Notas iniciais
Fiquei sem internet por uma semana porque faltou luz no domingo. Quando falta luz aqui em casa, nunca se sabe quando a internet vai voltar. Mas o técnico já veio aqui e posso voltar a postar! *solta foguete*

A enchente e o vazamento na cozinha eram os assuntos mais comentados no dia seguinte. Nesse dia, os Travessos estavam se comportando bem até demais. Fora isso, o dia estava tão normal, mas tão normal que chegava a ser entediante. Eles estavam na aula de química.

— Quero que façam um trabalho sobre hidrocarbonetos e ele será em dupla.

— UHUUUUUUUUUL!

— Só que eu vou sortear as duplas.

— Aaaaaaahhhh!

As duplas foram: Minato e Kushina; Fugaku e Mikoto; Hiashi e Kaede; Shikaku e Yoshino; Shibi e Tsume; Hizashi e Karura, Kizashi e Mebuki; e Inoichi e Chouza.

— Tirei a sorte grande! – Comemorou Minato.

— Que merda, fiquei com o Namikaze!

— Vamos fazer na sua casa? – Perguntou Fugaku.

— Tudo bem.

— Oba! Fiquei com o Chouza! – Comemorou Inoichi. – É bom fazer trabalho com um dos seus melhores amigos.

— Com toda certeza.

— Droga, fiquei com a problemática. – Disse Shikaku desanimado.

— Problemática é a tua mãe!

— Ela também é.

— Karura, vamos fazer na minha casa, assim trocamos ideias com o Hiashi e a Kaede.

— Por mim tudo bem.

— Vamos ter que fazer no ginásio porque hoje eu tenho treino. – Anunciou Tsume.

— Ok.

Depois da escola, cada um foi para o seu destino. Shibi estava na arquibancada com um monte de livros e Tsume reunida com o time, dando as ordens. Depois ela foi para a arquibancada estudar.

— Vamos começar? – Perguntou ela.

— Sim. Os hidrocarbonetos são cadeias orgânicas que consistem basicamente em átomos de hidrogênio ligados a átomos de carbono. Eles podem ser divididos em...

— Que chute foi esse?! Nakamura é pra chutar entre as traves e não para debaixo delas! Ok, pode continuar.

— Podem ser divididos em alcanos, alcenos, alcinos, cicloalcanos, cicloalcenos e aromáticos.

— PUTA QUE PARIU ISHIZAKA! É para dar tackle em quem está com a bola!

— Isso não vai dar certo.

— O que?

— Fazer trabalho de química com você comandando o time.

— Eu consigo conciliar os dois. Mitsashi, que raios de jogada foi essa?!

Enquanto Shibi e Tsume tentavam chegar a um impasse, Yoshino estava na mansão Nara com Shikaku, quando a mãe dele começou a gritar de outro lugar da casa.

— Shikaku, o que essa garota está fazendo no seu quarto?!

— Trabalho mãe! Temos trabalho de química!

— Por que não fazem na biblioteca como pessoas normais?!

— Dava para ser mais problemática?

— Responde, vagabundo!

— Shikaku, dá pra parar de gritar com a sua mãe e vir me ajudar nessa merda de trabalho que eu preciso de nota em química?!

— Vai deixar a sua namorada gritar assim com você?!

— Eu não sou namorada dele! Sou a dupla de trabalho dele!

— Agora complicou.

Yoshino e a senhora Nara ficaram gritando uma com a outra deixando Shikaku no meio da briga com uma enorme gota e pensando o quão problemáticas elas eram.

Enquanto isso, na mansão Hyuuga.

— É enorme! – Espantou-se Karura.

— Por isso sempre andamos com um mapa para não nos perdermos. – Disse Hiashi.

— Ainda não entendo porque vocês adoram mapas. – Falou Kaede.

Eles escutaram o barulho de um monte de balões de água estourando.

— Para ver onde estão as armadilhas que botamos para não cairmos nelas. – Disse Hizashi.

— Ainda bem que não moro com vocês.

— Não mora?! – Perguntou a única não Hyuuga.

— Não, moro a duas quadras daqui.

— Que isso, Kaede, sabe que a gente jamais aprontaria com você. – Disse o gêmeo mais velho.

— Afinal, você é a nossa prima favorita. – Falou o gêmeo mais novo.

— Estão com cara de quem vai aprontar. – Notou a prima.

— E quando não estamos? – Disseram dando o famoso sorriso de quem vai aprontar.

— Onde fica a biblioteca? – Perguntou Karura.

— É só nos seguir. – Disseram os gêmeos.

Eles as levaram para lá, sendo que Kaede e Karura sempre olhavam para todos os cantos dos corredores para ver onde estavam as armadilhas, mas não viram nada e também não aconteceu nada.

Enquanto isso, na mansão Haruno.

— Uau! Sua casa é enorme! – Disse Kizashi.

— Vem logo, quero ficar livre desse trabalho.

— Você só pensa em trabalho. Tem que aprender a relaxar de vez em quando.

— Relaxar?! É para semana que vem! Eu não vou perder meu fim de semana por causa de um trabalho!

— Mas Mebuki, você praticamente já passou de ano! É a mais inteligente da sala, não precisa desse trabalho para passar de ano.

— EU não, mas VOCÊ sim! Devia deixar de ser relaxado e ser mais responsável ou vai acabar repetindo de ano!

Mebuki começou a dar uma bronca em Kizashi, que só pensava no saquê. Enquanto isso na casa dos Uzumakis.

— É aqui que você mora?

— Por quê?! Pensou que eu morava numa mansão ou coisa assim?! Entra logo!

Minato entrou e Kushina fechou a porta. A sala estava completamente bagunçada, o estava piso sem varrer a dois dias e móveis foram comprados nas Casas Bahia. O loiro tinha a cara mais boba do mundo.

— Por que essa cara de bobo?

— Essa é a casa mais legal que eu já entrei!

— Está falando sério?

— É diferente da mansão Namikaze em que o chão é limpo a cada meia hora, móveis caros e aparência de revista de decoração. É aconchegante e dá a sensação de lar.

A ruiva mal podia acreditar no que ouvira. Ela abriu um sorriso olhando a cara de bobo de Minato quando analisava cada canto da sua casa.

Enquanto isso, na casa da Mikoto, a casa era arrumada e bem decorada. Na sala tinha uma espécie de altar, Fugaku foi olhar curioso.

— É a sua mãe?

— Sim. – Ela abaixou a cabeça solenemente.

— Ela era muito bonita.

— Era mesmo.

— Ela se parece com você.

— O-Obrigada. – Disse corada. – Vamos começar?

— Claro.

Enquanto isso, Inoichi e Chouza ralavam no trabalho.

— Quanta coisa! – Exclamou o Yamanaka.

— Ainda bem que é em dupla ou eu estaria ferrado.

Fazer trabalho e comandar o time de rúgbi não é uma tarefa fácil. Para a sorte de Tsume, ela estava fazendo dupla com Shibi, que era paciente e inteligente, ou não faria um trabalho digno de nota.

— Terminamos.

— Obrigada por ser a minha dupla. Sem você acho que o meu trabalho estaria cheio de táticas de rúgbi e eu ganharia um zero.

— A culpa não é sua. Puts! Seu time dá mais trabalho do que pensei!

— Mas fazer o que? Se não fosse por mim, nós estaríamos fora do campeonato municipal!

Yoshino ficou discutindo tanto tempo com a senhora Nara, que Shikaku não aguentava mais. A gritaria o impedia de dormir. Quando as duas se acalmaram, ele fez o trabalho com Yoshino antes que as duas começassem mais um round.

— Quem diria, foi tão fácil!

— O trabalho não foi nada, o problemático foi ter que aturar a sua discussão com a minha mãe.

— Ela que começou! E depois eu é que sou a problemática.

— Na verdade, eu não sei quem é a mais problemática.

— Ora seu...! – Disse começando a estrangular Shikaku como o Homer faz com o Bart.

— Penico! Penico! Penico!

Na mansão Hyuuga.

— Terminamos! – Os gêmeos comemoraram batendo as mãos.

— Até que foi fácil. – Disse Kaede.

— Pois é. – Concordou Karura.

Mebuki teve que arrumar muita paciência já Kizashi só atrapalhava, mas conseguiram terminar. Inoichi e Chouza também terminaram. Minato e Kushina também terminaram e se divertiram muito. Fugaku e Mikoto tinham acabado de terminar o trabalho.

— Até que enfim terminamos. – Disse Fugaku.

— Não foi difícil.

— Difícil não, trabalhoso sim.

— Olha só a hora! Já são quase 20h!

— Tenho que ir antes que as pessoas que eu tenho a bondade de chamar de pais pensem que fui sequestrado e chamem até a Interpol e me deem um esporro por não ter avisado que voltaria tarde!

Fugaku se despediu e começou a correr para a porta. Na pressa, Fugaku pisou numa almofada, escorregou e caiu em cima de Mikoto. A posição deles não era uma das melhores, mas também nenhuma altamente pervertida. Para piorar a situação, a porta se abriu e uma figura de forma feminina, mas com ombros largos e rosto másculo, de cabelos castanhos invejáveis e olhos negros adentrou na casa.

— Pai?

— WTF?!

— Miko-chan! Que bom que já está em casa!

O pai/mãe da garota se aproximou, arrancou Fugaku, que ainda estava incrédulo, de cima dela, o jogou na parede do outro lado da sala e começou a falar com a filha.

— Como foi o seu dia, minha flor?

— Bem. Pai, aquele é o Fugaku, ele é minha dupla no trabalho que química.

— Estou vendo, fofa. – Disse fuzilando Fugaku com os olhos.

Fugaku parecia ter sido petrificado com a expressão incrédula na face. Ele se recompôs um pouco.

— Eu tenho que ir antes que o general me mate. Te vejo na escola amanhã e desculpe por ter caído em cima de você.

— Tudo bem. Até amanhã.

Se ele não tivesse corrido de lá, provavelmente seria arremessado de lá pelo pai dela. Quando chegou em casa, ainda levou bronca do seu pai.

No dia seguinte.

— Vocês deviam ter visto a casa da Kushina! É melhor que a minha!

— Falou o bobo apaixonado. – Disse Hiashi.

— Er...

— Como foi na casa a Mikoto? – Perguntou Hizashi.

— Prefiro não comentar.

O pai da Mikoto entrou na sala e foi para a carteira da filha.

— Caramba, um traveco de verdade! – Disse Minato admirado.

— Fala baixo que aquele é o pai da Mikoto! – Fugaku socou a cabeça de Minato.

— Filha, você esqueceu a mochila em casa. Deveria tomar mais cuidado. Agora deixa eu ir porque tenho que trabalhar, tchau fofinha.

— WTF?! – A sala estava em choque.

— Realmente, é melhor nem comentar. – Disseram os gêmeos.