Para Sempre.
18 Reflexão.
Notas iniciais
não me batem, estava sem pc..continuo sem, mas peguei o notebook do meu buddy.
POV.: Noah
– Não quero você perto daquelazinha! — Vociferou Angelline, enquanto destravava o alarme do seu carro.– Calma Angelline. — Tentei tranquiliza-la, que estava vermelha de raiva. — Fica tranquila meu amor. Venha cá. — Puxei e abracei-a.Ela começou a chorar. Sentamos no chão do estacionamento. Abracei novamente Angelline, que não parava de chorar.– Noah, eu te amo Noah. — Angelline dizia com a voz fraca. — Eu não quero te perder, não para a Violetta, aquela sem sal, nem para ninguém. Eu já errei muito antes de te conhecer. Fazia os homens ficarem aos meus pés, mas você é diferente, não tenho esse desejo, não quero você aos meus pés, quero você ao meu lado. Andando comigo. — Angelline voltou a chorar.Uau! Fiquei sem palavras. Essa face da Angelline, eu nem imaginaria que existia. Ela sempre se demonstrou muito forte e confiante perto de todos. Acho que ela confia muito em mim a ponto de estar se abrindo dessa forma. Me senti muito feliz por isso. Eu amava essa louca, queria a confiança dela, o amor dela e parecia que havia conseguido. Agora, precisava fazer ela sorrir. Aí então meu coração ficaria bem.– Meu anjo. — Levantei seu rosto e olhei em seus olhos. — Eu te amo. Eu sou todo seu. A Violetta, é apenas uma amiga de classe, o meu coração pulsa todo dia feliz por ter você. Não ela. Não fique assim, pois você não me perderá para ninguém. Ok?– Okay. — Ela respondeu soluçando um pouco.– Agora venha, vou te levar para casa, você precisa descansar.Ajudei Angelline a levantar e abri a porta de seu carro, ela sentou e coloquei seu cinto. Entrei no carro e levei-a para casa. Ela tremia bastante, mas melhorou o choro e seu rosto estava com uma coloração mais normal. Chegamos em casa e ajudei Angelline a sair do carro e acompanhei ela até seu quarto. Seus pais não estavam em casa. Chegando em seu quarto, tirei seu tênis e deitei-a na cama.– Deite aqui comigo. — Disse Angelline, um pouco melhor.– Não. — Sorri para ela. — Hoje não, agora meu bem, você precisa descansar sua mente. Durma um pouco. Eu estarei aí com você, mas em coração. — Dei um beijo em sua testa e depois em sua boca. Ela pareceu consentir com o fato e esparramou-se na cama.– Olha aqui. — Ela olhou-me séria. — Não ouse me abandonar! Seu gostoso. Agora vai lá, você também tem que descansar pro jogo de amanhã. — E deu um sorriso para mim. Meu coração bateu mais forte. Sorri de volta.– Até mais meu amor. — E fui embora de sua casa.Merda! Meu carro ficou na escola! Vou ter que ir andando. Bom que nessa cidade tudo é perto. Comecei a andar. Eu achava que era perto, mas depois de 1 hora de caminhada, mudei minha concepção. Após o longo trajeto, cheguei em casa exausto, sujo e suado.– Nossa filho, porque a demora? — Perguntou minha mãe.– Aah mãe, uma longa história. Contarei depois ok? Agora preciso de um banho. — Respondi enquanto ia para o meu quarto.Mal entrei no quarto e já estava tirando as roupas e conforme tirava, colocava no cesto. Entrei na ducha e foi como se lavasse não só meu corpo, mas também minha alma. Hoje foi um tumulto de acontecimentos e sentimentos. Que raiva! Eu fugi daquele lugar para isso? Enquanto a água caia refletia sobre antes, era tudo tão bom antes daquilo. Tantos momentos felizes com ela. Por que tinha que ser daquele jeito? Ai ai. A vida podia ter um manual, dizendo, seja forte agora rapaz, maus momentos estão por vir. Mas não tem, então o jeito era viver mesmo e fazer o próprio manual conforme as experiências adquiridas. Agora pensando no presente, aqui, mesmo tendo toda essa agitação, não era de todo mal. Estava revivendo em meu coração, um muitos sentimentos que nunca achei que sentiria de novo. Um deles. O amor. Angelline. Violetta. Será possível amar duas pessoas? A Angelline me faz tão bem e me faz sentir tão especial, único no mundo. Quero estar com ela constantemente, dando carinho e amor. Entretanto, também desejo estar sempre perto da Vi, ela me faz muito bem também e tudo é perfeito quando estou perto dela. Sinto um desejo enorme de proteger as duas, talvez porque não consegui proteger as pessoas que eu amava. Que saudade. De tudo. Mas que saudade também das pessoas de agora. Queria ficar lá deitado com a Angelline, mas meu coração não achava que era certo, ele queria ela feliz primeiro, para aproveitar ao máximo. Ai ai. Aqui não é tão ruim.BOOM. BOOOM. BOOOM.– NOOOOOOAAAH! — Minha mãe esmurrava a porta do banheiro. — SAI DESSE BANHO!! VOCÊ ESTÁ AI A MEIA-HORA!!!!Que susto! Quase morri. Meu Deus. O tempo passa rápido quando estamos no banho. Me ensaboei e tratei do cabelo e deixei a água enxaguar meu corpo, minha alma e minha mente, levando tudo embora pelo esgoto. Vesti roupa e fui jantar com meus pais e contei de forma resumida o dia. Depois, voltei ao meu quarto e desabei na cama, meu corpo estava cansado demais. Só não dormi direto, porque algo intrigava minha mente, uma pessoa que não havia pensado durante o banho. Allan. Por mais que ele fosse muito legal e gentil, sentia uma certa falsidade vinda dele. Não sentia algo sincero. Posso estar enganado, mas ele não é uma boa pessoa. Só que não vou ficar martelando minha mente com dúvidas, preciso descansar para o jogo que promete amanhã. Começar vencendo sempre é bom. Dormi.
Eu olhei para o lado uma garota loira sorria para mim. Eu a via meio embaçado. Olhei para frente e havia uma luz forte. Depois houve escuridão. Quando houve luz de novo, ela estava avermelhada.
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