Para nós, todo o amor do mundo
1 Capítulo 1 - O início do novo ano
Notas iniciais
[POV. Lily]
Eu estava deitada de bruços no quintal da minha casa, enquanto lia um livro qualquer. Faltava apenas um dia para o embarque na plataforma 9 ¾, eu contava os segundos para poder estar no meu mundo novamente, e, acima de tudo, ver minhas amigas, Marlene Kings, Joanna Lion, as grifinórias do meu ano e do meu coração.
Minha mãe me tirou de meus pensamentos com um grito vindo da porta dos fundos.
- Filha! Você ainda não tomou banho? — ela olhou para a minha camiseta furada de banda — Valter, o namorado de Pet, vem jantar hoje, esqueceu?
- Ah mãe, Petúnia não faz a menor questão de mim no jantar, eu estava pensando em sair para um sorvete com o Sev.
Mamãe abaixou os olhos, como sempre fazia quando via a clara rivalidade que a magia criara em sua família, passou os olhos pelos meus cabelos ruivos e me olhara novamente nos olhos.
- Essa noite, não, meu amor, esteja aqui para prestigiar a felicidade de sua irmã, por favor? Amanhã você já vai para a escola e eu sei o quanto você está ansiosa para rever um tal de Pot…
- Mãe! — exclamei, ficando vermelha — eu fico aqui para o jantar, mas nunca mais repita que eu quero ver o Potter, ou qualquer pessoa que tenha “Pot” no nome! — E falando isso, corri escada acima para tomar um banho.
Vesti um short curtinho e uma camiseta larga, afinal, o namorado era da minha irmã, não meu. Prendi o cabelo num rabo de cavalo e desci as escadas. Meus pais riam em um dos sofás e meu novo cunhado abraçava minha irmã, que vestia um short jeans curto e uma blusa estampada floral.
- Oi — falei, enquanto me sentava perto de meu pai.
- O que você está fazendo aqui? — Petúnia me perguntou.
- Petúnia, não estou mais feliz do que você com isso, ok? Fiz isso pela MINHA mãe, não por você.
- Meninas, meninas, parem, por favor — meu pai exclamou, ficando vermelho de bravo, isso era uma das únicas coisas que o irritava: eu e minha irmã brigando.
- Ok, pessoal — minha mãe nos chamou para a sala de jantar — a comida está servida.
Minha mãe havia feito macarrão com molho pesto: o preferido de Pet. Eu comi rápido e sem ouvir as conversas, inclusive, no final da janta, me ofereci para lavar os pratos, não conseguia mais ouvir todo o mimimimi nhenhenhe daqueles dois.
Depois de concluir a tarefa, subi para meu quarto e tranquei a porta. Fiquei de calcinha e sutiã enquanto re-arrumava todo meu malão (coisa que já tinha feito mil vezes durante a semana). Quando finalmente terminei tudo, já passavam das dez da noite, e, colocando a cabeça para fora do quarto, descobri que Valter já havia ido embora. Desci para desejar boa noite aos meus pais e lembrá-los de levantar cedo, já que no dia seguinte seria 1º de setembro.
Quando deitei para dormir, sonhei com Hogwarts e tudo aquilo que ela tinha e escondia: minhas amigas, meus deveres, meu novo distintivo de monitora. E com mais alguém.
*
[POV. James]
Acordei atrasado dia 1º, para variar. Almofadinhas, que era praticamente meu irmão desde o Natal passado, estava dormindo no quarto dele e meus pais estavam tomando café quando eu desci, já vestido e com os olhos inchados.
- Até que enfim, James! — minha mãe ralhou, passando um prato de panquecas para mim e um copo de suco, para logo depois correr até o andar de cima para chamar Sirius.
- Filho, por favor — meu pai começou seu discurso, que eu já havia ouvido quatro vezes, e estava começando a quinta — não me faça ter que ir até Hogwarts responder por vocês. Você já é um homem, apronte o que achar necessário, mas seja discreto — e deu uma piscadela para mim, o que me fez rir e tocar sua mão.
- Pai, pode deixar. Eu e Sirius sabemos o que aprontamos.
Meu melhor amigo desceu até a cozinha, também vestido, para tomar um pequeno café antes de irmos para a estação, já que minha família costumava fazer a chamada “aparatação conjunta”, não estávamos muito atrasados.
Pegamos nossas coisas e aparatamos, de mãos dadas com meus pais. A estação estava lotada, como sempre. Beijei meus pais, prometendo que voltaria para o Natal e eles foram embora. De cara, vi Remus correndo até nós.
- E ai cara, como foram as férias? — ele me perguntou.
- Um tédio — eu e Sirius falamos juntos, porém Sirius continuou — conseguimos finalizar aqueles “esquemas”, sabe?
- Uh, deu certo?
Continuamos uma conversa de códigos, para ninguém mais entender, a verdade é que tínhamos conseguido nos transformar em animais. Quando finalmente pareceu aceitável entrar no trem, eu e Sirius fomos para um vagão enquanto Remus foi para o dos monitores por uns 10 minutos. Peter sentou-se com a gente. Tudo parecia tranquilo, até que…
- Oi gente, desculpa, sei que sou monitora, mas será que… — Lilian Evans estava parada a porta, com o uniforme daquela forma que só ela sabe usar e os cabelos ruivos lindamente a emoldurando. — Ah, Potter, Black. Eu abri a cabine errada.
- Evans! — exclamei — pode deixar suas coisas aqui, não vamos remexer até achar suas calcinhas.
- Ah, Potter, eu realmente tenho pena de você — ela deu um meio sorriso lindo, que vinha me hipnotizando desde o terceiro ano, e fechou a porta atrás de si, entrando na cabine da frente, onde Marlene e Joanna estavam sentadas.
Logo em seguida, Remus abriu a porta e se atirou no banco. Conversávamos animadamente sobre nossas férias até que a porta se abriu novamente.
- Será que eu poderia me sentar…? — Severo Snape abriu a porta, os cabelos olhosos caindo a sua cara — Ah, Potter, Black, Lupin. Cabine errada — virou-se e fechou a porta.
*
[POV. Lily]
Depois de entrar na cabine de Potter por acidente, e de voltar da cabine dos monitores, me sentei com Marlene e Joanna em uma cabine de frente para a cabine dos “Marotos”, como eram chamados. Nós falamos uma para as outras detalhes de nossas férias. Marlene havia viajado ao Brasil, para conhecer a Amazônia, onde existe uma pequena escola de magia. Joanna havia passado as férias treinando artes marciais, para ver se conseguia entrar na Liga da Grifinória. E eu? Bom, eu passara as férias lendo, e aturando minha irmã. Eu sempre achara que merecia um prêmio por isso.
- Posso confessar uma coisa? — Joanna balançava os cabelos loiros loucamente, e piscava também, sinais que ela estava nervosa.
- OBVIO — falamos juntas.
- Eu meio que sinto falta de ficar com o Remus.
Franzi os lábios, Remus andava com James, e James era… repugnante, arrogante, idiota, e incrivelmente bonito também, afastei esse pensamento rapidamente. E apenas perguntei:
- Porque vocês terminaram, mesmo?
- Ele disse que gostava demais de mim, mas éramos “incompatíveis”.
- Vocês vão acabar voltando.
Chegamos a estação e o ano começou, eu mal via a hora, e não perdia por esperar.
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