Humanos. Tão simplórios quando pensam sobre as coisas que os atingem. Tão ridiculamente burros, não veem as coisas que estão na frente de seu próprio nariz. Acham que estão sozinhos no universo, que gozam de todo os privilégios do planeta terra.

Não percebem que somos nós, parasitas, que controlamos a maior parte do planeta. Estamos aqui o tempo todo, debaixo das águas profundas de todo oceano. Onde o sol não bate, onde a escuridão domina, e onde todos matam sem piedade. Para falar a verdade, ninguém nunca nos viu, nem mesmo nós. Alimentamo-nos de nossa própria espécie, que se reproduz com facilidade incrível. Conseguimos distinguir-nos uns dos outros somente pela voz, e pelo brilho opaco que habita nos olhos de cada um de nós. Nossa língua é falada somente por nossa espécie, e não temos nenhum tipo de manuscritos. Não há deuses, nem religiões. Somos o presente, o futuro e o passado. Defendemo-nos somente com nossas garras, não temos coisas para nos distrairmos e a luz é mortal para nós. Apesar disso, ocupamos a maior parte do planeta, sabemos de tudo. Também controlamos vocês, humanos.

“Como?” Você se pergunta. Simples. Somos seus primeiros e únicos descendentes. Ainda há nosso DNA correndo por veias humanas. Nunca se perguntou por que o mar tem de haver aquele magnetismo? Por que há pessoas que tem o prazer de matar ou sofrer? Eles ainda sentem o impulso, ainda seguem os passos ancestrais.

Usemos de pensar sobre isso, ainda há muito á falar. Esse vai ser um simples conto sobre minha desafortunada vida. Como não existe luz, vagamos por ai nas horas que quisermos. Uma vez por ano, havia uma temporada de caça. É cada um por si. Por sorte, a desse ano foi há dois dias. Em matéria de relacionamentos, só há dois tipos. Ou você odeia á ponto de matar e comer, ou você ama á ponto de comer. Se é que me entendem.

Termino esse simples prólogo com alguns dizeres poucos sábios que me disseram outrora:

Em terra de guerra, pacifistas são dizimados.