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8 Capitulo 8


Notas iniciais
Oi pessoas! Estou aqui de novo... Primeiro quero agradecer aos comentários e a quem favoritou, é um ótima forma de começar o ano, muito obrigada! Além dos novos leitores que me deixaram muito feliz com os comentários, sejam muito bem vindos e apareçam sempre! Sem esquecer daqueles que já acompanhavam a minha historia, muito obrigada! Então, espero que gostem...

Terminei todo o meu relato com os olhares dos pais da Beckett fixos em mim, demorei mais do que imaginava em contar tudo, já que Kate ficava me interrompendo o tempo todo e só depois de uma pequena discussão, consegui que ela me deixasse contar a historia sozinho sem todas as suas “observações”, como ela mesma dizia. Tomei fôlego, esperando qualquer palavra deles, que depois de tudo não me surpreenderia se eles me mandassem procurar ajuda em outro lugar, pelo fato nada irrelevante que por minha causa a filha deles poderia está em perigo. Só depois de um silencio perturbador a Sra. Beckett resolveu se pronunciar.

–É uma historia e tanto... Onde está esse Chad agora? –Respirei fundo olhando para Kate, que mordeu o lábio inferior, mexendo em um colar que tinha no pescoço.

–Então... Sobre isso..-Ela abaixou a cabeça olhando para os pés.

–Katie! –Dona Johanna a chamou com um tom sério que fez Kate se encolher ao meu lado.

–A ultima vez que o vimos, ele estava desacordado. –Falou de uma só vez sem olhar para os pais.

–Como assim desacordado?! Isso não tem nada a ver com você, não é?! –Kate levantou os olhos para o pai e encolheu os ombros.

–Mais ou menos... Talvez eu tenha colaborado para isso!

–Aí meu Deus! –Jim apoiou a cabeça nas mãos, enquanto sua esposa tentava acalmá-lo.

–Ela não teve culpa, só estava tentando me ajudar! A culpa é minha! Peço desculpas por meter a Beckett nessa situação, mas as coisas saíram do meu controle... Agradeço por ter me ouvido.. Então, obrigado mais uma vez! –Me levantei com a intenção de ir embora, já tinha tomado muito o seu tempo e sei que é melhor eu está longe.

– Ei rapaz! Aonde você pensa que vai? –Eu me virei surpreso enquanto o Sr. Jim levantava, se aproximou de mim colocando a mão em meu ombro. –Temos muito o que conversar sobre o seu caso, não é?! –Ele sorriu timidamente para mim e apontou para o sofá, eu soltei o ar preso em meus pulmões sem consegui formular palavras que dissessem o quanto estava grato.

–Senta aí Richard! –Só então percebi que ainda estava no mesmo lugar, acenei com a cabeça e voltei a me sentar. Beckett me olhava sorrindo e os olhos brilhavam, não pude evitar em retribuir o sorriso enquanto ela movimentava a boca, sem deixar sair som algum, dizendo “Eu te disse!”.

–Nós sabemos que se Katie está metida nisso não é culpa sua, conhecemos a nossa filha! -Johanna lançou-lhe um olhar reprovador e Kate levantou os braços como se não entendesse a mãe.

–Mãe, falando assim até parece que eu dou muito trabalho!

–Essa foi à intenção. –Beckett balançou a cabeça cruzando os braços. Eu sorri um pouco mais aliviado em saber que eles não me culpavam.

–Então rapaz, você quer a nossa ajuda exatamente em que sentido? –O Sr. Jim ajeitou os cabelos grisalhos enquanto checava o relógio em seu pulso. Antes que eu pudesse abrir a boca para responder, Kate me interrompeu, novamente.

–Queremos saber o que fazer, como se livrar desse cara legalmente, e vocês são os melhores advogados que eu conheço! –Kate se aproximou dos pais, se sentando no braço da poltrona da mãe.

–Filha, quantos advogados você conhece? –Dona johanna perguntou ironicamente fazendo Kate pensar um pouco, enquanto enrolava algumas mechas do cabelo do seu cabelo.

–Ah.. Não muitos.. Mas isso não importa, todo mundo sabe o quanto vocês são bons e eu sei que conhecem muita gente na policia e podem ajudar! –o Sr. Jim suspirou olhando para a esposa e depois lançou os olhos até mim.

–Então, o que vamos fazer? –Beckett perguntou com a animação de uma criança.

–VOCÊ não irá fazer nada mocinha! E isso inclui não dá uma de detetive por aí, não é seguro! Deixe isso comigo e sua mãe. –Beckett se levantou do lado da mãe e antes que pudesse abri a boca para interceder ao pai, ele levantou uma das mãos impedindo que ela dissesse algo. –Não adianta Katie, você já se meteu em confusão de mais e olha que estamos a pouco tempo na cidade.

–Mãe...

–Eu sou a primeira a concordar filha, seu pai está certo! Vamos fazer o possível para ajudar o Richard, então faça o que estamos pedindo!

–Não se preocupe Sra. Beckett, eu vou fazer de tudo para manter-la fora de confusão.

–Há..Há! Olha quem fala. –Ela cruzou os braços fazendo bico, e eu acabei me dando conta que tudo que ela faz se torna adorável por mais infantil que seja... Mas que droga está acontecendo comigo?!

–Bom Richard, o que você sabe sobre o Chad? –Inclinei meu corpo olhando para o chão para poder pensar em todas as informações que consegui ao longo dos anos.

–Eu sei que ele não é de Nova York. Quando eu o conheci devia ter uns três ou quatro anos, meu... meu pai estava desempregado e conheceu esse idiota que ofereceu emprego a ele como gerente de uma biblioteca perto de casa, a partir daí ficaram amigos. Até onde eu sei ele veio do Canadá, não sei quando ou porque. Sei também que ele tem alguns negócios ilegais e faz serviços nada bons para gente muito importante

–Que tipo de negócios ilegais e serviços são esses? –Jim perguntou com os olhos curiosos, os mesmos olhos curiosos que Kate lançava até mim.

–Eu não sei muito bem, mas acho que têm haver com drogas, lavagem de dinheiro. Alguns policiais corruptos dão cobertura a ele, é por isso que nunca foi preso. Uma vez o ouvi falando com um cara, eles falavam sobre um “trabalho grande” que um tal de Lazarus havia encomendado.

–Quem é Lazarus? –Johanna olhou rapidamente para o marido como se apenas a menção desse nome houvesse lhe despertado algo, voltou à atenção a mim com a ansiedade estampada em seus olhos.

–Eu não sei! Mas acho que esse “trabalho” rendeu um bom dinheiro a ele. Passava dias fora e voltava com carros novos, roupas novas, esbanjava dinheiro com mulheres e bebidas. Enquanto minha mãe e eu fazíamos pequenos trabalhos para ganhar algum dinheiro e poder ter algo pelo menos para comer. –Cerrei os punhos olhando para a ponta dos meus sapatos, com a raiva corroendo cada centímetro do meu corpo.

–E... Seu pai? –Kate perguntou me fazendo levantar os olhos, ela me encarava sem aquela pena que a maioria das pessoas tem ao me fazer essa pergunta.

–Não sabemos nada sobre ele. Sumiu quando eu ainda era pequeno... Alguns anos atrás recebemos uma noticia que ele estava morto, mas nunca tivemos confirmação... Nem me interessa saber!

–Sinto muito... –Ela sussurrou e eu sorri fracamente, apenas para que entendesse que estava tudo bem.

– Então, primeiro temos que levantar o maximo de informações possíveis sobre ele, e tentar descobrir quem é esse tal de Lazarus e qual a ligação com o Chad. Quanto mais soubermos, melhor! –Jim pegou um pequeno caderno fazendo algumas anotações.

–E como vão fazer isso?

–Anos nessa profissão, fizemos algumas amizades e acho que eles poderão nos ajudar!

–Espero que sim...-Minha voz saiu quase em um sussurro. Beckett me olhou sorrindo, confiante em uma solução milagrosa, ao contrario de mim, sei que os seus pais são ótimos profissionais, porem já aprendi a não criar expectativas, assim não tenho como me decepcionar. –Eu agradeço tudo o que estão fazendo por mim, eu prometo que vou conseguir dinheiro e vou pagar cada centavo dos seus honorários.

–Pare com isso rapaz, não se preocupe! Preocupe-se em cuidar da sua mãe e estudar, o resto deixe pra depois. –Jim levantou e eu fiz o mesmo para cumprimentá-lo, agradeci mais uma vez e me despedi, iríamos manter contanto, mas agora precisava ir ver a minha mãe. Estou preocupado, e depois do que aconteceu não é bom deixá-la só, enquanto Chad poderia querer vingança. Enquanto me levava até a porta, Kate gabava-se dizendo o quanto era boa em persuadir os outros e que eu devia muitos cafés a ela, eu revirei os olhos e tentava não sorrir, não quero inflar o seu ego que já é enorme por si só.

Como o hospital é um pouco longe de onde estava, resolvi pegar um taxi. Informei o endereço ao motorista, ansioso para ver minha mãe. Preciso saber se está tudo bem com ela, já informei na recepção do hospital que ninguém, além de mim, poderia visitá-la sem a minha autorização, mas enquanto eu não estiver lá, não estarei tranqüilo. Enfim chegamos, paguei ao taxista e entrei apressado pelos corredores do prédio, só parei na recepção para me identificar e voltei a correr até o quarto onde ela estava.

– Mãe...

–Richard... –Sua voz estava fraca, mas mesmo abatida e machucada sorria para mim.

–Como está? Se senti melhor? –Eu estava aflito, os médicos disseram que ela estava se recuperado e que estaria bem e teria alta em poucos dias.

–Você está bem e isso já me faz bem, querido! –Ela acariciou meu rosto, colocando os meus cabelos para trás. Sorri tristemente, lembrando que não consegui impedir que isso acontecesse a ela.

–Oi!! –Eu reconheci a voz e me virei para porta, onde Beckett estava parada com um sorriso enorme no rosto, segurando balões rosas em formato de coração com uma das mãos, e com a outra equilibrava um urso gigantesco e uma pequena caixa.

–Mas o que você está fazendo aqui? –Me levantei do lado da minha mãe, tentando entender como ela passou pela recepção e como sabia o endereço do hospital.

–Explicações depois. Agora me ajuda com isso... –E antes que eu aceitasse, ela jogou o urso em meus braços. Eu quase cai com o tamanho exagerado daquilo, sem contar o fato do meu nariz está coçando devido à alergia que tenho desses troços.

–Oi sra. Rodgers, trouxe chocolates! Sei que a comida daqui é horrível. –Ela sorriu mostrando a caixa de bombons, colocando-a encima da mesinha do lado da cama.

–Oh.. Não precisava ter se incomodado querida, muito obrigada! E pode me chamar de Martha, senhora é um termo que não combina comigo! –Minha mãe retribuiu o sorriso simpático e olhou para mim, que balancei a cabeça ajeitando o urso ao lado da cama. –Mas ainda não sei seu nome, Richard cadê a educação que eu lhe dei?! Me apresente a bela moça! –Eu suspirei hesitante e sei nenhuma animação, fiz o que ela havia pedido.

–Mãe, essa é a Kate! Uma garota que não sabe o significado da frase “longe de problemas”! Seus pais não disseram que já chega de se meter em confusão?! O que você está fazendo aqui? E como passou pela recepção? –Cruzei os braços, encarando-a, minha mãe me lançou um olhar de reprovação que eu ignorei.

–Primeiro que eu não estou me metendo em confusão e só fazendo uma simples visita... e disse a recepcionista que eu era uma irmã distante sua! –Ela sorriu e minha mãe riu da forma como ela falava.

–E ainda diz que não se mete em confusão... –Eu ri e ela revirou os olhos.

–Pelo que vejo você é bem criativa! -Minha mãe riu novamente e isso me fez sorrir por ela parecer um pouco mais animada.

Logo Kate desatou a contar historias e fazer perguntas, minha mãe falou saudosista do tempo que era atriz e fazia papeis em teatros pequenos da cidade. Os olhos esverdeados da Beckett brilhavam e ela instigava a minha mãe a falar mais e contava algumas das suas próprias historias de como já quis ser astronauta, cantora, atriz. Ela fazia minha mãe gargalhar com as suas loucuras e isso encheu meu coração com um sentimento que eu não consigo entender, e que me assusta.

Notas finais
E então.. Me digam o que acharam e o suas expectativas para os dois! Bjos..;)