Passio Angelus

4 (In)Consequência


Notas iniciais
Aqui começa a parte quente.. 6' kkkkkkkkkkkkkkkk Eu tinha que postar senão ia me matar u.u
A parte da história mesmo ficou longa, mas é pq eu meio que sonhei, então escrevi tudo :p UAHSUAHSUASH

Só pra dar uma noção, o padre Louis tem a aparência do Dr. Victor, do Castelo Rá-Tim-Bum kkkkkkkkk Minha irmã tava assistindo, ai agreguei :p

Acordei com alguém fechando a porta. Abri os olhos, olhei para os lados, Ben estava saindo. Levantei, estava só de cueca, meu pênis estava ereto. Tentei me lembrar do que sonhei para estar excitado, não lembrei. Coloquei uma calça, troquei minha camiseta e sai para o banheiro.

No corredor, encontro uma fila de dez pessoas para utilizar o banheiro. Ben está no fim dela, me junto a ele.

— Bom dia. — respondo sorrindo.

Ele permanece em silêncio. Teria eu feito alguma coisa para chateá-lo? Ontem me pareceu que finalmente ele tinha se soltado. Continuo.

— O que foi algora, Ben? Ontem a gente.. — Ele me interrompe, sussurrando.

— Se você continuar falando comigo, eles vão pegar no seu pé. Esse povo daqui é muito ignorante.

— Ah, então é isso? — Respondi, aumentando meu tom de voz. — Se alguém aqui tiver algum problema com nossa amizade, pode vir resolver comigo. — Disse, olhando para os outros da fila, que me encaravam, amedrontados. Acho que as notícias de que eu quase enforquei um garoto ontem já se espalharam, sorrio para Ben e ele para mim. — Vai me responder "bom dia" agora?

— Claro. Bom dia. — ele diz, sorrindo. O sorriso dele me agrada. Um sorriso tímido, mas ao mesmo tempo, cativante.

Ficamos alguns minutos na fila, nos quais Ben me falou de sua rotina no internato. Pra quem não falava muito antes, mostrou-se um real tagarela. Disse que passava todo o tempo sozinho, o que falei que mudaria daqui para frente. No tempo livre ele me contou que, como já estava aqui a mais de 2 anos, podia sair do internato, indo para o Central Park, alimentar os pombos.

Chegou a vez dele. Antes de entrar no banheiro ele parou na porta, olhou para os lados e, vendo que não havia ninguém nos observando, disse:

— Você quer entrar comigo?

Senti que meu rosto ficou rubro.

— O-o quê? — gaguejei.

— Se você não quer dividir o banheiro comigo seu bobo. — ele riu — Vou só tomar um banho rápido.

Dei de ombros e entrei.

Peguei uma escova que havia ganho de irmã Judith e comecei a escovar os dentes, porém, com o canto dos olhos, observava Benjamin. Ele tirou seu uniforme preto, mostrando suas cicatrizes que constratizavam com a pele branca. Havia algumas ao lado de sua barriga, e nos ombros. Usava uma cueca vermelha com um "Juice" na parte traseiro, achei sugestivo. Suas nádegas eram a parte mais desenvolvida de seu corpo. Ele tirou-a com movimentos delicados, exibindo uma pele mais clara que o resto do corpo. Entrou no chuveiro, fechando o box transparente e ficando de costas para mim. Notei que eu ainda estava excitado. Meu membro não havia abaixado desde que sai de meu quarto. Odiava ser humano. Senti necessidade de sair urgentemente dali. O que ele pensaria se soubesse disso? Tarde demais.

— Cas, você pode me fazer um favor?

— Sim.

— Esfregue as minhas costas?

Congelei. Nós nos conhecemos ontem e ele já quer que eu esfregue suas costas?

— Co-como é? — Gaguejei.

— Por favor. — disse numa voz chorosa, não resisti.

Abri o box, ele virou de frente para mim, seus olhos pairaram exatamente na minha calça.

— Wow, alguém está de barraca armada. — riu.

— Eu, eu, acordei assim. — Meu rosto ficou quente.

— Claro, isso é normal. Você só tem que bater uma.

Lembrei momentaneamente de Dean Winchester. Dizendo estas mesmas palavras.

— O que é "bater uma"?

— Ahh, você tá tirando com a minha cara né? — Apenas o encarei — Sério que você nunca se masturbou?

— Isso é impuro, não é? Fere as leis de Deus.

— Ahh Cas, nada a ver... Você só vai estar descobrindo seu corpo, botando pra fora, literalmente. — Riu.

— Bem, então, como se faz isso. — Ele mudou a expressão, de inocente para malicioso.

— Eu te mostro, tire sua roupa.

Senti-me constrangido, mas obedeci. Enquanto tirava minhas roupas, observei Ben frontalmente, em seu peito estavam alguns pêlos negros, sua barriga era lisa, e em toda extensão, diversos cortes marcavam sua pele. Tirei minha calça, notei que ele observava cada movimento meu atentamente, não sei porque, mas olhei para seu pênis. Estava um pouco ereto, acho que ver despindo-me o excitou. Era pequeno, menor que o meu pelo menos, alguns pêlos jaziam acima dele, porém o resto era limpo. Sua glande era rosada, porém também pequena, acompanhava o restante do membro.

Tirei minha cueca, meu membro saltou para fora, tão duro que estava.

— E então? — Perguntei

— Bem — Ben engoliu em seco — Você pega nele assim — ele agarrou na base de seu pênis, o qual já estava ereto. — Então você vai movimentando assim. — Ele subia e descia sua mão por seu membro, apertava seu corpo, num movimento ritmado.

Cheguei mais perto de Benjamin, a água começou a respingar em mim, era fria.

— Assim? — Tentei imitá-lo, porém sem sucesso.

— Não, espera.

Então o inesperado aconteceu, ele agarrou meu pênis. Sua mão quente envolvia completamente meu membro, sem querer, soltei um gemido. Ele riu. Começou a movimentar sua mão por toda a minha extensão, vagarosamente. Eu estava extasiado. Nunca havia sentido algo tão prazeiroso em toda a minha existência, até o momento. Ele, vendo minha excitação, perguntou:

— Posso tentar algo diferente?

Eu não prestava atenção nele, apenas em seus movimentos, e no prazer que me trazia. Soltei um "Sim" aos suspiros.

Ele ajoelhou, com uma cara maliciosa, e, sorrindo para mim, colocou meu pênis em sua boca. Masturbação não era mais a coisa mais prazeirosa que eu já provara. Apesar de suas complicações, este corpo humano estava mostrando ser interessante. Ele engoliu meu membro completamente. Começou a fazer movimentos de ida e volta, atritando sua língua contra o meio, circundava minha glande com ela e voltava a engolir. Tirou-o da boca, começou a beijar em volta dele, chegando ao meu escroto. Lambia ambos como se fossem doces. Passou a língua por meu períneo, deixando-me arrepiado. Eu não pensava mais em nada. Esqueci do orfanato, esqueci do Purgatório, esqueci de Naomi. Naomi? O que ela faria se soubesse o que eu estava fazendo? O que faria com Ben? Empurrei-o.

— Me, me desculpe. — Respondi. Ele ficou calado, ajoelhado no piso, envergonhado. Enxuguei-me, vesti minha roupa e sai.

Corri para meu quarto, ajoelhei em frente à cruz e rezei. Mas não me arrependendo, mas pedindo pela proteção de Ben. Analizei minha cena, eu estava rezando para quem? Deus? Naomi era a nova soberana do Céu. Parei momentaneamente. Tinha de pensar. Precisava esconder meu paradeiro. Corri para a biblioteca.

Desci as escadas e entrei a direita. Era uma porta de mogno, não muito grande. Entrei. A biblioteca era pequena, maior que nosso quarto, porém menor que o refeitório. Possuia 5 estantes que davam a impressão de ocupar todo o espaço. Uma mesa de madeira e três cadeiras estavam à frente e davam a impressão de serem muito desconfortáveis. Uma freira estava sentada em outra mesa, menor que a outra, lendo uma revista.

— Com licença. — disse.

Ela se assustou.

— Sim? Posso ajudá-lo?

— Ah, sim. Eu gostaria de saber se vocês possuem uma bíblia antiga? Daquelas que nem foram traduzidas?

— Por que você quer saber? — disse ela, grosseiramente.

— Err, pra um trabalho de... — menti — História Cristã.

Ela ficou me encarando e então disse.

— Só temos um exemplar. Porém ele está no quarto do padre Louis. Você pode pedi-lo emprestado, já que é ele quem dá as aulas de História Cristã. — concluiu ela, com um sorriso maldoso, e voltou a ler a revista.

Sai da biblioteca, porém agora, sem muitas esperanças. Eu sabia que na Bíblia Antiga estavam ocultos feitiços de proteção enoquianos. Eu tinha de entrar no quarto do padre. Sai da biblioteca e segui para o refeitório. Chegando lá encontro as mesas e as pessoas dispostas como antes. Só duas coisas diferenciam-se da noite passada, um idoso, barrigudo, com uma barba e cabelos brancos, de óculos meia-lua e usando batina está sentado na mesa das freiras, sorrindo. A outra diferença, Ben não está aqui.

Sento-me na mesma mesa de ontem, como um pão e tomo uma xícara de leite. Aos poucos a sala vai se esvaziando. Agora restam somente alguns garotos mais novos numa mesa ao fundo, eu, e o senhor de batina que ainda está comendo. Dirijo-me a ele.

— Com licença. — Me apresento — Meu nome é Castiel. O senhor é o padre Louis.

— Ohh olá Castiel! — Ele sorri, entendo que ele é um desses líderes carismaticos — Sim, eu sou o padre Louis. Irmã Judith me falou de você. É um prazer conhecê-lo. — Oferece sua mão e eu a aperto. Sinto algo estranho. Uma forca diferendo. Aperto sua mão com mais força, não reconheço sua força vital. Há algo errado. Começo a suar.

— Castiel, meu filho, você está bem? Está pálido!

— Estou bem. — respondo. — Foi só uma tontura passageira.

— Quer ir até à enfermaria? Fica ao lado de meu quarto. — sugere gentilmente.

Uma ideia brota em minha mente.

— Claro padre, por favor.

Ele me ajuda a caminhar, deixando-me apoiar em seus ombros. Ao subir as escadas, escorrego, puxando o colarinho de sua batina. Em seu pescoço, uma cicatriz do tamanho de uma mão fechada. Não tenho coragem de perguntar do que se trata. Seu quarto fica na parte de trás do segundo andar, a enfermaria, alguns metros ao lado. Ao passarmos em frente à sua porta, solto meu peso nos ombros do velho homem.

— Padre! Padre! — finjo um choramingo — Não consigo ficar de pé. Posso descançar um pouco no seu quarto?

— Err — ele pausa — Claro meu filho, claro.

Pegando uma chave em um bolso na calça, abre a porta, mostrando uma escuridão silenciosa. Ascende a luz. Seu quarto é maior que o dos alunos. Sua cama é uma King Size, coberta com lençóis de linho. Um abajur faz com que a luminosidade seja avermelhada. O quarto tem ar-condicionado. No lado direito, um grande guarda-roupa marrom escuro, no lado esquerdo, uma porta aberta, mostrando um banheiro de pisos azulados. Ao fundo, uma grande mesa, que mais parece um baú, com diversos livros, e em seu centro, a Bíblia.

Jogo todo meu peso em cima do velho padre, ele grita:

— Meu filho! Eu não vou te aguentar!

Propozitalmente, me jogo em sua cama, de olhos fechados.

— Castiel? Castiel? Você está bem? — Ele exclama — Vou chamar a enfermeira!

E correndo o máximo que pode, sai do quarto, batendo sua porta. Levanto num salto. Tenho menos de 5 minutos até que ele volte. Corro até a Bíblia. Abro exatamente onde encontra-se o feitiço. Recito os versos em enoquiano e bato com as mãos 5 vezes no objeto de madeira mais próximo, a mesa em minha frente. Um som oco e abafado responde meus socos. Aquela mesa realmente é um baú, não dou importância. Ao acabar de entoar o feitiço, meus antebraços começar a brilhar, a arder. Então o brilho e o ardor cessam. No local, duas tiras de símbolos anti-anjos. Estou protegido.

Volto correndo para a cama, consegui. Os anjos vão parar de me perturbar. A porta se abre segundos depois, o padre entra com uma freira toda vestida de branco.

— Aqui está ele. — diz o velho homem.

— Oh padre, digo. Só foi um pouco de tontura. Já estou melhor.

— Tem certeza meu filho? — ele indaga, preocupado, tocando minha testa.

Novamente sinto algo estranho. Mas meus poderes não recuperaram-se adequadamente ainda.

— Sim, sim... Acho que só preciso de um banho. — E, levantando-me, saio do quarto às pressas. Preciso me explicar a Ben.

Notas finais
Gentee, comentários não matam :@
Criticas sim u.u BRINKS UAHUSHUASHUASH
Fiquem a vontade...