Para Sempre.

2 Capítulo 2 - Conexão


Estava chateada .Depois de uma bateria de exames o médico me obrigou a ficar de repouso no meu quarto para que eu pudesse me recuperar.

– Mas eu estou bem, tenho certesa que já posso sair daqui — disse fazendo uma cara emburrada.

– Não Terasu. Você passou o dia inteiro fazendo exames, você tem que descansar. Caso contrário não vou permitir que saia desse hospital tão cedo — falou abrindo um meio sorriso.

– Ahh... isso não é nada justo, eu estou aqui a mais de um ano — falei cruzando os braços.

– Eu sei. Mas tudo isso foi para a sua segurança, seja compreensiva e descanse. Prometo que te liberarei assim que possivel — falou com uma voz paternal.

Quando vi a expressão preucupada dele descruzei os braços dando um leve suspiro.

– Está bem, eu vou fazer isso — disse me cobrindo com o lençol.

– Que bom. Nos vemos em breve — tocou minha cabeça de leve e se dirigiu a porta do quarto.

Quando ouvi a porta fechar tirei o lençol de mim e me levantei devagar. Tive que me segurar na cama para que não desequilibrasse, fazia tanto tempo que eu não andava que tive a sensação de dar meus primeiros passos.

Depois de conseguir ficar ereta senti meus cabelos decerem até cobrir metade de minhas pernas e varios fios se espalharam no meu rosto, mas não os tirei. Fui até a janela com cuidado e coloquei minhas mãos no parapeito sentindo o vento passar por mim balançando as mechas do cabelo discretamente.

– Mudou nada — disse ao ver a vila no seu clima agitado de sempre.

Inclinei o corpo deixando meu rosto fora da janela podendo sentindo o calor dos últimos raios de sol daquela tarde. Pude ver os passaros selvagens voando no céu laranjado, as construçoes um pouco desgastadas, as pessoas andando e conversando na rua e os gennins saltando nos telhados das casas causando alvoroço. Abri um longo sorriso sentindo um calor confortante no coração, eu estava louca para voltar com as missões e ter aqueles momentos divertidos com o Kakashi, Kurenai, Gai, Ryo, Akio-sensei e até mesmo o Minato-sama.

Passei um bom tempo observando a vila que trazia velhas lembranças de volta e me desliguei do tempo completamente.

Bocejo.

Ja havia anoitecido a algum tempo e nem tinha percebido. Fechei a janela com cuidado e fui até a cama me enrolando no cobertor confortavel que me fez dormir em um instante.

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– Mitsue-san, acorde já é de manhã — disse uma voz suave.

Me remexi na cama enfiando o rosto no travesseiro.

– Vamos acorde, você não pode passar o dia inteiro dormindo — insistiu a voz.

Abri os olhos e me sentei devagar na cama soltando um longo bocejo. Olhei para a dona da voz, reconhecendo imediatamente a enfermeira de ontem.

– Ohaio! Tudo bem com você? — perguntou com um sorriso.

– Ohaio. Eu estou bem sim obrigada — disse em quanto esfregava a mão nos olhos.

– Eu trouxe o seu café da manhã! — disse colocando uma bandeja no meu colo.

– Ah! Obrigada, eu realmente estou com fome.

– Mitsue-san, eu tenho boas noticias do Dr. Mairu.

– Dr. Quem?

– Mairu, o médico que cuidou de você.

– Então é esse o nome dele, eu acabei esquecendo de perguntar o seu nome... — me interrompi virando para a efermeira — Qual é a noticia?

– Ele me mandou avisar que você já recebeu alta...

– Ai que bom!! Finalmente eu vou sair dessa cama — disse levantando o punho.

– ...Mas você so vai poder sair daqui acompanhada de alguem — completou ela colocando a mão atrás da cabeça.

– Acompanhada?! Mas eu não sei quem poderia fazer isso — falei num tom desapontado.

– Não se preucupe Mitsue-san! Eu vou tratar de cuidar disso.

– Sério? Muito obrigada... Ahn...

– Aki, meu nome é Aki Ogawa.

– Então muito obrigada Aki-san! — abri um sorriso constrangido.

– De nada. Coma tudo que eu voltarei daqui a alguns minutos.

– Sim. Itadakimassu! — falei pegando os Hashi da bandeja.

Eu comi toda a comida em apenas alguns minutos, depois de terminar eu me encostei na cama satisfeita, pensando no momento que eu iria sair daquele hospital para nunca mais voltar. Pelo menos espero não voltar.

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Passei um bom tempo naquela cama, apartir que os minutos passavam minha paciencia acabava. Pelo menos consegui me entreter com um livro que a enfermeira tinha me emprestado, era um romance antigo e intenso que me chamou muito a atenção, eu simplismente amava ler romances de diversos tipos: dramaticos, engraçados, longos, curtos, leves, intensos, apaixonados, discretos e muitos outros.

Depois de vários minutos lendo o livro sou interrompida por uma leve batida na porta.

– Pode entrar — disse.

A porta abriu devagar e a cabeça da enfermeira apareceu na fresta da porta.

– Mitsue-san, eu consegui alguem para te buscar! — falou ela animada.

- Sério?! Quem...?

Alguem atrás da porta limpou a garganta de um modo bem indiscreto.

– O corredor está muito confortavel, mas eu poderia entrar? — perguntou uma voz irônica.

– Ah! Me desculpe... Pode entrar — disse ela abrindo mais a porta.

– Oi Mitsue, já faz muito tempo não é?

– Ryo!! — Abri um sorriso gigantesco levantando da cama sem me importar com o livro.

– Mitsue não precisa se... — tentou empedir no mesmo momento que eu o abracei — ...levantar.

– Deixe de besteiras! Eu estou bem o suficiente para sair daquela cama — abracei com mais força — E eu estava com saldades de você Ryo.

Nesse momento ele me abraçou com força encostando minha cabeça em seu ombro.

– Eu tambem estava com saldades de você — disse baixinho — Você faz falta nas missões.

Me afastei dele com o sorriso maior ainda.

– Obrigada Aki-san, você é a melhor! — disse animada.

– Não foi nada Mitsue-san — disse corando.

Senti a mão do Ryo na minha cabeça e pude notar que ainda estávamos meio abraçados.

– Você mudou bastante heim Mitsue, está parecida comigo — riu.

– É mesmo... estamos com a mesma aparência agora — me afastei observando ele — Nossa, você esta bem maior Ryo.

– Eu sei! Ainda bem que estou maior que você né? — falou abrindo um sorriso coberto por dentes brancos.

– Claro que está maior que eu! Não sou tão grande assim — disse fazendo uma cara feia.

– Ahn colicença, vocês não são irmãos? — perguntou a enfermeira olhando para nós dois confusa.

– Não, somos velhos amigos — falou Ryo sorrindo.

– Nossa! Vocês são identicos — falou colocando o indicador na boca.

– Parece que sim né? Só que eu sou mais bonita que ele — pisquei o olho pondo a lingua para fora.

– Hum. Agora que eu completei meus vinte anos eu estou mais másculo e forte que antes Mitsue — falou levantando uma sombrancelha.

Olhei ele da cabeça aos pés fazendo uma cara esnobe.

– Sério? Nem notei.

– Ahh claro que você notou! Só está sendo cruel!

Começei a rir dele feliz por ele ser o mesmo Ryo de sempre.

– Mitsue-san, é melhor você se vestir para sair. Se quiser eu te ajudo — falou dando um sorriso.

– Eu vou estar na recepção, não demore — falou Ryo saindo do quarto.

Depois que ele saiu do quarto um clique surgiu na minha cabeça.

– Aki-san, oque eu vou vestir? Pelo oque me lembro as minhas roupas foram destruidas — falei dando um suspiro, o Akio-sensei havia me dado aquelas roupas de presente.

– Não se preucupe, conseguimos recuperar parte dela e me dei a liberdade de acrescentar umas coisinhas — falou correndo até o closet com um sorriso estampado no rosto.

– Que tipos de coisinhas? — perguntei desconfiada.

– Você vai ver — disse pegando uma muda de roupas do closet.

A enfermeira feixou as cortinas e sem que eu pudesse empedir ela me despiu rapidamente, logo me vestindo com as roupas que tinha pegado sem deixar o sorriso sumir do rosto, ela realmente parecia gostar daquilo.

– Pronto! Agora veja e dê sua opinião sincera! — falou me empurrando para um espelho de corpo inteiro.

– Nossa... — disse arregalando os olhos ao me ver no espelho.

Eu estava encantadora! Ela conseguiu recuperar a minha roupa de cima inteira acrescentando as coisinhas que mencionou. Minha "camisa" roxa longa cobria o começo das minhas coxas com as pequenas aberturas que me permitiam correr, ela era colada em meu corpo mostrando a minha cintura fina e meu busto deifinidamente, a gola continuava cobrindo a metade do meu pescoço só que dessa vez a roupa tinha mangas bem curtinhas que apenas cobriam meus ombros, nos meus braços tinham cotoveleiras negras e minhas luvas só cobriam metade do meu antebraço em vez de todo ele. Em vez do short de malha tinha uma calça preta longa de um material resistente que colava nas minhas pernas confortavelmente indo até os pés onde eu calçava a sandalha ninja.

– Então... oque achou? — perguntou Aki-san.

– Esta perfeito! Você que fez tudo isso? — olhei para de olhos arregalados.

– Sim! Estava tudo tão destruido que resolvi dar uma ageitadinha...

– Obrigada Aki-san! Você é a pessoa mais gentil de todo o universo — disse abraçando ela tão forte que ela parou de respirar por um momento.

– D-de nada Mitsue-san... — disse sem geito — Ainsa falta aqueles equipamentos mas eu não faço ideia de onde ficam.

– Eu cuido disso. Você já fez muita coisa.

Seu rosto corou e vi um pequeno sorriso aparecer no rosto.

Depois de colocados os equipamentos Aki e eu descemos até a recepção do hospital. Eu estava mais que radiante de alegria, era muito bom sair do quarto de hospital depois de tanto tempo.

Sentado em um dos bancos da recepção estava o Ryo que se levantou imediatamente ao nos ver.

– Nossa, vejo que seu visual mudou — falou em quanto me observava.

– Tudo isso graças a Aki-san. Se não eu não teria roupas para vestir.

– Bom trabalho Aki-san. Ficou perfeito nela — piscou para a Aki-san.

– Bom... Agora que já está tudo certo vocês podem sair daqui tranquilos. Até um dia desses Mitsue — Aki se virou para mim sorridente.

– Até. — disse alegre.

Ryo e eu saimos do hospital caminhando tranquilamente. Honestamente senti um alívio imenso ao passar da área do hospital, estava louca para começar com a minha vida normal.

Andamos em silencio, oque me deixou desconfortavel. Ryo olhava para frente com os olhos distantes como se seus pensamentos tivessem voltados a alguma coisa importante.

– Ryo alguma coisa mudou na minha ausência — perguntei tentando quebrar o silencio.

– Algumas coisas mudaram sim, mas não muitas — falou sem tirar os olhos da sua frente — a Kurenai mudou totalmente sua personalidade, agora está mais séria que nunca. O Gai... ah, ele mudou coisa nenhuma, continua sombrancelhudo com aquele geito exótico de ser.

– E o Kakashi?

O silencio voltou.

Ryo estava com o olhar mais distante que antes e parecia um pouco irritado.

– Aquele cara... ele simplismente sumiu — disse o Ryo.

– Ele simplismente sumiu?! — olhei para ele preucupada.

Ele finalmente olhou para mim com a expressão séria.

– Eu tambem não acho isso muito do estilo dele mas uma semana depois que você entrou em coma ele desapareceu. — fez uma pausa juntando um pouco as sombrancelhas — O Akio-sensei disse que ele teve que se ausentar para ter um treino especial, nada que tivessemos que nos preucupar.

Fiquei calada digerindo aquilo devagar. O Kakashi não é o tipo de cara que desaparece por muito tempo sem deixar avisos, pelo menos não mais. E porque ele sumiu logo depois de eu entrar em coma? Logo no momento que eu mais precisava de ajuda ele quis simplismente desaparecer?! Comecei a ficar com um pouco de raiva daquilo.

– Tem mais nenhuma informação?

– Só boatos, oque não é muito confiavel.

– Qualquer coisa serve, só quero entender oque aconteceu de tão importante com ele.

Ryo olhou para mim respirando fundo.

– Um dos boatos que mais tem corrido é que... ele fugiu da vila.

– Como??

– É que algumas pessoas disseram que viu ele sumir com varias pessoas durante a noite, então o boato de que ele abandonou a vila se espalhou rapidamente — falou numa voz estável.

– Não! Eu conheço o Kakashi o bastante para saber que ele não faria uma coisa dessas.

– Por isso que os boatos não são confiaveis. Nunca se sabe até que ponto eles são verídicos.

Baixei a cabeça inconformada, como podiam achar que ele fosse fugir da vila depois de tudo que passou por ela, isso não estava certo.

– Ei, você acabou de sair do hospital, que tal esquecer isso um pouco?

– Ah pode ser — disse ser desviar totalmente de meus pensamentos.

– Vem cá, vou te fazer esquecer disso bem rápido.

– Não precisar fazer...

Ryo com apenas um movimento me pegou no colo. Arregalei os olhos com o movimento inesperado.

– Oque você vai fazer?! — olhei para o rosto dele que estava mais proximo que antes.

– Calma, vamos só passear um pouco — falou sorridente.

Ele dobrou as pernas e com um impulso saimos do chão saltando pelos telhados.

– Ahh... — agarrei o pescoço dele com medo de cair a qualquer momento.

Senti seu corpo tremer um pouco com uma risada divertida. Em quanto saltavamos pela vila olhei para rosto dele e só agora eu notei o lado maduro do Ryo. Ele parecia nada com o garoto que encontrei por acidente, agora seu rosto e o corpo inteiros haviam adquirido caracteristicas de homen formado, seus braços eram firmes, os movimentos rapidos e os sentidos mais aguçados. Por causa do longo periodo de treino e preparo ele adquiriu massa corporal mostrando pequenas curvas de musculos na pele que seguiam ao longo braço dele. Seus cabelos eram maiores que antes, com a franja caindo nos olhos brancos e os cabelos balançando sem parar ao vento. Nunca tinha percebidos esses detalhes nele. Isso mostra o quanto ele andou se esforçando para se tornar um bom ninja forte e preparado, se não fosse todo esse treino ele não teria nada daquilo.

– Oque você tanto observa? — perguntou olhando para mim de soslaio.

– Nada de mais — abri um sorriso.

Ele voltou a olhar para frente fazendo uma espressão satisfeita.

– Já estamos perto de onde queria — falou

Olhei para frente curiosa. Notei que estavamos em uma floresta densa, e o cheiro gostoso de terra umida me alcançou me fazendo respirar fundo, era muito bom. Chegamos em uma clareira grande e iluminada após alguns momentos, e uma sensação familiar apareceu em mim

– Já vim aqui antes? — perguntei.

– Sim, não lembra? — perguntou no momento que pousou na grama.

– Não exatamente — falei.

Ele me colocou no chão com cuidado, depois passou a mão nos cabelos olhando em volta.

– Normal, já faz tempo des da ultima vez que chegamos aqui. Mas eu lembro de cada detalhe — falou dando um sorriso.

Uma memoria antiga surgiu na minha frente, um pouco embaçada.

– Foi aqui que nos dois passamos o dia alguns dias antes de a guerra começar — disse com os pensamentos distantes.

– Sim. Você lembra do que fizemos? — perguntou ele com a voz mais baixa.

Levei um leve susto ao sentir a mão dele pegar a minha. Ele ficou na minha frente e tirou as luvas protetoras de minhas mãos me fazendo sentir o formigamento familiar que a tanto tempo não sentia.

– Agora eu me lembro — disse olhando para nossas mãos.

– Foi o dia mais incrivel da minha vida — disse ele com os olhos nas minhas mãos.

De vagar ele segurou as minhas mãos e o formigamento se tornou mais forte a partir que o tempo passava. Quando o formigamento se tornou intenso nós fechamos os olhos juntos concentrados no chakra que pulsava.

Em apenas alguns segundos uma onda de calor imensa cobriu totalmente nossos corpos e uma grande quantidade de chakra fluia como uma grande chama em nossa volta. Ryo soltou um gemido fraco e pudemos sentir perfeitamente o chakra fluindo no corpo de cada um. O chakra dele era semelhante ao daquele dia: quente e espesso. Mas tinha uma diferença, ele parecia mais forte e estava em maior quantidade, fluindo em cada parte de seu corpo. E o momento mais esperado aconteceu, os nossos chakras se uniram tornando-se um só, me fazendo sentir meu chakra ficar mais pesado que antes. Comecei a respirar mais rapido e abri os olhos notando que o Ryo me olhava com um sorriso grande no rosto.

– Simplismente incrivel Mitsue... — disse ele sem desviar o olhar do meu.

– Simplismente incrivel — repeti rindo um pouco.

A sensação era tão maravilhosa que dava vontade de gargalhar alto, não pensava mais em soltar as mãos do Ryo nunca mais. Começamos a rir um com o outro segurando firme nossas mãos, eu me sentia muito bem daquela maneira.

– Vamos soltar? — perguntou o Ryo olhando para mim.

– É melhor soltarmos, se não nunca mais soltaremos — falei.

– No três.

– Um — Comecei

– Dois — continuou abrindo um sorriso no canto dos lábios.

– Três! — falamos juntos soltando as mãos.

Toda a chama desapareceu e o chakra um do outro tambem oque nos fez cair na grama sentados. Olhei para o Ryo com um sorriso estampado no rosto, ele olhou para mim sorrindo tambem e se deixou cair de costas na grama.

– Morreu? — perguntei engatinhando até o lado dele.

– Não... Estou sem palavras — falou virando o rosto para mim.

– Tambem. É incrivel como sentimos o chakra um do outro tão bem.

Me deixei cair na grama ao seu lado e virei o rosto para olhar para ele.

– Acha que somos especiais? — perguntou ele baixinho virando o rosto para me ver tambem.

– Provavelmente. Mas isso não importa não é?

– Não. Nunca importou — disse pegando minha mão que voltou a formigar — É bom ter você de volta.

– É bom ter você comigo — disse apertando a mão dele.

Olhamos para o céu da manhã ainda de mãos dadas com aquele formigamento que parecia nos conectar um ao outro de algum geito. Com todo aquele silencio da floresta comecei a me sentir um pouco cansada, me virei para o Ryo e encostei minha cabeça no seu peito soltando um bocejo colocando meu braço em cima dele. Ele se assustou por um momento, até que senti seu braço ser colocado em cima de mim para que minha cabeça não caisse. Seus dedos afagavam minha cabeça que levantava e decia de leve com o movimento de sua respiração em baixo de mim. Fechei os olhos devagar aquecida pelo sol e o calor do corpo dele até apagar de vez.

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Acordei com o sol batendo diretamente em meu rosto. Me sentia um pouco grogue com a soneca e comecei a abrir meus olhos deixando que eles se acotumassem com a claridade. Minha visão voltou e me dei conta do que acontecia quando senti a respiração do Ryo no meu rosto

Ryo dormia de lado tranquilamente com o rosto encostado no meu, seus braços estavam em volta do meu corpo me segurando contra o dele fazendo o meu rosto ficar proximo ao seu pescoço. Senti uma gota de suor escorrer da minha testa de nervosismo. Oque eu faço?!

Cutuquei ele.

– Ryo... Acorda por favor — pedi olhando para o seu rosto perigosamente proximo do meu.

Ele se mexeu um pouco mas continou dormindo.

– Ryo! Acorda — falei mais alto

Fiquei aliviada ao ver seus olhos se abrirem devagar. Mais pra lá do que pra cá ele aproxima mais o seu rosto fazendo nossas testas se encotrarem. Tudo estava a apenas alguns milimetros de distancia agora. Meu rosto começou a ficar vermelho rubro com a aproximação.

– Heim... oque foi? — perguntou ele finalmente abrindo os olhos.

– R-r-ryo... — gaguegei.

Ele olhou para mim e seus olhos triplicaram de tamanho.

– Mitsue! — Disse enrubrecendo.

Ele me soltou imediatamente e me sentei ficando de costas para ele. Meus olhos estavam enormes e meu rosto continuava rubro, aquela cena não quis sair da minha cabeça.

– Desculpe!! Desculpe, eu não tive a intensão de fazer isso — disse virado de costas para mim tambem.

– Não se preucupe... Isso só foi um acidente né?! — perguntei virando um pouco o rosto.

– Sim foi um acidente! — disse escondendo mais o rosto dele nos braços.

Tirei os cabelos no rosto deixando o vento refrescar um pouco. Atrás de mim o Ryo se levantou estendendo a mão para mim.

– Vem eu te levo para casa — disse com o rosto levemente rosado.

– Tudo bem — peguei a mão dele sentindo o formigamento.

Depois de levantar, rapidamente me entregou as luvas que tirou de minhas mãos. Peguei elas colocando com cuidado nas mãos.

Desta vez fui andando — que bom. Saimos da floresta calados mantendo uma certa distancia um do outro em quanto saltavamos nos telhados desgastados da vila.

– Hoje foi... divertido não é? — perguntou Ryo sem olhar para mim.

– Foi sim. Fazia bastante tempo que não sentia aquilo outra vez — disse mantendo a voz calma.

– Tambem. É simplismente... incrivel — dissemos a ultima palavra juntos oque fez agente rir.

– É isso mesmo — disse ele com um sorriso — seu chakra mudou sabia?

– Na verdade não sabia.

– Ele continua mais leve que o meu mas ele está mais intenso e forte — disse olhando para mim.

– Senti a mesma coisa com o seu — sorri para ele — Nossos chakras evoluiram com o tempo.

– É verdade, isso quer dizer que estamos progredindo juntos — disse ele voltando a agir normalmente.

Continuamos a saltar nos telhados só que mais proximos um do outro. Ainda bem que ele esqueceu do acidente na clareira.

– Hey Mitsue.

– Oque foi?

– Quer tomar saquê comigo hoje?

– Nem pensar! Tomei raiva daquilo

Ele começou a rir gostosamente.

– Sabia que ia falar isso, é so brincadeirinha. Vamos comer Ramen no Ichiraku.

– Tudo bem. Mas sem saquê por favor – pedi

– Sem saquê — repetiu ele acentindo.

Notas finais
Demorou mais uma vez mais está ai um capítulo quentinho!
Aproveitem-no.
E mandem Reviews por favor, preciso saber que vocês existem!
Bjks! Até