Paul Black. O filho do Comensal e da Dama.
2 Paul Arthuro
Notas iniciais
O Senhor e a Sra. Zafre, que moravam na W. ST. John St. 23, na Casa Vermelha e Lilás Escura. E se orgulhavam profundamente de serem ambos de uma família rica, de excelentes propriedades mágicas com a Árvore Genealógica limpa. Ou seja, não havia ninguém amaldiçoado em sua família. Ninguém com algo á esconder, ou o que deixasse a família mal falada pelos outros bruxos mais respeitosos do mundo.
O senhor Zafre era um curandeiro e trabalhava no Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos. Ele era um homem alto, bonito de cabelos loiros castanhos escuros e adorava o trabalho que tinha. A Senhora Zafre era uma loira exuberante bela e tinha duas vezes menos a idade que aparentava, pois ela era uma Veela, ela trabalhava como Subsecretaria no Ministério da Magia, mas teve que deixar o cargo para cuidar da família. Os Zafre tinham dois filhos chamados Melody e Terence, e na opinião de ambos não havia crianças mais belas no mundo que preenchessem o lugar deles, pois além de eles serem Sangue-Puro eles eram lindos. Melody a mais velha tinha os cabelos ondulados e ruivos, Terence tinha os cabelos negros e a diferença de idade entre eles era de dois anos.
Os Zafre tinham tudo que queriam, junto também com um enorme segredo entre a sua família. E o receio era que alguém qualquer um do mundo mágico descobrisse. Achavam que não aguentariam de vergonha se soubesse dos Blacks. Principalmente de Jordan Aflen Black; por isso ele está morto agora.
Achavam que não deviam conviver com aquela família suja, cheia de maldições e tudo mais. Em primeiro lugar, Kathellen por ser uma “Mestiça” acabou sendo do “Pacto Mágico”. Kathellen só era uma Mestiça porque sua mãe se separou do Sangue-Puro na qual teve Ísis Zafre e casou com um; Trouxa. Carmen Aflen uma Sangue Puro criou uma Mestiça com uma Sangue-Puro o que ocasionou em brigas entre essas, sua filha mais nova acabou se casando com um Comensal da Morte. Muitos gostariam disso, mas para a família, que esconde um segredo entre esses Comensais que tanto temem isso se tornou uma maldição para eles. A última coisa que eles queriam no momento era que isso continuasse. Sem futuros Comensais, sem filhos, sem nada.
E o que ela evitava ocorreu, um filho dos traidores veio morar com ela.
Apenas dois meses se passaram depois da morte da mãe e do pai de Paul. O menino crescia forte, saudável e bonito. Tomando uns lindos e estranhos cabelos castanhos escuros. Ísis, sua tia andava de um lado para o outro e recusava á dizer que ele era o seu filho, parente, qualquer coisa que fosse. Poderia abandona-lo em qualquer lugar, e tudo estar perfeito.
Mais não foi assim que foi criada, por mais que odiasse o pai e a mãe da criança, não podia odia-lo, na verdade já estava sendo odiado pela mulher. Ele realmente tinha os enormes olhos azuis do traidor e o nariz da traidora. Os cabelos que mudavam de cor indicavam que ele era filho do traidor com os cabelos negros, e filho da traidora com cabelos castanhos escuros, chegavam á ficarem até loiros.
Ísis observava a criança se mexer no berço, enquanto a sua filha mais velha, Melody se aproximava cuidadosamente do berço. Ela já tinha quatro anos, possuía os olhos verdes escuros de Joseph e os seus cabelos eram ruivos e brilhosos. Todas as tardes ela se aproximava do berço e ficava olhando o pequeno Paul. Cuidadosamente sem fazer barulho; para sua mãe aquilo não era coisa de se fazer.
–Olá Paul... Tudo bem? – Ela sorriu para o pequeno bebê que lhe sorria de volta. Ísis chegou perto dos dois e empurrou a garota para longe do berço dizendo friamente.
–Fica longe dele meu bem. Vai brincar com Terence.
A garota se afastou um pouco tentando tocar nas mãos do garoto quando de repente, Ísis a empurrou para fora do quarto de destroços arejado onde ele estava sendo abrigado. Viu sua filha andar para trás e lhe dar as costas. Ísis fechou a porta enquanto andava de um lado para o outro pensando no que fazer com o garoto. Ele tinha dois meses e poderia ser deixado por aí. Mas como e qual seria a desculpa para largá-lo com alguém? Sempre que o machucava mesmo que o acidentalmente, ela sentia a dor, e não poderia largá-lo com alguém pior que ela.
Ela pensara várias vezes em entregar a criança á mãe, Carmen Aflen. Mas a velha bruxa não aceitaria a criança de jeito nenhum. Do mesmo jeito que ela não aceitava, ela também não ia aceitar, o segundo filho de um Comensal; Kathellen era impossível.
Aqueles dois meses foram terríveis, apesar de ele ser uma criança que não chorava á toa, nem resmungar, ele estava ali, simplesmente ele estava ali. Com cinco meses Paul era bem silencioso, ao contrário de sua mãe, Kathellen que era uma pestinha quando era bebê; chorava, esperneava, e até ousava se machucar para obter atenção. Talvez ele usasse o lado mal e egoísta do pai, calculista, planejador, pensando para nos matar. Talvez. Mas acho que a criança sabia quando ela não era querida em algum lugar por isso não incomodava, só para comer e ser trocado parecia que sofria quieto. Ísis ficou em silencio e logo em seguida deu um pulo com um sorriso largo nos lábios.
–JOSEPH!
Uma ideia malvada correu pela sua mente e ela saiu correndo atrás do marido. Desceu as escadas em espiral até a sala que estava naquele dia com um papel de parede verde e vermelho dançando com as flores pelas diversas paredes da sala.
–Joseph, eu já sei o que podemos fazer com o moleque.
–O que?
–Dar ao orfanato.
–Eu já tinha lhe dito isso quando ele chegou aqui. – Ele iria começar á dizer algum discurso, mais ela o interrompeu.
–Esquece a sua ideia, faz de conta que nem existiu. – Ela bateu palmas agradecendo aos céus alegre. – Só isso poderá manter essa peste longe de nós!
–Porque não deixa logo o garoto aqui e tudo estará resolvido?
–Eu não quero. Ele vai... – Atrás de vingança quando mais velho? E não é comum qualquer criança mudar a cor dos cabelos sem querer. – Vamos, se arrume eu tenho um ótimo orfanato por aqui por perto. Se formos agora, talvez Melody não perceba que ele desapareceu.
–Tem certeza? Não faça algo que irá se arrepender depois querida. Tem que ter certa, a tem?
–Sim! – Falou ela indo buscar um casaco enquanto o marido pegava o seu. Ela apressou-se também em colocar o seu casaco e Ísis pegava o pequeno Paul enrolando-o em um pano curto e fino na qual ele foi trazido para o local.
–Aah Ísis. Eles não irão aceitar ele...
Alguns segundos depois Ísis lhe apareceu com uma roupa gasta no corpo, Joseph cerrou os olhos sem entender.
–Aan?
–É meu plano! – Falou Ísis. – Não demonstre que tem dinheiro Joshep, mostre que não tem nada.
–E por quê?
–Porque sim!
Joshep foi até o guarda casacos na frente da porta, e pegou um dos seus casacos mais usados e velhos. Apontou a varinha e deu a ilusão de que estava realmente bem mais gasto do que aparentava.
Ísis pegou Paul no colo delicadamente e passou o pano pelo seu rosto, sem antes dar uma última olhada para Paul. Os seus olhos grandes e azuis por um momento ela estava profundamente chateada.
“Sua mãe foi um inútil, seu pai um amaldiçoado, e você com certeza é a sombra negra disso.” Pensou.
E ignorando tudo o que estava pensando jogou o pano em seu corpo retorcido e caminharam em direção ao orfanato que havia á mais ou menos á horas de distancia da casa deles. Quanto mais longe melhor.
Cerca de algumas horas depois, caminhando sem parar para se fazer suar e parecerem bem maltratados, os dois chegou ao orfanato. Ísis olhou para Joseph e pediu que ele esperasse do lado de fora, como um... Trouxa comum; apenas esperando. Ela bateu na porta e esperou atendimento, um tempo depois uma freira apareceu sorridente.
–Boa noite? – Disse uma das freiras do orfanato. Ísis tentava manter a aparência um pouco terrível. A freira olhou para ela e se assustou. –Em que posso ajudar?
–Essa... Essa... Criança pode ficar aqui?
–Hãn... Como?
–Por favor, eu não tenho condições de criar ele. Eu preciso deixá-lo aqui! Poderia me ajudar? Eu preciso de ajuda... Poderia? – A freira olhou para a criança e por um momento quase teve um enfarte. Ele era lindo, seus olhos eram grandes e cinzentos, mas lindos e bem vivos, seus cabelos estavam loiros e havia bastante deles para um bebê novinho, suas bochechas eram bem salientes e coradas admirável. Pensou varias vezes o que uma mulher teria na cabeça para abandonar uma criança como ele. Ela olhou de volta para Ísis e a intrigou.
–Por quê? O que ele tem de errado?
–Somos muito pobres. – Disse Ísis com a cara de sofrida. – Não temos condições de cuidar de mais um. Afinal, ele não é meu filho, é meu sobrinho, sua mãe morreu faz poucos dias, e eu sou a responsável por ele. No caso, meu filho mais novo é doente, estava com vários ossos quebrados, ele é bem frágil, não tem condições de eu criar ele. Pode me ajudar?
A freira olhou para o bebê e em seguida para a mulher e vendo a neve naquela altura os convidou para entrar apenas balançando o ombro. Ísis lançou um olhar para Joseph como “consegui!” e seguiu a freira. O orfanato não lhe parecia muita boa coisa, havia varias infiltrações pelas paredes, muitas paredes estavam descascadas, mais tudo parecia ter suportado o tempo muito bem. Ísis olhou para a janela e viu outro orfanato na curva um pouco mais adiante.
–Qual orfanato é aquele ali?
–Macullem Family! – Respondeu a freira admirando o bebê em seus braços. – É uma pena não poder ficar com ele. Ele é realmente adorável.
–Oh, não se preocupe, assim que pudermos, nós iremos vir visitar ele.
–Aan... Sabia que antes de qualquer coisa, teremos que ver a sua casa, ver suas condições, sua conta, ver como vivem, precisamos saber de tudo para ter certeza de que... – Ísis se aproximou da mulher com velocidade.
–Se guardar essa criança eu arrumo um jeito de arrumar isso...
–Como? – A freira perguntou sem entender.
–Isto, o orfanato. Eu não tenho condições para cuidar desse peste, mas tenho boas condições pra reparar isso aqui. Isso é urgente.
–Mas, eu não entendo... Como?
–Olha irmã, feira ou madre sei lá; esse garoto não pode ficar perto de mim, mas também não pode ser adotado. Ele está ligado á mim, eu venho visita-lo, mas não o deixo na minha casa. Ele é um amaldiçoado.
–Ele é uma alma pura, um bebê tão frágil e... – Antes de prosseguir, Ísis avançou.
–Temos um trato?
A freira estava ainda assustada, respirou fundo, mas acenou positivamente depois de olhara para Paul, um bebê tão lindo e saudável. Ela tremeu no começo Ísis lhe parecia boa, em seguida, virou má de verdade. Todas as crianças que estavam ali foram abandonadas ou os mortais foram mortos. Ela engoliu em seco, e foi chamar a Madre superiora para abrir a ficha da criança. O negócio na verdade era que se a criança era dada á alguém que estava vivo e tinha casa tinha os riscos de ir para o reformatório querendo ou não. Aquela criança não poderia sofrer, seu olhar era puro e por mais estranho que parecesse, durante a confusão não deu um grito ou soltou um choro. A freira ninou Paul nos braços e subiu pra coloca-lo no berçário. Ali seria seu novo lá. Talvez até a maioridade, ele era tão pequeno, e aquela mulher era tão estúpida, quem ela era pensando que estava enganando?
*
–Ok, então, me diga alguns dados... – Dizia a Madre Superiora na sala de visitas, perto do hall de entrada. – O que te faz querer se livrar desse bebê?
–Eu já tenho dois para criar. Minha irmã deixou aquele incrédulo comigo e sumiu. Eu não gosto dele e nem dos pais, não posso deixar com qualquer um, porque bem, é minha família. Além de tudo é impactante que se ele morrer pode esperar meu castigo. Só me trouxe desgosto.
–Ok, ficamos com a criança, mais pare de dizer isso dela. É uma alma pura e bondosa. Eu tenho certeza de que ele não é isso. Apenas assine aqui e... Bem. Alguns dados, recomendações?
–O quer que eu diga? Um dado que tenho é que sou sua única tia, sua avó está de idade, e o seu tio mais velho acabou de nascer, um bebê. Ele não pode ser adotado. Eu não o quero, mas pretendo o visitar ser que puder.
A Madre respirou fundo.
–Nome completo?
–Paul Arthuro. De quanto em quanto tempo posso vê-lo?
–As portas estão abertas. – Disse a madre apreensiva, ela achou Ísis muito estranha. – Alguma observação?
Isis o olhou, devia dizer que era um bruxo? Contar tudo? Talvez como nos tempos antigos queima-lo na fogueira. Mas, foi amaldiçoada. Desistiu.
–Ele não pode ser adotado! A única observação.
–Como não? Ele...
–Não podem adota-lo. Ah, nem visita-lo.
–Claro. – Ela franziu o olhar. – Não irão adota-lo, mais não podem nem vê-lo?
–Não; é a melhor coisa; entende?
–Tudo bem; então, nem visita-lo. Paul Arthuro ficará seguro.
E ele estava seguro a partir de então. Para a vida de Isis. E se Kathellen estivesse viva seria um desespero.
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