Notas iniciais
Avisem-me qualquer erro; podem comentar avisando e desculpem-me se houver algum. Obs: Leiam as notas finais... ~Enjoy.

O sorriso tão puro e os olhos tão sinceros de um bebê o faziam diferente de qualquer um, mais ninguém soubera onde ele era diferente. Um ano se passou desde que Isis deixou o bebê no orfanato, foi só visita-lo apenas uma semana depois para certificar-se que ele ainda estava vivo e bem e disse que voltaria em breve, mais o breve dela nunca chegava e ela nunca aparecia, e secretamente Paul queria que isso ficasse assim, pois ela mal aguentava olhar para ele. O que não fazia diferença, pois ele era um bebê tranquilo de se cuidar, era adorável e para todos deveria continuar assim.

–Posso me misturar á eles? Quero ser adotado! – Ele pulou diversas vezes.

–Com um ano? Ora Paul, eu prometo que em breve vai valer mais do que ser adotado vem esperar aqui na sala de visita. – Paul impressionava, aprendeu á andar e á falar a partir dos nove meses, sua fala não era perfeita mais era possível entende-lo muito bem. Delicado e dedicado á todos que cuidavam dele, uma freira foi encarregada de observar ele e outros bebês, mas no final, ele mais ajudava do que era ajudado. Maggie, a freira estava no orfanato quando o garoto chegou e adorou cuidar dele, mesmo que sua história fosse difícil e estranha, ela aceitou cuidar dele. Era secretamente o seu favorito.

–Por favor...

–Paul... – Ele abaixou a cabeça e a levantou com um sorrido.

–Vai valer?

–Sim... – Ela olhou no relógio. – Vai valer.

Ele então correu para o sofá da sala de visitas, juntou as perninhas e ali ficou mexendo os pés para frente e para trás com certa tranquilidade e felicidade dentro dele, todos correndo e brincando do lado de fora, conhecendo outras famílias, com certeza indo para novos ares, mais ele não desobedeceria á Maggie. Mesmo querendo muito ir para fora, ele obedeceu.

Uma hora depois esperando Maggie apareceu na entrada e deu um tchau que ele devolveu. Mais uma hora depois ela voltou com um sorriso no rosto e com um casal que tinha duas crianças á sua direita.

–Paul? Está tudo bem? – Ele acenou positivamente. – Olha quem veio lhe visitar.

Paul abriu os olhos admirados junto á um sorriso encantador e alegre pulou do sofá, mais logo cessou se colocando posto como um soldado e se curvou para a família á sua frente.

–Olá; eu sou o Paul Arthuro e... – Ele travou. – Prazer.

Isis estreitou os olhos com um sorriso rancoroso e se abaixou á altura dele.

–Eu já conheço você graçinha. – Apertou a bochecha dele em um gesto de raiva, no que ele conservou um gesto de carinho.

Ele sorriu.

–Fique á vontade. – Disse Maggie deixando o garoto sozinho com a família Zafre os convidando á sentarem-se no sofá.

Quando se sentaram Paul entre eles, respirou fundo não fazia ideia de quem eram de onde vinha e porque era uma visita especial para ele.

–E quem são vocês? – Uma garotinha ruiva encarou Paul profundamente, ele sentiu o desagrado e entendeu brevemente que aquela encarada era um: “Saía de perto de mim.” Mais a expressão feliz e excitada dele não saia de seu rosto tão divino; Isis se perguntava como é que um garoto tão lindo poderia ter saído de sua irmã e franziu o cenho tinha ficado nervosa.

–Eu me chamo Ísis Zafre, sua tia. Esse é Joshep Zafre meu marido e esses são Melody e Terence meus filhos; no caso seus primos. – Paul se animou.

–E vocês vão me adotar? – Ele abriu um sorriso, mais Joshep foi mais rápido.

–Não. Só viemos ver como é que você está. Se estiver bem, comendo direito, vivo, com a saúde perfeita, sem risco de morrer. – Paul franziu a testa e abriu a boca sem entender.

–Mais, se é minha tia, é da minha família também, estou certo? – Ele riu. Melody ergueu uma sobrancelha cada palavra que saia da boca do menino a irritavam e ela não parecia ser muito mais velha que ele, devendo ter até seis anos ou coisa assim, ela mal podia olha-lo com feição.

–Errado. – Só vamos cuidar de você. Vir de vez em quando te ver; esperar que esteja bom e vivo. – Falou Ísis. – Acha mesmo que nós iríamos vir adotar você garoto? – Ele piscou.

–Tá e cadê alguém pra me adotar? – Perguntou frustrado.

–Com certeza bem longe daqui. – Riu Melody. – Sua mãe não te quis, acha que mais alguém vai te querer?

Paul baixou o olhar e deu um soluço sem querer.

–Melody!

–Está bem garoto? – Perguntou Ísis o encarando, ele acenou positivamente tentando olhar em seus olhos.

–Sim. Tia.

–Não me chame de tia. Chame-me de Senhora Zafre.

–Aan; — Ele se sentiu confuso. – Estou bem Senhora Zafre.

–Se alimentando bem?

–Estou.

–Gosta daqui?

–Gosto. – Ele se sentiu vazio por um segundo. – Todo mundo é legal comigo, eu gosto daqui.

–Ótimo. – Ísis revirou os olhos. – O que lhe contaram sobre você?

–Meu nome. – Ele respondeu inocentemente. – E; só... Cadê minha família? – Ísis rosnou e Joseph riu para Paul, aquela situação era diferente, eles não estavam ali para fazer companhia ou ver se ele estava bem e sim para certifica-lo que continuaria ali, que Ísis não iria morrer.

–Você será sua própria família. Vamos te acompanhar; entre partes. – Paul ficou em silêncio. – Ora menino, é parte da nossa família; mais só quando a gente estiver aqui; longe daqui não nos conhecemos, sumimos. – Paul juntou as mãozinhas em forma de oração e colocou entre as pernas ele não podia chorar, ele queria chorar ele ia se aguentar e não iria chorar, não ia chorar. Se comportar ele devia se comportar.

–Por quê?

–Somos uma família. E você não pode arrumar uma.

–Porque não? Eu quero ter uma família também.

–Querido, vou te contar uma coisa do mundo. – Paul arregalou os olhos. – No mundo há pessoas más, há pessoas sem coração, há pessoas que julgamos serem boas e vão para o lado das pessoas más e matam outras pessoas inocentes, sofrer fazer os outros sofrerem, tiram sangue, tiram vidas e aí lamentamos que depois de matarem essas pessoas tenham filhos que incluam ser você. – Ele suspirou. – Nesse mundo as pessoas são perversas, ninguém vive sorrindo para você, nem agradece, nem gosta, nem prefere, nem te protege, e neste seu caso inclui á nós. O mundo engana, e para o seu bem você vai ficar aqui até ter idade para ver e sentir o bem e o mal.

–Quem são as pessoas más? Cadê minha mãe e meu pai? – Joseph coçou a nuca. As palavras de Paul mesmo tranquilas o irritavam, falar dele já o desagradava mais estar com ele então, o agonizava. – Eu quero...

–Não, não e não. – Ela o olhou nos olhos. – Paul Arthuro; ouça-me, e entenda menino... Você vai se aquietar sem sair daqui. Estando aqui eu posso ver você onde, o que, como você faz.

–Mais...

–Sem mais. – Isis deu um embrulho para o menino que o segurou com as duas mãos com força, pois do jeito que ela colocou ia cair e assim que ele o pegou, eles se levantaram sem dar tchau e foi indo embora, até que Isis virou-se.

–Fique quietinho aí, ok? – E sorriu se distanciando com a família. – Não deixa ninguém falara com você tá?

–Tá. – Murmurou esperando eles irem embora para abrir o embrulho. Mais ele ficou parado por horas sem saber o que fazer, ele devia ter ido para fora.

Naquele anoitecer todas as crianças estava brincando na sala ao som do rádio, menos Paul ele estava sentado no sofá da sala de visitas, a sala para as crianças mais velhas que demoravam em serem adotadas e agora Paul estava esperando um bom momento para abrir o embrulho. Mais não conseguia arrumar um bom motivo para fazê-lo. Foi então que bateram a porta e as freiras juntaram as crianças para ver o que poderia ser Paul esticou o pescoço para ver quem poderia ser no mínimo outra criança, com ele foi assim e com a metade das outras crianças também. Ele não ouviu quem era ou o que queria, pois era Maggie quem apareceu e não deixou a pessoa entrar.

–Por favor, vá embora. Se quiser comida ou roupas traremos para você, por favor, fique onde está.

E começou uma confusão de quem queria entrar com a irmã Maggie proibindo. Pareceu bem curioso o momento e toda a tensão daquele momento, Paul estava adorando, naquele momento aquilo foi a melhor coisa que aconteceu durante todo o dia desde a visita da tal família Zafre. A situação estava tão ruim que outra irmã pediu para que as crianças fossem para o dormitório, realmente não devia ser um ladrão. Paul foi o último á se mexer e quase se esqueceu do embrulho que tinha ganhado. Ao passar pela frente da porta ouviu a frase: “Eu preciso ver o Paul.” Aquilo o paralisou e quando olhou para a fresta da porta aquele olhar o inundou de tudo que a família Zafre tirou dele. Ele jogou o embrulho no chão e correu para a porta olhando para o rosto pálido do homem que queria vê-lo, estava completamente esgotado um pouco sujo e querendo entrar; Paul abriu uma brecha entre a irmã e olhou nos olhos do homem.

–Oi, eu sou o Paul Arthuro pode falar! – Ele murmurou entre as pernas de Maggie e a porta.

–Paul? Volta! – Ela tentava afasta-lo, mais não conseguia ele era forte demais. Tanto o de fora e o de dentro.

–Me deixa ver ele. Por favor, por favor. – Ele a olhou aflito. – Esse tem que valer; eu quero ver.

Maggie abriu a porta um pouco não deixou o homem se aproximar ou Paul sair, ela estava entre eles, apreensiva; a ordem era sem visitas, sem adoção, mais era só uma vez, uma única vez.

–Olá Paul Arthuro. – O homem riu. – É um prazer imenso lhe conhecer.

Ele ficou sem saber o que falar.

–“O Prazer é todo meu Senhor.”. – Murmurou Maggie.

–Claro. O prazer é todo meu Senhor...

–Remo J. Lupin. – Respondeu.

Ele ficou intacto.

–Eu não sabia o que você era tão educado e esperto. – Paul sorriu. – Nem acredito que você está com um ano. É tão esperto. Mesmo que eu ache inacreditável você ter um ano e meio. Você é tão educado. – Seus olhos brilharam. – O que faz aqui? Sozinho?

–Não estou sozinho. – Ele se agarrou á perna da irmã. – Tenho a irmã Maggie, as outras irmãs, as crianças e todo mundo do orfanato.

–Não esperava ver alguém tão inteligente como você. – Ele suspirou enrolando os dedos. – Você conhece a Ísis Zafre?

–Sim. Conheço-a sim. – Ele sorriu entre animado, entre triste, entre magoado e ansioso.

–Ela é alguma coisa sua?

–Ísis é minha tia. – Remo torceu o nariz pensativo.

–Tia? E se ela é sua tia, porque você não mora junto com ela?

–Porque eu sou a minha família.

Ele abaixou a cabeça.

–Adorável. Mais sozinho você não está. – Paul sorriu. – Sozinho jamais, nunca se está sozinho; olhe esse seu sorriso e seu olhar; você conquista o mundo. – O menino riu. – Você pode ter tudo o que sonhar menino; aquela loira nunca vai destruir nenhum sonho seu. – Ele olhou no relógio por um minuto e parecia atrasado. – Tenho um presente para você; é seu aniversário, parabéns Paul Arthuro. – Disse entregando um pacote.

–Já vai? Não fica mais um pouco. – O menino não gostou da ideia dele querer ir embora, Remo era diferente e por algum motivo Paul sentia uma energia alegre e triste dentro dele. Sentia algo diferente sobre Remo.

–Ficar por quê?

–Aan, meu aniversário era daqui á uns dias... – Ele negou. – Não?

–É hoje, você nasceu hoje. 17 de novembro. Grande Paul Arthuro.

–Paul Arthuro do que? – Perguntou ansioso.

–Aflen! – O rosto do menino se iluminou. – Ninguém nunca te disse? – Ele negou. – Bem, agora eu estou dizendo fique feliz, você tem sobrenome e data de nascimento. Posso adivinhar que Isis foi má com você, não foi?

–Sim. – Disse abaixando a cabeça segurando o choro, ele não iria chorar, não na frente de ninguém. Remo passou a mão em seus cabelos lisos, parecia encantado com ele.

–Olha, não ligue pelo que aquela velha bruxa... Digo... – Maggie o encarou. – Perdão; pelo que ela diz. Você tem tudo o que ela queria ter.

–Cabelo?

–É, cabelo. – Ele riu. – Cabelo liso, olhos lindos, sorriso perfeito.

–Você; poderia me adotar?

–Poderia... – Ele começou. – Mais Isis não deixaria. – Ele ficou triste. – Mais eu venho te levar para passear.

–Paul não está autorizado á sair com estranhos. – Falou Maggie séria.

–Não somos estranhos; eu sou Remo ele é Paul, nós nos conhecemos...

–Senhor Lupin; aconselho-lhe que fique longe dele só estou deixando hoje porque é por coincidência é aniversário dele.

–Ótimo; vou vir em todo aniversário.

–Não.

–Sim. – Ele esfregou os cabelos de Paul. – Vou fazer uma surpresa para ele uma vez no ano. Todo ano.

–Todo ano? – Perguntou ele animado.

–TODO ANO? QUAL É SEU PROBLEMA? – Berrou Maggie assustada.

Ele esfregou os olhos.

–Pergunte á Paul como foi o seu dia. Pergunte se valeu a pena. Sejamos sinceros, se realmente valeu a pena; você sabe a resposta. – Ela ficou pasma. – Agora vai dormir garoto; pra crescer forte, bonito, saudável e inteligente.

–Quando você volta?

–Quando eu puder. –Paul fez um biquinho. – A vida não é justa; pequeno mais aproveite o presente. Esqueça o começo desse dia, seja feliz.

–Sou feliz.

–Eu posso tentar voltar na ação de graças, no natal... Páscoa... Sempre que eu puder.

Ele deu um abraço no menino e o segurou.

–Se eu parecesse perigoso, você ficaria com medo?

–Não. – Paul devolveu o abraço, havia algo diferente nisso, o abraço era preenchido, pelo vazio de ambos.

–Eu te vejo outra hora. – Ele afagou os cabelos de Paul e se levantou dando um sorriso feliz. Agora valeu a pena.

Remo foi embora caminhando pela rua, ele ia voltar, Paul sabia, ele estava feliz, ficou feliz naquele dia, ele não fazia ideia de quem Remo era de onde viera, nem porque conhecia Isis nem de onde ela era; nem muita coisa; só sabia do agora... Paul Arthuro Aflen, nascido em 17 de novembro com um suéter dado por Isis e um jogo de xadrez dado por Remo; cantaria o parabém em 21 de novembro no mesmo dia que ele chegou lá, e Isis não lhe disse o real dia de seu nascimento e agora estava com um rosto mais encantador que antes.

–Maggie... – Ela o olhou.

–Sim Paul? – Ela estava guardando os presentes de Paul no armário dele ao lado da cama quando Paul subiu na cama e a encarou.

–Como foi quando eu cheguei aqui?

–Foi o dia mais feliz da minha vida. – Ela riu se sentando ao lado dele. – Como você me deixou feliz, você era tão quietinho, como eu nunca reparei nas demais crianças você ficou reparável. – Ele sorriu. – Não ligue pra ninguém, tem á todos nós.

–E Remo? – Maggie respirou fundo. – O que?

–Não podemos confiar em ninguém longe daqui que não conheçamos bem; pense bem não tenha esperanças de que ele vai voltar. Ás vezes as pessoas fazem promessas que não podem cumprir.

–Boa noite. – Paul deitou na cama e acabou adormecendo ao dizer boa noite. Maggie gostava muito dele, não queria mesmo que ele ficasse triste.E ela não queria que Ísis soubesse disso, já ouviu ela brava quando levava Paul para o hospital uma vez, era uma ordem; deixar o menino preso no orfanato, o problema que ela esperava.

Notas finais
Então gente, deixem-me explicar que essa história está interligada com mais duas; que se interligam uma á outra. 1ª --> https://fanfiction.com.br/historia/217847/OSegredodeJohnOHerdeirodosBlack/ (Uma onde Paul aparece pela primeira vez) 2ª-->https://fanfiction.com.br/historia/295020/JohnnyOHerdeiroDosBlack/ (Ele aparece pela segunda vez) Entendam que as histórias estão interligadas juntas, uma á outra eles se juntam. Só para avisar. Ok? Caso queiram ler então... ♥Beijos da Autora♥