Notas iniciais
Ok, ok, podem me bater! Demorei pra postar porque estava discutindo os acontecimentos da fic com meu coautor.
Esperem que muita coisa ainda está por vir!

POV.: Violetta

Assim que acordei, desci e encontrei meu pai tomando café sozinho.

– Bom dia, pai.

– Bom dia, filha.

Ele não era muito de falar e sempre guardava suas tristezas só para ele, o que irrita muito minha mãe, que fala mais do que a boca. Eu queria conversar com ele sobre ontem, perguntar o que aconteceu, mas ele não me contaria. Ele nunca conta. Acho meu pai uma boa pessoa, é trabalhador e tudo mais, mas bastante ausente. Se não fosse por ele, eu e minha mãe estaríamos na linha da pobreza, mas gostaria que ele participasse mais da minha vida. Minha infância basicamente fiquei sozinha por não ter irmãos e não tinha muitos amigos com quem brincar. Fui crescendo e me tornando uma pessoa solitária, pois não tinha com quem conversar. Minha mãe não ligava muito para os meus dilemas e dramas emocionais, muito menos para as minhas desilusões amorosas, acabou que chegou uma hora em que eu não tentava mais conversar com ela. Meu pai nunca foi de conversar comigo mesmo, então, quando eu já estava ficando louca, conheci o Martt.

– Pai, tem como você olhar os pneus do meu carro? Estão ficando carecas. Estou querendo dar uma volta em alguma cidade vizinha e tenho medo de acontecer alguma coisa.

– Tem sim, olho pra você ainda hoje quando eu chegar. — respondeu ele, passando geleia no pão.

– Ok, mas, que horas você chega?

– Devo chegar hoje sete e meia. — respondeu, desviando o olhar.

– Por quê? Você não sai às cinco?

– Horas extras.

– Entendi.- O comportamento dele anda cada vez mais enigmático.

Tomei café com ele e quando ouvimos os passos da minha mãe descendo as escadas, ele se levantou rapidamente e saiu. Eu ri do desespero dele.

Cheguei na escola e fui direto pro corredor do meu armário. Assim que cheguei lá, Noah e Angelline estavam se beijando.

Affe, uma hora dessas da manhã, os dois não têm vergonha?

POV:. Noah

Beijar Angelline era interessante. Ela é uma pessoa amarga e metida, mas comigo ela é uma fofa. Apesar de todos os defeitos que ela possui, eu aprendi a aceitá-los e ignorá-los, pois eu também tenho os meus. Hoje de manhã quando passei em sua casa para irmos para a escola, ela disse que "Eu era o anjinho dela, a pessoa mais simpática e fofa que ela já conheceu". Mesmo parecendo que ela falava isso para todos, seu olhar transmitia sinceridade. Os dias foram passando, já estávamos no dia primeiro de outubro, e a cada dia, eu me apaixonava mais e mais por ela. Angelline tem um corpo perfeito, com curvas acentuadas e chamativas, um bumbum arrebitado que dá vontade de bater e seios redondos e grandes. Além disso, ela amava me provocar usando sainhas curtinhas e blusas apertadas que destacavam os seios.

– Meu anjo, temos que ir para a sala, e hoje você sentará no seu lugar, ok? A Karla não quis deixar você mudar de lugar, ela já percebeu o que se passa aqui. — sorri, abraçando-a pela cintura.

– Ai, aquela diretora é uma insuportável! No último dia de aula eu vou fazer um cartaz bem grande desenhado com a cara horrorosa dela, vou escrever um tanto de palavrões e colar na porta da diretoria. — bateu o pé no chão.

– Não fica brava, Angelline. — toquei seu nariz com o indicador.

– Mas, Noah, você sabe muito bem quem se senta do seu lado. Se ela der em cima de você, eu levanto e meto um soco no meio da cara dela. — fez bico.

– Relaxa, meu bem, ela é só minha amiga. A gente mal, mal conversa. — coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

– Aham, sei, viu. E aquele dia lá na lanchonete? Vocês estavam conversando e muito! — cruzou os braços, me afastando dela.

– Qual é, Angelline! Vai ficar de ciuminho agora? Esqueça a Violetta, eu não sou a fim dela, estou com você esqueceu? — fiquei irritado. O que aquela garota tinha com a Violetta?

– Tá bom, mas ela pode não saber disso. — me abraçou.

– Vamos. — revirei os olhos.

Entramos na sala, sentei-me ao lado de Violetta, que lia um livro azul que eu conhecia e Angelline lançou um olhar como se quisesse dizer: Estou de olho em você. Eu hein, garota maluca.

– Oi, Vi..- Nossa amizade era simples e saudável, mesmo que eu não tenha esquecido o que havia acontecimento quase um mês antes no meu quarto. Quando a via, sentia-me feliz, como se ela fosse alguém que realmente iluminasse minha vida. Seu sorriso era contagiante, e seu olhar, verdadeiro. Gostava de ficar na presença dela em qualquer instante, pois ela me fazia enxergar o quanto um relacionamento poderia ser saudável, sem brigas e medição de palavras. Sentia-me livre para falar o que quiser com ela, entretanto, passávamos muito pouco tempo juntos por causa da Angelline, que sempre surtava.

POV.: Violetta

Ele sentou-se ao meu lado e me cumprimentou. Meu coração deu um salto feliz.

– Oi Noah. — tentei falar com tranquilidade, fechando o livro.

– Está lendo John Green!- ele se surpreendeu.

– Ah, é para o trabalho. É para semana que vem, lembra-se? — ela olhou para mim.

Era incrível como seus olhos eram bonitos.

– Noah? — ela me chamou, arqueando a sobrancelha.

– Sim? — despertei do estupor, devia estar ridículo. — Me desculpe, estava pensando em...deixa pra lá.

– Tudo bem. — falou devagar, voltando-se para seu livro.

– Qual é o primeiro horário? — nunca anotava os tempos.

– Geografia.- abriu o caderno, conferindo. — É, isso mesmo.

Ficamos calados alguns instantes, até que minha curiosidade falou mais alto.

– Noah. — olhei para ele.

– Eu. — sorriu.

– Ah...me fala, como está a vida? — aff, que pergunta mais idiota.

– Vai bem, por quê? — estranhou.

– Nada, nada. — como eu pude ser tão burra?

– Tem certeza? Como vai a sua? — perguntou de volta.

– Vai bem, eu acho.

– Você acha? Está acontecendo algo? — ficou preocupado.

– Não, não. — ah, se ele ao menos soubesse. — Alguma novidade?

– ahn...talvez. Vou pedir Angelline em namoro essa semana.

AH NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO!

– Sério? Quer dizer, que ótimo! Espero que dê tudo certo. — engoli em seco, rindo amarelo sem seguida.

– É..eu acho que estou começando a gostar dela de verdade. Sabe, ela é meio bipolar, mas é um doce. Ás vezes, as aparências enganam.

EXATAMENTE!

– Ela vai aceitar, parece gostar bastante de você. — abaixei o olhar, discretamente.

– Tomara! — virou o rosto para trás e mandou um beijo para ela, que se sentava ao lado de Lauren, sua companheira diabólica.

Notas finais
Esta é minha primeira fic e estou tentando escrever do jeito que vocês estão acostumadas a ler. Me esforço para isso, então, nada melhor do que um retorno né?
O que acham do comportamento do Noah?
Reclamações, xingamentos, etc etc etc, fiquem a vontade.