Para Sempre Faberry

7 Coney Island Part.1


Notas iniciais
Sei que o capitulo está pequeno, prometo recompensar no próximo, e quanto a demora...Meus exames e o treinamento estão acabando comigo ): Perdão mesmo, vou fazer de tudo para postar mais rápido, obrigada pela compreensão de todos e pelos comentários, adoro ler o que vocês escrevem *-*

"Você não reconhece o dia mais importante da sua vida. Não até que você esteja bem no meio dele. O dia em que você se compromete com algo ou alguém… O dia em que partem seu coração… O dia em que você conhece sua alma gêmea… O dia em que você percebe que não há tempo suficiente porque você quer viver para sempre… Esses são os dias mais importantes… Os dias perfeitos."

"E após uma série de crimes, esperamos que a justiça seja feita e que ele pague em regime fechado todos os homicídios injustos que cometeu." — Ross virou-se para a câmera 1 e sua expressão passou de séria, para animação. — "E as ultimas novidades do ex casal mais querido de Nova York. Melissa.

A câmera mudou para a repórter loira usando fones em frente a casa dos Fabray, onde mais alguns carros de emissora montavam o equipamento.

- "É isso mesmo, Ross, parece que na noite de ontem, Rachel Berry veio até a casa de sua ex mulher, Quinn Fabray, entrou por aqui, — apontou para a cerca e adentrou o gramado apontando para o jardim e a janela do quarto de Quinn. — e inesperadamente fez uma serenata para Quinn."

Algumas fotos de Rachel cantando dividiram a tela com a repórter.

"- E ainda, segundo as fotos, a estrela da Broadway veio acompanhada de seu empresário Kurt Hummel, Mercedes Jones e seu marido Sam Evans, a dona da boate -- Santana Lopez com a dançarina Brittany Pierce, e Tina Cohen Chang."

As fotos desapareceram dando lugar a imagem de Ross no estúdio.

- "Os Fabray fizeram algum pronunciamento sobre a repentina aparição de Rachel?"

- "Russell e Judy Fabray se recusaram falar com a imprensa sobre o assunto, Quinn e Frannie ainda não foram vistas fora da casa. Ross."

De volta ao estúdio, Ross sorriu.

"Teremos vestígios de uma possível volta? Esperamos ansiosamente que sim."

***

Kurt andava de um lado para o outro impaciente com os braços cruzados e uma expressão nada amigável. Em seus olhos haviam vestígios de uma noite mal dormida e seus lábios crispados demonstrava que estava prestes a explodir de raiva a qualquer minuto. Rachel o observava atenta, mas sem dizer nada com Sam ao seu lado. Faltavam apenas 2 dias para o casamento de Santana e Brittany, e o dueto não estava pronto. O dia amanhecera com a mídia explodindo com a noticia de uma serenata, e os patrocinadores não pareciam nada feliz com o ato insano de Rachel.

- Você está andando de um lado para o outro a mais de meia hora, Kurt. — disse Sam comendo batatinhas.

- Estou tentando não atacá-la. — com o dedo, apontou para Rachel que deu de ombros e abraçou os próprios joelhos.

- Você está sendo dramático. — ela constatou em desafio.

Kurt finalmente parou de olhar e lançou um olhar fuzilante para a pequena que não se encolheu diante a atitude.

- Sério, Rachel? Nossos patrocinadores estão pensando em cancelar o show em Los Angeles, eles não querem você com uma mulher. E o que você faz? Ah, sim, faz uma serenata para Quinn.

O queixo de Rachel caiu e ela se levantou. Sam ergueu as sobrancelhas e continuou comendo sua batata como se assistisse a uma partida de Ping Pong.

- Eu não sei se preciso lembrar que Quinn foi minha esposa por 6 anos, e que essa mulher, — franziu a ultima palavra apontando o dedo ferozmente para o rosto de Kurt. — é o amor da minha vida.

Os dois trocaram olhares mortais por um momento, Kurt parecia pensar em uma reposta a altura.

- Ótimo, jogue sua carreira para o alto logo agora em que ela estava abrindo novas portas. — o rapaz riu histericamente fazendo Sam levantar-se preocupado e se por entre os dois. — Continue atrás de alguém que a despreza.

Foi a gota d'agua. Kurt esperou por um tapa que nunca veio, Sam olhou preocupado para a amiga também esperando uma reação. Mas, os olhos de Rachel ficaram fundos e sem brilho, o que fez Kurt arrepender-se por dizer aquilo.

- Rachel... — ele chamou dando um passo a frente, mas já era tarde.

Rachel deu as costas aos dois e saiu desamparada em direção a garagem, ela sabia aonde exatamente precisava ir.

***

Quinn abaixou os olhos diante do olhar do frio pai na mesa de jantar. Russell chegou naquela noite 2 horas depois do acontecido, Judy soltou um grito surpreendida pela manhã quando viu sua casa na TV. Ela tentou esconder do marido, mas não pode evitar do telefone tocar e os repórteres perguntarem sobre a serenata de Rachel Berry para Quinn. De primeira, Russell pensou ter sido uma brincadeira de mal gosto, mas então ele viu as fotos de sua filha na sacada nos jornais a caminho do trabalho. Judy calou-se, não discutiu com Quinn e não perguntou por nada. Russell fez diversas ligações durante a tarde, o que preocupou as irmãs. Apesar do ódio que demonstrou sentir, ele não disse nada assim como Judy, apenas analisou Quinn friamente quando chegou em casa.

Ao contrário do que aparentava, Quinn estava satisfeita. Ainda podia sorrir bobamente quando as imagens de Rachel cantando para ela lhe vinham a mente, apesar de ter certeza de que seus sentimentos pela pequena não passavam de maternos.

- Noah veio ao meu escritório pedir permissão para levá-la ao porto na semana que vem. — comentou Russell levando o garfo a boca. Frannie engasgou com suco e Quinn congelou. — E eu a dei.

Um misto de felicidade de frustração transpassou o peito de Quinn. Finalmente tudo estava dando certo como ela sempre quis, o problema é que não parecia mais tão certo quanto achava ser.

- Ele é um bom homem, — afirmou Judy com um sorriso cansado para a filha. — tenho certeza de que vocês vão se reconciliar.

A mesa se tornou um centro de olhares. Russell continuou comendo sua comida como se nada estivesse acontecendo em sua volta, enquanto Judy olhava ansiosa de uma filha para a outra. Frannie bateu os talheres no prato e saiu da mesa sem nem ao menos terminar sua comida, Quinn sentiu medo do pai, mas levantou-se atrás da irmã.

Judy foi a terceira a fazer menção de levantar para seguir as filhas, mas a voz severa do marido soou:

- Deixa! Berry vai desistir de Quinn logo, logo. — afirmou. Judy olhou-o confusa com medo do que o marido estivesse planejando, então contra a vontade permaneceu na mesa.

***

A casa de cerca amarela pareceu tão familiar agora para Rachel, que pela primeira vez em muito tempo, sentiu-se em casa. Não que aquele lugar não fosse sua segunda casa, ela só não tinha passado tempo suficiente para aprender a chamar de lar. Desceu do carro usando óculos escuros e chapéu para despistar qualquer paparazzi que aparecesse e correu até a pequena varanda. Notou uma bola em baixo do banco de madeira e perguntou-se se Beth, agora com 9 anos, tinha desenvolvido o gosto para esportes do pai. Tocou a campainha e olhou para os lados certificando-se de que estava sozinha, poucos segundos depois a porta foi aberta revelando uma mini Quinn Fabray. Era incrível a semelhança entre mãe e filha, as mesmas manias com a sobrancelha, a pose mandona, o cabelo loiro amarado num rabo de cavalo mal feito e os olhos dourados.

- Rachel! — exclamou a garota pulando em seus braços Beth estava na altura de seus ombros agora, e isso sempre a humilhava uma vez que seu apelido na escola era anã de jardim. — Estava com saudades, Quinn veio com você? — por impulso, olhou para a rua procurando algum vestígio de Quinn.

Decepcionou-se.

O coração de Rachel partiu ao ver os lindos olhos da menina se fecharem em tristeza. Shelby apareceu logo atrás abraçando o ombro de Beth e sorrindo sincera para a filha mais velha.

- Olá, Rachel. — cumprimentou gentil abrindo caminho para que ela entrasse. — Por favor, entre.

Rachel já não sentia-se constrangida na presença de Shelby. A verdade é que depois de casar-se com Quinn, o casal de tornou muito próximo de Beth, e por consequência, de Shelby. Isso não era ruim, Rachel gostava de ter sua mãe por perto, mesmo com seus amados pais, ela sempre soube que existem coisas que apenas uma mãe pode compreender.

- Estava me perguntando quando viria nos ver, Beth está cada vez mais rebelde e acho que somente você para acalmá-la. — explicou sentando-se no sofá e indicando o lugar para Rachel. — Como estão as coisas?

- Corrido, como sempre. — respondeu alisando o rabo de cavalo de Beth. A menina lhe deu um beijo na bochecha e correu para dentro. — Eu pensei eu vir antes, mas acho que você sabe como estão as coisas...

A expressão de Shelby se suavizou e ela aproximou-se de Rachel com um olhar fraternal.

- Eu tenho acompanhado pela TV, Quinn já não parece a mesma de antes, não é? — Rachel concordou e abaixou a cabeça na tentativa de conter as lágrimas. Sentiu a mão de Shelby em sua nuca. — Na verdade, ela ainda é a mesma Quinn de antes, ela só não sabe disso. — sorriu ao lembrar-se do que viu na TV. — E pelo jeito você tem mostrado a ela.

Rachel levantou a cabeça surpresa e encontrou sua mãe com um ar divertido. Sorriu também e abraçou-a, precisava de abraços mais do que qualquer oura coisa no momento.

- Eu me sinto determinada a reconquistá-la, só não sei se posso mais fazer isso. — contou com a voz fraca.

Shelby afagou seus cabelos.

- Hey, — fez a filha levantar e olhar em seus olhos. — eu não o fiz, mas tenho certeza de que seus pais criaram você direito.

As duas sorriram com a piscadela que a mais velha deu. O telefone de Rachel vibrou e ela pediu licença para ler a mensagem:

"Nós sempre vamos pertencer um ao outro. Com amor, Finn."

Sentiu nostalgia e percebeu o olhar interrogativo de Shelby sobre ela. Pigarreou quebrando o clima e olhou para os lados a procura de Beth.

- Você disse que ela está rebelde? — posicionou-se ereta mostrando que tinha mudado o assunto, Shelby pareceu entender que a filha precisava de espaço, então limitou-se a sorrir sem jeito e dar de ombros.

- O diretor do colégio não para de me ligar sobre as brigas e provocações, — disse preocupada apontando em direção a um quarto. — tem dias que a flagro chorando quieta e se recusa a dizer o porque.

Rachel compreendeu, já era difícil demais não ser criada com seus pais, quanto mais sua mãe verdadeira com quem sempre teve contato desaparecer. Levantou-se e com um olhar significativo para Shelby, deixou a sala em direção ao quarto, ela tinha certeza de que tudo o que Beth precisava era conversar, assim como qualquer ser humano sobrecarregado. A porta estava fechada, mas Rachel não pediu licença para entrar, empurrou vagarosamente a fechadura e se deparou com o quarto escuro e um som delicado. Apertou os olhos até encontrar uma "sombra adolescente", sentada na cama com as pernas cruzadas observando um objeto musical.

Uma caixinha de musica.

Beth parecia tão concentrada observando a bailarina dançar suavemente, que mal notou a presença de Rachel em seu quarto.

- É muito bonita. — comentou a pequena já ao lado da cama. Beth não se surpreendeu e nem se importou com sua repentina aparição.

- Mamã-Quinn, — corrigiu-se apertando os olhos. — Quinn deu a mim quando completei 1 ano.

O som contagiante dava a sensação de flutuar naquele quarto escuro. Rachel apertou a bolsa com o peito e olhou admirada para sua meia irmã e ex enteada: elas eram tão parecidas agora. Ambas com o espirito cansado de esperar por Quinn, e isso começava a machucar como nunca antes.

- As vezes sento aqui e fico apenas olhando para ela. — continuou sem desviar os olhos. — É a única maneira de estar perto de Quinn.

Rachel abaixou a cabeça e com a mão, empurrou a tampa da caixinha para que fechasse. O som cessou e Beth finalmente olhou para a pequena que agora segurava suas duas mãos.

- Nós duas a amamos, Beth, e sabe o que vamos fazer? — perguntou sorrindo um pouco.

- O que?

- Nós vamos trocar essa roupa, e buscar sua mãe, porque estou com vontade de ir ao parque de diversões!

Notas finais
O som da caixinha de musica que eu imagino é esse: http://www.youtube.com/watch?v=3qR9T7c-buE Tão fofo quanto o filme *-*