Para Sempre
5 Desculpas
Notas iniciais
Então, mais um capitulo, e eu acho que agora vai. Finalmente Edward vai chegar junto da Bella.
Gostaria antes de tudo agradescer os reviws e dizer que amooooooooo vocês.
Também quero dar os parabéns a Clarissa Cullen Potter. Feliz Aniversário, e esse capitulo é pra você.
Sem mais delongas, vamos ver o que eles vão aprontar.
19:00 horas. Em frente ao espelho do closet Edward estava com seu jeans, uma camiseta branca e por cima uma blusa verde fechada. Perfumado e de cabelos ainda úmidos. Seus olhos já não estavam mais vermelhos, mais o azul de sempre, seu sorriso era o mesmo e ele até podia se sentir confiante.
Emmett bateu finalmente em sua porta, avisando que havia ido até a casa de Bella, vistoriado tudo e que não havia problemas em ele ir até lá.
– “Eu vou só Emmett”
– “Você não pode ir só. Não pelo menos até lá. Me deixe leva-lo?”
– “Emmett você é meu amigo, não minha babá”
– “Às vezes eu não vejo muita diferença”
Edward olhou para o amigo, enquanto pegava a melhor garrafa de vinho que tinham na dispensa. Mas, não foi capaz de rir da piada dele.
– “Você fica”
Assim, Edward se colocou em seu carro digitando o endereço de Bella no GPS e dirigiu pela primeira vez desde que chegou a Nova York. Uma tarefa que não era nada fácil. Mas, que valia a pena por ela. Na esquina da 1ª Avenida com a Rua 52, encontrou uma floricultura brasileira e comprou um buque de flores variadas em tons pastel e lilás. Ensaiou o que diria varias vezes, e na verdade estava até preparado para que ela não o recebesse. Mas, nesse ponto teve sorte, porque o porteiro não se encontrava na portaria e ele pode subir tranquilamente até o 9º andar onde ficava o apartamento dela.
Tocou a campainha, e se encantou mais uma vez com a visão que teve. Ela jamais esteve tão linda, com um short pequeno escuro e colado ao corpo, uma camiseta branca caindo sobre o ombro esquerdo, descalça e com os cabelos soltos. Sem maquiagem alguma. Apenas sua pele branca e pálida, seus olhos verdes surpresos por vê-lo, enquanto ela mordia o lábio inferior.
Ele estava encostado na soleira da porta, com os olhos semicerrados por causa do sorriso sedutor que brincava em seus lábios, as mãos atrás para esconder o que trazia. Isso era a visão do paraíso para ela. Como ele podia estar mais lindo? Como aquele cabelo que parecia ter vida própria chamava a sua atenção? E como ela poderia se sentir pior vendo-o e pensando nas roupas largadas que estava vestindo? Pelo menos elas estavam limpas. Mas, afinal, ela não estava preparada para receber um príncipe. Pensando bem, ela jamais havia recebido um príncipe em sua casa.
– “Você vai me convidar pra entrar?”
– “Oh, ah, é bem...”
Ela estava pensando que havia ficado definitivamente gaga, enquanto ele continuava simplesmente olhando para ela divertido. Mas, mesmo assim deu passagem para ele, que entrou e se dirigiu para o meio da pequena sala de dois ambientes dela, entre o sofá e a mesa de jantar. A decoração era feminina, clean, mesmo os poucos moveis sendo escuros, as paredes eram brancas e o estofado em um tom de café com leite.
– “São para você”
Ele a entregou as flores quando ela se aproximou. E a viu abrir um lindo sorriso, desses que as mulheres sempre usam quando recebem flores ou se encantam com algum bebê. Enquanto inspirava o cheiro agradável daquele mix de gérberas, lilases e rosas.
– “É um pedido de desculpas. Por tudo...”
Ela apenas o olhava, praticamente babando em cima dele. Mas, ele estava achando que ela não acreditava no que estava dizendo e que precisava ser mais claro em suas desculpas.
– “Por não ter te contado o que eu sou. Pela forma como nos reencontramos lá no trabalho. Por talvez, não ter sido o melhor colega com quem já tenha trabalhado. Pela falta de jeito ao longo da semana. Mas, principalmente, por ontem. Foi inadmissível a forma como eu agi”
– “Porque você bebeu daquela forma ontem?”
Humm, ele não estava preparado para essa pergunta. E ficou divagando um pouco se diria que bebeu daquela forma por estar com ciúmes dela com Jacob. Mas, achou melhor omitir e seguir outra linha.
– “Coisas pessoais. Eu não sou de beber. Nunca fui. Mas, às vezes acontece. Foi isso.”
– “Quer sentar? Um príncipe tem problemas pessoais?”
Ele se sentou no sofá com ela ao seu lado. Sem tirarem os olhos um do outro. Enquanto ele coçava a cabeça. Ela havia percebido ao longo da semana que todas as vezes que alguém fazia uma pergunta que o pegava
desprevenido e que ele queria responder, mas, não sabia muito bem como, ele coçava os cabelos.
– “Nesse momento... Esse príncipe, em questão, está cheio de problemas pessoais. Na verdade, eu acho que esse príncipe, está aqui justamente por isso”
– “Para resolver os seus problemas pessoais?”
– “Para conversar com alguém especial, eu diria”.
Mesmo com todo o clima ali presente, ele sabia que devia continuar devagar e manter a conversa informal. Não convinha chegar, pedir desculpas e já emendar em algum tipo de declaração amorosa, que ele mesmo, não fazia ideia de como começar. E ainda ele se distraia muito fácil com todas as vezes que conseguia fazê-la corar.
Assim começaram a conversar, e se distraíram com facilidade. O assunto tomou um rumo muito informal. Falaram sobre o apartamento dela, o fato de nunca ali antes ter estado um príncipe.
– “Porque você fala sempre disso? Porque você lembra sempre disso?”
– “Porque é o que você é. Alguém já te avisou?”
– “Já sim. Mas, eu não quero ser o príncipe pra você. Quero apenas ser eu mesmo. Edward”
– “Mas, você é o Edward. Bem, pelo menos algumas vezes. Mas, não dá pra fingir que você não é o príncipe com quem tenho que trabalhar. E isso não ajuda também quando eu não conheço tanto assim”.
– “O que você quer saber do Edward?”
– “Nesse momento?”
E ela o olhou de forma sapeca com um sorriso tímido no rosto, enquanto ele ajeitava uma mecha de seu cabelo, que havia saído do lugar,
pondo-a novamente atrás de sua orelha.
– “Quero saber o que Edward gosta de comer. Eu estou morrendo de fome”
Ele gargalhou com a resposta dela, reparando que ele também estava morrendo de fome.
– “Vamos pedir qualquer coisa. Edward, não tem tantas preferências assim. Na verdade eu gosto de comer. Mas, você jamais vai ler isso na minha biografia oficial”
– “Pedir? Não, claro que não. Eu vou cozinhar. Era isso que eu estava pensando em fazer quando você chegou”.
– “Então senhorita. O que teremos para jantar?”
– “Surpresa, senhor”
– “Espero que combine com esse vinho tinto que eu trouxe”.
– “Vai combinar perfeitamente. Você me ajuda?”
– “Claro, será uma honra”
E lá foram os dois pra minúscula cozinha dela, totalmente decorada com eletrodomésticos em tom de alumínio e armários de madeira. Eles estavam aproveitando a companhia e o silencio confortável, que só era quebrado quando se esbarravam, enquanto ela caminhava pelo lugar, e sorriam cada vez que isso acontecia.
Enquanto ela cozinhava, ele pôs a mesa e abriu o vinho. Rapidamente o Ravioli com Cogumelos ficou pronto e os dois estavam sentados um em frente o outro na mesa de quatro lugares, com toalha branca e louça rosa bebe. Estava tudo perfeito. A comida, a bebida e a companhia.
Depois de comer ela foi lavar a louça e ele secou. Bella descobriu que não era a primeira vez que ele fazia esse serviço, como pensou a principio, pois havia morado sozinho em Paris enquanto frequentava a Universidade de Sorbonne. Conversaram sobre essa época. Sobre como por coincidência haviam feito o mesmo curso. Mas, como o que ela gostava mesmo era da diplomacia e ele estava interessado em entender sobre política e economia. Eles falaram sobre a paixão dele e o cuidado com o povo de Forks, e como deseja superar o pai, que é um rei considerado muito bom, amável e justo.
Depois dos pratos devidamente guardados no armário, sentaram-se novamente no sofá, e ela trouxe um pacote enorme de M&M’s de chocolate para eles.
– “Esse disparado é o meu preferido”
– “O meu também. Mas, fora, comer principalmente M&M’s de chocolate, o que você gosta?”
– “Bem, agora eu amo Ravioli com cogumelos”
Isso a fez corar e Edward não resistiu a tocar sua bochecha pela primeira vez. O que fez Bella corar um pouco mais. E trouxe uma gargalhada irresistível a ele. Mas, principalmente uma incrível satisfação por estar conseguindo se aproximar dela.
– “Você fica ainda mais linda assim. Corando”.
Bella abaixou os olhos timidamente.
– “Porque estamos falando sobre como eu fico, e não sobre você?”
– “Porque eu também quero te conhecer. Da mesma forma que eu
quero que você me conheça. Então me diga, o que você gosta?”
Bella pensou seriamente em dizer “De você”, mas isso seria muito para aquele momento. Ela sabia que gostava dele, mas não era o fato de
que ele estava sentado tão confortavelmente em seu sofá com as mãos cheias de chocolate que faria com que começasse a se declarar. Ela não era assim. Era tímida, e ainda não entendia o que ele via nela.
– “Bem... gosto de muitas coisas. Dia sem chuva, do meu trabalho, andar de tênis com calça jeans e camiseta, lasanha, cozinhar, flores, de azul, dos meus pais, meus amigos, Nova York, do Central Park, da Fonte
Bethesda e da ponte Bow. Eu amo esses lugares em especial. E você”.
– “Eu? Primeiro eu quero saber por que você prefere um dia sem chuva, andar de tênis com camiseta e jeans, lasanha e de cozinhar, qual sua flor preferida, porque você gosta de azul me fala mais sobre os seus pais e amigos, e o que tem de tão especial na Fonte Bethesda e na ponte Bow do Central Park?”
– “Uau, você estava mesmo prestando atenção”
– “Tudo o que vem de você me interessa”.
Mais uma vez Bella olhou pra baixo, mexendo nos dedos, e depois levando-os até os cabelos. E Edward reparou que esse era sua forma de
demonstrar nervosismo. Mas, não comentou nada, deixando-a a vontade para falar quando quisesse. Mas, ela não o fez esperar muito.
– “Ok, vamos lá, então... Em Seattle, onde eu nasci é bastante chuvoso, então dias sem chuva em especial me agradam, porque eu posso
andar de forma confortável, como eu sempre andava em casa, de jeans, camiseta e tênis. Isso me lembra de quem eu sou de verdade. Os lugares do Central Park são além de lindos muito românticos e bucólicos. Já sobre cozinhar... e aprendi cedo e gosto bastante do que eu faço, em especial lasanha, amo massas em geral, mas lasanha é a minha preferia. Quanto as flores, eu não sei, acho que gosto de frezia. Meus pais ainda estão em Seattle, e a maioria dos meus amigos também, menos Jacob e Leah, Ângela e Bem, Jessica e Mike que conheci aqui”.
– “E o azul? Você esqueceu?”
– “É a cor dos seus olhos. Mas me fale de você.”
Ele riu feliz com a ultima resposta dela, e com sua timidez, e ficou completamente encantado com sua sinceridade.
– “Bem, eu... gosto de musica, muito, amo tocar piano, gosto do meu país, de um lugar em especial chamado La Push, que é uma reserva para
onde costumamos ir no verão, amo verde, gosto da vista do meu apartamento aqui, de filmes e livros, sempre estou lendo alguma coisa. Adoro Ravióli de cogumelos, amo meus pais, minha irmã e meus amigos. Gosto de estar com eles, de jogar sinuca e de viajar”.
– “Então vejamos... Desde quando você toca e que estilo você gosta mais, como é La Push e a vista do seu apartamento, qual o seu filme e
livro favoritos, como são seus amigos e sua família, qual o seu melhor ranking na sinuca e o lugar que você mais gostou de viajar e finalmente antes que eu me esqueça, verde?”
– “Eu toco desde os 5 anos, e sou um romântico, dependendo do dia. La Push é uma praia, e Forks geralmente é muito fria e úmida, e temos esse lugar para onde vamos quando chega o verão para nos aproximarmos do sol, o maximo possível. Da janela do meu quarto aqui eu vejo o parque alguns prédios e o rio. Meu filme favorito... Um Estranho no Ninho, eu gosto do Jack Nicholson, e estou lendo novamente Bel Ami. Meu pai e minha mãe são as melhores pessoas que conheço, generosos, bondosos, amorosos, sempre preocupados com o bem estar de todos, o coração e a mente em perfeita harmonia, é assim que os vejo. Minha irmã, é a criatura baixinha mais saltitante e animada que eu conheço. Meus amigos são incríveis e fieis. Quanto ao ranking eu poderia dizer que estou
vencendo o Emmett. Minha viagem favorita é essa. Eu jamais poderia imaginar que Nova York me seria tão generosa. E quanto ao verde, senhorita, é a cor dos seus olhos. A cor mais linda que eu já vi”
Ele disse isso acariciando o rosto dela, vendo-a corar. Mas diferente das outras vezes, ela não desviou o olhar. E eles ficaram presos ali, em sua bolha particular.
Depois de um tempo, perdidos em si mesmos a conversa fluiu agradavelmente, cada um descobrindo um pouco mais sobre o outro. Suas preferências, medos e historias de infância. Tombos e notas escolares. Os locais que haviam visitado, os tempos de faculdade. O primeiro porre, no caso dele abafado para que a imprensa não descobrisse, no caso dela, na casa de Jacob, também abafado para que seu pai não soubesse. O medo que ele tinha de assumir o lugar de seu pai e a necessidade de se preparar para isso. As alegrias e tristezas de uma vida publica.
Em um determinado momento, Edward percebeu um brilho diferente invadindo a sala, vindo da janela. Ao se virar nessa direção ele pode perceber que o dia havia nascido e que eles haviam passado a noite, um ao lado do outro conversando. E nesse momento, pela primeira vez desde que chegara ali ele se sentiu triste. Pois sabia que tinha que deixá-la. Mesmo que essa não fosse a sua vontade. Era o certo a se fazer. Ele precisava dar a ela a chance de pensar sozinha e entender o quanto ele havia se aberto para ela. O quanto do verdadeiro Edward Bella conhecia talvez mais do que qualquer outro.
– “Olha, amor, as riscas invejosas que tecem um rendado nas nuvens que vão partindo lá para os lados do nascente. As velas noturnas consumiram-se, e o dia, bem-disposto, põe-se nas pontas dos pés sobre os cimos nevoentos dos morros. Devo partir e viver ou fico para morrer”
– “Oi? Do que está falando Edward?”
– “É um trecho de Romeu e Julieta. Vê, já é dia. E eu como Romeu, preciso ir.”
Ela que estava de frente para janela, mas, sem prestar a menor atenção entendeu do que ele falava e como a Julieta quis impedir que seu
amado a deixasse. Ela estava triste com a iminente partida dele. E com medo do que a ausência dele a faria sentir.
– “É cedo?”
– “Você tem razão, mas a senhorita precisa dormir um pouco. Descansar. Eu já a incomodei demais”
– “Você não me incomodou. Eu gostei de te conhecer melhor Edward”.
– “Eu amei passar essa noite aqui. Ela entrará para o ranking das melhores noites da minha vida”.
– “Você tem um ranking?”
– “Eu acabei de criar, mas eu já tenho duas noites nela. Mas eu te conto sobre isso depois”
– “Eu também vou colocar essa noite no ranking que eu acabei de criar”
Edward se levantou e alongou a coluna, enquanto Bella se colocava de pé e o levava até a porta, pensando se deveria dizer o que estava em sua mente. Mas, sua boca foi mais rápida do que sua mente.
– “Eu gostei muito mais de conhecer o Edward, do que o príncipe”
Ele sorriu com o seu comentário, tocando a sua mão livre. E lhe dando um beijo.
– “Você foi a primeira pessoa que se interessou em conhecer o Edward. E eu amei que tenha sido assim”.
Edward se aproximou de seu rosto, respirou próximo de seu ouvido, sentindo o cheiro de morangos que saia do cabelo de Bella, e disse sussurrando, enquanto beijava levemente o seu pescoço.
– “Você é muito especial pra mim Bella.”
Isso a fez sentir um arrepio que percorreu todo o seu corpo, e mesmo sem ter a menor vontade, ainda olhando naqueles olhos azuis ela abriu a porta para que ele fosse embora, deixando-a ali sozinha.
Bella só havia dormido pouco, mas seu celular insistia em apitar avisando algum compromisso. Mesmo cansada ela se levantou tentando
lembrar o que havia pendente. Ela saiu correndo de casa para resolver todas as coisas pendentes. Afinal, hoje é sábado e o único dia que tinha para assuntos domésticos. Sua primeira parada na Rua 54, entre a 1ª e 2ª avenida para deixar as roupas na lavanderia. Daí, até a Lexington Avenue, onde faria a depilação e as unhas.
– “Hum, vejo que a minha cliente está com um brilho diferente nos olhos?”
– “Bobagem sua. Você sabe como é minha vida. Mais parada do
que poste”.
– “Hum, vou fingir que você me convenceu. Mas não ache que me enganei, eu sou uma nova-iorquina, logo uma águia, e eu vejo longe. Você
está querendo se apaixonar”.
– “E Quem não quer?”
– “Ah, eu sim, já te falei do bofe do outro lado da rua? Deixa
ele pra lá. Vamos de perna inteira e brazilian bikini?”
– “Não sei por que pergunta se sempre fazemos a mesma coisa?”
Depois de devidamente depilada, e se sentindo mais mulher, e com as unhas pintadas de preto, Bella voltou à lavanderia e a uma quadra de
casa entrou no mercado para repor o que estava faltando em sua dispensa.
Ao chegar a casa o telefone estava tocando.
– “Alo?”
– “Eu te acordei?”
E ela não pode evitar o sorriso que se formou em seu rosto, ao reconhecer a voz do outro lado da linha.
– “Não. Eu só fui até o mercado. Mas, a que devo a honra da sua ligação?”
– “Bem... Andei pensando, se você não gostaria de fazer um passeio comigo, à tarde?”
– “E para onde você gostaria de me levar?”
– “Isso é surpresa, senhorita”
– “E como eu devo estar vestida?”
– “Como sempre está.”
– “Onde eu te encontro?”
– “Eu passo aí pra te buscar. As 15:00 horas, pode ser?”
E pontualmente na hora marcada, lá estava ele, encostado na soleira da porta, com o sorriso torto, os longos dedos no cabelo, vestindo uma calça jeans preta, camiseta cinza e camisa xadrez, enquanto ela mordia o lábio inferior, usando sua calça jeans sempre muito justa e uma camiseta branca e o tênis amarelo. Eles estavam na frente da pessoa mais sexy que já haviam visto em suas vidas. E tinham plena convicção disso. Mais uma vez coube a ele quebrar o clima, ao se aproximar dela e depositar um beijo bem próximo a sua orelha e lhe perguntar sussurrando:
– “Você está pronta?”
Ela se afastou um pouco se olhando de baixo a cima se perguntando se por acaso havia se esquecido de vestir algo. E ele riu da atitude dela. Pegou sua mão, dizendo.
– “Você está linda. Vamos?”
– “Para onde o senhor está me levando?”
– “Para o parque. Lá não é um dos seus lugares favoritos?”
– “Sim. Mas, o parque é muito grande e com vários lugares diferentes e...”
– “Me permita ser seu guia hoje, por favor,”
E assim em meio à conversa sobre o Central Park seguiram em
direção a um dos principais cartões postais de Nova York, estacionaram na
entrada da Rua 77 West. E se encaminharam devidamente munidos com a cesta de piquenique, que para surpresa de Bella, não acreditava que aquele homem lindo ao seu lado ainda podia fazer surpresas como aquela.
Ao passarem pela Bank Rock Bridge ele se encheu de coragem e
pegou na mão dela que não fez nenhuma objeção, muito pelo contrario, até sorriu olhando-o nos olhos, com admiração, e entrelaçou os dedos nos dele. Seguiram entre as arvores sempre margeando o lago, e conversando. O assunto de sempre, eles dois. Era como se o mundo não importasse. Eles estavam presos em sua bolha particular. Até que ele apontou para uma arvore em especial.
Eles se aproximaram de um cipreste mais isolado, e ele de
forma relutante largou a mão dela e estendeu a toalha azul pondo a cesta em cima e se sentou enquanto era observado por Bella. Eles estavam tão felizes. Edward abriu os braços chamando-a para si, que se sentou com os joelhos no chão a sua frente. E ela passou a observar e retirar o que estava dentro daquela cesta, que Emmett comprou na Broadway esquina com Rua 80, no início da tarde.
Ela não parava de rir enquanto tirava frutas cristalizadas, cerejas em calda, castanhas, nozes e pistaches, queijos e geleias, pãezinhos, bolinhos e biscoitos, chocolates e um vinho. Além de talheres, copos e pratos. Ele abriu o vinho e colocou nas taças, enquanto ela arrumava tudo em cima da
toalha, e depois os servia, sob o olhar embevecido dele com sua beleza, seu jeito, seu riso. Edward estava completamente encantado por Bella, e não fazia a menor questão de disfarçar.
Mais uma vez, ele abriu os braços para Bella, que se colocou naquele lugar. Era a primeira vez que eles se abraçavam. E ele não pode deixar de notar como ela se encaixava perfeitamente em seus braços. Como o perfume dos seus cabelos era algo mágico e como a visão que ele tinha do corpo dela naquela posição, era fatal para sua mente. Era melhor mudar a linha do pensamento. Afinal, ele ainda queria manter o clima informal.
– “Vê? A sua ponte. A Bow Bridge?”
– “Eu nunca tinha visto por essa perspectiva”
– “Ela é linda mesmo. E muito romântica. Perfeita”
– “Sim. Ela é perfeita”
Depois de um silencio confortável, onde eles estavam aproveitando a companhia e o abraço um do outro, sem chamar a atenção dos passantes, que viam unicamente mais um casal de “namorados”, fazendo um romântico piquenique embaixo de uma arvora, eles voltaram a conversar, sobre suas paixões sem ver o tempo passar.
– “Qual o seu maior sonho Edward?”
– “Você”
Ela fechou os olhos, mordendo o lábio inferior, mas não teve coragem de se virar na direção dele. Continuando exatamente da mesma forma que estava, fazendo um grande esforço para se lembrar de como respirava, mesmo que seu coração tivesse perdido uma batida. Ele sentiu que talvez tenha falado mais do que o que ela esperava, e que ela havia ficado um pouco nervosa, e para acalma-la, tocou com a ponta dos dedos a bochecha dela. E seguiu fazendo isso, até que a cabeça dela estava pendendo na direção de sua mão, e ele pode sentir que ela estava novamente sorrindo.
Eles conversaram durante o final de tarde, experimentando as
guloseimas que estavam na cesta de piquenique. Quando o dia foi erminando e os mosquitinhos começavam a achar que eles dois eram alguma espécie de banquete. Então, acharam melhor irem embora.
Edward carregou em uma mão a cesta de piquenique, enquanto
na outra sentia o calor que saia dos dedos dela entrelaçados aos seus.
Atravessaram a Bow Bridget, parando para ver como a luz do por do sol refletia na água. Se detiveram na frente do Cherry Hill Fountain, enquanto ela contava algumas historias que havia lido sobre o Central Park, e alguns filmes gravados ali. Já era noite quando finalmente depois de caminharem pela margem esquerda do lago, atingiram finalmente a saída onde o carro estava estacionado.
– “Eu acho que vou criar um ranking para os meus melhores dias também”
– “E esse dia entraria nele?”
– “Por enquanto eu diria que sim, senhor”
– “Porque você me chama de senhor? É assim que as pessoas costumam me chamar onde eu moro desde que eu tinha uns 5 anos”
E ela riu do biquinho que ele fez com o lábio inferior. E sentiu uma incrível vontade de se aproximar e mordê-lo. Enquanto ele a olhava sem se dar conta do que acabara de fazer.
– “Mas, senhor, eu o chamo assim, porque você insiste em me chamar de senhorita”
E só então ele percebeu que realmente fazia isso. E que a tinha chamado assim varias vezes ao longo do dia.
– “Mas, você é uma senhorita”
– “E você um senhor?”
– “Mas eu prefiro te chamar de garota misteriosa”
– “Não entendo de onde você tirou isso?”
– “Você não se vê realmente Bella. Além de linda é muito misteriosa, com esses enormes olhos verdes, que sempre parecem guardar um segredo”.
Isso a fez pensar sobre todas as vezes que gostaria de contar, mas se calava em seu próprio mundo. E ela foi obrigada a reconhecer que ele estava certo, pelo menos em parte.
– “Você pode estar quase certo. E eu disse pode. Ultimamente eu tenho aberto uma única exceção. E falado mais do que o normal.”
– “Eu adoraria saber pra quem você tem aberto essa exceção. Por acaso eu conheço essa pessoa sortuda, que pode, e eu disse, pode ter acesso ao seu mundo?”
– “Sim. Você o conhece muito bem”
E com o seu sorriso tímido, ele entendeu que ela estava dando a ele passe livre para seu mundo e que confiava totalmente nele. Só que ela tinha o seu tempo, e não sairia contando toda sua vida assim, na primeira
oportunidade, como parecia ser a vontade dele.
Ele a levou de volta, parando o carro na frente do prédio e a acompanhando até a portaria. Pensando se seria um pouco demais se convidar para subir, já que ele não queria se afastar dela, mas enquanto estava perdido em seus pensamentos eles chegaram à portaria, que só pra variar estava vazia. E ela abriu a porta, fazendo um barulho que despertou sua atenção. Ela entrou, e ele fechou a porta atrás deles.
Eles nem poderiam dizer se haviam piscado nesse momento. A eletricidade que saia dos dois era visível, de tão forte. Então Bella foi mais
rápida que ele. E dessa vez foi o seu momento de se aproximar de Edward e sussurrar em seu ouvido.
– “Definitivamente, esse dia entrou no meu ranking. Obrigada”
O hálito dela provocava arrepios nele, e seu perfume uma mistura perfeita de lavanda, rosas e morango o excitava. Edward tocou com a ponta dos dedos o rostodela, acariciando sua bochecha, enquanto ela se inclinava delicadamente na direção daquele toque, querendo senti-lo ainda mais, no mesmo instante em que a outra mão dele se infiltrou em seu pescoço, e ele se aproximou delicadamente da orelha dela, respirando para se embriagar ainda mais do cheiro de Bella. E com a voz rouca e carregada do sotaque inglês sussurrou manhoso:
– “Eu preciso fazer uma coisa”
Não ouve como Bella não se arrepiar com esse gesto. E colocar suas mãos na lateral do corpo dele, bem próximo ao cois da calça. Enquanto Edward não tirava os olhos dela, seduzindo-a. Aproximando-se ainda mais, fechou os olhos, passando o nariz por sua mandíbula, da ponta da orelha até o queixo, numa dança lenta e sedutora. Saboreando o momento, e imaginando qual seria o gosto daquela boca.
Bella já havia permitido há muito tempo que aquela situação acontecesse. Seus hormônios estavam aflorados, e ela tinha uma ecessidade incontrolável de tocá-lo. E o fazia. Quando havia levantado à camiseta dele bem próximo de onde começava a calça, e com as pontas de seus dedos fazias círculos, tocando diretamente a pele de Edward, que sentia como se ela o estivesse queimando a cada passada de seus polegares. E ela sentia o mesmo cada vez que a ponta do nariz dele produzia um suspiro, para ela era como se houvesse brasa ali, e não pele.
Ainda sorrindo e se deliciando com toda a antecipação, que muitas vezes é melhor que o ato em si, ele finalmente aproximou sua boca da dela, e tocou com a ponta da língua aquele lugar que ele tanto desejou.
Suspirando de leve e enviando choques aos dois. Enquanto tocava a nuca dela, fazendo carinho. Sem perder o contato dos lábios Edward depositou um selinho no local que há segundos sua língua havia estado, e Bella abriu a boca, começando o beijo esperado, desejado, calmo como a descoberta das duas línguas, se reconhecendo, mas que se tornou ávido demonstrando todo o fogo que os consumia.
Edward deu dois passos na direção de Bella apoiando-a delicadamente na parede sem largar sua boca, enquanto ela trazia o quadril dele para mais próximo dela. Fazendo com que não só suas bocas estivessem coladas, mas todo o corpo.
Quando o ar acabou, eles abandonaram o primeiro beijo, e ele passou a tomar ar ainda encostado nela, de forma ávida, sentindo o perfume de seu pescoço, enquanto ela se deliciava com sua clavícula, e seu cheiro másculo,uma mistura de madeira, grama e mel. Não havia mais duvidas. Eles estavam completamente apaixonados.
Eles não saberiam dizer quanto tempo passaram ali, enquanto
recuperavam o ar para mais uma vez se entregarem em um beijo que ora era ardente, ora calmo e apaixonado. Mas Edward queria manter a calma e o ritmo lento, uma vez que ela é muito preciosa para ele.
Muitos beijos e uma briga interna depois, ele conseguiu, vai saber como, se afastar o mínimo dela, e a abraçou de verdade agora, envolvendo seus braços por inteiro naquele corpo tão desejado. Sentindo o calor que emanava dela. Isso não o ajudou na sua decisão de ir embora. Mas era o certo a se fazer. Não era o seu desejo, mas era o que ele imaginava ser o certo.
Então entre beijos e abraços ele passou a duelar internamente,
discutindo entre o desejo de ficar e a necessidade de ir embora, e em um
determinado momento se afastou realmente, tocando apenas sua mão, e sorrindo deslumbrante e vitorioso. Ele escolheu ser forte. Mesmo que isso não fosse fácil.
A boca dela era tão convidativa, e aqueles olhos que praticamente imploravam por mais dele... Então ele beijou sua bochecha e sussurrou que precisava ir, em seu ouvido. Sua voz, jamais esteve tão rouca e sedutora.
– “Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus
sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente”
Ela se arrepiou ao som da voz rouca e sussurrada em seu ouvido, lembrando-se da passagem de Orgulho e Preconceito de Jane Austen.
E finalmente alguns beijos depois ele conseguiu se virar e deixá-la ali, com o lábio inferior sendo mordido, a mão tocando o cabelo e o brilho de felicidade nos olhos.
Notas finais
Eu acho que essa coisa de ser principe e estar apaixonado deve ser muito trabalhoso na cabeça do Edward.
Mas, no proximo capitulo as coisas vão esquentar de verdade. Então, por favor, se alguem tem problemas com cenas de sexo, pula direto pro capitulo de quarta. Porque camas serão quebradas (ok, não literalmente, pelo menos), se vocês me entendem.
Espero vocês segunda. Bom Final de Semana
Beijossssssssss
Fale com o autor