Notas iniciais
Palavra do dia: Serendipidade

Tulipa demora a perceber que a voz do outro lado silenciou. Mas quando se dá conta, ela corre para a janela. Seu olhar urgente investiga a portaria lá embaixo, mas não tem ninguém. Seja quem fosse o encantador poeta, já tinha partido.

Seu coração bate na garganta.

A declaração não tinha sido para ela, Tulipa sabe. Mas ela continua nervosa como se tivesse sido.

Ela não acredita que tenha sido serendipidade, mera obra do acaso. Ela sente o ímpeto de entender o que está acontecendo.

Há apenas uma pista. Um único nome ele tinha dito no final, em despedida.

Amélia.