Patrick e Jake
1 Capítulo 1 - Jake
Eu não sei muito bem como começar a escrever isso. Eu acabei de chegar e está tudo tão diferente. Ele me odeia. Não quer mais saber de mim. E isso machuca. Faz dois anos que eu fui morar em Nova York. Não sei porque mas, tenho o costume de estragar tudo que eu toco. E agora, está tudo perdido. Já era. Não sei como recuperar.
Agora sinto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto olho as fotos que por algum motivo ainda estão no meu celular. Não consigo parar de olhar essa em especial, foi tirada dois dias antes de eu partir para Nova York. Sinto meu coração apertado por lembrar de como aquele sorriso no rosto dele sumiu poucas horas depois. Não sei porque estou escrevendo isso aqui, mas acho que o diário é a única coisa capaz de me entender. Vou começar do começo.
Patrick entrou em seu quarto seguido por mim, se sentou na cama e pôs o rosto nas mãos enquanto eu andava pelo quarto de um lado para o outro.
– Patrick, que merda foi aquela? -Eu falava alto, quase gritando.
– Eu só... — Ele estava quase chorando e isso o impediu de terminar a frase.
– Você o que? — Parei na frente de Patrick, agora gritando. — Você prometeu que nunca ia contar isso pra ela! Você simplesmente arruinou meu namoro!
– Mas é a verdade! Ela merece saber a verdade! — Agora, Patrick olhava diretamente em meus olhos. Segurei o rosto dele com força.
– Vai fazer o que Jake? Vai me bater? É isso?
– Não, mas eu deveria! Larguei o rosto dele.
– Ela nunca mais vai me perdoar! — Voltei a andar de um lado para o outro.
– Desculpa. — Patrick começou a chorar descontroladamente.
– Seu filho da puta! — Eu encarava ele com ódio nos olhos. — Eu acabei de perder a minha namorada e você que chora?
– Você sabe porque a perdeu! Você a traiu! — Patrick levantou e parou na minha frente.
– Você sabe que foi um erro. E só aconteceu uma vez. — Agora nós estávamos frente a frente.
– Isso não muda o que aconteceu Jake.
– Eu confiei em você Patrick, você me disse que nunca ia contar. — As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto — Ainda bem que amanhã eu volto pra Nova York, assim não preciso ficar perto de você e nem do seu veneno.
Sai do quarto e fui em direção a porta da frente saindo e a batendo com força.
As lágrimas começaram a nublar minha visão, guardei o celular e enxuguei os olhos. O avião já estava pousando e eu não via a hora de sair dali.
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