastaram assustados. E em seguida outros tiros passavam próximos, um bateu na janela de cima fazendo o vidro ficar em pedaços. Não muito longe dali alguém gritava de dor, era uma voz feminina, todos ficaram preocupados. No impulso levado pelo susto Milles puxava Selene com ele a levando em direção a loja de conveniências para se protegerem, enquanto Carol, Thomas e Julie foram para o lado oposto para se esconderem.
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— Rápido Selene. —Puxava a irmã pela mão, enquanto ia correndo.
— Eu estou indo. —Tinha uma das mãos seguradas e na outra levava seu arco. Por todo o trajeto ouvia os barulhos de tiros, estava muito assustada. Olhando para a frente da base poderia ver que apareceram mais homens armados, piorando ainda mais a situação — IRMÃO.. Apareceram mais deles. Precisamos sair daqui.
— Para onde?
— Do acampamento.
Assim que chegaram até ao armazém improvisado, ao invés de o adentrarem resolveram se proteger atrás dele, escorados nas paredes, aproveitando para descansarem. Milles olhou o lugar e escutou uns barulhos vindo da cerca, achou que fosse um zumbi e olhou rápido para ver o que era. — Mas você... GABRIEL! Ao seu lado estava Sully e seus dois filhos e também o Jhon. — O que estão fazendo?
— Eu estou tentando tirar essas cercas. —Ele tinha suas mãos na tábua de madeira fazendo força para arrancá-las, enquanto Jhon ao seu lado lhe ajudava. — Vou abrir um caminho para fora daqui. Não fiquem aí olhando, me ajudem.
— Olhem só se não são os ‘meus’ irmãos favoritos. Não se esqueçam o que me prometeram.—Dizia Jhon ajudando a puxar as tábuas.
— Me deem espaço. —Milles se aproximou, e assim que eles se afastaram ele atirou com sua espingarda contra a tábua, a fazendo se partir ao meio, mas ainda presa. Depois fez força para cima contra os pregos, soltando-os. — Vamos fazer o mesmo com essas daqui.
Enquanto isso Sully encarou Selene raivosa e dizendo. — SATISFEITA PELO SEU MALDITO PLANO? VOCÊ MATOU MEU MARIDO.
— Sully me perdoa, eu não tive culpa, eu achei que. —Selene tentava se explicar.
— AGORA MEUS FILHOS FICARAM SEM UM PAI, POR SUA CAUSA.
Foram ouvidos mais dois barulhos de tiros, e depois outras duas tábuas foram arrancadas. Gabriel abria o caminho e olhando a passagem viu que era seguro. Chamou as crianças para atravessarem, e depois foi em direção a Sully, vendo que as coisas poderiam esquentar, ainda mais quando Milles apareceu.
— ESCUTE AQUI. —Milles entrou na frente de sua irmã. — SE VOCÊS NÃO TIVESSEM FEITO COMO SELENE DISSE, HAVERIA BEM MAIS MORTOS DO QUE APENAS SEU MARIDO. —Ele apontou sua espingarda para ela. — AGORA TRATE DE MEXER SEU RABO LÁ PARA FORA, ANTES QUE ELES FIQUEM SEM A MÃE TAMBÉM.
Enquanto eles discutiam, Jhon saia para fora junto com as crianças. Embora tivesse medo dos zumbis o caminho estava livre, e dali era bem mais seguro que no acampamento em seu estado atual.
— Oh, ou.. Milles calma aí.. —Gabriel entrava na frente de ambos. — Vamos acalmar os nervos pessoal. Somos todos aliados aqui está bem. — Colocou a mão na espingarda a abaixando para o chão. — Vamos deixar isso para depois. —Viu que as crianças conseguiram fugir para fora do acampamento do outro lado da cerca e reparou que Jhon também. — Sully elas precisam de você agora, vá, lhe daremos cobertura.
A mulher ficou surpresa pela ameaça de Milles, pensou que tivesse extrapolado com a Selene. Pensando melhor até que era um bom plano, se tivessem ficados parados os bandidos a teriam pego de uma maneira ou outra, refletiu. Olhou para Milles furiosa o encarando, e então disse para Gabriel. — Na última vez que me disseram isso, meu marido morreu. —Olhou sério para Selene, depois foi em direção a passagem. — Está bem, Gabriel. —A mulher atravessou para o outro lado e então ficou lá abaixada com as suas crianças, bem como tomando cuidado caso zumbis aparecessem.
— Sully fique aí e espere pelos outros. —Voltou seu olhar para os irmãos. — Milles, Selene onde está a Carol?
Selene estava impactada com as palavras da mulher, sabia que suas decisões tiveram um grande peso sobre a morte de seu marido. Pensava que tudo aquilo ocorreu por sua culpa. Quando seu irmão a defendeu, suas palavras fizeram certo sentido, já que depois da fuga de Sully e das crianças os bandidos apareceram, e por pouco não acabou morrendo também. Quando Gabriel fez a pergunta, ela despertou saindo de seus pensamentos.— Ela foi para lá! —Apontou a mais nova. — E irmão, obrigada.
— Hey, ouçam, eu não estou gostando desse plano, como assim vamos abandonar a base. Temos que lutar e expulsar esses caras. —Recarregava sua espingarda.
— Ou pelo menos evacuar as crianças e feridos. — Gabriel encostou as costas na parede, e olhou para o acampamento o vigiando. — Estamos seguros por enquanto, e temos que achar a médica, ela será crucial aqui.—Suspirou um pouco sem paciência. — E JHON, O QUE ESTÁ FAZENDO AÍ FORA? PRECISAMOS DE VOCÊ!
— Deixe ele lá, com ele aqui só irá atrapalhar. —Falava de forma como se ele fosse um covarde (e era), fechou seus olhos brevemente e depois olhou sua irmã.
— OU, EU POSSO OUVIR VOCÊS! TENHO MEU ORGULHO.
— CALE A BOCA JHON, ME AJUDE A OLHAR AS CRIANÇAS. —Falava Sully para ele lá do lado de fora.
— Selene, lá fora e mais seguro, você deveria ir lá.
— E deixar você aqui irmão? Nunca, onde você for eu vou.
— Por que que você e tão cabeça dura as vezes.
— Eu passei muito tempo com você. —Disse a mais nova sorrindo.
‘’Touché’’ Pensou Gabriel arqueando as sobrancelhas. Depois voltou a olhar o acampamento, ficou preocupado e se virou para os irmãos. — Tem dois deles vindo, e outros mais atrás. Rápido se escondam.
Os três correram para se esconder na virada da parede do armazém. Mas se lembraram de um detalhe, o buraco na cerca. Ali os invasores poderiam ver Sully e os outros. — E agora? —Perguntou Gabriel.
— Deixa comigo. —Respondeu Milles, mirando sua arma para o primeiro deles. — Vou acabar com eles!
— NÃO! Não meu irmão. —Selene o interrompeu. — Isso e mais silencioso.
Quando os dois intrusos apareceram, eles logo olharam se o lugar era seguro, não havia ninguém por ali. Suas atenções foram voltadas para o buraco na cerca, o primeiro se aproximou e quando foi olhar, uma flecha o atravessara na cabeça, matando-o. — MAS QUE MERDA. —O segundo olhou para a direção de onde veio o tiro e então uma machadinha grudou em sua testa, o fazendo cair com as costas no chão morto.
— BOA ISSO AÍ, essa e a minha garota. —Bagunçava os cabelos da irmã.
— Para Milles, hmf.. —O olhando contente por ter acertado o tiro. Perto de seu irmão, ela se sentia mais confiante, e até mesmo o medo e a experiência de matar alguém chegava a desaparecer momentaneamente. Embora ela tivesse fechado os olhos segundos antes de soltar a flecha do arco para não observar a cena grotesca.
— Ei, vocês dois aí.. Não fiquem tão felizes, parece que temos mais companhia.
Neste instante surgiam mais cinco bandidos armados com rifles e metralhadoras, eles viram seus homens mortos e já apareciam atirando contra os três. Milles, Selene e Gabriel não tiveram escolha senão continuarem escondidos atrás da parede.
— O que faremos? Selene? —Olhou para a mais nova, eles estavam meio encurralados. Em suas costas só haviam a cerca.
— Vamos ter que arriscar. –Gabriel respondeu de imediato.
— Isso vai ser muito perigoso. — Exclamou o ruivo.
— Não parece que temos outra escolha. —Disse o garoto ajeitando seu boné.
— Fiquem quietos os dois, deixe me pensar. —A garota colocou a mão no queixo, guardou seu arco nas costas com o auxílio de sua alça. E olhou para o local à sua volta. — Já sei, em cima.
— Quê? Como assim imã?
— Só me ajude aqui. Faz uma escadinha. E Gabriel nos dê cobertura.
O ruivo olhou para ela desconfiado. — Está bem. —Colocou a espingarda encostada na parede, e depois encostou suas costas nela. Com a mão as uniu uma por cima da outra como se fizesse um degrau, dali Selene colocou o pé e Milles a levantava para o alto, até ela conseguir se segurar ali e subir. No fim ela conseguiu ficar no terraço do armazém.
— Agora vem me dá a mão irmão. —Selene esticou a mão para tentar pegá-lo.
— Esquece, eu não vou conseguir subir aí. –Olhava para o alto, sabia que sua irmã não tinha tanta força para puxá-lo, talvez o Gabriel se o ajudasse.
— Milles, Selene, eles estão vindo. —Se escondendo dos tiros atrás da parede.
— Está bem... Selene. Use a pistola agora e nos dê cobertura daí de cima. —Pegou a espingarda do chão.
— O quê? Mais eu nem sei atirar com esse troço..
— Agora!
— Está bem!
Vários tiros dos bandidos acertavam no cimento, fazendo pedras voarem. Gabriel e Milles apareciam, atiravam e recuavam. Era muito poder de fogo contra os dois. E ainda havia a passagem na cerca com Sully e os outros para se preocuparem. — LARGUEM SUAS ARMAS! —Exclamou um dos invasores, andando a passos lentos e mirando para frente.
Do alto Selene sacava a pistola que seu irmão havia lhe dado, a viu algumas vezes em uso mas ainda não se sentia bem com ela. Destravou a arma como Milles lhe explicou, e se deitou ali se arrastando até a ponta bem devagar. Viu os homens e mirou em um deles, a mão tremeu, sentia medo. A uns anos atrás jamais pensou que um dia estaria atirando em alguém, pensava que aquelas pessoas poderiam ser boas, talvez tivessem tido uma família um dia, e que haveria uma chance de mudarem e se arrependerem, poderia ser que apenas tivessem passado por situações ruins e mudaram. Mas depois, com seu irmão ali em perigo, viu que não era o momento para refletir sobre isso. Decidiu não pensar. E então atirou.
— Mas o que foi isso? —Falava um dos invasores, o tiro por pouco não o acertou, atingindo o chão ao seu lado. A pistola tinha um recuo ao atirar fazendo Selene errar o seu alvo. Os homens olhavam para o alto com suas armas apontadas. — VIERAM DALI DE CIMA. —Eles atiravam contra a garota, metralhando o local. Alguns tiros foram perigosos acertando próximo de onde ela estava, um deles chegou a até mesmo a bater na mexa de seu cabelo, seu ouvido ficava fazendo um zumbido pelo barulho.
Assim que perceberam a distração dos homens, Milles e Gabriel já apareciam mandando balas e descarregando tudo o quanto podiam rapidamente, sem mirar. Os homens eram atingidos, um levou um tiro no peito caindo morto. O outro era acertado na perna e depois na barriga, estando no chão agonizando e gemendo até a morte. O terceiro ficava enraivecido, correu até onde eles estavam escondidos, mirou em Gabriel e encostou no gatilho.
Uma bala o acertava antes que atingisse o garoto. Sully através do buraco da cerca o pegou nas costas o atingindo em cheio na cabeça. O quarto tentou fugir, correndo dando meia volta, mas Selene o atingia do alto, atirando em seu ombro, barriga e perna. Por algum motivo ele não morria, uma poça de sangue se formava, e ele pedia para que parassem. Ficou nervosa mas era melhor dar um tiro de misericórdia naquele homem, a garota mirou e terminou com o serviço com muita pena.
O quinto invasor viu que seus amigos estavam todos mortos largou a arma no chão. Milles e Gabriel apareciam mirando contra ele. — EU ME RENDO, POR FAVOR NÃO ATIREM. —Empurrou a arma longe e ficou de joelhos no chão, estendendo as mãos para o alto.
— Hoje não maldito. —Milles o atirava no peito, fazendo o homem quase dar um pulo para trás com o impacto da espingarda de perto. Seu rosto estava virado para o lado com os olhos virados, enquanto seu corpo dava um espasmo antes de sua vida chegar ao fim. — Não haverá misericórdia para eles. — Depois se aproximou dos homens e pegava suas armas, ‘brinquedinhos novos’ pensou.
Enquanto isso Gabriel se aproximou dele, não achou errado sua atitude, ele teria feito o mesmo. Sentia raiva por terem matado o seu tio.— Vamos ver se tem algo útil em seus corpos Milles.
— Saquear vocês querem dizer. — Disse Selene tentando descer, mas teve medo da altura.
— Eles estão mortos não vão precisar disso. —Falava o Scoth mexendo no bolso das calças e casacos. Achava umas munições, lanternas, uns papéis, isqueiro e uma caixinha de cigarros no fim.
— Ele tinha se rendido.
— Tinha é, eu não havia percebido. —Falou de maneira irônica, revelando um olhar sério para sua irmã.
— Eles mereceram Selene, cada tiro.. Mereciam bem mais esses bostas. —Gabriel se aproximou e chutou a cara de um com força.
— Vocês estão todos bem? — Disse Sully mostrando seu rosto no buraco. Dali ao lado da cerca (do outro lado) poderia ser visto Jhon, deitado com as mãos na cabeça.
— Sim, valeu Sully.. —Respondeu o ruivo de imediato. Depois ele levou uma das mãos á cabeça meio sem jeito. — E me desculpe por antes. Eu não sei o que deu em mim.
— Você me assustou mas.. —Suspirou. — Tudo bem Milles.. E me desculpe Selene, eu estava nervosa e acabei te descontando tudo. Você estava certa, se tivéssemos ficado teríamos todos morrido e minhas crianças não estariam aqui. Obrigada.
— Não precisa se desculpar Sully. —Selene respondia com um leve sorriso. Depois se sentou na ponta do terraço e chamava seu irmão. — Irmão me ajuda! —Ela estava cheia de adrenalina, e ainda nervosa com o ocorrido. Tentava não pensar em tudo aquilo, não processar todas essas informações, senão iria chorar ou ficar deprimida. Quando seu irmão abriu seus braços ela pulou.
— Hey, espera.. Mas o que é isso? —Disse Milles com um olhar sério para ela, preocupado e de susto. A segurando em seu colo como se fosse um recém-nascido.
— O QUÊ O QUE FOI? —Olhava para ele assustada. Chegou a se revirar em seu colo, achou que tivesse sido ferida e nem percebeu, seu coração estava acelerado.
— É que você ficou mais pesada, hahaha.. —Falou rindo, mudando sua feição, zoando com sua irmã.
— Ah, vá se ferrar Milles hmf.. —O empurrou o fazendo a soltar, colocando seus pés ao chão.
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Enquanto isso momentos antes, Carol, Julie e Thomas começavam a correr para se proteger dos tiros. A líder no calor do momento teve apenas a chance de pegar duas molotovs e sair correndo para a área segura mais próxima. — Se escondam.—Gritou. As balas passavam perto, atingindo janelas e quebrando vidros, uma era mais próxima de atingir que a outra como se formasse uma linha de furos no chão. A parede atrás de Carol estava cheia de marcas de projéteis. As janelas de seu quarto na parte de cima estavam estilhaçadas. — Vamos para ali.
Os três se deslocaram para o lado oposto que Milles e Selene foram, estavam no pequeno estacionamento do posto. Lá havia uns carros velhos parados da época que o surto zumbi começou. Chegaram lá já saltaram atrás dos veículos para se protegerem, dali vários tiros perfuraram a lataria, quebravam as janelas, espelhos retrovisores, portas. Thomas estava sentado ao lado da parte de trás do veículo, Carol estava sentada (ou jogada) na parte da frente do mesmo. Enquanto Julie no momento anterior foi para o veículo que estava mais atrás, ficando abaixada. Por sorte os automóveis lhes serviriam como proteção, mas não sabiam até quando.
— Temos que pegar esse sniper, ficarmos parados aqui seremos alvos fáceis. —Falava Thomas, ele deu uma leve olhada por cima da caminhonete, e todos levaram um susto quando um tiro acertava o pneu o fazendo arriar. — MAS QUE MERDA. TEM OUTROS VINDO!
— DROGA O QUE DEU NELES? Eu precisava De Milles e Selene aqui. —Carol fazia cara de desaprovação, ela havia colocado a pistola na cintura quando pegou os molotovs. Sacou sua arma e deixou as granadas ao seu lado. — Precisamos de um plano.
— Eles apenas se assustaram Carol. Os tiros nos pegaram de surpresa. –Thomas deu uma leve levantada em seu corpo, e mandou balas contra os invasores. Estes que se esconderam atrás de caixas, mesas, barracas e bancadas de madeira. — Ah, eu tenho um plano. VAMOS LEVANTAR E ENCHER DE TIRO O CORPO DESSES DESGRAÇADOS.
— Tem alguns deles vindo, se preparem. —Julie procurou algo pelo local, mas atrás de si só havia a cerca e mais nada que pudesse ser usado. Ela abria a porta do carro devagar, notou que as chaves do veículo ainda estavam ali. Procurou e não achou nenhum objeto útil ou algo de valor que pudesse ser usado. — Droga! CAROL QUANTAS DESSAS COISAS VOCÊ PEGOU?
— DUAS POR QUE?
— JOGUE NELES!
— EU NÃO TENHO VISÃO DELES. —Carol tentou olhar pelo Capô do carro, e um tiro acertava o farol, quebrando o espelhinho. A assustando e fazendo recuar.
— OK, EU SEREI SEUS OLHOS.. –Julie se encontrava atrás deles abaixada em um outro carro parado que as pessoas do acampamento usavam. Estava um pouco mais protegida da linha de tiro. Foi até a mala, a abrindo e procurando por alguma coisa, viu uma mala fechada de ferramentas. — Isso deve servir. — A abria e encontrou um martelo, furadeira, chave de fenda, brocas, alicates e outros utensílios, olhou para o posto sorrindo e fechou a maleta.— TENHO UMA IDEIA, PRECISO DE UMA DISTRAÇÃO. JOGUE ESSAS BOMBAS NELES RÁPIDO.
— ENTÃO ESSE É O SEU PLANO? JOGAR ASSIM DE QUALQUER JEITO ESPERANDO QUE ISSO ACERTE NELES?
Thomas olhou para Carol e disse. – JOGUE LOGO! —Sem paciência, o homem pegou uma das garrafas e tacou na direção dos bandidos, antes de cair no chão ele atirava nela no alto, a fazendo explodir e seus estilhaços voarem contra os invasores.
Os bandidos estavam atrás dos objetos, alguns conseguiram fugir enquanto outros foram pegos nos estilhaços e gritavam de dor sendo queimados, pelo fogo. As chamas alcançavam a madeira a fazendo queimar e uma coluna de fumaça. Alguns segundos depois Carol fez o mesmo jogando a última molotov e atirando nela próxima com a de Thomas, mas esta não acertava ninguém pois os invasores já haviam corrido para o outro ponto. Mas acabou fazendo outra fumaça e se juntando com a primeira, cobrindo tudo e impedia a visão dos homens armados.
— AGORA VENHAM AQUI RÁPIDO! —Julie os chamava, a rapidez era parte crucial do plano.
Carol e Thomas correram abaixados, se aproveitando da noite sem iluminação e da fumaça conseguiram chegar ao lado de Julie. — Espera que esteja satisfeita, aquilo era a nossa melhor chance de matá-los. E foi desperdiçada. VOCÊ NÃO SABE A MERDA QUE FEZ, AGORA ESTAMOS MORT.. —Carol encarava Julie, mas a mesma apenas olhava para frente, parecia focada e concentrada. Não era um olhar de desespero, mas um olhar de um predador que observava suas presas. A líder decidiu ficar quieta. Até que Thomas quebrou o momento.
— E agora?
— Vamos fazer esse carro bater no posto.
— É O QUÊ? —Falou Thomas, agora desacreditado. — ANDAR POR AÍ DE CARRO SEREMOS FUZILADOS.
— Vamos colocá-lo para funcionar, você e Carol vão para trás e empurrem.
Enquanto isso os bandidos atrás da fumaça enchiam de bala tudo o que se encontrava em sua frente. O carro que Carol e Thomas estavam antes ficavam cheio de buracos e despedaçados, algumas de suas partes como as portas caiam, no teto a sua parte mais fina se soltava. – VÃO PAGAR CARO POR ISSO, MATAREMOS TODOS VOCÊS UM POR UM. OUVIRAM? UM POR UM!!
Os três eram protegidos pela fumaça ainda, precisavam ser rápidos antes que os Villeneuves se aproximassem. Enquanto Thomas e Carol empurravam o veículo, Julie se sentou colocando a caixa de ferramentas ao seu lado e ligava o carro, o colocando para funcionar. Reparou que quase não tinha muita gasolina, estava no vermelho. — Droga, por favor, funcione. —Depois a garota colocou metade do corpo para fora e ajudou a empurrar também enquanto tentou ligar. Fez uma, duas três e na quarta tentativa o carro fez um barulho. — ISSO! —Ela pegou a caixa de ferramentas e colocou sobre o pedal, como se fosse um pé, e o automóvel era deslocado devagar contra o posto.
— MAS QUE BARULHO É ESTE? —Tentavam olhar pela fumaça, e viram um carro se deslocando.— ESSES MALDITOS ESTÃO TENTANDO FUGIR, ATRÁS DELES. —O grupo de doze bandidos metralhavam o segundo carro, como a fumaça era forte, seus olhos estavam vermelhos e lacrimejavam, as vezes tendo que cobrir os olhos com o pulso. — ESTÃO CORRENDO PARA O POSTO. A ESSA VELOCIDADE O PEGAREMOS.
O carro seguia contra o posto, e depois batia em alguma coisa nele, do qual os três não conseguiam ver, cessando seu movimento. — MAS DROGA, O QUE SERÁ QUE ACONTECEU JULIE? —Thomas estava com as mãos na cabeça sem acreditar no que houve.
Carol olhou para a ruiva, esperando que ela tivesse mais alguma carta nas mangas. Neste momento Julie, apenas pensava: ‘’mais um pouco, só mais um pouco, quase lá..’’ — AGORA! —Esperou que os bandidos estivessem bem próximos do carro e do posto. O automóvel tinha batido na bomba de combustível fazendo a mesma entorta para o lado (já que ele continuava empurrando). — ATIREM NA BOMBA RÁPIDO!
Julie, Carol e Thomas gastavam todas as suas balas, atiravam, miravam, acertavam o carro, o posto. Até que uma das balas acertavam o tanque de combustível do veículo e dele começava a sair fumaça. Depois Thomas conseguia acertar um tiro contra a bomba de combustível que abastecia os carros, e então todos ouviram uma enorme explosão.
O tremendo barulho poderia ser ouvido a quilômetros. O local foi tomado por altas labaredas de fogo, e em meio as chamas e fumaça os bandidos foram carbonizados. Peças metálicas voavam para todos os lados, restos de corpos mortos em chamas poderiam ser vistos, enquanto o fogo queimava o tecido de suas roupas. Uma das rodas do carro se soltou e vou em direção a cerca a uns dois metros de onde estavam o trio, a destruindo.
— NOSSA..—Era apenas o que Carol conseguia dizer impressionada. Os três se encontravam deitados no chão, observando o lugar.
— Julie, me lembre de nunca ser seu inimigo. —Disse Thomas impressionado olhando o carro e as chamas.
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Enquanto isso longe dali:
— MAS QUE DIABOS FOI ISSO? —Edward olhou em direção a explosão, viu uma grande coluna de fumaça se formando no céu. — Rápido Michelly, precisamos ir. —O homem segurava uma marreta que achou em uma das barracas fuziladas, e estava terminando de destruir uma parte da cerca para que pudessem atravessar.
— Eu estou indo. —Disse a garota olhando para os lados para saber se não estavam sendo vigiados. Por sorte o lugar era grande e tinha muitas estruturas de madeira feitas pelas pessoas, e com isso colocaram objetos a frente como uma proteção.
— Você é a médica daqui, temos que protegê-la a todo custo. –Lembrava o homem dando marretadas ali. Por sua sorte o tiroteio corria mais na parte do centro da base, por isso ali na entrada, mas do lado oposto aonde estavam o caminhão dos bandidos, havia uma cabana de madeira, e eles estavam atrás dela. — Vocês dois, ajudem aqui, rápido.
— Está bem Ed.—Respondia um garoto que parecia ter seus quinze anos e cabelos pretos curtos um pouco ‘arrepiado’, usava um casaco azul e uma calça preta, ele ajudava a puxar o pedaço da tábua de madeira para fora, colocou seu rifle através da alça envolta do pescoço. Já o segundo, era um homem que deveria ter lá pelos seus trinta e dois anos, ele tinha seus cabelos castanhos mesclados a alguns poucos fios brancos, tinha uma mochila nas costas e um casaco de couro, e usava uma calça jeans azul.
Certo! —Respondeu.
Os três tiravam as tábuas e chamavam Michelly, a garota a atravessou indo para o lado de fora da base. — Vocês se escondam aí e cuidem dela até eu voltar. Eu vou ajudar a expulsar esses bandidos.
— Mas tio, eu também quero ajudar.—Respondeu o mais novo.
— NÃO! Você ficará aí James.—Encarou o mais novo. — Só tomem conta dela e a protejam de tudo, se virem um zumbi atirem assim que o vir.
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Jhon, Sully e seus filhos haviam conseguido sair do acampamento em segurança e ficavam esperando lá pelo lado de fora. Enquanto isso, Milles, Selene e Gabriel decidiram permanecer e lutar. Enquanto os dois irmãos discutiam sobre o que iam fazer, o garoto estava quieto e um pouco mais atrás, olhando uma foto de seu tio, o homem que salvou sua vida e lhe ensinou/tentou ajuda-lo nesse novo mundo. ‘’O que você faria agora?’’.
— Gabriel, não fique parado aí, precisamos ir.
Depois todos ouviram uma tremenda explosão.
— Mas que merda. —Milles puxou sua irmã e a abraçou como se quisesse protege-la.
Enquanto isso Gabriel se abaixou no chão, não sabendo o que havia acontecido. — ISSO VEIO DO POSTO!
— CAROL, PRECISAMOS IR LÁ AJUDÁ-LA. —Selene olhou para seu irmão assustada e preocupada, imaginando o que tivesse acontecido. O abraçou apertado e depois se soltaram. — Espera que ela e os outros estejam bem. Eles.. eles.
— VÃO ESTAR. —Afirmava o ruivo a olhando.
Os três correram em direção ao posto, indo por trás dele, se aproveitando das chamas. Quando atravessaram viram haviam alguns corpos caídos, tanto das pessoas do acampamento quanto dos bandidos. Viram o restante de um carro em chamas, assim como o posto.
— Nossa mas o que será que aconteceu aqui? —A garota colocou uma das mãos ao nariz para não respirar a fumaça. Havia um cheiro de carne queimada, assim como borracha e metal. Continuaram seu caminho, e então encontraram Thomas e os outros.
— CAROL!! —Selene se aproximou a abraçando rapidamente, contente por estarem todos vivos.
— O que aconteceu aqui? —O ruivo olhava o lugar, surpreso, com as sobrancelhas erguidas. — Vocês fizeram uma bagunça daora aqui.
— Julie, deu um jeito nas coisas. —Thomas dava uma leve olhada para ela.
Depois Gabriel e Thomas se entreolhavam em silêncio. O primeiro ainda não sabia se podia confiar nele, e ainda teria um tempo até que recuperasse a confiança. Até que sorriram por um breve momento, pondo as diferenças de lado, naquele momento já haviam passado por tanta coisa e se tornaram companheiros de combate.
Julie se encontrava sentada no chão, com uma das pernas esticadas, e a outra recuada próxima de si, com a mão apoiada sobre o joelho. Observava o lugar, pensando: ‘talvez ir lá para fora não fosse má idéia’.
— O que está pensando Julie? —A Scoth se aproximou se abaixando e a encarando nos olhos com um leve sorriso.
— Não, não e nada. —Desviou o olhar.
— Ah, me diz. —Se sentou ao seu lado.
— Poderíamos sair pela cerca, dar a volta e pegá-los pelas costas. Teríamos o elemento surpresa.
Milles se espreguiçava, sentia sono. Teve o dia muito movimentado e mal descansou. Ainda sentia dores na face pelos socos de Sam, e estava inchada, e o corpo dolorido. Na barriga tinha um ferimento roxo, devido à bala ter acertado sua arma e pressionado nela. Ainda não teve um merecido descanso.
Carol reparou isso, todos estavam cansados, era de madrugada e daqui a pouco iria amanhecer. Não fazia ideia de quantos tinha perdido, e os restantes que conseguiram se salvar. Preocupou-se com Michelly que neste momento era crucial para a recuperação de todos. Ouvia o plano, era o melhor e único que tinham, ainda não sabia ao certo quantos invasores haviam restado. — É um bom plano. —Disse ajeitando os óculos e respirando forte. Também estava bastante cansada e estressada, mas não deixava ser notado isso.
— Podemos ir por ali. —Apontava Thomas para onde o pneu anteriormente atravessou e destruiu.
Todos se entreolharam, não havia mesmo nenhum outro plano, e então decidiram fazer. Já do lado de fora havia uma estrada, e algumas árvores pelo acostamento, estava tudo muito escuro, e no céu havia fumaça. Milles foi o último a sair, olhando o local. Carol perguntava.
— Vocês viram os outros?
— Jhon, Sully e os filhos estão em segurança Carol. —Fez uma pequena pausa. — Deixamos eles do lado de fora. —Selene tinha as mãos apoiadas na cintura.
— É o Ed? Michelly e os outros? Alguém tem notícias?
Todos se olharam procurando por resposta e então um silêncio imperou. Carol por dentro sentiu medo, não poderia perder mais ninguém, torcia pelo melhor. Depois todos se deslocaram, indo para a frente da base, Carol estava na frente e liderava, todos formavam uma fila abaixados. Fez gesto de silêncio e continuaram, caminharam assim por vinte minutos até que ela parou.
— O que foi Carol? —Perguntou Thomas sussurrando.
— Zumbis! — Exclamou ela.— Estão invadindo o acampamento.
Todos se afastaram um pouco para olhar, e viram uma turba de zumbis se aproximarem do início da base. Eles eram atraídos pelo barulho dos tiros, gritos, fogo.
— Chegaram aqui para nos ajudar. —Disse Milles sorrindo. — É a nossa oportunidade!
— De que? De sermos mortos? —Retrucou Thomas.
— Prefiro ter que lidar com zumbis do que com pessoas armadas. Pelo menos eles não atiram na gente.
— É, só tentam nos comer.
— Meninos. Fiquem quietos e observem. —Carol deu mais alguns passos em silêncio, se aproveitando da escuridão para não serem vistos por eles.
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— Marly, vamos ninguém viu a gente. —A garota tinha uma expressão enraivecida.
— Calma, eu já estou quase sem balas. —Andava devagar devido ao cansaço.
Jessie era uma garota loira, deveria ter seus vinte anos, tinha seus cabelos presos em um rabo de cavalo, usava uma calça jeans comum, e um casaco preto aberto com um gorro nas costas e uma camiseta de uma banda de rock. Usava uma mini mochila e tinha um martelo guardado no bolso da cintura e uma pistola em mãos. — Aquele sniper babaca matou o Michael, eu vou vinga-lo.
— Calminha Jessie. Ele está em cima do caminhão, vai ser difícil pegá-lo, vamos precisar de muita sorte, se não quisermos ser mortas.
— Mais alguém vai morrer hoje, e não será uma de nós. — A loira apertava o punho, e andava com força pisando no chão.
‘’Ela só está com raiva por que pegaram seu quase namorado, mas nos levar até os bandidos e suicídio, deveríamos sair’’. — É se deixarmos essa vingança para outro dia? Podemos pegá-lo quando estivermos mais descansadas.
— Não, será hoje! —Olhou para Marly séria. Notou que sua amiga estava cansada, e não poderia força-la mais, fechou os olhos brevemente e disse. — OUÇA. Veja, se quiser ir tudo bem eu entenderei. Pode atravessar a cerca, eu te encontro lá depois.
— Eu não vou te deixar, você é a minha melhor amiga, e sempre fomos assim. —Marly aparentava ter a mesma idade que sua companheira. As duas se conheciam desde o colegial, ela tinha o cabelo pintado de rosa à altura dos ombros, era branca e um pouco gordinha. Usava uma metralhadora com uma alça presa em seu pescoço.
— Você que sabe. —Voltou seu olhar para a frente. Tinha uns quatro carros fuzilados com várias marcas de tiros, dois deles tinham fumaça saindo, usaram eles para se deslocarem de um ponto a outro. Viram vários mortos no chão, alguns deles conhecidos do acampamento, desviou o olhar e manteve seu objetivo. Muitos dos invasores já haviam se alastrado pelo acampamento deixando o caminho à frente mais livre.
Depois, as duas já estavam próximas do caminhão a alguns metros e se encontravam abaixadas. Até que um tiro acertou o carro, pegando ambas de surpresa.
— É aquele cara, ele viu a gente. — Marly estava abaixada, viu pelo espelho do retrovisor que o sniper estava mirando para elas.
— Precisamos de um plano. —Falava Jessie. — Veja, essa arma e lenta e só pode mirar em um por vez, assim só iremos precisar correr para lados opostos e ele ficará perdido.
— E se tiver mais deles escondidos?
— Só tem ele com essa arma. E os outros bandidos estão por aí, só deixaram ele para ficar vigiando. Essa e a nossa chance.
— Eu não estou gostando nada disso.
— Quando eu der o sinal nós vamos.
Jessie olhava sua amiga, ela pegou sua mochilinha e tacou no homem, o sniper por sua vez atirou de imediato. A garota fez o gesto, sabia que agora ele teria que recarregar, o que era uma tarefa lenta. As duas saíram correndo contra ele. Marly foi pelo lado direito e Jessie pelo esquerdo. — EU ESTOU AQUI, FALOU A LOIRA. —Tentando chamar a atenção do homem para si.
Foram para o caminhão, ele era do tipo de transporte, bem grande que carrega móveis e outras coisas. Em sua lateral tinha uma escada, esta que Jessica usaria para subir. Não viu mais o homem em cima do caminhão, achou estranho aquilo, colocou o pé na escada e ouviu um tiro.
— Jessie. —A voz gritou, era de sua amiga Marly.
— PEGUEI! — Gritou o homem. — Você e a próxima loirinha. — Disse recarregando a arma.
A loira subiu a escada e pulou para cima, o homem não teve tempo de recarregar, a garota apontou a sua arma para ele e então recebeu um chute na perna, caindo ali em cima e soltando a arma no chão (lá em baixo). — Agh...
Ela tentou se levantar rápido e já tinha o homem em cima de si, ele era bem mais forte que ela botava o peso de seu corpo, a deixando sem ar e quase indefesa. Ele agarrava seu pescoço e não a deixava respirar, o bandido batia com sua cabeça contra o caminhão a deixando um pouco tonta. Ela tentou pegar a arma dele e bateu em suas costas com ela, o homem batia em seu braço, fazendo a arma ser soltada no solo.
Uma voz saia de lá do chão. — OS ZUMBIS ESTÃO INVADINDO! JASON VAMOS SAIR. —Era Kevin, que estava dentro da caçamba fumando seu cigarro.
— Está bem. —Jason olhou para o portão, e havia muitos zumbis vindo.
Neste momento o homem se distraiu e a garota dava uma joelhada em sua virilha, o fazendo cair ao seu lado. — Sua maldita. Ela foi na direção dele, e mediram forças. Embaixo deles alguém ligava o veículo o fazendo perderem o equilíbrio. Jason se aproveitou disso e a empurrou para baixo a fazendo cair com as costas no chão machucada. Mas antes de cair Jessie o empurrou junto, mas o homem conseguiu se segurar na escada.
A loira caia no chão, batendo com a cabeça, sem forças. Sua visão estava turva e ia escurecendo. Olhou para o lado e viu sua amiga deitada, saia sangue de sua boca e seus olhos estavam fechados. — Marly! —Tentou esticar a mão para ela como se quisesse senti-la, depois acabou apagando...
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Os zumbis invadiam o acampamento, neste instante Kevin se encontrava sentado na cadeira do motorista, ele colocou uma das mãos do lado de fora da janela e deu um tiro para o alto. Este que era um sinalizador, fazendo um grande barulho e um rastro azul no céu, como se fosse fogos. Os invasores restantes vendo isso, tentavam recuar, sabia que este era o sinal para irem embora. Alguns que faziam isso, recebiam tiros e eram mortos pelas pessoas do acampamento, já outros conseguiam fugir, subindo no caminhão e atirando contra os zumbis. Jason se sentou no banco do carona e pegou a arma sinalizadora dando mais um tiro, mas este reto contra o acampamento para fazer os mortos serem atraídos para lá. O líder da invasão dava marcha ré e saia, atropelando vários mortos e saindo com pressa. — FODAM-SE TODOS VOCÊS! —Gritou com raiva, deixando alguns mortos presos na roda de seu pneu. A invasão havia acabado.
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