Passio Angelus

5 Perdão Celestial


Notas iniciais
Heeeey pessoal ;D Por favor, me perdoem pela demora... Trabalho ft. namoro = Desastre :((
Gente, esse cap não tem (muita) sacanagem... kkkkkkkkkk' Whatever.

Corri para meu quarto, estava vazio. Ben poderia estar tomando café, mas eu pressentia que não. Eu desejava contar a ele o que estava acontecendo comigo, e desculpar-me pelo que ocorrera no banheiro. Minhas mãos estavam trêmulas e minha nuca suava frio. Olhei para o relógio, faltavam vinte minutos para o início da aula de História Cristã. Como não queria decepcionar irmã Judith por sua hospitalidade, fui ao banheiro, me arrumar para a aula.

Encontrei-o vazio, despi-me e entrei na água gélida. Desejei que Ben estivesse ali comigo, agora que eu estava seguro e longe dos olhos de Naomi. Olhei para meus antebraços, os símbolos antianjos ainda ardiam como fogo, abaixo de minha pele. Era uma dor necessária.

Olhei então para minhas mãos, resolvi continuar o que eu e Ben havíamos começado. Segurei meu pênis, ainda flácido e comecei a fazer movimentos. Imaginei Ben ali comigo, beijando meu peito enquanto eu me masturbava. Meu membro começou a ganhar vida. Aumentei o ritmo. Imaginei-o novamente ajoelhado diante de mim, submisso, beijando-me. Estava rijo. E então, mudei o foco, imaginei Dean Winchester, comigo no banho, beijando-me, possuindo-me. Estava estasiado. Senti contrações em meu abdômen. E gemendo "Oh, Dean", ejaculei.

Sai do banho, estava confuso. Por que mudei meu foco? De Ben para Dean? Meu pulso estava acelerado. Precisava de distração. Enxuguei-me e vesti meu uniforme, desci para a aula de História Cristã, desejando que Ben estivesse lá. Entrei na sala, ficava ao lado da biblioteca. Olhares atentos vieram a meu encontro, Padre Louis já havia começado sua aula. Pedi licença e sentei-me no fundo da sala. Ele continuou, estava falando sobre a Contra-Reforma católica. Não dei importância. Olhei ao redor, Ben não estava ali. Passei a aula encarando as paredes, imaginando o que eu poderia dizer para me desculpar.

Eu sabia que o que havíamos feito não era correto. Mas meu corpo era a favor do que eu estava sentindo. Nesse momento, relembrei de minha cena com Ben no banheiro, senti um calor atingindo a frente de minha calça, eu estava excitado. Seria isso o que os humanos chamam de "calor da paixão"?

A aula acabou, fui para uma sala do outro lado da escadaria, para a aula de Filosofia e Teologia, a qual era com a irmã Judith. Entrei na sala, era enorme, comparada a que eu estava antes. Parecia um seminário, todo feito de madeira. Era um semicirculo com cinco fileiras e em seu centro, um altar. Lá estava irmã Judith.

Reparei que, na terceira fileira estavam alguns dos garotos que puxaram briga comigo, eles caçoavam de alguém a frente, era Ben, na segunda fileira. Ele estava desenhando em seu caderno, não dando importância aos outros garotos, nem a mais nada. Era como se o mundo para ele fosse aquele caderno.

Tentei ir até ele, mas irmã Judith soou um "Todos sentados", sentei-me na quarta fileira. Reparei que Ben não prestava atenção na freira, continuava a desenhar. Ela o olhava diversas vezes com reprovação. A sala em si estava em silêncio, só ouvia-se o bater dos sapatos da freira na madeira, enquanto ela caminhava e falava para a sala.

A aula acabou e eu fui um dos primeiros a sair. Esperei Ben na porta. Ele foi o último a sair, junto com irmã Judith.

— Bom dia, Castiel. — Disse ela, ao me ver. — Gostou de minha aula?

— Bom dia irmã. Oh, claro! Foi inspiradora. — menti. — Irmã, gostaria de saber se a senhora poderia me mostrar o resto da instituição?

— Ah, meu filho, que pena... Eu tenho uma reunião agora com o padre Louis. — ela se desculpou — Mas, tenho certeza de que seu colega de quarto ficará encantado em ajudar. Não é, Ben?

Benjamin ficou vermelho, meu plano havia funcionado. Ele não poderia fugir de mim agora.

— Acho que sim. — respondeu, com má vontade.

— Ah, ótimo. Agora, com licença. — disse a irmã, e saiu.

Olhei para Ben e levantei minhas sombrancelhas, dando um sorriso de desculpas.

— Queria falar com você.

— Mas eu não. — Ele retrucou, impaciente.

— Me escute, por favor. Eu tenho um segredo, e quero te contar.

— Então conte.

— Agora não, acho que ainda não estou preparado. Mas, vamos dar uma volta lá fora? Queria te fazer algumas perguntas, em particular.

Ele ruborizou ainda mais, mas concordou.

Saímos pelos fundos, chegando ao quintal. O dia estava bonito, o sol brilhava, sem nenhuma nuvem. O quintal se resumia em uma quadra improvisada, onde alguns garotos jogavam beisebol com uma bola e cabos de vassoura, ao lado havia uma pequena horta, com duas freiras colhendo alguns vegetais para o almoço. E ao fundo, uma grande árvore, com um pequeno banco em sua sombra. Fomos até ele.

— Então, o que quer me perguntar? — disse Ben, grosseiramente.

— Eu sei que você está bravo, por isso primeiro eu quero me desculpar, não devia ter agido daquela maneira. É que é tudo novo pra mim, e eu fiquei meio assustado. Você me perdoa?

Ele ficou em silêncio alguns instantes.

— Tudo bem. — disse — Eu também fui rápido demais. — Entristeceu-se — É que... Você me lembra muito o Al. — e suspirou.

— Eu sinto muito por ele. — coloquei minha mão em seu ombro — Ele deve ter sido um rapaz muito sortudo para ter você como namorado.

Ele sorriu.

— Qual é a sua Cas? — perguntou.

— Como? — indaguei.

— Ora, você gosta do que? Rapazes? Moças? Os dois?

— Er.. — engasguei — Gostar? Como? Tipo.. amar?

— Ah.. Também, mas não necessariamente amor, mais, tesão. — ele riu.

— Qual a graça? E o que é.. Tesão? — Perguntei.

— Ah, por favor, Cas.. Você não sabe o que é? Você é bonito, mas é lerdinho, né? — Riu. — Sabe, hmm, quando você ficou excitado? No banheiro?

— Lembro sim, ah, e isso aconteceu na aula de história cristã também.— Então, esse "calor" é o tesão. É a excitação. Entendeu?

— Ah, acho que sim... Eu achava que isso era amor, ou pelo menos, paixão.

— Não Cas, o amor mostra ser bem mais complexo. É como, hm, se você fosse capaz de dar sua vida por quem você ama, entendeu?

— Hmmmm... — respondi — Como Jesus fez pelos huma... — pausei — pela humanidade?

— Ah Cas, não sei... Vou falar pra você, mas não conte pra ninguém, muito menos pras freiras, ok? Elas me expulsariam! — Ele pausou — Eu sou meio que ateu. Digo, não sei se há um deus e se foi ele que criou a Terra. Mas, mesmo se houver, não acredito no que aconteceu com o Al. — Ben começou a chorar.

Eu queria poder contar-lhe que Deus realmente existe, ou pelo menos que existiu. E que ele não deveria perder sua fé, eu era a prova viva. Invés disso, o abracei. Ele chorou em meu ombro.

— Oh, Cas... Você é um bom amigo.

— Amigo. — Repeti, lembrando de Dean Winchester.

Notas finais
Gente, já estou escrevendo o próximo. Qualquer sugestão, critica E ELOGIOS são bem vindos :) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Até mais