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6 Capitulo 6


Sai correndo assustada, e me sentei na cama. Minha respiração estava acelerada, comecei a pensar que poderia ser qualquer um. Como alguém conseguiu entrar no quarto sem que eu percebesse? Será que era o Alex? Não, não poderia ser. Alguém havia entrado lá e eu precisava descobrir antes que acontecesse alguma coisa com mais alguém.

Vesti-me e sai correndo do quarto. Eu não sabia por onde começar a procurar, mas eu precisava descobrir quem era o mais rápido possível.

Eu andava pelos corredores sem direção certa. Eu andava rápido e minha respiração estava acelerada, eu estava tremendo e suando frio. Meus olhos estavam embaçados, mas eu conseguia ver a figura de alguém logo a minha frente. Minhas pernas ficaram bambas e meu corpo estava cansado, mas eu não podia fraquejar.

–Mila? Mila! –A pessoa foi chegando mais perto, até que consegui enxergar quem era.

–Alex! –Corri e o abracei o mais forte que eu consegui.

–O que aconteceu? Porque você está assim? –Ele perguntou me abraçando.

–Eles vão me matar, eles vão me matar! –Eu estava chorando desesperadamente, eu não queria morrer. –Eu não quero morrer Alex, eu não quero.

–Se acalma e me explica o que aconteceu. Eu não estou entendo nada. –Ele falou me soltando.

–Eu estava no banho e a água do chuveiro começou a sair vermelha, eu imediatamente sai do banho, e quando olhei para o espelho havia uma coisa escrita, dizia: “Eles vão encontrar seus ossos na privada” e também dizia que a próxima vez que a água do chuveiro ficasse vermelha seria o meu sangue escorrendo. Eu não quero morrer, não quero, não quero. –Coloquei minha mão na cabeça e comecei a balançar, caiam tantas lágrimas que daqui a pouco se formaria uma poça nos meus pés.

–Você tem que sair daqui, tem que sair rápido. Vem comigo, vamos falar com a diretora e chamar a policia. –Alex me pegou pelo braço e me levou até a diretoria.

Chegamos à diretoria e batemos na porta, ninguém atendeu, então resolvemos entrar. Naquele momento a porta se fechou e o telefone começou a tocar. Alex tentou abrir a porta, mas estava trancada. O telefone não parava de tocar, eu estava desesperada, estava chorando e com medo. Nesse momento meu lado “maligno” não existia mais, parecia que havia sumido e se escondido em algum lugar profundo. Alex chegou perto da mesa e me olhou.

–Você não vai atender, vai? –Perguntei me aproximando.

Ele pegou o telefone colocou sobre o ouvido. “Alô? Alô?” “Ela se meteu com a pessoa errada, ela matou quem eu mais amava, agora eu vou matar quem ela ama também. É melhor se abaixar se não quiser ser despedaçado em 3..2..1!”

Naquele momento um estrondo ensurdecedor tomou conta da sala, eu conseguia ver os estilhaços da janela voando para todos os lados, pedaços da madeira das janelas, tudo praticamente explodiu. Eu estava perdida no meio daquela fumaça, me levantei em meio a fumaça e os cacos de vidro, não conseguia respirar e mal conseguia me locomover.

Andei por alguns segundos até enxergar o corpo do Alex jogado no chão, parecia estar desacordado. Andei o mais rápido que eu consegui, estava inalando muita fumaça, eu com certeza iria apagar a qualquer momento.

Cheguei perto dele e percebi que havia um pedaço de vidro da janela cravado em sua perna, eu precisava tirar ele dali, o mais rápido possível. Comecei a procurar uma saída, mas com toda aquela fumaça ficava difícil enxergar alguma coisa. Por um milagre consegui encontrar a porta, a empurrei com toda a minha força e o arrastei para fora.

–Alguém ajuda! –Comecei a gritar, por sorte já haviam chamado os bombeiros e os médicos.

–Alexandre! Alexandre! –Haeska gritava tentando o fazer acordar. –O que aconteceu? Porque vocês estavam lá dentro?

–Depois eu te explico, precisamos leva-lo para o hospital. –Falei chamando os médicos. — Mais alguém se machucou? –Perguntei.

–Não, havia só vocês dois aqui por perto. Vocês viram quem foi? Quem fez isso? –Haeska falou se afastando para que os médicos o levassem.

–Nós estávamos te procurando, batemos na porta e você não atendeu então resolvemos entrar para ver se havia acontecido alguma coisa e o telefone começou a tocar. O Alex atendeu e isso aconteceu. –Falei me levantando.

–Precisamos que alguém vá conosco para o hospital, você vem diretora? –Um dos médicos disse enquanto empurrava a maca.

–Ok, eu já estou indo e você também vem, você inalou muita fumaça, vamos. –Haeska me puxou pelo braço e nós fomos para o hospital.

Por sorte eu estava bem, não havia sofrido algum dano, apenas precisei de alguns calmantes, pois estava muito agitada. As pessoas do convento foram liberadas para irem para casa até que tudo se arrumasse e se descobrisse quem foi o culpado.

–Mila? –Acordei com a Nicole me chamando para tomar café. –Anda logo, hoje eles vão dar alta para o Alex e o Gustavo e o Giovani vem lhe buscar. Levanta!

–Já estou indo, ok? Já pode sair do quarto, anda logo. –Me levantei enquanto Nicole saia. –Que gente chata, eu sei que tenho que acordar, não precisa ficar gritando nos meus ouvidos.

–Eu ouvi você reclamar. –Nicole gritou.

–Que bom! –Atirei o travesseiro na porta.