Para Sempre
6 Anjo
Notas iniciais
– “Oi”.
E se pegou pensando como a chamaria; Amor, linda, princesa, todos esses adjetivos eram validos, mas para ele ainda era pouco.
– “Oi Edward. Como passou a noite?”
E ele sabia que ela estava rindo.
– “Pensando em você... Mas, e você? Teve algum sonho especial?”
Nesse momento ela se questionou como ele poderia saber que ela tinha tido mais um sonho erótico com ele. Onde os dois estavam na sala da casa dela, com ele sentado no sofá completamente nu, enquanto ela estava ajoelhada no chão, também nua, com uma mão apoiada em seu peito e a outra segurando a base do membro, já que sua boca cobria o restante da extremidade, se deliciando com o gosto que já saia dele, fazendo-o gemer seu nome, e apertar seus cabelos que estavam desgrenhados.
– “É, um, ah, não. Digo, sim. Bem, eu dormi bem e não tive nenhum sonho que gostaria de mencionar nesse momento”.
E ele riu da resposta confusa dela.
– “Talvez você me conte sobre esse seu sonho depois. Que tal a noite? Quer jantar comigo?”
– “Algo especial?”
– “Eu diria que sim. Então aceita?”
– “Para onde o senhor vai me levar?”
– ´”É mais uma surpresa senhorita. Posso passar as 20:00 horas?”
Ele sempre permitia que ela desse a ultima palavra. Ele não queria se sobrepor a ela. Ele tinha experiência demais, para saber que isso poderia acontecer facilmente, sendo um príncipe. Já que as pessoas tinham a tendência a fazer o que ele queria só pelo cargo que ocupava.
– “Eu já liguei confirmando e o esquema de segurança de lá é tranquilo. Eu estou seguro de que tudo vai sair bem”
– “Emmett, do que você está falando?”
– “De ser discreto meu velho amigo. Alice não estava exagerando quando disse que os jornais de Forks descobriram que estamos aqui e
estão enviando seus correspondentes”.
– “Eles não tem mais o que fazer? São todos abutres sobrevoando a carniça mesmo. Não está acontecendo nada de interessante aqui para eles quererem cobrir”
– “Não, mesmo? Já imaginou se descobrem sobre você e a Bella? Seria um prato cheio para eles. Então realmente tome cuidado”.
– “Merda. Ainda essa”
Mas, como Emmett estava certo de que tudo estaria sob controle, e ele continuava decidido a mostrar a Bella, o Edward e não o príncipe, ele estava na sua porta as 20:00 horas com uma camisa azul bebê e um
terno e calça chumbo. Embevecido com a beleza dela em um vestido estampado cinza muito claro que evidenciava o tom de sua pele em contraste com os cabelos soltos e o salto alto. Ele a levou ao restaurante japonês mais badalado e exclusivo de Nova York, no nº 10 da Columbus Circles.
Ao chegarem ao local foram recepcionados pela hostess que estava hiperventilando e babando em cima de Edward, para ciúmes de Bella, que
conseguia imaginar perfeitamente o que estava se passando na cabeça da mulher. Mas por outro lado ela também conseguia ser bem compreensiva, afinal, o homem que a estava acompanhando é realmente lindo e naturalmente causava esse tipo de reações no sexo oposto.
Eles foram encaminhados para uma mesa muito exclusiva no final do restaurante. Um lugar isolado e discreto. Mas, no caminho até a mesa
foram avistados por um jovem alto, muito bonito, loiro, de olhos azuis claríssimos, e pele levemente bronzeada que vem a ser correspondente de um dos jornais mais sensacionalistas de Forks. James estava conversando com o amigo Laurent, um negro, alto, também bonito, de olhos e cabelos pretos, muito estilizo e que é o chefe direto de Bella além de mais outro jornalista local.
Devido à presença do jornalista americano, James não pode saciar sua curiosidade, mas Laurent o informou que Bella era apenas a assistente que estava servindo a Edward, e como não passaram de mãos dadas ou o
que quer que fosse, e se tratando da família real, as provas eram tudo, ele
achou melhor deixar passar. Mas, seu faro jornalístico lhe dizia que ali
poderia ter uma grande oportunidade.
James e Laurent passaram toda a noite avaliando de muito longe a mesa que Edward e Bella dividiam, e eles puderam constatar o que era
inegável, por mais discretos que os dois tentassem ser, era nítido o clima que faiscava entre eles. Por mais que não houvesse forma de provar, não era difícil de entender que havia muito clima entre aqueles dois. Na sua cabeça James já podia ver as manchetes, e não acreditava na sorte que estava tendo. Ele podia se ver perfeitamente vendendo essa historia de forma real ou sensacionalista para os jornais impressos ou digitais, mas, algo dizia a ele que havia alguém que poderia lhe pagar muito mais se ele conseguisse provar o que estava vendo na sua frente.
Alheios a tudo que os cercava, Edward e Bella só tinham olhos e ouvidos um para o outro. A conversa nunca tinha fim ou se tornava monótona. Eles estavam a cada vez que se viam mais encantados um com o outro. E estavam realmente aproveitando esse momento juntos.
– “Então, eu estava pensando quando eu te liguei hoje cedo, como eu poderia te chamar?”
– “Como você quer me chamar?”
– “Minha”
Ela o olhou primeiro espantada, depois um sorriso malicioso foi se formando em seu rosto.
– “Sua?”
– “Minha... namorada? A principio. Mas, saiba que eu tenho planos para você”.
– “Eu acho, que você pode me chamar de sua... namorada, a principio. Depois vamos descobrindo onde esses seus planos vão nos levar”
E Edward seria capaz de executar uma dancinha da vitoria, ou dar pulos balançando seus braços, como possivelmente sua irmã faria, numa
situação semelhante a essa. Mas, antes que ele pudesse comemorar, Bella o tirou de seus devaneios.
– “Mas, Edward, eu também andei pensando e eu acho que devemos ser o mais discreto possível. Não é comum na Onu, uma assistente namorar a quem ela está servindo, e eu acho que seria meio complicado explicar tudo, então andei pensando, se...”
– “Bella. Será tudo como você quiser. E eu devo concordar, por outros motivos, é verdade, que você está certa”.
– “Que motivos?”
– “Eu quero te proteger o maximo possível. Te proteger dos comentários das secretarias, e também das fofocas de Forks”.
– “Hum, é verdade. As fofocas de Forks. Eu havia esquecido que estou namorando um príncipe”.
Isso o fez gargalhar. Para ele foi praticamente a melhor piada que já ouviu nos últimos tempos. Era tudo o que queria. Se apaixonar por alguém que estivesse interessado nele e não na sua coroa. E ela ainda fazia piada a esse respeito. Era perfeito.
– “Mas, mudando um pouco de assunto. A senhorita vai me contar sobre o seu sonho? Eu estava nele?”
E Bella nesse momento perdeu uma batida do coração, abriu a boca formando um lindo O e para piorar um pouco ficou tão vermelha que podia
sentir o calor que saia de seu rosto. Edward teve certeza que ela teve algum sonho e dos bons com ele. E achou tudo isso muito sexy. Seus pensamentos a partir daí não conseguiam mais ser freados e ele ficava imaginando quando finalmente a teria em seus braços, como sua mulher. Bella por sua vez precisou respirar profundamente algumas vezes para conseguir responder a pergunta de Edward.
– “Não e Sim”
– “Qual parte da pergunta se responde com não e qual se responde com sim?”
– “Não eu não vou te contar. E sim, você estava nele. E como estava”
E foi a vez dele corar. Algo raríssimo de acontecer, mas que fez com que Bella ganhasse o dia.
– “Agora me diga, você sabe qual a vista do meu apartamento. Mas eu não sei qual é à vista do seu”.
– “Você sabe sim, eu te disse quando fui à sua casa, lembra? Do Central Park até o Rio Hudson?”
– “Sim, mas eu fiquei imaginando...”
– “Eu adoraria te mostrar...”
– “Eu adoraria conhecer”.
E entre conversas, hashis, um pouco de saque para ela, e apenas coca-cola para ele, alguns sushis, sashimis e combinados eles conseguiram sair do restaurante mais discretamente do que haviam chegado. Ninguém percebeu. Nem mesmo James e Laurent.
Agora que sabiam que estavam em segurança e não poderiam mais ser incomodados por ninguém, eles estavam livres para se abraçarem e se
entregarem a um beijo quente, enquanto subiam no elevador até o 15º andar do prédio na 5ª Avenida.
Ao chegarem ao apartamento dele, ela foi encaminhada do hall de entrada diretamente para a sala de estar. Bella caminhou de forma sexy e
lenta, passando a mão suavemente pelo piano, indo em direção a grande parede de vidro a sua frente, sem se deter em nenhum dos imensos sofás dispostos no ambiente, enquanto Edward estava parado ao lado do instrumento musical, retirando o terno, apenas a observando.
– “Onde está o Emmett?”
– “Dormindo. Eu acho. Quer que eu o chame?”
– “Não”.
E ele estava ali, a envolvendo em seus braços delicadamente,
fazendo-a se encostar em seu peito, se deliciando com o cheiro do cabelo dela, tocando suavemente sua barriga, deixando pequenos beijos ao longo do seu pescoço e os embalando calmamente. Eles estavam imersos em seus próprios pensamentos. Observando as luzes e as cores que a Grande Maçã produzia.
Mas, apenas por fora ele parecia calmo, internamente Edward
estava muito nervoso, com o curso que a sua noite estava tomando. Ele a queria mais do que qualquer coisa, mas seria incapaz de forçá-la a qualquer coisa. Ele sabia que se tivesse que acontecer algo, ou quando tivesse de acontecer, seria pela vontade dela. Seria pelo desejo dela.
– “Eu quero te dar uma coisa”
– “Você não é o tipo que sai dando presentes por aí, é?”
– “Porque? Você não aceitaria um presente meu? Seja boazinha, não é nada de mais”
E Edward saiu em direção ao hall por onde haviam passado, entrando a esquerda na primeira porta. E ela pode perceber o tamanho da grande sala, ricamente decorada, em que estava, e se sentiu só, sem a presença dele. Sem ter a menor duvida, Bella seguiu o som de onde ele estava. E o encontrou de costas para a porta do quarto, mexendo em alguma coisa dentro de um armário.
– “Edward?”
– “Oi. Estou aqui”.
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