Era um dia comum.

– Garotas, vamos fazer alguma coisa hoje? – Perguntou Mebuki.

– Não vai dar. Hoje tem treino do time de rúgbi. – Disse Tsume.

– Eu pensei que só tinha rúgbi masculino nessa escola. – Disse a novata.

– E tem, mas eu pedi para a Chiyo me deixar jogar e ainda mostrei que era capaz disso. Ela me deixou entrar no time e hoje eu sou capitã.

O professor entrou na sala, botou a matéria no quadro e sentou na cadeira, mas escorregou devido ao óleo de cozinha que tinha nela.

– TRAVESSOS! – Ele berrou, mas eles já tinham se mandado.

– Queria saber como eles conseguem. – Sussurrou Kushina.

Enquanto isso, com o grupo de Shikaku.

– Acorda vagabundo! – Gritou Yoshino sacudindo Shikaku como se fosse um boneco de trapos.

– Para de me chacoalhar mulher problemática!

– Como é?! – Perguntou com uma aura demoníaca.

– Nada! Nada não! – Disse se borrando de medo.

– Você perdeu! – Comentou Inoichi.

– Os travessos encheram a cadeira do professor de óleo de cozinha. – Disse Chouza.

– Como esses quatro conseguem fazer merda e não ser expulsos? – Perguntou Shikaku sonolento.

– Seja como for, é bom tê-los por perto. Já pensou o que seria da escola sem os Travessos? – Perguntou Inoichi.

– Uma escola normal? – Sugeriu o Akimichi.

– Exatamente! Só uma escola normal sem nada que a diferenciasse das outras escolas.

Deixando a discussão filosófica de lado, os Travessos foram chamados à sala da diretora, de novo.

– Óleo de cozinha na cadeira do professor?!

– É que taxinhas e almofadas de pum estão fora de moda. – Disse Minato.

– E ainda tem o corredor fedorento e o alarme de incêndio do outro dia.

– Gostamos de inovar. – Disseram os gêmeos Hyuuga com cara de travessos.

– Qual vai ser o nosso castigo? – Perguntou Fugaku.

– Vocês vão ter que trabalhar na cozinha!

– O QUE?!

– É isso ou é outra suspensão.

– Para a cozinha! – Gritaram eles correndo para a cozinha.

Na hora do almoço, eles ajudaram a merendeira a cozinhar e a servir a comida.

– Eu não acredito no que estou vendo! – Assustou-se Kushina. – Namikaze Minato, Uchiha Fugaku e Hyuugas Hiashi e Hizashi trabalhando na cozinha?!

– Castigo da Chiyo. – Disse o loiro.

– Eu preferia estar escrevendo no quadro “Não devo perturbar a paz.” ao invés de trabalhar. Comentou o Moreno.

– Nós também. – Falaram os gêmeos.

Nesse tempo, detenção significava escrever várias vezes uma frase no quadro, limpar uma sala, ajudar algum professor ou servir na cozinha. Diferente de ficar numa sala sem fazer nada para fazer além de olhar para a cara do professor.

Depois do almoço, os Travessos tinham que lavar a louça e a cozinha para ficarem livres.

– Nós cuidamos da cozinha. – Anunciou Hizashi.

– Vocês cuidam da louça. – Complementou Hiashi.

Os gêmeos correram até a merendeira para pedir permissão de irem até o armário do zelador para pegar o material necessário para limpar a cozinha.

– Odeio quando eles fazem isso.

– Calma, Fugaku. Não deve ser tão ruim assim lavar a louça. – Ele olha para a montanha de pratos e panelas na pia. – Esquece o que eu disse.

Depois dos gêmeos voltarem e a merendeira trancar a cozinha com eles dentro, eles começaram a trabalhar, Minato e Fugaku na pia e os gêmeos foram pegar água no tanque.

– Maldita bica! – Reclamou Hizashi.

– Tinha que emperrar logo agora?! – Hiashi fez o mesmo.

– O que aconteceu aí? – Perguntou Minato se aproximando deles.

– A merda da bica emperrou! – Resmungou Hiashi.

– Vocês é que não tentaram com mais força. Eu cuido disso.

Minato tentou abrir, mas não conseguiu. Ele tentou girar para um lado, girar para o outro, puxar, empurrar até que ele faz algo brilhante. Ele botou detergente na base da válvula da torneira, subiu no tanque, botou o pé na torneira e tentou girar a válvula. O resultado foi que além de quebrar a válvula, ele quebrou a torneira e caiu do tanque.

– Minato...! – Exclamou Hiashi.

– ...você está bem?! – Completou Hizashi.

– Estou sim. – Disse esfregando as costas.

– Toda essa confusão por causa de uma simples... – Fugaku largou a louça e se virou para encará-los. – MAS QUE PORRA VOCÊS FIZERAM?!

Só então os três olham e veem que a torneira foi arrancada e tinha um jato de água jorrava do que sobro do cano da torneira diretamente para o chão.

– Ai... – Começou Hiashi.

– ...meu... – Continuou Hizashi.

– ...Kami! – Finalizou Minato.

– O que a gente faz?! – Exclamou Hizashi.

– Vamos chamar um adulto para resolver. – Sugeriu Fugaku.

Eles bateram na porta para chamar a merendeira, mas ela tinha ido ao banheiro e a porta estava trancada.

– Merda! – Disse o Hyuuga mais velho.

– E agora? – Perguntou o Hyuuga mais novo.

– Saiam da frente!

– Fugaku, não! – Interferiu o Namikaze. – Se você meter o pé na porta, a conta vai para os nossos pais. Eles ainda estão putos com o banheiro que explodimos. Se quebrarmos mais alguma coisa agora eles nos matam de verdade.

– Puta merda!

– Vamos esperar a merendeira. Ela deve voltar logo.

Para o azar deles, a merendeira acabou indo para a sala dos professores depois da sua ida ao banheiro para tomar um café e ficou por lá, conversando. Enquanto ela conversava, a água subia. Eles usavam baldes para jogar a água no tanque para se livrar dela. Só que o tanque estava entupido e o ralo da cozinha não ajudava muito. Passou tanto tempo que a água começava a bater na cintura deles.

– Quanto tempo ela vai demorar? – Perguntou Hizashi.

– Sei lá. – Disse Minato fazendo todo mundo capotar.

– Eu devia ter metido o pé na porta quando tinha chance. – Lamentou Fugaku.

– O que a gente faz agora? – Perguntou Hiashi

– Grita. – Sugeriu o loiro.

– ALGUÉM ABRE ESSA PORTA E NOS TIRE DAQUI!

Os alunos já estavam indo embora, mas Kaede iria esperar por seus primos.

– Podem ir na frente. Eu tenho que esperar o Hiashi e o Hizashi.

– Eu não os vejo desde o almoço. – Comentou Mikoto.

–Não é possível que lavar a louça e limpar a cozinha demore tanto assim! – Reclamou Kushina. – Eles já limparam o ginásio e nem demoraram tanto assim.

– Vamos dar uma passada lá para ver como eles estão. – Sugeriu a Hyuuga.

Kaede, Kushina e Mikoto foram para o refeitório e escutaram a maior gritaria vindo da cozinha.

– Que gritaria é essa?! – Perguntou a ruiva.

– Falar palavrão é muito feio, gritar é pior ainda. – Disse a morena.

– Travessos, vocês estão aí? – Perguntou a morena azulada batendo na porta da cozinha.

– Kushina! Mikoto! Kaede! Precisamos de ajuda! – Gritou o Uchiha.

– Vocês precisando de ajuda? – Estranhou a Uzumaki.

– Kushina, olhe! Tem água saindo por debaixo da porta. – Apontou a novata.

– Mas o que?! Que merda vocês fizeram agora?!

– A torneira do tanque não queria abrir... – Começou Hizashi.

– ...o Minato foi nos ajudar e acabou quebrando a válvula e a torneira. – Completou Hiashi.

– Vocês precisam achar a merendeira! – Disse o Namikaze. – Ela que tem a chave da cozinha.

– É bom vocês se apressarem ou vamos ter que aprender a respirar debaixo da água. – Disse o Uchiha.

As três correram por toda a escola até chegarem à sala dos professores. Eles estavam indo embora e não tinha nenhum sinal da merendeira, que tinha ido ao banheiro de novo. Foi então que elas foram falar com a diretora.

– O QUE?!

– É isso mesmo. – Disse a morena.

– Eles precisam da nossa ajuda e rápido! – Alertou a morena azulada.

Chiyo pegou a chave reserva e elas correram até a cozinha. Ela destrancou a porta e a abriu. Quando abriu, um tsunami de água, sabão e produtos de limpeza saiu pela porta e molhou a todas. Passada a onda, elas viram tudo limpo e os Travessos no chão.

– TRAVESSOS!

– Podemos explicar! – Exclamou Minato.

– Não foi de propósito! – Foi a vez de Fugaku.

– Até por que não fazemos travessuras que terminem com a gente preso nelas. – Lembrou Hizashi.

– Podem começar a se explicar. – Disse Chiyo cruzando os braços.

Os Travessos começaram a explicar sobre a enchente na cozinha. Eles relataram tudo e não esconderam nada.

– E foi isso o que aconteceu. – Concluiu Hiashi.

– Por favor, não conte aos nossos pais! Eles vão nos matar de verdade se souberem. – Implorou o loiro.

– Não vou contar.

– O QUE?! – Kushina quase caiu para trás.

– Muito obrigado, Chiyo! – Os Travessos agradeceram.

– A culpa não é inteiramente de vocês. Agora vão para casa antes que alguém apareça e bote a culpa em vocês.

– Muito obrigado!

Eles correram para sala para arrumar o material. Chiyo foi para a sua sala pensando no que ia fazer enquanto as três garotas estavam no corredor.

– Eu não acredito! – A ruiva estava inconformada. – Como eles fazem uma merda dessas e saem impunes?!

– Mas Kushina, a culpa não foi deles. Aquilo foi um acidente, podia ter acontecido com qualquer um!

– Mikoto, você não conhece os Travessos tão bem assim. Eles fazem um monte de merda e quando alguém fala nos pais deles, eles se fazem de vítimas.

– Kushina, você está sendo injusta. – Dessa vez foi Kaede que se pronunciou.

– Injusta?!

– Meus primos têm um problema sério com o pai e acredito que os outros também tenham.

– Por que, Kaede? – Perguntou a novata docemente.

– Hiashi é o herdeiro das Empresas Hyuugas e meu tio quer que ele aja como tal e quando acontece alguma coisa, ele culpa o Hizashi por má influência ao irmão, já que ele não vai herdar o comando da empresa.

– Que horror!

– Mas isso é com os Hyuugas. E como Uchiha e o Namikaze?

– Fugaku é o herdeiro das Empresas Uchiha e Minato é o herdeiro das Empresas Namikaze. Acredito que os pais deles exijam deles o mesmo que o meu tio exige do Hiashi. Eles não querem ser que os pais deles querem que eles sejam, pessoas frias, sem coração e mesquinhas.

– Eu não sabia.

– Kaede! – Chamou o gêmeo mais novo.

– Vamos logo! – Disse o gêmeo mais velho.

– Estou indo. Tchau meninas, nos vemos amanhã. – Disse correndo para a saída onde os gêmeos a esperavam.

– É melhor irmos para casa. – Sugeriu Mikoto. – Nossos pais devem estar preocupados.

– Certo.

Notas finais
Antigamente os castigos eram mais rigorosos e te obrigavam a fazer alguma coisa, hoje nem há mais ou se tiver é aquele em que você fica olhando para a cara do seu professor.