Notas iniciais
Espero que gostem da história. Eu já fiz a de Johnny, aqui está a de Paul. Quem teve a infância pior? Quem sofreu mais?

~Enjoy;

“Pequeno Paul Arturo Black, esse deveria ser o melhor momento da sua vida. Com a família ao seu lado. Mas coisas não são bem assim”.

Eu sou meio inútil... Eu sou uma droga duma Dama de Copas, que não tem a inteligência o suficiente para proteger o próprio filho. E isso me magoa profundamente. Desde que meu marido Régulos desapareceu não sobrou muitas pessoas para me ajudar.

Já mataram meu primeiro filho e nenhuma mãe que não perdeu o filho sabe a dor que eu sinto. É doentia! Com certeza vou enlouquecer se perder ele. Este aqui...
Sou Kathellen Black, sou uma bruxa mestiça, enquanto meu filho é um sangue puro... Claro, quando se casa com a família Black o que é mestiço por causa do pai; Torna-se puro novamente, pois não interfere na linhagem sanguínea.
Meu filho nasceu moreno, com os cabelos castanhos escuros e os olhos tão claros quanto os do pai dele. Mas ao longo dos dias que se passou ele ficou loiro, uma coisa mais da minha família, e isso é muito bonito. Eu sorri encarando aquele bebê de apenas sete meses que sorriu pra mim. O melhor e mais bonito sorriso que eu já vi.

“É a coisa mais bonita que já vi!”

Minha irmã também já disse isso uma vez.

Sim, ela também havia perdido o primeiro filho, e eu não era a única, mas, mesmo assim, aquele era especial. Quando Paul nasceu, por mais estranho que parecesse, era o solstício de inverno e isso, bem, entre nós, bruxos filhos dos Aflen, quer dizer que ele terá um futuro brilhante, ele será um belo bruxo. Um belo? Um excelente bruxo, que nos trará a honra que nos foi tirada á muito tempo e que viverá para salvar á todos que ama.

Então saí dos meus sonhos, para ir para a minha realidade.

Eu tinha que correr o máximo que eu conseguisse o máximo que eu pudesse, afinal de contas eu precisava deixar ele em algum lugar e...

-PARE AGORA KATHELLEN BLACK! VOCÊ ESTÁ PRESA POR CRIAR UMA CRIATURA DO PACTO MÁGICO!

Uma criatura? – Eu sorri para o meu pequeno filho, que agora se aconchegava para dormir. – Chamaram meu filho de criatura? Como ousam? Ainda correndo e desviando dos feitiços que me lançaram, peguei a minha varinha, conferindo-a ainda inteira e apontei para eles gritando.

-VARREDURAS EXPERLLIARMICAS!

Todos os Aurores que me seguiam foram varridos para longe de mim, claro, como uma Dama de Copas, o que seria de mim se não pudesse sequer fazer um feitiço novo para proteger o meu filho?

Porque eles me seguiam? Eu não sei, o porquê eles fazem isso agora. Tento me conter e alcançar a Casa Vermelha e Lilás escura na W. ST. John St. 23... É a casa da minha irmã mais velha. Só tem apenas ela para me ajudar.
Se eu for para casa da minha cunhada, o filho dela estará em perigo. Se eu for pra casa da minha amiga, os filhos dela estavam em perigo. Minha mãe não me aceita mais... Por quê?

Eu me casei com um comensal! Sei que não é nada de mais, mas para minha mãe, para minha família... Isso era a pior punição para eles. Meu filho merece viver, ele merece crescer feliz, cercado de magia e saber a verdade; saber que seu pai, sim era um Comensal, saber que sua mãe era uma Dama de Copas e que seu pai na verdade era um homem bondoso que desistiu de seguir “Você-Sabe-Quem”, mas mesmo que não contem tudo pra ele... Ele não precisa saber que é fruto do Pacto Mágico.

Retirei um cordão do bolso e entreguei á ele, já adormecido. Uma corrente de prata e outra de ouro. A de prata era presente meu mesmo. A de ouro era o Brasão de Hogwarts, com o meu nome e o de Régulos enlaçados uns nos outros. Já o de prata... Era um colar, com o Brasão da Corvinal de um lado e da Sonserina do outro. Dentro dele estava escrito...

“Paul Aflen Black.”
“Nascido em 17 de Novembro de 1979”.

Sim, ele nasceu no solstício de inverno, que naquele ano ocorreu em 17 de novembro.

“Filho de Kathellen e Régulos Black.”
“Mãe pode estar morta. Pai com certeza morto.”
“Julia e Sirius Black tios por sangue.”
“Remo Lupin padrinho por escolha.”.


Sim, ele saberia de tudo quando aprendesse á ler.
Assim que cheguei á casa dos Zafre bati três vezes, três desesperadamente. Parecia que ninguém abria aquela porta. Droga...

-ALOHOMORA! – Berrei abrindo a porta violentamente. Joseph, meu cunhado saiu de trás do sofá onde estava sentado eu dei um sorriso dizendo. – Nunca coloque um sofá de costas para porta. Se fosse um Comensal da Morte teria te matado!

-O que você faz aqui? – Perguntou ele me apontando a varinha, eu protegi meu filho com os braços.

-Vim...

Antes de eu terminar de dizer qualquer coisa, fui atingida nas costas, fatalmente. E pelo grito que soara, era Ísis. Aquela maldita. Caí de joelhos nos chão ainda sorrindo para o meu bebê o sorriso mais meigo que eu poderia dar, o mais sensato e mais bonito que pudesse. Poderia ser o último. Por quê? Apesar de tudo era meu filho. E não podia parecer irritada, nem assustada, ferida. Eu precisava ser uma pessoa amorosa e calma. Para ele não ter medo, nem chorar, eu tinha medo de ele chorar; afinal de contas, se ele chorasse, meu coração iria se despedaçar...

-VÁ EMBORA KATHELLEN! – Berrou Ísis me encarando, eu caí com tudo no chão aos pés dela. Já tinha ido pra lá fraca. E com aquele golpe nas costas, já estava debilitada, precisava fazer alguma coisa...

-Ísis cuide de Paul pra mim. Por favor...

-Eu não vou cuidar desse bruxo imundo!

-Não fale assim do meu bebê. – Disse eu esfregando o nariz em sua bochecha. – Por favor...

-JÁ DISSE QUE NÃO... – Berrou ela tentando me empurrar pra fora da casa dela.

-Ísis...

-NÃO! SEU MARIDO MATOU MINHA FILHA! EU NÃO VOU...

-Corpas... –Apontei a varinha pra ela botando sangue pra fora. – Tueres, Taenes, Moéh venirmer, mei bruthe... Zues!

E em seguida caí exausta no chão, vendo Ísis colocando a mão no pescoço sentindo ele todo arder. Sim, esse era o efeito do meu Corpas.

-O QUE VOCÊ FEZ EM MIM?

-Shiu; Vai acordar Paul. – Em seguida fiz um carinho nele. Eu sabia que aquele era o último. – Eu joguei um “Corpas” em você.

-QUE MALDIÇÃO É CORPAS?

-Um feitiço... – Eu sorri. – Das Damas de Copas. Adeus bebê...

E cai no chão, sorri devagar, e aos poucos minha visão se apagou. Pouco tempo depois acordei em um lugar escuro... Eu estava morta?

Que saudades eu senti! Achei que não iria se lembrar de mim.

Eu pensei um pouco antes de ficar no escuro novamente; eu não deia ter deixado ele sozinho com a minha irmã, ela não suportaria ficar um único instante com o que ela cham de "um filho de um pecado negro sem motivo". Não foi culpa do pai dele, nem de ninguém. Foi culpa dela mesma. Bruxa ingrata.

Notas finais
Espero que tenham gostado...
♥Beijos da Autora♥