Para sempre... - 1ª TEMPORADA
4 Capítulo - Pesadelo Batente ll
Notas iniciais
Todos olhavam em direção a mim mas eu ignorei, com certeza era por causa do gesso tirado.
- Estou me recuperando e... Tudo voltou ao normal. — eu disse à conselheira estudantil, Valorie, Mallorie, sei lá.
- E você não é mais uma excluída. — riu e eu a encarei séria. — Foi só um pouco de humor para desarmá-la. - disse ela, e quando falou a palavra "desarmá-la" apontou para o braço. Qual é, existem piadas melhores. Não cansavam de fazer piadinhas sobre o meu braço não? — Estava brincando. — completou sorrindo amarelo, vendo que eu não achava a graça. — Então, como está se sentindo sobre o aumento na taxa de suicídios de adolescentes? Os pulsos estão inquietos? — disse ela insinuando algo.
Valorie ainda precisava trabalhar na sensibilidade. Mas nem sua falta de sutileza iria estourar minha bolha.
- Na verdade, o nível de idiotice da minha vida está atualmente bem baixo. Na verdade, eu estava pensando e...
- ISSO GAROTA! — gritou ela de repente. — Adoro quando pensa. — fez uma dancinha. Ah meu Deus.
- Que talvez pudessemos transformar os encontros semanais em mensais. — disse diretamente. Qual é, toda semana se encontrar com aquela louca?
- Por que acha que a sua vida não está uma droga?- assenti - São esses encontros! — disse ela se achando.
- Ou talvez porque eu esteja bem.
- Então não está se sentindo mal sobre nada?
- Não!
- Seu corpo?
- Não!
- Nem os seus dentões? — dentões? Fiquei ofendida. Fiz uma careta tentando não amostrar meus dentes. Não sei pra que, não tenho dentes grandes!
- Não..
Meu celular apitou.
- Ou que tal... Seus seios? — amostrou a tela do celular dela, eu tirando a roupa no vestiário das meninas, com meus seios aparecendo.
(...)
Coloquei o capuz do meu moletom rosa na cabeça me esforçando para não chorar e saí da sala da conselheira estudantil. Quem fez uma maldade tão grande? Era por isso que estavam rindo de mim! Deve estar no celular de cada aluno.
As pessoas ainda riam, e olhavam pra mim. Então eu caminhei mais, vendo uma rodinha de alunos olhando para a parede. Edward Cullen estava lá também.
Me aproximei. Não queria ter feito isso. Estava lá, um banner enorme da foto minha, amostrando pra escola inteira.
- Não sei qual é o grande problema. — disse Edward Cullen, olhando pra foto. — Não há tanto para ver. — seus amigos riram e ele sorriu, mas seu sorriso desmanchou quando ele viu que eu estava do seu lado. Meus olhos marejaram.
Não só minha realidade estava uma grande droga, como aparentemente minha fantasia com Edward Cullen também. Virei as costas, andando rapidamente e evitando todos os olhares, inclusive o dele, até a mim.
Eu estava paralisada. E era o tema da minha escola agora. De novo. Mas o que eu não conseguia entender era porque os meus peitões eram tão fascinantes.
- Não é que eles sejam pequenos. É que o diâmetro da aureola não é proporcional ao tamanho do seio. — passou um nerd dizendo. An?
- Não importa de onde você os olha, eles sempre vão te olhar de volta! — disse um jogador do time da escola.
- Você está brincando? ELES SÃO ENORMES! — disse uma asiática ou sei lá o que.
Ao menos eu estava segura no santuário, onde havia apenas uma regra: Não pergunte, não conte.
Era o lugar da escola onde alguns se pegavam, alguns nerds ou fracassados se escondiam, alguns gays e lésbicas habitavam.
Eu realmente gostava que os desajustados mentais não se importassem com meu pesadelo "peitoral". Eles estavam ocupados... Medindo meus peitos.
E, evidentemente o sinal do santuário melhorou.
- Bella! — disse Nessie acompanhada de Angela, andando até mim.
- Recebemos suas mensagens. — disse Angela. — O que aconteceu?
- Peguei Edward tirando sarro de mim.
- Ele é tão "o que" em tudo. Agradeça por não ter dado para o idiota.
Precisava dizer que dei ao Edward o dom da minha vagina.
Mas, não era a hora certa.
- Ignore os olhares e aja como se não ligasse. — Nessie aconselhou.
- Isso, quanto mais deixar rolar, menos gente prestará atenção em você. — completou a Angela.
Mas... na saída do santuário estava mais posteres dos meus seios e uns 40 garotos fingindo massageá-los.
Estou tentando não ligar mas a única coisa que consigo deixar rolar são meus olhos. Porque minha mãe simplesmente esqueceu de me pegar na escola ou atender o celular.
- Acha que te amo mais do que me ama? — disse Bree melosa, atracada no pescoço de Jacob, passando pra ir pra casa.
- Quê?! — respondeu ele. Ri internamente.
- Bem, às vezes penso que nosso amor é desigual! — disse sorridente. Essa menina era mais lesa que uma porta.
- Hmm.. Hey, Swan, precisa de uma carona? — perguntou ele pra mim.
- Já estou acostumada a ir a andando.
- Não, vamos lá, nós insistimos! — disse Jacob, mas vi Bree apertando sua mão, com cara de "Jacob, não!". Ele a encarou e revirou os olhos. — Ah, vamos.
E fomos em direção ao carro do Jacob, um carro sem teto. Era simples, mas até que era legal.
- Por que ela não pode sentar atrás? — perguntou Bree a Jacob na maior cara dura.
- Porque minhas caixas de som são enormes e poderiam bater no braço dela! — disse Jacob. Aham. Vai ver ele simplesmente não suportava mais a Bree. — Entra aí. — acenou pra mim. — Leva um minuto para o motor esquentar. — avisou ele. E ficamos esperando no carro. — Então... Escutei o que aconteceu com você hoje. Como está? — perguntou.~encia
- Digerindo. — respondi querendo chorar.
- Cara, sinto muito. Foi uma ação ridícula. Muito desprezível. — disse ele.
- Estou acima disso. — falei.
- Dar a outra face é o certo a se fazer. — disse Bree.
- Não! Não é não. Bella, precisa achar quem fez isso e pedir expulsão.
- Aposto que o culpado já se sente mal. Sabe, as vezes a culpa é a punição suficiente. — ofegou Bree.
- Pessoas más não sentem culpa, Bree! — argumentou Jacob. — Se o culpado tivesse consciência nunca teria feito, pra começar.
Virei a cara pra outra direção, deixando que discutissem. Estava com a impressão que o incidente não morreria tão cedo. Mas encontraria todo o refúgio em minha casa.
(...)
- Querida! Eu sinto tanto!
- Tudo bem mãe, isso não se compara a ter esquecido de me buscar na escola.
- Eu sei mas considerando o que aconteceu hoje..
- Nessie te falou?
- Não, li no meu feed de notícias. — Triste e horrível fato: Minha mãe tinha mais amigos nas redes sociais do que eu. - Mas vamos mudar isso completamente. Tenho uma surpresa. — tirou de um envelope uma foto montagem da minha cara colada num corpo de uma peituda.
- O que é isso?!
- É você com um pequeno acessório.
- Pequeno?!
- É perfeitamente aceitável ter peitos pobres hoje em dia porque agora não precisamos sonhar me ter peitos novos! Podemos comprá-los! Eu comprei.
- QUANDO COLOCOU SILICONE???
- Depois do colégio quando decidi não ir a faculdade e sim criar você. — minha mãe nunca era sutil pra eu perceber que eu era mais um fardo do que uma benção. — Seus avós me deixaram usar o fundo da faculdade pra graduar meus peitos pra um novo número de sutiã.
- Percebe que eu estou em fase de formação e o que me contou pode ser assustador?
- Ah, por favor, cresci sem celular. Isso é assustador.
- Quando tinha minha idade NINGUÉM tinha um celular.
- Não tenho que me explicar. Como sua mãe é meu dever te assustar.
- E me dar transtorno disfórmico corporal.
- Como se fosse algo ruim.
(...)
Minha realidade sem as fantasias para perseguir estava ficando difícil de suportar, mas eu sabia o que fazer.
Tomei controle da situação.
Fui no corredor onde estava lotado de alunos idiotas.
- EI PESSOAL! DEEM UMA OLHADA! — disse, subindo a blusa e amostrando meus pequeninos seios.
No cenário da minha fantasia seria a durona, a rebelde. Seria a estrela de rock legendária que ninguém esqueceria. Mas na reaidade... Tinha mais de trinta pessoas tirando foto dos meus seios. Abaixei a blusa rapidamente, me arrependendo de tudo isso que eu fiz.
- BELLA SWAN, COMPAREÇA A DIRETORIA.
(...)
Minha conselheira comia torradas freneticamente.
- SEI QUEM SACANEOU SUAS TETAS! — gritou ela feliz.
Minutos depois Victoria entra na sala da conselheira.
- Fui eu. — ela diz esnobe na cadeira.
- Bem, é um bom começo. — disse a conselheira olhando pra mim. — Agora pode explicar por que fez isso?
- Foi um acidente. — mentiu.
- Eu vi a foto. Foi tirada com intenção. — disse a conselheira.
- Está certa. Fiz de propósito. — Victoria botou sua máscara de boazinha. — Foi um anúncio de serviço público, para mostrar o que pode acontecer se mudar em público. Desculpa — virou-se pra mim com tédio — posso ir agora, Valerie?
- É srta. Marks. — ralhou a conselheira.
- Tudo bem, Valorie. — envenenou Victoria.
- Ouça, Victoria, não posso deixar você ir até reconhecer o que você fez não foi amigável. — disse a conselheira gaguejando, não tinha moral mesmo.
- Bella e eu não somos amigáveis. Sem ofensas. — disse se virando pra mim.
- Que seja. — respondi sorrindo falsamente.
- Ela pode não estar ofendida, mas eu estou. — disse Valerie querendo virar o jogo.
- Porquê? — Victoria imitou uma voz de boazinha. — Somos amigas. — QUÊ? Olhei pra Victoria querendo fuzilá-la.
- Somos?
- Absolutamente. — afirmou Victoria. RATAZANA! — E como somos amigas, não devemos desperdiçar nosso tempo...
- Não tão rápido, AMIGA! — disse Valerie. — Digo, qual a mais importante regra das amigas?
- Amigos não deixam amigos usar jeans velho? — chutou Victoria envenenando a conselheira.
- Não. — disse Valorie com cara de cu. — Amigas não machucam as amigas de suas amigas.
- Isso é uma ameaça? — disse Victoria. Óbvio que ela não podia ter ameaça de ninguém desse colégio só porque o pai dela construiu o planetário.
- Está brincando comigo? Ela está tentando ser boazinha, mandar foto nua de alguém é ilegal! — ralhei.
- É? — perguntou Valerie. Ah meu Deus.
- Sim, sou menor de idade!
- ELA É MENOR! — disse Valerie pra Victoria.
- Entendi. Vocês duas armaram pra mim! — disse Victoria fingida, inventando um choro. — Sabe, Valorie, existem leis contra esse tipo de manipulação emocional feita pelos professores!
- Não, não, não. Não há ninguém manipulando emocionalmente aqui, há Bella? — disse Valorie quase chorosa.
- Há mas não está vindo de você. — falei.
- ISSO É BULLYING! — ralhou Victoria fingida. VACA!
- Por favor não mexa com ela. — Valerie sussurrou pra mim.
- Seu tom de voz teve ameaça. Não me sinto segura aqui. — disse Victoria chorando falsamente.
- Não quero que se sinta insegura. — a conselheira se apressou em corrigir.
- Então eu deveria sair daqui. Mas seja avisada, Val, várias pessoas foram a cadeia por menos. Então cuide-se. — disse.
- Eu vou, eu realmente aprecio seu sábio conselho. — falou a medrosa conselheira, PUTA QUE PARIU!
- De nada! — disse Victoria sorrindo "vitoriosa". Toda vez que queria humilhar alguém, Victoria dizia "De nada" depois.
Ela saiu e eu olhei com cara de merda pra Valerie.
- Bom, achei produtivo! — enrolou.
(...)
Desde jovens, as meninas esperam uma fantasia romântica. Talvez eu não seja uma dessas garotas que consegue alcançá-las. Talvez eu tivesse que esperar.
Abri minha conta no facebook e dei de cara com:
O que você está pensando?
Bella está necessitando de ajuda. Todos os heróis, por favor, compareçam.
Postei.
-Narrador-
Do outro lado da cidade...
Edward Cullen olhava a postagem de Bella.
-Bella-
Meu pai adentrou o quarto. Ele era o cara mais legal que eu conhecia.
- Sua mãe me contou o que aconteceu na escola hoje. E o que ela aconselhou. E quero ser claro sobre algo.. Você deve ignorá-la.
- Já há cinco anos que faço isso, pai.
- Agora, ela quer o bem, mas você lembra que éramos apenas dois anos mais velhos que você quando sua mãe ficou grávida. As vezes penso que ela gosta de ser sua amiga e não sua mãe. Então não fará nada louco no seu corpo. E não se machucará, certo?
- Pai, eu não me odeio. Só ensino médio, mas tudo bem. Sei que vai terminar com o tempo.
- Bem, você nunca mais será capaz de controlar as coisas que aconteceram a você, bebê, mas você poderá controlar o que sente.
- Faça uma limonada com seus limões. — eu disse.
- Tudo bem espertinha. Bom sono. — disse, dando um beijo em minha testa e retirando-se.
Meu celular apitou.
- Alô?
- Quer as boas ou más notícias? — perguntou Ness.
- Vai logo.
- Certo. Embry Call disse que meus seios parecem torpedinhos.
- E as boas notícias?
- Ele disse que bateria uma por eles.
- Ew, muita informação.
- Como não me deixa ler, qual o título do seu blog hoje?
- "Super exposta e pouco apreciada".
- Sério, Bella? Agora está sendo emo.
- Esqueci de dizer algo. — eu estava decidida.
- O que?
- Eu transei com Edward Cullen.
- COMO PODE ME ESQUECER DE DIZER QUE TRANSOU COM EDWARD? — pude ter certeza que ela caíra de algo, uma cama ou uma cadeira.
- QUANDO? ONDE? PRECISO SABER AGORA! — a outra porta que tinha do meu quarto dava pra sacada, então alguém veio me ver. Afastei a cortina. AI MEU DEUS! ERA O EDWARD!!!!!!!!!
- ONDE FOI? QUANDO? DEVIA TE ME CONTADO ANTES! — Nessie berrava loucamente no telefone.
- Ligo pra você depois.
- Que? Alo?
Abri a porta.
- Oi. — eu disse.
- Peguei todas as suas fotos que estavam pela escola. — disse ele, me entregando uma caixa enorme de papelão.
- O-obrigada.
- E... sinto muito... Pelo o que me ouviu dizer.
- Tudo bem, eu já superei. — disse encarando o chão.
- Não, não está tudo bem. Preciso que saiba que eu... Não estava rindo de você. Estava tentando desviar a atenção dos seus peitos. Que aliás, são incríveis.
- Você estava sendo o meu herói. — DROGA, POR QUE EU DISSE ISSO?
- Eu estava tentando. — abaixou-se e eu fiquei de ponta de pé. E rolou aquele beijo de cinema. E ele pegou e agarrou forte na minha cintura e na nuca, como era o estilo de Edward Cullen.
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