Para Todo Sempre S2
18 O Ultimo Beijo ❤
Notas iniciais
❤Para Todo Sempre!
Capítulo: Ultimo Beijo ❤
— Sabia que Eu Te amo? E Sua carinha de raiva é umas das minhas preferidas. Claro que nenhum de seus semblantes é mais lindo, do que o de ontem à noite, quando você me levou a loucura. – Ao dizer cada palavra sua voz era carregada de uma excitação. Ele toca os lábios de Maria com a pontas do dedos. _ Maria, meu amor não existe nesse mundo e creio que em nenhum outro, uma mulher que me faça sentir o que você faz comigo. Hoje mesmo prometi te esquecer, deixar você em paz... Mas cada vez que eu te olho ou mesmo sinto seu cheiro, todos as promessas que eu faço são aniquila no momento que meus olhos se encontra com o seu. Eu não consigo te esquecer, nem sei se realmente quero. _ Estevão aproximou seus lábios do dela e disse... _ Eu Te amo e não nenhum domínio dos meus sentimento por você.
— Estevão, eu não posso! Por favor... _ Maria realmente não sabia o que fazer, enquanto se perdia nos olhos de Estevão e sentia os dedos dele tocando seus lábios ela se perguntava se não poderia esquecer tudo e apenas beijar os lábios dele e dizer que o amava, que nada nesse mundo poderia mudar o que ela sentia.
— Meu amor, minha pequena eu não consigo eu queria ser forte como você! – Ele tira as mãos dos lábios Maria, colocando as duas mãos na face dela e a cariciando com delicadeza. _ Eu não quero e nem se quisesse poderia resistir a esse amor que parece que vai me consumi pouco a pouco... Prefiro sofrer com seu desprezo, seu ódio e até mesmo com sua rejeição. Eu só não posso de maneira nenhuma é viver sem amar você. Deixe-me pelo menos te dar o último beijo? — Ele esperou uma resposta de Maria, ela estava com os olhos fechado sentido o toque dele, junto com suas palavras. Ela continuava muda e mantinha os olhos fechados.
Estevão tocou novamente os lábios de Maria, como se estivesse pintando uma obra de arte, seu dedo polegar era como se fosse o pincel e os lábios de sua amada a tela mais preciosa que já existiu. Maria enfim criou coragem de abrir os olhos, ela se deparou com olhar de Estevão... Ela queria e necessitava daqueles lábios! Uma vida toda beijando aquela boca não seria suficiente para ela. Estevão conseguiu vê nos olhos de sua amada o que a boca dela não ousou responder. Logo que de imediato ele acercou os lábios doce e quente dela... Foi um beijo direto, os lábios se perdia um no outro, enquanto suas línguas procuravam um espaço na boca do outro. Os dois se inebriava com sabor do beijo, era o sabor mais deleitoso que os dois sentiram em toda uma vida, o sabor junto com o hálito quente entrou na corrente sanguínea, tanto na de Maria como na de Estevão. O coração bombeava cada vez mais sangue, era possível ouvir batimentos. Os corações parecia festejar aquele beijo. Como se esse beijo colocasse um fim na guerra, que tanto machucou um ao outro.

Na entrada da sala duas pessoas observava e comemorava em silencio o beijo de Maria Estevão... Bella e Vivian chegaram na sala um pouco depois do início do beijo dos dois. Ficaram com medo de sair e acabar interrompendo aquela linda cena. Decidiram ficar paradas, quietas com temor até de respirar e serem escutadas. Vivian tocou o braço de Bella em sinal para elas tentar sair sem fazer barulho. Elas conseguiram sair pra fora da casa.
— O que foi isso, que beijo era aquele? – Bella tentava falar baixo, levando a mão direita na boca.
— Não me pergunte Bella... Estou sem palavras. Meu Deus! Sinceramente eu acho que depois de ver aquele beijo, não tenho mais certeza se algum dia já fui beijada.
— Eu tenho absoluta certeza, com toda a minha pouca experiência com beijos... Nunca me beijaram daquela forma. Sou literalmente BV a partir de hoje. Será que eles já pararam? – Bella disse isso tentando conter o riso.
— De verdade? Acho que não! Espero sinceramente que eles lembrem-se de respirar.
Sala
Maria e Estevão ainda se deleitava com o beijo... Seus lábios aos poucos se desvencilharam. O ritmo cardíaco insistia em continuar acelerado. Permaneceram com os lábios encostado um no outro, seus olhos ainda fechados... Nenhum dele queria se afastar. Estevão teve medo de que aquele fosse mesmo o último beijo e Maria agora sabia que estava cada vez mais perto de pular do precipício.
— Maria, eu... _ Maria levou as mãos nos lábios de Estevão falando...
— Não vamos estragar o nosso último beijo com palavras.— Ela tirou a mãos do lábios dele, se afastou indo ao encontro da escada. Subiu o primeiro degrau e novamente seus olhos buscava o de Estevão. Ele ainda se encontrava no mesmo lugar, estático. Ela deu um sorriso discreto e disse... _ Eu não sou tão forte! – Ela subiu as escada indo em direção ao quarto.
Estevão continuo na sala, ele pensava no beijo e também nas palavras dela. “Eu não sou tão forte!” Aquela palavra acendeu um pouco de esperança em seu coração.
* Canadá Toronto
Em um escritório de portas trancadas um homem se embriagava com seu whisky... Se olhava no espelho talvez tentando se encontrar. Seu reflexo mostrava um homem destruído por ele mesmo. A cada ano a vida se tornava mais difícil, ele mudou de nome, endereço, país e família. Apesar de todas suas mudança, seu passado insistia em atormentar seus dias e noites.
— Pai está ai? Abra por favor!
— Só um momento filho. – Ele seguiu até a porta e a abriu.
— Precisamos conversa! Chega de ardia mais essa conversa pai.
— Greco eu já lhe falei que de maneira nenhuma você vai para o México. – Sua voz era firme e tomada pelo medo.
— Pai, eu tenho muito respeito pelo senhor, mas sinto muito essa decisão só diz respeito a mim. Eu não vou perder essa oportunidade. O melhor hospital do México me oferece um trabalho e o senhor quer que eu recuse?
— Eu compro um hospital aqui pra você se for preciso.
— De maneira nenhuma, essa decisão já foi tomada. Estou apenas te comunicando.
México Fazenda
Quarto Maria
Maria arrumava suas coisas, tinha um certo desespero. Tudo o que ela precisava era sair do mesmo ambiente de Estevão. Aquele amor por ele era maior que tudo. Esse dias com ele fez ela vê que o amor que ela negou por tantos anos continuava intacto em seu coração.
— Mãe está ai? — Vivian batia na porta do quarto de Maria.
— Sim, filha entre!
— O que está fazendo?
— Estou arrumando minhas coisas, precisamos voltar pra cidade logo. – Maria estava de costa pra Vivian.
— Aconteceu algo? – Vivian tentava manter a descrição, mas isso pra ela era quase impossível.
— Sim várias coisas... Falei com Alberto tenho que ir para Itália. Problemas que só eu posso resolver. E o desfile foi adiantado, então amanhã termos uma reunião muito importante.
— Quando vai ser o desfile?
— Em um mês! Mas não se preocupe, tenho uma ótima equipe! Você e Bella são as melhores. – Maria tentava mostrar otimismo.
— Com certeza, Vamos arrasar! Foi só isso que aconteceu hoje? – Vivian ainda tentava arrancar a confissão do beijo de Maria.
— E você acha pouco? Filha vamos ter que trabalhar dobrado. – Maria tentava decifrar o semblante de Vivian.
— Não é pouco. A senhora sabe que antes de ser sua filha sou sua amiga, ne mãe?
— Eu sei meu amor... Mas porque essa carinha de quem tem algo pra falar só não encontra como? – Maria colocou a mão no queixo de Vivian analisando o sorriso dela.
— Pirou mãe? A senhora que tem um brilho diferente nos olhos... A minha cara é a de sempre já a sua, não posso dizer nada.
— Só se for brilho de desespero, com essa viagem e com o desfile. – Maria perguntou pra se mesma se estava tão escancarado esse amor nos olhos dela. _ Agora vá arrumar suas coisas, eu vou tomar um banho e depois saímos.
— Vou deixar a senhora tomar banho então... Esse quarto está muito quente! – disse com ironia.
Maria observou Vivian sair e foi para o banho... Ficou bem inquieta com as pergunta de Vivian!
Flashback: ON
México: Hospital
Um Mês após Maria ser presa.
Estevão aguardava ansioso a enfermeira, precisava fazer o exame... Alba estava junto a ele, sua mente maligna já estava arquitetando um plano de evitar que Estevão fosse vê Maria.
— Estevão, você ainda tem essa ideia absurda de procurar aquela mulher.
— Tia, já disse que isso é assunto meu! Não vou me ausentar desse país sem minha filha, mas pode ter certeza que assim que ela estiver melhor eu vou junto com ela para Itália. Preciso encarar meus problemas e resolver o que vou fazer da minha vida. E agora ainda tem essa doença de Bella, mas do que nunca preciso de Maria. Ela pode ter me causado a maior dor, mas ainda é mãe da minha filha.
— Você não precisa dela, eu estou aqui e amo incondicionalmente Bella! – Alba dissimulava... Levantou e disse que vê porque a demora da enfermeira.
Alba saiu, demorou em torno de quarenta minutos e depois voltou com a enfermeira. Estevão acompanhou a enfermeira fez todos os exames. O resultado sairia na manhã do dia seguinte... Ele ficou no hospital a noite toda. Pela manhã o médico responsável chamou ele na sala. Estevão e Alba entraram na sala.
— Senhor San Roman já tenho o resultado de seus exames. – O médico estava com um semblante de que as notícias não era boas.
— Então diga doutor, eu posso salvar minha filha.
— Senhor San Roman como eu disse, esses exames nem mesmo era necessários no momento... Bella está se recuperando muito bem, ela está reagido muito bem ao tratamento.
— Então por que está com essa cara?
— E que os exames indicou... – O médico tentava encontrar as palavras certas.
— Fale Doutor, está me deixando nervoso.
— E que os exames concluiu que o senhor não pode ser o pai biológico de sua filha.
Estevão perdeu totalmente o controle, seu mundo mais uma vez desabava em sua cabeça... Sua filha, sua pequena Bella não era fruto de um amor e se de uma traição. Ele estava em choque! Todos os momentos da gravidez de Maria passou em sua mente. Foram os noves meses mais lindo de sua vida... Quando ele colocou os olhos em Bella a primeira vez, sentiu que o mundo era pequeno pra tanta felicidade. Ele permanecia em silencio olhando para o médico... Alba estava do seu lado esperando a reação de Estevão.
— Posso ver esses exames? – Seu tom de voz era quase um suspiro... A dor que ele sentia era absurda.
— Claro. – O médico entregou os exames na mãos de Estevão.
Estevão pegou os exames e nem ao menos abriu, começou a rasgar, as lagrimas caia em sua face. Alba estava espantada, esperava outra reação. Quando terminou de rasgar os exames olhou para o médico e disse...
— Isso é só papel, aquela criança que está naquele quarto é minha filha e não será o tipo sanguíneo que irá mudar isso. – Ele levantou daquela cadeira com muito esforço pra se colocar em pé. Antes de sair fez mais uma pergunta ao médico. – Minha filha vai precisar da mãe dela? – Ele deu ênfase na palavra “Minha filha”
— Como eu falei, isso não será necessário, não nesse momento. Sua filha está reagindo muito bem aos medicamento... Vamos aguardar.
— Tudo bem! Agora já que terminamos essa conversa quero ficar com minha filha. – Ele saiu daquela sala indo em direção ao quarto de Bella. Alba mais que depressa o acompanhou, tentado envenenar Estevão.
— Eu sempre desconfie, até mesmo já tinha falado pra você e você quase me agrediu, quando eu disse que Bella, poderia nem ser sua filha. A verdade sempre aparece. – Alba pensou que Estevão renegaria Bella.
— Cala-se! Saia desse hospital agora tia Alba. _ Estevão disse isso com um ódio que Alba nunca tinha visto em seus olhos.
— O que eu fiz Estevão, eu não tenho culpa que sua mulher é uma vagabunda! Se Bella não é sua filha isso não é culpa minha.
— Nunca mais em sua vida repita isso. – Estevão pegou no pescoço de Alba fazendo ela ficar sem ar. – Saia desse hospital agora e arrume suas coisas, não quero ver você na minha casa, nem próximo a minha filha. E se algum dia a senhora ousar em falar essa blasfêmia novamente eu a mato. – Estevão tirou a mãos de Alba e seguiu para o quarto de Bella.
Flashback: OFF
Fale com o autor