Parallel
1 Capítulo I - O Colégio
Notas iniciais
Primeiro capítulo postado aqui, sejam amaveis -q
Algumas coisas podem não estar claras nesse capítulo, mas elas ficarão nos capítulos seguintes.
Revisão por: Fábio Roberto
Algumas coisas podem não estar claras nesse capítulo, mas elas ficarão nos capítulos seguintes.
Revisão por: Fábio Roberto
Esse jovem era ninguém menos do que eu, duh. Prazer, meu nome é Laurence. Tenho 21 anos e sou, bom, pode-se dizer que sou um mercenário ou algo por volta desse ramo. Eu não creio nas palavras da escritura sagrada ou em como o grande sacerdote as interpreta... O que eu estou fazendo aqui? Esperando uma ligação que acabará de me ocorrer. Peguei o celular no bolso direito do meu casaco e o atendi. – Diga. – Já chegamos. Onde você está? Desliguei o telefone e me levantei, fui em direção aos portões da igreja e lá estavam eles: Sarah e Wallace. Sarah tem 17 anos, é uma das mais jovens da nossa equipe. Porém tem um bom conhecimento e é sempre muito precavida, tem por volta de 1,60 de altura e tem o costume de mudar a cor dos cabelos: Hoje eles estão intensamente avermelhados. Já Wallace, bom, não sei muito á respeito dele tendo visto que ele não fala muita coisa e nunca fala nada sobre ele mesmo, deve ter uns dois metros de altura, cabelo raspado e pele branca com olhos fortemente azuis. Enquanto caminhava em direção á eles, Sarah entrou no carro, sentando no banco de trás como sempre enquanto Wallace esperou que eu entrasse no carro, olhando fixamente para mim. Abri a porta do carro e me sentei no banco da frente, Wallace sentou ao volante e começou á dirigir. – Vamos para o colégio Sunnar, a direção do colégio nos chamou para resolver um problema que estão tendo com algum tipo de espirito dentro do depósito deles. — Sarah explicou. – Hum....Sunnar? Isso vai ser engraçado — Comentei. Sarah logo apoiou-se no meu banco — Sua ex-namorada estuda lá, não é mesmo. — Comentou, com uma voz, digamos, “malvada”. – Sim, mas isso não interfere nesse trabalho. — Respondi. Ela então voltou a sentar no banco e esticou as pernas. – Que bom então, você distraído com coisas supérfluas só atrapalharia. – Engraçado, quem salvou a pele de quem na ultima missão mesmo? — Retruquei com um tom de sarcásmo. Ela parecia zangada e prestes a responder quando Wallace interrompeu a conversa: – Chegamos. Nos deparamos com um enorme colégio, com pelo menos quatro andares e um enorme pátio. Coloquei então o capuz do meu casaco, óculos escuros e saí do carro. Sarah saiu logo em seguida. – Pensei que você não se importasse e que isso não atrapalharia nosso trabalho. — Ela comentou, com um tom de ironia. – Apenas não quero trazer problemas á ela. — Respondi enquanto caminhava até o portão. – Identifiquem-se. — O porteiro pediu arrogantemente. – Boa tarde. Viemos aqui á pedido do Sr. Martins para tratar de um caso sobrenatural que está ocorrendo aqui na escola. — Sarah respondeu. – Ah sim, ele me falou sobre vocês, podem entrar. — Ele então disse, agora com um tom mais gentil. Entramos no colégio e a vista era incrível: Vegetação por todo lado do pátio, com uma quadra enorme onde estudantes estavam jogando bola. Outros estavam deitados sob as árvores jogando conversa fora. Caminhamos até o prédio principal, enquanto muitos alunos nos encaravam com curiosidade e pegamos o elevador e subimos até o quarto andar. – Não sabia que aqui era tão grande — Comentei. – Você nunca esteve aqui antes? — Sarah falou olhando para mim. – Não, nunca tive de vir pra cá. — O elevador então chegou até o quarto andar, caminhamos pelo corredor até o portão no final da sala, onde, ao abrirmos, estávamos em frente ao diretor do colégio: – Sr. Martins. – Boa tarde. Estava os aguardando. — Ele disse, com uma voz aliviada porém levemente receosa. — Por favor, sentem-se. — Nos sentamos em uma poltrona que havia no canto esquerdo da sala. Ele então respirou fundo e começou á comentar: – Então vocês são da Sigma? Eu esperava que viessem pessoas mais velhas pra cá... Mas é bom ver que há pessoas jovem das quais podemos confiar. De qualquer forma, sejam bem-vindos á... – Senhor, vá direto ao assunto por favor. — Cortei ele, não gosto dessa ladainha desnecessária. Ele logo me olhou com uma cara emburrada, se levantou da cadeira e começou á andar de um lado para outro. – Bom, há barulhos vindo de dentro do depósito do colégio faz alguns dias, e esses barulhos estavam ficando cada vez mais intensos. — O diretor começou á explicar, ainda andando de um lado para o outro.
– Vocês chegaram a checar o que era? — Sarah o perguntou. – Sim, o chefe de limpeza foi, mas nunca voltou. No final daquele dia o professor de história do terceiro ano também foi para lá, e não voltou, depois disso os barulhos pararam mas eles não atendem o telefone e não há sinais nem notícias deles. Ontem, a polícia esteve aqui, porém os policiais que entraram lá também não voltaram. Desde então todos tiveram receio de entrar lá e foi por isso que o chamamos. — Ele respondeu. Nesse momento já era notável o nervosismo e preocupação dele. — Alguns alunos já cancelaram suas matriculas ou pediram transferência, a reputação do colégio está despencando. — Comentou. – Por curiosidade, como soavam os barulhos vindos de lá? — Perguntei. – Como gritos, gritos de dor ou desespero. — Ele respondeu, com uma expressão de temor. Me levantei e fui até os interruptores no canto da sala, apertei todos os botões para ligar todas as luzes do colégio. – O que você está fazendo?! — O diretor, um tanto irritado com a minha atitude invasiva, perguntou. – Estamos iniciando os preparativos para nosso trabalho. Agora o senhor poderia nos levar até a porta do depósito? A propósito, poderia fazer com que seus alunos evacuassem o primeiro andar? — Respondi. Ele então ligou o auto-falante e pediu para que os cordenadores levassem os alunso para o segundo e terceiro andar. Seguimos até o elevador. – Então você acha que são esses? — Sarah me perguntou enquanto descíamos. – Sim. Tenho certeza absoluta. – Respondi. – Mas geralmente eles ficam satisfeitos com uma só pessoa, e não fazem barulhos como gritos tão intensos, como pode ser eles então? — Ela me perguntou, creio que duvidando do fato de eu ter certeza que eram aquilo. O elevador então chegou ao primeiro andar, ao sair dele, respondi: — Se prepare então, pois iremos lidar com uma ninhada. Caminhamos até a entrada do depósito. A porta estava bem trancada e havia faixas escritas “interditado” ao redor do corredor, além de dois coordenadores nas passagens para lá, certificando-se de que nenhum aluno entraria. – Não há entradas de ar, e parece não haver passagens para luz. Definitivamente o lugar perfeito para uma ninhada deles, concorda? — Comentei com Sarah. – Diretor, o senhor poderia se afastar? Digo, ficar onde estão as faixas, caso contrário o senhor pode estar em perigo. — Ela pediu ao diretor, que prontamente se afastou rapidamente, deixando bem claro que estava morrendo de medo de estar lá. Logo estendemos nossas mãos e começamos á deixar que nossa energia fluísse pelo nosso corpo, em seguida, absorvemos a energia do ar e dos leves ventos que estavam ao redor. – Carregue-os em forma de bombas. Será a melhor tática considerando a situação. Vamos partir para ofensiva somente quando não estivermos cercados, ok? — Disse á Sarah. – Eu sei, idiota. — Ela respondeu. Terminado a absorção, tirei os óculos escuros, o capuz, abri a porta do depósito. Adentramos e fechamos a porta para evitar que o problema se tornasse maior. O lugar estava escuro. Logo notei que eles haviam quebrado as lâmpadas e por isso ligar todas as luzes não resolveria nada além de evitar que eles saíssem. Apesar de ser um depósito e estar cheio de cadeiras, pastas e afins, havia muito espaço e com certeza mais de dois cômodos. Caminhamos um pouco mais e finalmente encontramos o que esperávamos: Leeches, criaturas de pequeno porte e acinzentados que se alimentam da consciência de seres vivos, tornando-os 'ocos'. Eles usam seus tentáculos para se prender á cabeça de suas vitimas e começar a absorção. Preferem lugares escuros e com pouca ventilação devido á sua frágil estrutura física gelatinosa. Aparentemente, eles estavam dormindo, presos ao telhado. – Olhe. — Sarah sussurrou, apontando para o centro da sala. Lá havia o cadáver de um deles, um até que grande para o tamanho normal deles. Provavelmente era a mãe da ninhada que morreu dando a luz para seus filhotes e isso gerava os 'gritos'. Ao lado do cadáver estavam os corpos dos quatro homens que entraram aqui antes de nós, todos ocos e inconscientes. – O que faremos? — Ela perguntou. – Você garante ser capaz de me defender com as bombas se for preciso? — Perguntei. – Por que? — Ela retrucou. – Sim ou não? — Respondi impacientemente. – Ta. Eu consigo. — Ela respondeu, mesmo não tendo certeza disso. Coloquei as bombas de ar ao meu redor e comecei focar a energia delas nas minhas mãos, que estavam de frente para meu tórax, fazendo movimentos circulares e formando, então, uma esfera de ar. Como era inevitável, os Leeches notaram o som do ar e vieram para cima de mim. Pelo menos uns trinta deles estavam ali, prontos pra comer a minha mente. – AGORA! — Gritei para Sarah. Que logo começou á lançar suas bombas de ar na minha frente, me protegendo da investida deles. Aproveitei o resto da energia das bombas dela para terminar minha esfera. Dei um salto para trás e Sarah usou sua ultima bomba para criar um redemoinho que os jogou de volta para a sala onde estavam. Em seguida lancei minha esfera e Sarah correu para fechar a porta da sala. A esfera de ar 'explodiu', criando uma enorme ventania que, devido ao fato de não ter por onde o ar sair, será rebatido até perder força. Após alguns minutos nós abrimos a porta e lá estavam todos os Leeches, em pedaços. Sarah então começou o ritual para manda-los "de volta" e eu fui levando os corpos dos homens, que agora estavam apenas desmaiados para próximo da entrada um por um. Quando estava prestes á levar o último dos corpos, notei um dardo de ar sendo lançado e explodindo em minha direção. Quando olhei pra trás, havia um Leech bem atrás de mim caído. – Agora estamos quites. — Sarah comentou, se referindo á eu ter salvo a vida dela de forma parecida na última missão que fizemos juntos. Apenas me limitei a dar uma leve risada: – Vamos. — Respondi enquanto levava o último corpo e o apoiava na parede em frente á porta. Abrimos a porta e lá estavam o diretor, os coordenadores, e até alguns alunos. Coloquei o capuz e os óculos novamente, fomos até o diretor. – E então? – Está tudo bem. Eles estão todos bem, chamem uma ambulância pois devem estar um pouco desnutridos, mas só precisam descansar. – Respondi caminhando em direção á saída do colégio. Wallace passou por mim, com o computador de pagamento, cobramos quinhentos por esse serviço. – Mas o que aconteceu? — Ele respondeu, curioso. Sarah então foi até o lado dele, colocou a mão em seu ombro e respondeu: – Meu senhor, algumas coisas são melhores quando não tomamos conhecimento. — E me seguiu até a saída enquanto Wallace conversava com o diretor com relação ao pagamento. Entrei no carro, sentei no banco de trás, estiquei os braços. Sarah entrou logo em seguida — Você podia ter sentado na frente de novo. — Resmungou. – Estou cansado e preciso me esticar. — Respondi. Wallace então entrou no carro. — E então? — Perguntei. – Eles pagaram seiscentos e cinquenta... — Wallace respondeu, com o seu tom indiferente de sempre. – Então cada um de nós ganhou uma “caixinha” de cinquenta? Foram bem generosos hein! — Sarah comentou, creio que alegre com o pagamento extra. – Nem tanto, na verdade foi como uma gratidão. Ele estava realmente preocupado com a reputação da escola, na verdade ele só estava preocupado com isso. Mas quer saber? Independente dos motivos dele, ele nos deu um dinheiro extra e tivemos mais alguma experiência de combate. É por isso que adoro esse trabalho. — Comentei, satisfeito com o trabalho de hoje.
Notas finais
Espero que tenham gostado o/
Semana que vem tem mais. ^^'
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"Capítulo II - Sigma"
Semana que vem tem mais. ^^'
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