Past. Fame. Love. Memories. Confusion.
7 20 days in darkness.
Desci do carro com meu braço sendo quase arrancado pelo homem bruto encapuzado que me conduzia a algum lugar que eu desconhecida. Ouvi um barulho de porta abrindo, depois fechando, fui obrigada a dar passos a frente. Finalmente tiraram o capuz da minha cabeça, mas tudo continuava escuro. Sem pensar duas vezes, perguntei, por instinto:
- Não tem uma luz nisso? Não vejo nada.
- Calada. E a propósito, essa é a finalidade desse sequestro. Escuridão total. Fique confortável, apenas lhe avisando, neste lugar só contem uma cama, um lençol. Aproveite disso, poderia deixar você dormir no chão. A comida, 3 vezes ao dia, e é na hora que o patrão mandar eu servir. E por favor, sem surtos, não se esqueça que eu tenho total liberdade de cortar sua língua.
Fiquei calada, apenas passando as mãos pela parede na esperança de encontrar a tal cama, quando a encontrei, sentei imediatamente, eu fechava e abria os olhos na esperança de enchergar algo, mas nunca via nada além do preto.
"Por que meu Deus? Já não era suficiente perder o Caíque? Agora estou num lugar onde só enchergo a escuridão, estou nas mãos de bandidos, sendo ameaçada de morte e de ficar sem lingua. Por que comigo? Por que tanto sofrimento? O que eu faço de errado?"
Essas perguntas se repetiram na minha cabeça sem parar, até o quarto ficar um pouco mais claro. Deduzi que já era de manhã. Eu não havia dormido a noite, meus pensamentos não haviam deixado, eu estava meio feliz por poder ver algo agora, o quarto era pequeno, tinha as paredes pintadas de branco, e no fundo, uma cama. Esse era o primeiro dia, de um sequestro que eu não sabia a data do final.
Second day:
Não foi muito diferente do primeiro. Me trouxeram comida, sem me dirigir nenhuma palavra. Eu estava inconformada com tudo aquilo. A dois dias eu vestia a mesma roupa, a maquiagem já fazia meu rosto coçar, o vestido me incomodava, o frio as vezes era grande e não haviam cobertores suficientes. Nos momentos em que eu não pensava em nada disso, pensava do Caíque, pedia a Deus para ele vir me salvar, implorava, mas sabia que era impossível.
Third day:
Quente, muito quente. Senti sede o dia inteiro, mas aguentei. Eu não havia jantado, acho que eles esqueceram da minha comida. Eu tenho certeza que somente nesses três dias, já havia perdido uns 2 quilos. Minha cabeça era um turbilhão de sentimentos e perguntas sem respostas agora.
Fourth day:
Hoje me trouxeram um caderno em branco em uma caneta, seguido das palavras: "Escreva para passar o tédio." Agradeci mentalmente, agora pelo menos eu tinha algo para fazer.
Fifth day:
Passei o dia inteiro escrevendo, escrevi de tudo um pouco. Cartas para o Caíque, que nunca seriam entregues, e músícas. Sim, mesmo dentro daquela escuridão, quando era manhã, eu enxergava um pouco, conseguia escrever algo, por mais que ultrapassasse as linhas quase sempre. Sempre me vinha inspiração.
Sixth day:
Hoje eu terminei mais uma música. Essa não tinha nada de romântica, eu acho. Depois de escrevê-la e até imaginar vários ritmos para ela, cantalorei baixinho o dia inteiro.
Ela se chamaria Darkness
I always loved the light now
I'm alone in a dark room
there is nothing I can do
please get me out of here
I even forgot how good the feeling
to see the light illuminating everything
and now, meaning therelive trapped in a dark room
without having at least you me
if you or me waiting outside
Now you will be amazed
but all these days hereserved learning,
now I see you with another viewpoint
I even forgot how good the feeling to
see the light illuminating everything
and now, meaning therelive trapped in a dark room
without having at least you me
I now see you as the dark part of my life
yeah, because if you were here, none of this would have happened
I do not know why the hell I was aceditar without your words
I even forgot how good the feeling
to see the light illuminating everything
and now, meaning therelive trapped in a dark room
without having at least you me
You never cared. I see you with another viewpoint.
Seventh day:
A música define tudo que eu estou passando. Eu não aguento mais ficar sem luz, as vezes eu fecho os olhos e me imagino numa praia, com um sol lindo na minha frente, mas aí eu abro os olhos e vejo que foi só um sonho, eu estou na realidade, dentro de um quarto escuro, nada mais que isso.
Eighth day:
Hoje trouxeram água para eu tomar um banho. Agradeci muito ao homem, mas uma vez encapuzado, que dessa vez não me ameaçou. Depois do meu banho, pude me sentir melhor, pelo menos por fora eu estava limpa agora. Um problema a menos.
Ninth day:
Não tenho o que falar desse dia. Eu dormi o dia inteiro, acordei apenas para comer. Tem sido melhor assim, pelo menos quando eu durmo, posso fugir dessa escuridão.
Tenth day:
Hoje vieram me visitar. O mesmo rapaz encapuzado, conversou comigo, não foi uma conversa produtiva, mas ele me deu notícias do mundo da luz.
- Está todo mundo louco atrás de você. Já colocaram anúncio na internet, televisão, todos os lugares do mundo.
- E o que vocês vão fazer? — perguntei.
- Esperar a hora certa de pedir o resgate.
Fiquei calada durante um tempo.
- Vai demorar muito?
- Talvez, mas uns dez dias. — respondeu.
Durante todos esses dez dias, eu comecei a enchergar o mundo de outra forma. Principalmente o Caíque. Ele ainda era o grande amor da minha vida, mas eu nunca perdoaria o que ele fez comigo. Se ele estivesse comigo agora, eu não estaria passando por isso, então metade da culpa disso tudo é dele. Quando tudo isso acabasse, não haveriam mais emails nem pedidos para ele voltar. Daqui para frente, tudo seria diferente.
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