Notas iniciais
Oláááá, meus amores! Perdão pelo tempo que ficamos sem postar, sério! O capítulo já estava pronto desde o ano passado (hihih), mas eu, Tia Stephenie, nunca arranjava tempo para o postar ;-; Boa leitura!

“Quando todos dizem olá

você tenta os ignorar

porque você quer mais.”

Caminhei olhando para os pés, eu estava procurando Valerie, mas, mesmo sem ter a visto desde ontem, meu rosto estava tão vermelho e quente quanto um fósforo.

Entrei na cantina levemente desesperado, eu já sabia que ela estava alí e aquilo era angustiante. Sussurrei "oi" assim que entrei, aproximando-me da morena, estendendo os braços para pegar Judith.

Eu notei a presença de Daryl após alguns segundos, ele sorria malicioso. O clima era tenso, pelo menos eu estava tenso. Orava para que meu rosto não estivesse tão vermelho quanto eu imaginava, eu me sentia um adolescente.

Valerie se levantou e me entregou Judith, a ajeitando em meu colo. Ela passou a mão direita na coxa da neném, sorrindo, acariciando minha mão também.

— Eu vou deixar vocês sozinhos. — informou Daryl, eu senti a malícia em sua voz.

Valerie me olhou nos olhos, eu olhei nos olhos dela. Eu me senti vivo, escutava meu coração batendo desenfreado, minha respiração entrecortada, sentia minha testa se franzindo involuntariamente.

Eu queria a beijar. Ah como eu queria a beijar.

Valerie estava sentada em meu colo, conversando distraidamente com Lori, enquanto Shane jogava GTA ao meu lado. Eu o observava, mas estava distraído com a conversa das mulheres. Valerie gesticulava e se mexia enquanto reclamava de uma de suas amigas, Carlie.

Se mexia demais.

Tinha certeza que eu estava com uma ereção.

Xinguei mentalmente, tentando fazer com que Valerie não percebesse. Eu não era virgem, mas ela era. Havia me contado assim que começamos a namorar, e eu não queria a apressar a fazer nada.

Tentei me concentrar no jogo de Shane, mas eu podia escutar os gemidos que vinham da tela.

Tentei pensar em outras coisas, mas era como que só imagens pornográficas me viessem a mente.

A professora gostosa de geografia, que sempre ia dar aula sem sutiã e com dois botões abertos. A vez que uma das líderes de torcida ficou no topo da pirâmide e deu para perceber que ela estava sem calcinha.

Valie? — chamei, e ela aproximou o ouvido de mim. — Te como você... se mexer menos? Por favor?

Eu a beijei. Uma incrível sensação de alívio percorreu pelo meu corpo, como se eu estivesse compensando todos esses anos sem poder toca-la, sem poder senti-la. Nosso beijo era lento, provavelmente ela sentia o mesmo.

Judith se mexeu em meus braços, resmungando, fazendo com que eu me assustasse. Valerie parou nosso beijo com uma expressão preocupada no rosto, mas logo sorriu. Me senti feliz por ela gostar da bebê – e logo Judith gostaria dela também.

— Rick! — uma voz grossa e conhecida gritou meu nome. Era Daryl. De novo. — Tem uma mulher no portão. — ele entrou um tanto desesperado, com a besta nas mãos.

Eu entreguei Judith para Valerie e acompanhei o besteiro até o portão. Glenn não me olhou enquanto eu me aproximava, seu fuzil estava em suas mãos, apontando para a pessoa que estava do outro lado.

Eu a encarei franzindo o cenho. Seus cachos estavam um pouco bagunçados, o cabelo levemente grudado no tórax, seus olhos incrivelmente verdes me olhavam com indiferença, mas seus lábios sorriam mostrando um pouco dos dentes perfeitamente alinhados.

Seus braços estavam levantados, sua mochila estava no chão assim como sua pistola. Estava sozinha – ou pelo menos parecia estar sozinha –, ofegante e suada, provavelmente havia corrido muito há pouco.

— Eu sou Rebecca. — uma mecha de sua franja se desprendeu do "penteado", caindo por cima do olho. — Eu... gostaria de entrar.

Finalmente estávamos sozinhos. Expulsei Shane do quarto, eu podia sentir o seus pensamentos maliciosos me atingindo e me deixando pior, mas ele estava certo, de qualquer jeito.

Valerie se sentou ao meu lado, pegando um livro que estava sobre a mesa. Eu não conseguia ver suas pernas por conta da calça, mas mesmo assim eu adorava aquela visão.

As pernas cruzadas, o pé direito balançando, os dedos finos segurando o livro e os seios apertados pelo sutiã bege que praticamente saltavam da regata cor-de-rosa. Ela pegou a garrafa de água que estava entre nós dois, e eu a observei tomando água. Como aquilo me deixava excitado?

O que foi, Rick? — ela sorriu mostrando os dentes.

Nada. — minha voz saiu rouca, Meu coração estava acelerado. — Eu só te acho linda. Linda demais.

Ela me beijou bem rápido, mas eu não deixei com que voltasse a se ajeitar na cama. Eu a puxei para meu colo, ela parecia desentendida, seu olhar era assustado. Eu havia feito uma promessa, mas eu já não aguentava mais.

Eu estava sendo torturado.

Eu beijei seu pescoço, sentindo seu cheiro doce, a pele quente sarrando no meu rosto, os fios de cabelo.

Me fale que quer... Por favor, me fale que quer. — implorei sem desprender meus lábios de seu pescoço.

Joguei-a na cama sem nem querer saber a resposta. Eu não estava me reconhecendo, eu praticamente chorava por dentro. Eu precisava dela.

Valerie me parou com os joelhos, encostando-os em meu tórax. Ela puxou sua regata lentamente, me deixando hipnotizado. Minha respiração estava pesada, eu só conseguia olhar para a parte nua de seu corpo, só conseguia ver como ela conseguia ser sexy de lingerie bege. Eu tentei avançar mas ela fez mais força.

Ela se levantou e apagou a luz, eu não me importei com aquilo; eu queria ela, apenas ela. Queria a sentir, não a ver.

Jogou a calça jeans no meu rosto, se deitou novamente e me puxou pela gola da minha camisa.

Beijei sua testa, seus lábios, seu pescoço, seus ombros. Eu me sentia nas nuvens. Valerie estava me deixando completamente anestesiado. Segurei-me na cabeceira da cama, olhando seu rosto iluminado pela luz da janela, que era barrada pela cortina azul. Ela sorriu jogando a cabeça para trás, me puxando pelo pescoço.

Eu... quero. — tentou sussurrar em meu ouvido, virando o pescoço por conta dos beijos. — Agora.

Notas finais
A little party never hurt no one, nem um comentário!