Para sempre... - 1ª TEMPORADA
3 Capítulo 3 - Pesadelo Batente
Notas iniciais
xx
MarylouC
-Bella-
Era o amanhecer de uma nova era. Meu status de esquisita suicida estava prestes a acabar e a coisa no meu braço pronta para ser retirada. Graças a Deus. O "toca aqui" de mentira que faziam com o meu gesso na escola já estava ultrapassado. Muito ultrapassado.
Por seis semanas, fantasiei sobre duas coisas.
A minha primeira fantasia envolvia algo íntimo... com o meu cotovelo. Como é possível coçar tanto? E a segunda focava em todas as partes de Edward Cullen.
Não é que eu estivesse obcecada ou contado as sete vezes que Edward olhou pra mim na volta as aulas. Na mesa do refeitório, rodeado de putas e jogadores de futebol, seus olhos verdes ficaram centrados em mim. Era tão fofo a maneira que ele olhava. Inocente e tímido. Esse era Edward. Não tão inocente. Com dois caras andando no corredor, ele passou e me deu um sorriso torto. No treino de futebol, agachado e com as mãos nos joelhos olhou pra mim e gargalhou. A risada dele.. Nos armários, um leve aceno. No corredor também me admirou. Que fofo. Mas eram oito olhadas se contar com meu escorrego enorme no estacionamento que ligou o alarme do carro. Merda.
Certo, talvez eu estivesse obcecada. Um pouco. Mas estava fixando em algo que tentava desesperadamente esquecer a terrível carta anônima.
Poderia me dar mal e eu sempre me dava. A segunda dica da carta anônima era: Olhe o que acontece ao seu redor e destaque-se. Me destacar não era problema, já que estava conhecida como a suicida no colégio inteiro.
- BELLA, CHEGAREMOS ATRASADAS! — e lá vamos nós tirar esse gesso horrível.
(...)
- Quando contar até três. Um, dois... — E ele estava com uma serra assustadora e mecânica.
- ESPERA! — gritou minha mãe obviamente assustada. — Precisamos estar preparados pra algo?
- Como o que?
- Deformações.
- É, eu ouvi dizer que, às vezes, o braço encolhe até um décimo de seu tamanho. — disse Angela. — Ainda funcionará e certamente irá parecer normal após um ano. — tentou amenizar.
- UM ANO? — quase miei.
- Está assustando ela. — disse Nessie. — Não é como se fosse ter um bracinho. Ou isso é possível? — perguntou pro doutor.
- Na pior das hipóteses... Se ficar deformado, podemos fazer lipo no outro braço? — disse minha mãe alterada. Cirurgia? QUE? E eu já tremia.
- Mãe, PARA, tá me enlouquecendo!
- Só quero conhecer nossas opções...
- Sra. Swan, podemos conversar em particular?
- Certo. — e saíram diante a porta.
- Distraiam-me, por favor.
- Te trouxe um presente! — disse Nessie, tirando da bolsinha uma gilette rosa.
- Está louca? Guarde isso. — disse Angela.
- Não estou apoiando suicídio sua louca, é pra depilar! Vai precisar tirar muita coisa. Nunca terá ação parecendo desleixada. — Nessie ainda não sabia que eu havia tido sexo com Ed no acampamento de verão. Queria tanto contar mas... não era a hora certa. Mamãe e o doutor entraram novamente.
- Certo, sem mais distrações. — disse ele e ligou a serrinha novamente. Olhei aquela serra assustadora e cambaleei, desmaiando na maca com um baque.
(...)
- Querida, está sem o gesso... — disse minha mãe, segurando uma bolsa de gelo na minha cabeça.
- E seu braço parece bem. — disse Ness animada.
- Que porcaria é essa? — disse olhando pra
- Mau gosto. Seu pediatra obviamente precisa de umas aulas de estilo. — disse minha mãe.
- Mas porque isso está no meu braço? — falei cutucando um "pedaço de pano" ou não sei o nome que pendurava meu braço, verde e com o desenho de um gato.
- Deslocou o ombro quando caiu da mesinha. — disse Angela.
- Não se mexa! Terá que usar só por uma semana. Acho que terá que trocar isso porque... Brilha no escuro. — disse Nessie. AN?
E minha mãe apagou a luz, deixando o quarto todo ter como única luz a porra do gato no meu braço. Merda de vida.
(...)
- Sua mãe está certa, é um pouco pequeno para seu bíceps. — disse Nessie falando da minha nova tipóia que era simples e não brilhava no escuro.
- É... Ouvi dizer que tipóia apertada está na moda. — falei.
Então, Victoria saiu de um dos boxes do banheiro.
- Talvez parem de te olhar se terminar o aborto que sua mãe começou. — disse, soltando veneno.
(...)
- Devia ter acabado com aquela vadia! Que direito ela tem de se meter na sua vida? — disse Ness irada.
- Deixa pra lá, não vamos provocar o demonio. — Angela falou e eu concordei.
E mais alguns passos, Edward estava na minha frente. Nono olhar. Se eu estivesse contando. Ok, eu estava contando. Processem-me.
- Mais fita. — disse Jacob à Edward, colando um cartaz qualquer. E me sentei no banquinho com as garotas em frente ao Edward que ainda me observava. — Mais fita. — repetiu Jacob. E deu um safanão no Edward que finalmente o olhou. — A quem está perseguindo, seu pervertido?
- Ninguém, o que estava falando?
- Quem trará ao show hoje a noite?
- Quem eu levaria, Jake?
- Não sei. Qualquer uma aqui iria com você. Só traga alguém, por favor! — pediu Jacob. — Não quero ouvir Bree dizendo que estamos sempre juntos.
- Ela gosta, não é?
- Hahaha. Não pode trazer a garota do acampamento?
- E perder a chance de irritar a Brree? Não...
- O que ela tem, um pinto ou algo assim? — debochou Jacob.
- Já pensou que é você quem me envergonha?
- Como seu melhor amigo é meu dever te envergonhar. E a propósito se quiser levar nosso bromance para o próximo nível terá que me embebedar antes. — disse Jake, entrando numa briguinha com Edward.
- Já chega dessa coisa gay. — chegou Victoria, causando. A feiura. — Ninguém gosta de pornô gay antes de meio dia. — eles a ignorou e saíram.
- Hey, o que houve com o galho? — falou Jacob zoando meu antigo gesso.
- Foi cortado. — disse. Jacob riu e Ed me olhou novamente. Foi um recorde. Dois olhares em 15 minutos. Edward realmente estava pensando em mim. Esperança para que a fantasia se tornasse realidade tinha se reacendido. Olhei pra mim mesma enquanto Ed fungava a axila, demonstrando nervosismo. Eu estava com o cabelo amarrado em rabo de cavalo, blusa moletom rosa pink e branca e calça jeans azul.
Estava esperançosa até...
- É rude ficar encarando. — disse Victoria, a doce Victoria. — Não há de que. — disse, saindo. Quando estava de costas, percebi que seu vestido estava meio dentro da calcinha, atrás. Como eu não sou má gritei.
- Victoria, Victoria!
E então TODA a escola riu. Até mesmo Jacob e Edward.
- Vadia! — gritou ela pra mim. E eu tinha culpa?
(...)
A rotina comum da escola, como Educação Física, voltou a ser parte da minha rotina. Eu estava... Victoria fecha meu armário com força. De volta a ação.
- Desculpe! — disse sinicamente.
- Tudo está ficando grande em mim. — disse Bree de longe com Victoria. — Jake acha que eu tenho uma desordem alimentar. — suspirou.
De longe conversavam, e eu sabia que era sobre mim.
TIrei logo a roupa, querendo ir logo pra Ed. Física e depois sair de perto.
(...)
Eu e Nessie conversávamos e todo mundo no corredor olhava seus celulares, rindo e me encarando.
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