Para nós, todo o amor do mundo

1 Capítulo 1 - O início do novo ano


Notas iniciais
Gente, todos os personagens (ou quase) serão da Tia Jô, é uma história sobre os MAROTOS, exatamente por eu poder inventar o que vier na telha e não seguir o cronograma mental da tia Jô (que eu nunca entendi). Bom, eu escrevo por prazer, pra me distrair da vida mesmo, então não sei quando postarei de novo, pretendo terminar essa fic, sem previsão, mas quero. Porém só vou continuar postando se eu tiver reviwes então pessoal, colaborem com minha "terapia particular".

[POV. Lily]

Eu estava deitada de bruços no quintal da minha casa, enquanto lia um livro qualquer. Faltava apenas um dia para o embarque na plataforma 9 ¾, eu contava os segundos para poder estar no meu mundo novamente, e, acima de tudo, ver minhas amigas, Marlene Kings, Joanna Lion, as grifinórias do meu ano e do meu coração.

Minha mãe me tirou de meus pensamentos com um grito vindo da porta dos fundos.

- Filha! Você ainda não tomou banho? — ela olhou para a minha camiseta furada de banda — Valter, o namorado de Pet, vem jantar hoje, esqueceu?

- Ah mãe, Petúnia não faz a menor questão de mim no jantar, eu estava pensando em sair para um sorvete com o Sev.

Mamãe abaixou os olhos, como sempre fazia quando via a clara rivalidade que a magia criara em sua família, passou os olhos pelos meus cabelos ruivos e me olhara novamente nos olhos.

- Essa noite, não, meu amor, esteja aqui para prestigiar a felicidade de sua irmã, por favor? Amanhã você já vai para a escola e eu sei o quanto você está ansiosa para rever um tal de Pot…

- Mãe! — exclamei, ficando vermelha — eu fico aqui para o jantar, mas nunca mais repita que eu quero ver o Potter, ou qualquer pessoa que tenha “Pot” no nome! — E falando isso, corri escada acima para tomar um banho.

Vesti um short curtinho e uma camiseta larga, afinal, o namorado era da minha irmã, não meu. Prendi o cabelo num rabo de cavalo e desci as escadas. Meus pais riam em um dos sofás e meu novo cunhado abraçava minha irmã, que vestia um short jeans curto e uma blusa estampada floral.

- Oi — falei, enquanto me sentava perto de meu pai.

- O que você está fazendo aqui? — Petúnia me perguntou.

- Petúnia, não estou mais feliz do que você com isso, ok? Fiz isso pela MINHA mãe, não por você.

- Meninas, meninas, parem, por favor — meu pai exclamou, ficando vermelho de bravo, isso era uma das únicas coisas que o irritava: eu e minha irmã brigando.

- Ok, pessoal — minha mãe nos chamou para a sala de jantar — a comida está servida.

Minha mãe havia feito macarrão com molho pesto: o preferido de Pet. Eu comi rápido e sem ouvir as conversas, inclusive, no final da janta, me ofereci para lavar os pratos, não conseguia mais ouvir todo o mimimimi nhenhenhe daqueles dois.

Depois de concluir a tarefa, subi para meu quarto e tranquei a porta. Fiquei de calcinha e sutiã enquanto re-arrumava todo meu malão (coisa que já tinha feito mil vezes durante a semana). Quando finalmente terminei tudo, já passavam das dez da noite, e, colocando a cabeça para fora do quarto, descobri que Valter já havia ido embora. Desci para desejar boa noite aos meus pais e lembrá-los de levantar cedo, já que no dia seguinte seria 1º de setembro.

Quando deitei para dormir, sonhei com Hogwarts e tudo aquilo que ela tinha e escondia: minhas amigas, meus deveres, meu novo distintivo de monitora. E com mais alguém.

*

[POV. James]

Acordei atrasado dia 1º, para variar. Almofadinhas, que era praticamente meu irmão desde o Natal passado, estava dormindo no quarto dele e meus pais estavam tomando café quando eu desci, já vestido e com os olhos inchados.

- Até que enfim, James! — minha mãe ralhou, passando um prato de panquecas para mim e um copo de suco, para logo depois correr até o andar de cima para chamar Sirius.

- Filho, por favor — meu pai começou seu discurso, que eu já havia ouvido quatro vezes, e estava começando a quinta — não me faça ter que ir até Hogwarts responder por vocês. Você já é um homem, apronte o que achar necessário, mas seja discreto — e deu uma piscadela para mim, o que me fez rir e tocar sua mão.

- Pai, pode deixar. Eu e Sirius sabemos o que aprontamos.

Meu melhor amigo desceu até a cozinha, também vestido, para tomar um pequeno café antes de irmos para a estação, já que minha família costumava fazer a chamada “aparatação conjunta”, não estávamos muito atrasados.

Pegamos nossas coisas e aparatamos, de mãos dadas com meus pais. A estação estava lotada, como sempre. Beijei meus pais, prometendo que voltaria para o Natal e eles foram embora. De cara, vi Remus correndo até nós.

- E ai cara, como foram as férias? — ele me perguntou.

- Um tédio — eu e Sirius falamos juntos, porém Sirius continuou — conseguimos finalizar aqueles “esquemas”, sabe?

- Uh, deu certo?

Continuamos uma conversa de códigos, para ninguém mais entender, a verdade é que tínhamos conseguido nos transformar em animais. Quando finalmente pareceu aceitável entrar no trem, eu e Sirius fomos para um vagão enquanto Remus foi para o dos monitores por uns 10 minutos. Peter sentou-se com a gente. Tudo parecia tranquilo, até que…

- Oi gente, desculpa, sei que sou monitora, mas será que… — Lilian Evans estava parada a porta, com o uniforme daquela forma que só ela sabe usar e os cabelos ruivos lindamente a emoldurando. — Ah, Potter, Black. Eu abri a cabine errada.

- Evans! — exclamei — pode deixar suas coisas aqui, não vamos remexer até achar suas calcinhas.

- Ah, Potter, eu realmente tenho pena de você — ela deu um meio sorriso lindo, que vinha me hipnotizando desde o terceiro ano, e fechou a porta atrás de si, entrando na cabine da frente, onde Marlene e Joanna estavam sentadas.

Logo em seguida, Remus abriu a porta e se atirou no banco. Conversávamos animadamente sobre nossas férias até que a porta se abriu novamente.

- Será que eu poderia me sentar…? — Severo Snape abriu a porta, os cabelos olhosos caindo a sua cara — Ah, Potter, Black, Lupin. Cabine errada — virou-se e fechou a porta.

*

[POV. Lily]

Depois de entrar na cabine de Potter por acidente, e de voltar da cabine dos monitores, me sentei com Marlene e Joanna em uma cabine de frente para a cabine dos “Marotos”, como eram chamados. Nós falamos uma para as outras detalhes de nossas férias. Marlene havia viajado ao Brasil, para conhecer a Amazônia, onde existe uma pequena escola de magia. Joanna havia passado as férias treinando artes marciais, para ver se conseguia entrar na Liga da Grifinória. E eu? Bom, eu passara as férias lendo, e aturando minha irmã. Eu sempre achara que merecia um prêmio por isso.

- Posso confessar uma coisa? — Joanna balançava os cabelos loiros loucamente, e piscava também, sinais que ela estava nervosa.

- OBVIO — falamos juntas.

- Eu meio que sinto falta de ficar com o Remus.

Franzi os lábios, Remus andava com James, e James era… repugnante, arrogante, idiota, e incrivelmente bonito também, afastei esse pensamento rapidamente. E apenas perguntei:

- Porque vocês terminaram, mesmo?

- Ele disse que gostava demais de mim, mas éramos “incompatíveis”.

- Vocês vão acabar voltando.

Chegamos a estação e o ano começou, eu mal via a hora, e não perdia por esperar.

Notas finais
O que vocês acham? Merece ser continuada?