Past. Fame. Love. Memories. Confusion.

6 Release of Letters. Kidnapping.


Carly POV'S:

Hoje era o dia do lancamento do meu novo single, seria uma grande festa, com mais de 500 convidados em um dos lugares mais caros da cidade. Eu iria cantar a música ao vivo, como a primeira apresentação dela. Eu estava fazendo baby-liss no cabelo, em frente ao notebook, vendo uns videos, até que um novo email chegou. Demorei um pouco pra abri-lo, sempre era de publicidade, ou do meu empresário enchendo o saco, então nem me importei. Quando o abri, me surpreendi, era do Caíque. Eu o li mais de 10 vezes, então respondi sem muita melação desta vez, não tinha mais o que falar para ele.

"Amigo,

Fico feliz que tenha gostado da música. Sim, ela foi feita para você. Quando sentir saudades de mim, apenas a escute. Lembre-se de mim dizendo que eu te amo, por que eu nunca vou deixar de te amar. Hoje é o lançamento da música, um grande evento. Você vai? Eu ficaria feliz de ver você lá, já que ela foi feita só para você. Não tenho mais o que te falar hoje, desculpe se não te falei o suficiente, ou o que você queria ler. Por hoje, isto é tudo o que tenho a te dizer. Afinal, fiquei feliz por você ter me respondido. Pode fazer isso mais vezes?

Saudades, Carly."

Já era a tarde, a festa de lançamento começaria as 21h e não teria hora para terminar. Fiquei uma hora no meu closet escolhendo que roupa vestir, que sapato calçar, até que achei um look perfeito. Um vestido preto curto, meio brilhoso, decotado, uma sandália vermelha bem alta. Eu não costumava usar preto, então dessa vez eu ia surpreender muita gente.

As 18h comecei a me arrumar, fiz uma maquiagem bem pesada e as 20h meu empresário veio me buscar. Antes da festa de lançamento, eu iria tirar umas fotos com outros famosos em um dos pontos turísticos da cidade.

Já eram 21h30 quando fomos ao local do evento, eu fui a primeira a descer do carro e fui atacada por fotógrafos. Um deles me puxou pelo braço, colocou algo na minha mão e falou junto ao meu ouvido:

- Entra lá, finge que ninguém te entregou nada. Vai no banheiro disfarçadamente, lê esse bilhete e não mostra a ninguém, se não pode ser pior para você. Agora faz uma pose bem bonita pra umas fotos, sorria.

Por um momento, fiquei sem ação, apertei o bilhete na minha mão e sorri como ele ordenou. Depois disso, entrei no local do evento e fui direto para o banheiro. Abri o papel que estava suado e amassado e o bilhete dizia:

"Saia da festa as 22h, pelos fundos, sem ninguém perceber. Isso depois da sua apresentação. Se você não sair, vou te buscar aí dentro, e eu te aconselho a não querer que eu faça isso. Eu tenho uma enorme surpresa pra você, senhorita Tomlinson. Não esqueça, 22h, porta dos fundos."

Fiquei imaginando quem seria o idiota que estava fazendo aquilo, se estivesse tentando me assustar, estava conseguindo, mas eu estava muito curiosa para ver quem era, então, as 22 horas, eu estaria lá, na porta dos fundos esperando para ver o que queriam comigo.

22h45 me chamaram ao palco, fiz um pequeno discurso agradecendo a cada um que estava ali, peguei meu violão e comecei a música. Todos ficaram me olhando atentamente, somente meu empresário me olhava e sorria, com um olhar de aprovação. Poucas vezes ele me lançava aquele olhar, então fiquei satisfeita, mas sem tirar o pensamento do tal bilhete. No meio daquelas 500 pessoas, pude ver o Thales, ouvindo atentamente a música e ele pareceu entender para quem ela era. O ignorei. Não valia a pena estragar meus argumentos com ele, não mesmo. No final da música, fiz mais um breve agradecimento, olhei no relógio e já eram 21:59, me dirigi até a porta dos fundos, mas antes de abri-la senti um frio na barriga. Apenas ignorei essa sensação e abri, a noite estava fria, fechei a porta e fiquei olhando, olhei para os lados não havia ninguém, olhei novamente para o relógio, dessa vez já marcava 22:02, "será que eu tinha sido trollada?" - Pensei.

Quando eu menos esperei, um carro velho, preto parou na minha frente, a porta de trás se abriu, um homem encapuzado saiu, parou na minha frente, segurou forte meu braço e em um movimento me jogou dentro do carro. Ele se sentou do meu lado, fechou a porta e o motorista deu partida. As únicas palavras que saíram da minha boca naquele momento foram "o que vocês vão fazer comigo agora?" Depois disso, senti como se meu corpo tivesse travado para qualquer ação. O homem colocou um capuz na minha cabeça, então eu falei mais uma vez, dessa vez com um pouco mais de calma:

- O que vocês vão fazer comigo?

- Isso é um sequestro, se você não percebeu ainda. E sem perguntas, me deram ordens que se você falasse demais, eu poderia cortar sua língua, daí acabaria de vez com essa suas músicas de merda.

Depois daquilo não falei mais nada, apenas raciocinei "quem poderia ter mandado me sequestrar?". Não conseguia imaginar quem. Ninguém nunca tinha declarado ódio a mim a ponto de me sequestrar. Mas ok, o assunto agora é que eu estava nas mãos de bandidos, correndo risco de vida, mas depois de tudo, que sentido tinha minha vida mesmo?

Notas finais
Um dos capítulos que eu mais gostei, sinceramente. Reviews, pfvr.