Para Todo Sempre S2
19 Ciumes ๏̯͡๏
Notas iniciais
Para Todo Sempre
Capítulo: Ciumes ๏̯͡๏
Fazenda San Roman
Quarto de Estevão
Estevão estava se preparando para voltar pra cidade... o beijo o último beijo não sai de sua mente, o gosto doce dos lábios de Maria insistia em permanecer em seus lábios.
— Pai, pai... Terra chamando. – Bella entrou no quarto encontrou Estevão sentado na cama, seus olhos vagava por outro mundo.
— Minha filha, desculpe! Não a vir entrando. O que minha princesa quer? –Estevão despertou com a voz de sua filha.
—O que eu quero vamos ver.... – Bella disse isso de maneira sutil, como se quisesse encontrar as palavras certas. _ Eu quero ou melhor exijo saber qual a data do casamento?
Estevão Fitou os olhos verde da filha, querendo entender sobre o que ela estava falando.
— Não entendi... Casamento? Me explique melhor sua pergunta.
— Ai, Pai nem venha tentar me enganar... Vou lhe refrescar a memória, mesmo sabendo que não possível o senhor ter esquecido de nenhum detalhe do “beijo”. – Bella deu uma ênfase na palavra beijo. _ Eu quero saber a data do casório com antecedência. O senhor acha que Maria me deixa desenhar o vestido dela?
— Isabella San Roman, você não fala coisa com coisa... Você me viu beijando Maria?
— Sim pai, eu entrei na sala com Vivian e vocês dois estava agarradinhos como um casal mais apaixonado que eu já vi.
Estevão não sabia o que dizer, levantou da cama passando a mão no cabelo, tentando encontrar uma explicação aceitável.
— Minha filha, quero que preste muita atenção... O beijo que você presenciou foi um impulso. Eu e Maria não vamos nos casar. Foi apenas um beijo e acho que não vai se repetir. – disse de forma triste as últimas palavras.
— Pai aquilo não foi só um beijo, foi algo muito maior! Sei que você gosta dela, o jeito que você olha pra ela não deixa a menor dúvida. Eu também percebo a forma que ela te olha. Acredite eu sei o que estou falando.
— Bella, não fique fantasiando nada, e por favor, não seja indiscreta com Maria. – Estevão queria acreditar, queria um esperança que o amor ainda estava nos olhos de sua amada.
— Pode deixa, não vou fazer nenhum comentário. Sei ser discreta, mas vou ficar torcendo por mais beijo e claro um casamento. – Bella deu um beijo no pai e saiu do quarto.
Estevão ficou pensando no que Bella falou... _ Como eu queria me casar, ter você de volta pra mim. Oh minha Maria, como eu Te amo!
Após algum tempo, Todos estava reunido na sala, as malas já estava no carro de Estevão. Maria e Vivian voltaria junto com ele.
— Vamos, todas estão prontas. – Estevão disse isso sem tirar os olhos de Maria.
— Sim, vamos! – Maria pegou a bolsa e seguiu de rumo a saída. Vivian e Bella seguiu atrás dela.
Estevão já se encontrava dentro do carro, Maria seguiu pra porta de trás, quando Bella mais que despereça a interrompeu.
— Maria, deixe-me ir atrás com Vivian. Vá na frente por favor!
— Se você preferi Bella, tudo bem! – Maria seguiu e sentou-se do lado de Estevão.
Estevão ficou observando Maria... Na verdade olhava para as pernas dela, que estava amostra. Maria notou a forma que Estevão a olhava e falou...
— Podemos ir? — disse de forma firme, enquanto seus olhos mirou no dele.
— Sim, Claro! – Estevão ficou um pouco constrangido. Ligou o carro e seguiram viagem.
O Percurso foi tranquilo, na grande parte do caminho Bella e Vivian fazia planos sobre o desfile. Maria contou sobre algumas ideias. Estevão sempre que possível ficava admirando a beleza de sua amada. Ao chegar na cidade, Bella e Vivian cochichava sobre algo.
— Pai eu e Vivian vamos ficar no shopping! Você quer ir conosco Maria? – Bella adorava ficar junto com Maria... Porem queria que Maria não aceitasse o convite. Seu plano era deixar Estevão e Maria sozinhos.
— Eu prefiro ir para o hotel, estou um pouco cansada e também preciso resolver alguns detalhe da minha viagem.
— Então tudo bem! Meu pai te deixa no hotel depois de nos deixar no shopping.
— Não precisa! Eu pego um táxi no shopping. Não quero incomodar seu pai. – Maria não queria era ficar sozinha com ele.
— Não será nenhum incomodo, muito pelo contrário será um prazer! – disse isso olhando apaixonadamente pra ela.
— Não precisa mesmo! Sua casa e do outro lado, não precisa mudar seu caminho por minha causa. – Maria disse isso olhando pra Estevão como se pedisse pra ele colaborar.
— Eu não vou pra casa, meu caminho é o mesmo que o seu. Então vou te levar para o hotel, nem adianta discutir.
Maria não respondeu, ela sabia que Estevão estava se aproveitando da situação... Ele sabia que ela não entraria em uma discussão com ele na frente das filhas. Chegaram até o shopping Vivian e Bella se despediram dos dois. Estevão ligou o carro novamente e os dois saíram.
— Será que você não percebeu que eu não queria sua companhia... Me deixe no próximo ponto de táxi! – Maria parecia chateada.
— Eu vou te deixar no hotel! Já falei que é o meu caminho... Será que você pode deixar de ser tão teimosa, Uhm?
— Onde você vai? – A pergunta saiu de forma inesperada até pra ela.
— Vou até o apartamento de Ana rosa! – Estevão disse isso desviando o olhar da estrada, olhando para Maria.
Maria sentiu-se incomodada... Ela tentou disfarçar. Porem seus olhos a entregaram.
— Eu preciso ver como ela está! Ana Rosa, não tem família, apenas uma tia que não mora no país. Eu sou que ela tem de mais próximo de uma família. – Estevão percebeu o olhar que Maria fez. Aquele olhar que a muito tempo ele não via.
— Não tem que me dar nenhuma explicação, eu não tenho nada a ver com sua vida... Ana Rosa é sua noiva eu sou apenas a mãe de sua filha. – As palavras saia de forma áspera.
— Você não é só a mãe da minha filha é a mulher a única mulher que eu amo. – Estevão disse isso, colocando a mão em cima da perna de Maria.
— Não me venha com essas bobagem Estevão. – Maria tirou as mão de Estevão de cima dela. _ Acho melhor você me deixar aqui, não quero que você chegue atrasado no encontro com sua noivinha. – Maria sentia um ciúme, que nem ela mesmo lembrava.
— Ana Rosa não é minha noiva! E o meu amor por você não é bobagem. Você está com ciúme? – Estevão sorrio só de pensar na possibilidade.
— Ai, Estevão não me faça rir... _ Maria deu uma leve gargalhada, tentando esconder a verdade. Ciúmes de você com aquela falsificada? Me poupe!
— Falsificada? Como assim não entendi!
— Tudo nela é mais falso que uma nota de um real. Você acha que ela te ama? Sinto muito em dizer... Mas o que Ana Rosa ama em você é sua carteira e seu sobrenome. – Maria não queria entrar nesse tipo de conversa com Estevão, mas o ciúme naquele momento é quem comandava suas palavras.
— Então está dizendo que eu não sou capaz de desperta amor de nem uma mulher? Não tenho nenhum outro atrativo sem ser meu dinheiro ou meu sobrenome? – Estevão olhou para Maria, com um olhar de como a pergunta tivesse dois sentidos.
— Não falei isso, não coloquei todas as mulheres do mundo nessa conversa. Estou falado em relação a sua noivinha.
— Quem sabe eu encontre alguém que me ame de verdade! Se isso acontecer vou pedir sua opinião, assim saberei se o amor e verdadeiro ou não. – Estevão decidiu abusar um pouco mais da sorte quando disse isso.
Maria sentiu-se mais incomodada que nunca... A possibilidade de outra amando verdadeiramente Estevão, não era algo de fácil aceitação pra ela. Ela sabia que Estevão tinha vários atrativo. E que qualquer mulher se apaixonaria facilmente por ele. Não disse mais nada, desvio os olhos do dele.... observava o caminho.
— Será que posso contar com sua ajuda? Vai me dizer quando o amor de uma mulher for verdadeiro? – Estevão disse isso com meio sorriso na boca.
— Você não é nenhuma criança, tenho certeza que não vai precisar da minha ajuda! — Disse de forma ríspida.
Eles chegaram em frente ao hotel de Maria... Estevão desligou o carro e colocou a cabeça em cima da direção, olhando de lado para Maria que tentava tirar o cinto... O cinto parecia ter travado, Estevão observava o jeito irritadinho de sua amada tenta tirar o cinto.
— Dar pra ajudar aqui ou vai ficar parado ai como uma múmia? – Maria queria sair o mais rápido do carro. O ciúme ainda estava presente em sua voz.
— Pedindo desse jeitinho, não posso dizer que não! – Estevão disse com total ironia.
Estevão se aproximou do banco que Maria estava, suas mão tocou a dela, que rapidamente tirou. Estevão conseguiu tirar o cinto. Maria rapidamente tentou abrir a porta, Estevão conseguiu trava antes que ela conseguisse. Maria o fitou com raiva.
— Abra essa porta! Antes que eu quebre esse vidro.
— A Calme-se eu vou abrir! Só queria dizer que esse fim de semana foi maravilhoso. Principalmente aquela noite!
— Já disse... Agora abra essa porta! — Maria olhava impaciente para Estevão.
— Eu Te amo! – Estevão disse isso e destravou a porta.
— Melhoras para sua noiva! – disse com tom de deboche.
Maria saiu sem dizer mais nada, pegou sua mala e entrou no hotel. Estevão a observava. Depois seguiu para o apartamento de Ana Rosa.
Apartamento de Ana Rosa.
Estevão entrou e encontrou Ana Rosa um pouco melhor... Eles sentaram e conversaram sobre o acidente. Estevão ficou de arcar com todo prejuízo.
— Está com fome? – Estevão se sentia responsável por Ana Rosa.
— Um pouco meu amor! – Ana Rosa se aproximou de Estevão que rapidamente se levantou.
— Vou fazer uma sopa pra você, tenho certeza que vai fazer você melhorar. – Estevão caminhou até a cozinha.
Estevão fazia a sopa, enquanto seus pensamentos estava nos momentos que viveu com Maria. Ele terminou de fazer, serviu um prato para Ana Rosa e levou até ela.
— Espero que esteja do seu agrado!
— Qualquer coisa feita por você é de meu total agrado.
Estevão foi entregar a sopa a Ana Rosa, seu braço bateu no copo que estava na bandeja, fazendo o suco derramar em cima dele.
— Que desastrado! – Vou me limpa e já trago um suco pra você! — Estevão colocou a carteira e o celular em cima da mesa e saiu.
Hotel Quarto de Maria
Maria estava tomando um banho, ainda estava enciumada. Querendo assumir ou não... Ela ainda amava Estevão e pensar que agora ele estaria nos braços de Ana Rosa a deixava louca. Ela saiu do banho e procurou o celular, não encontrou. _ Que droga, onde será que eu deixei? – Ligou para seu celular, chamou até cair na caixa postal. Resolveu ligar para Estevão, talvez tivesse caído no carro.
Chamada ON
— Alô, Estevão?
— Não aqui é a noiva dele! – Ana Rosa disse a frase como se fosse verdadeira.
— Será que posso falar com ele? – Maria, ficou ainda mais irritada por Ana Rosa atender o celular de Estevão.
— Ele está no banho! O que quer com ele?
— Tenho certeza que isso não é dar sua conta! Liguei pra falar com ele e não com você. Mande ele me retornar essa chamada.
Chamada OFF
Maria Não esperou resposta de Ana Rosa... Desligou o telefone do hotel com toda força. _ Me fala de amor... e agora está cheio de intimidade com essa mulher. Maria Sandoval, você não tem nada a ver com isso. Que ele e essa mulherzinha que se exploda. — Disse isso pra se mesma. Mas seu semblante e seu coração era de uma mulher cheia de ciume e raiva.

Apartamento de Ana Rosa.
Estevão passou um pano umedecido, tentando tirar a sujeira de sua blusa. Não conseguiu fazer um bom trabalho. Voltou para sala.
— Ana Rosa agora eu preciso ir, qualquer coisa que precisar você me liga.
— Ah, meu amor... Fique comigo! Não quero ficar sozinha, preciso de você.
— Ana Rosa, preciso ir embora. Se caso você sentir qualquer coisa é só me ligar que eu venho. Mas agora eu vou pra casa. – Estevão deu beijo na face de Ana Rosa e saiu.
Ana Rosa não disse nada sobre a ligação de Maria.
Estevão chegou no carro o carro ainda tinha o cheiro de Maria... ele olhou de encontro o banco um celular tocava. Ele atendeu.
Chamada em ONN
— Alô, Maria? Já estou com saudade que tal jantamos junto? – Afonso disse isso antes mesmo de saber quem estava no outro lado da linha.
— Aqui não é Maria! Você não se cansa de ser importuno Afonso? – O ciúme já tomava conta de Estevão.
— Estevão, E bom também falar com você! Será que posso falar com a dona do celular e do meu coração?
— Ela não tem nada pra falar com você! Agora deixe de correr atrás da minha mulher! E antes de dizer que ela não é minha mulher te aviso, que o nosso amor vai muito além de um papel e você pode ter certeza que eu vou ter Maria de volta, ela vai ser minha de todas formas possíveis e impossíveis.
— Estevão você já sabe minha opinião. Não querendo ser repetitivo... Mas como já lhe falei e torno a deixar bem claro.... Não desistirei de Maria nunca! Por nada desse mundo saiu do lado dela.
— Isso é que vamos ver! – Estevão desliga o telefone cheio de ódio.
Estevão ficou refletindo um bom tempo, não sabia se deveria devolver o celular de Maria naquela noite. Ele não queria que ela falasse com Afonso, mas também sabia que isso seria uma infantilidade. Afinal ele não poderia e nem conseguiria afastar Afonso de Maria. Deixar o celular no hotel, seria mais um oportunidade de ver sua amada então ele optou em deixar... Qualquer tempo o mínimo que fosse perto de Maria o deixava feliz.
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