Notas iniciais
Bonjour, meus amores! 🇫🇷✨ Se os últimos capítulos foram marcados por caos, ciúmes, homens bonitos e decisões impulsivas, este capítulo é sobre algo muito mais difícil: fazer a coisa certa quando o coração quer exatamente o contrário. Bella finalmente está conquistando seu espaço em Paris. Sua carreira cresce, seus talentos são reconhecidos e ela está construindo uma vida que jamais imaginou ser possível alguns meses atrás. Mas existe um problema que continua impossível de ignorar. Edward. Porque às vezes amar alguém não é a parte mais complicada. A parte mais complicada é descobrir o que fazer com esse amor. ❤️ Preparem os lencinhos, porque este capítulo tem emoção, vulnerabilidade, amizade e algumas das conversas mais importantes da história até agora. Boa leitura, meus amores. 🥐🗼✨

Capítulo 7: Finale française

O início da semana na agência Platt trouxe um ritmo frenético que combinava perfeitamente com a energia caótica do final de outono em Paris. O sucesso estrondoso de Bella Swan ao salvar a conta da Maison Volturi na ópera havia mudado permanentemente seu status no escritório. Paul e Benjamin agora competiam por sua atenção, e até mesmo Esme Everson parecia tolerar sua presença com um pouco mais de dignidade. No entanto, a diretora da agência não estava disposta a dar trégua para a americana.

— Mademoiselle Swan, venha à minha sala imediatamente — Esme chamou, a voz ecoando de forma aristocrática pelo corredor de vidro. Quando Bella entrou, deparou-se com uma pasta azul-turquesa e uma caixinha de veludo negro sobre a mesa. — Temos uma crise em potencial e você será a babá oficial. Bree Tanner acabou de pousar em Paris.

Bella piscou, processando o nome. Bree Tanner era a mais nova sensação adolescente de Hollywood, uma jovem atriz americana conhecida tanto por seu talento bruto nas telas quanto por seu comportamento mimado, destrutivo e completamente imprevisível nos bastidores.

— Ela está aqui para a festa de gala da Maison de l'Étoile esta noite — Esme explicou, cruzando os braços de forma severa. — O nosso cliente forneceu a peça central do visual dela: um relógio de diamantes raríssimos de dezoito quilates, avaliado em dois milhões de euros. Sua única missão é garantir que Bree use o relógio no tapete vermelho, sorria para os fotógrafos e devolva a joia intacta para a nossa equipe no final da noite. Não saia do lado dela.

O pesadelo de Bella começou exatamente às vinte e duas horas, no suntuoso salão do Hotel de Crillon. Bree, vestindo um vestido de grife que parecia deliberadamente rasgado nas pontas e ostentando o brilhante relógio de diamantes no pulso esquerdo, passara as primeiras duas horas do evento reclamando do champanhe francês, ignorando os executivos da marca e colada na tela do celular.

Bella tentava manter uma distância segura, mas vigilante. Foi no momento em que a atenção da agência se voltou para o discurso do diretor da marca que Bree deu o seu golpe. Aproveitando-se do movimento na penumbra do salão, a jovem atriz esquivou-se pelos fundos em direção aos banheiros. Dez minutos se passaram. Quinze minutos. Quando Bella, movida por um terrível pressentimento, entrou no toalete, encontrou apenas o vestido de gala de Bree jogado no chão, substituído por uma calça jeans e uma jaqueta de couro que ela trouxera na bolsa. Bree havia fugido da festa de luxo da Platt, e o pior: havia levado o relógio de dois milhões de euros com ela.

Desesperada, Bella correu para o saguão do hotel, com as mãos tremendo enquanto checava o celular. Uma única pista brilhava nas redes sociais: um amigo de Bree havia postado um story marcando a atriz em uma balada underground e alternativa chamada Le Néon Souterrain, localizada nos confins do sombrio e industrial 19º arrondissement.

Sabendo que aquela era uma área perigosa para uma americana sozinha no meio da noite e que precisava agir rápido sem alertar Esme, Bella ligou para a única pessoa em Paris que conhecia cada canto obscuro e ruela da cidade: Edward Mansen.

Vinte minutos depois, a moto preta de Edward rugiu na calçada em frente ao hotel. Ele usava sua jaqueta de couro escura e trazia os cabelos bronze desalinhados pelo capacete. Ao ver o rosto pálido e aflito de Bella, seus olhos cor de topázio preencheram-se de uma preocupação imediata e protetora que fez o coração dela dar um nó.

— Sobe, Bella! — Edward ordenou, estendendo o capacete reserva. — Nós vamos achar essa garota.

A viagem até o Le Néon Souterrain foi um borrão de luzes da cidade e velocidade. A balada funcionava no subsolo de uma antiga fábrica de tecidos abandonada. O ambiente era opressor: paredes de concreto pichadas, luzes de neon vermelhas e estroboscópicas que piscavam de forma violenta, e uma multidão de jovens com visual alternativo dançando ao som de um techno industrial ensurdecedor.

Edward manteve-se colado a Bella o tempo todo, usando seu porte físico e ombros largos para abrir caminho pela pista de dança apinhada. Após dez minutos de buscas intensas sob as luzes vermelhas, Bella avistou Bree Tanner sentada no balcão do bar, visivelmente embriagada, rindo alto enquanto exibia o relógio de diamantes de dois milhões de euros para um grupo de estranhos.

Antes que Bree pudesse pedir outra bebida ou que a situação saísse completamente do controle, Edward adiantou-se com uma autoridade natural que paralisou o grupo ao redor do bar.

Bonsoir, mademoiselle — Edward disse, a voz barítona e o sotaque inglês perfeitamente cortante impondo respeito imediato. — A sua festa acabou por hoje. O carro da agência está esperando lá fora.

Bella aproximou-se rapidamente, pegando a bolsa de Bree e segurando o pulso da jovem de forma firme, mas cuidadosa. Bree tentou protestar, soltando um resmungo mimado sobre como Paris era "tediosa", mas o olhar severo e protetor de Edward fez com que ela cedesse. Juntos, eles guiaram a atriz para fora do subsolo, colocaram-na em um táxi seguro direto para o hotel e, o mais importante, Bella recuperou a caixinha com o relógio de diamantes intacto.

O relógio foi devolvido aos cofres da Platt na manhã seguinte sem que Esme jamais soubesse do quase infarto que Bella sofrera. Tudo havia dado certo no trabalho, mas o preço emocional daquela noite começaria a ser cobrado agora.

No final da tarde de domingo, uma garoa fina e fria começou a cair sobre as calçadas de paralelepípedos de Paris. Bella estava saindo de um pequeno mercado perto de seu edifício, carregando uma sacola de papel com algumas frutas, quando encontrou Edward parado sob o toldo de lona escura da L'Aubergine. O restaurante estava fechado para o público naquele horário, e ele observava a chuva cair com uma melancolia profunda estampada em suas feições.

Ao ver Bella se aproximar, o olhar de Edward se iluminou instantaneamente, perdendo aquela névoa de tristeza.

— Bella — ele chamou suavemente, dando um passo à frente. — Entre um minuto. Só para fugir dessa chuva.

Bella hesitou por um segundo. A imagem de Rosalie, a amiga doce, estilosa e extremamente generosa que ela tanto respeitava, piscou em sua mente. Mas o frio da garoa e a intensidade nos olhos de Edward venceram a resistência. Ela assentiu e entrou no salão na penumbra do restaurante.

Edward pegou a sacola das mãos dela, deixando-a sobre o balcão de madeira, e preparou duas xícaras de chá de camomila com mel em silêncio. Eles sentaram-se lado a lado nas banquetas altas do bar, a única iluminação vindo da luz cinzenta da rua que atravessava a vidraça.

— Você parece cansado, Edward — Bella comentou, quebrando o silêncio e observando as olheiras sutis sob os olhos cor de topázio dele.

Edward soltou um suspiro longo, passando a mão pelos cabelos bronze. O peso que ele vinha carregando nas últimas semanas parecia finalmente transbordar.

— Eu estou cansado, Bella. Genuinamente exausto — ele confessou, a voz britânica caindo para um registro baixo, rouco e vulnerável. — As coisas com a Rosalie... não estão funcionando. O relacionamento aberto... na verdade, toda a nossa dinâmica virou uma grande fachada. Nós nos tornamos apenas dois amigos que dividem um teto e uma história antiga, mas não há mais paixão, não há mais aquela conexão verdadeira. Eu me sinto preso em uma rotina que não me pertence mais.

Bella engoliu em seco, sentindo uma pontada de dor ao ver o sofrimento dele, mas permaneceu em silêncio, deixando-o desabafar.

— E para piorar... o proprietário deste imóvel me deu um ultimato ontem — Edward continuou, olhando ao redor do salão que ele mesmo decorara com tanto suor. — O preço de compra do ponto subiu drasticamente. Se eu não conseguir o financiamento com o banco nas próximas duas semanas, eu vou perder a L'Aubergine. Toda a minha vida, tudo o que eu construí desde os dezoito anos quando cheguei aqui sozinho... pode desaparecer. Eu me sinto completamente frustrado e impotente.

Vendo o homem que sempre fora seu herói, o chef seguro e imponente, desabar em total vulnerabilidade diante dela, Bella não conseguiu conter seus instintos. Ela esticou a mão e pousou os dedos suavemente sobre a bochecha de Edward, acariciando a pele de sua mandíbula tensa.

O toque foi como um rastilho de pólvora. Edward fechou os olhos, inclinando o rosto contra a palma da mão de Bella, suspirando com o conforto que aquele carinho lhe trazia. Ele moveu-se lentamente, aproximando-se dela até que suas testas se encostassem na penumbra do restaurante. Suas respirações se misturaram, quentes e compassadas.

Edward envolveu a cintura de Bella com uma de suas mãos longas, puxando-a delicadamente para mais perto, enquanto a outra mão subiu para acariciar os cabelos castanhos dela. Foi um momento de pura e genuína fofura e intimidade: ele depositou um beijo terno, demorado e casto na ponta do nariz de Bella, e depois nas pálpebras de seus olhos fechados, como se ela fosse a joia mais preciosa e frágil de toda a Europa.

— Você é a única coisa que me traz paz nesta cidade ultimamente, Bella — Edward sussurrou contra os lábios dela, a voz embargada de uma emoção profunda e sincera. — Estar com você, ver a sua força... me faz acreditar que eu posso vencer tudo isso. Eu só queria poder segurar a sua mão e não soltar mais.

O coração de Bella martelava contra o peito, inundado por um amor avassalador por aquele chef inglês. Ela queria se entregar àquele abraço, queria beijá-lo com a mesma ardência daquela noite na cozinha e dizer que ficaria ao seu lado para sempre. Suas bocas chegaram a se roçar em um quase-beijo repleto de promessas e eletricidade pura.

Mas a realidade bateu à porta de sua mente com a força de um trovão. O rosto sorridente de Rosalie no café da manhã, a amizade sincera que as três haviam construído e a lealdade feminina falaram mais alto. Bella não podia construir sua felicidade em cima dos destroços do relacionamento de uma mulher que a acolhera de braços abertos.

Com as lágrimas pinicando os olhos e o coração em pedaços, Bella usou toda a sua força interna para se afastar delicadamente dos braços de Edward, quebrando o contato físico.

— Edward... por favor, não faz assim — Bella pediu, a voz saindo em um sussurro embargado e dolorido, enquanto ela limpava uma lágrima solitária que escapava por sua bochecha. — O que nós sentimos... é real, eu sei que é. E dói muito dizer isso, mas eu não posso fazer isso com a Rosalie. Ela se tornou a minha amiga, ela confia em mim. Eu respeito o acordo de vocês, mas eu não posso entrar no meio da vida de vocês desse jeito. Não seria certo com ninguém.

Edward olhou para ela, os olhos cor de topázio brilhando com uma mistura de profunda dor e uma admiração imensa pela integridade da mulher à sua frente. Ele engoliu em seco, deixando os braços caírem ao lado do corpo, respeitando a decisão dela, embora cada fibra do seu ser clamasse pelo contrário.

— Eu entendo — ele respondeu, a voz rouca de emoção. — Eu respeito você por isso, Bella. Mas não me peça para fingir que eu não estou completamente apaixonado por você.

Bella pegou sua sacola de compras no balcão com as mãos trêmulas, lançando um último olhar terno e melancólico para Edward na penumbra do restaurante. Ela caminhou em direção à porta de vidro, sabendo que a primeira temporada de sua vida em Paris estava chegando ao fim e que, embora a Cidade Luz continuasse sendo uma boa ideia, o caminho para o amor verdadeiro seria o teste mais difícil de sua vida.

Notas finais
Eu preciso de um momento para me recuperar emocionalmente. 😭 Porque, pela primeira vez, não foi o destino que separou Bella e Edward. Não foi Rosalie. Não foi Paris. Não foi um mal-entendido. Foi a escolha consciente de uma mulher que decidiu colocar seus princípios acima dos próprios sentimentos e isso dói muito mais, porque Bella poderia ter cedido. Ela poderia ter escolhido o caminho mais fácil, mas escolheu proteger uma amizade que se tornou importante para ela e respeitar uma pessoa que nunca a tratou com crueldade. E, sinceramente? Isso só me faz admirar ainda mais a nossa garota. ❤️ Mas também precisamos falar sobre Edward, porque aquele homem passou metade do capítulo tentando ser forte e a outra metade arrancando pedaços do meu coração sem a menor consideração. "Você é a única coisa que me traz paz nesta cidade." Sério? Como vocês querem que eu fique emocionalmente estável depois disso? 😭 E agora chegamos ao final desta primeira fase da história. Bella está crescendo. Edward está lutando para não perdê-la. Rosalie continua sendo uma das pessoas mais gentis desta história e Paris continua exigindo escolhas cada vez mais difíceis. Quero saber: ✨ Vocês fariam a mesma escolha que a Bella? ✨ Edward deveria resolver sua situação com a Rosalie antes de insistir em qualquer coisa? ✨ Rosalie merece saber o que está acontecendo? ✨ E quantos corações foram destruídos durante a escrita deste capítulo? Nos vemos no próximo capítulo...