Para Sempre.

3 Capítulo 3 - Meu novo objetivo.


– Prontinho! Desculpe pela demora — disse gentilmente Ichiraku ao entregar as tigelas fumegantes de Ramen.

– Sem problemas — disse eu e Ryo juntos.

Começamos a rir um do outro quando pegavamos o Hachi.

– Espero que não viremos aqueles gêmeos esquisitos que fazem tudo exatamente igual.

– Eu espero mesmo. Seria muito esquisito — riu de leve.

– Okay! Vamos comer — destaquei os hashi posicionando-os nos dedos da mão direta.

– Itadakimassu — dissemos juntos outra vez e começamos a dar outra risada.

Assoprei o caldo que havia esfriado um pouco e começei a comer os longos fios de macarrão.

– Esta tão bom! — falei pegando um pouco mais de macarrão.

– Hmmm... — concordou com a boca cheia de comida.

Suguei os fios enormes do meu macarrão me sentindo mais leve que nunca! Era muito bom ficar com o Ryo, ainda mais depois de passar um ano e alguns meses distante de tudo que fazia.

– Ryo, você só me falou da Kurenai e o Gai até agora. Como está o Akio-sensei, Minato-sama e a Kushina? — perguntei procurando meu macarrão no caldo.

– Akio esta durão como sempre. Mas o Minato e a Kushina... — ele baixou a voz ao falar o nome dos dois.

– O que é que tem eles? — perguntei

– Mitsue. Eles morreram — disse num sussurro.

O macarrão prestes a entrar pela minha boca caiu todo na tigela. Eu encarava a tigela a minha frente sem mover um musculo se quer e todo o lugar ficou silencioso.

Ryo olhou para mim com uma expressão preucupada mas eu não me mexia.

– Isso não pode ser possivel — falei com a voz presa

– É a mais pura verdade — falou a meia voz chegando mais perto de mim.

– Não Ryo. Isso simplismente é impossivel! — disse aumentando o tom da voz.

– Já terminamos — disse para o Ichiraku colocando o dinheiro entre as tigelas — Isso não deve ser falado em público Mitsue. Vem que eu te explico melhor.

– Tudo bem — disse eu controlando melhor a minha voz.

Ao sair do Ichiraku seguimos por um caminho diferente chegando até um lugar arborizado e vazio, um pouco afastado das areas comerciais da vila onde a maior parte das pessoas se concentravam.

– Me explique Ryo! Quando isso aconteceu? — perguntei procurando manter a calma.

– É uma história meio longa, então não me interrompa — falou com a voz seria.

– Sim.

Ele passou a sua mão pelos cabelos com um pouco de nervosismo.

– Antes de começar a nossa ultima missão, pelo oque parece a Kushina estava grávida do Minato-sama...

– Gravida?! — tampei a boca no mesmo momento — Desculpe, continue.

Ele me observou com uma das sombrancelhas erguidas.

– Continuando. Uns meses depois de nossa missão a Kushina estava prestes a dar a luz ao bebê quando o ano estava prestes a acabar e foi ai que as coisas complicaram.

Ele olhou para mim para ver se eu não interromperia ele denovo, mas me manti calada com a garganta coçando de perguntas que estavam presas a força.

– Após a Kushina dar a luz ao bebê o Bijuu que estava selada nela escapou e Konoha foi atacada pela Kyuubi, a raposa de nove caudas — ele deu um longo suspiro — Todos ficaram loucos ao ver a Kyuubi liberada do corpo de Kushina então a ANBU e os melhores ninjas incluindo o Terceiro Hokage lutaram contra ela. Mas então...

Ryo parou por ali olhando para as arvores do seu lado.

– Mas então oque Ryo? — perguntei preucupada ao ver sua expressão triste no rosto.

– Foi uma coisa horrivel de se ver... Quando eu cheguei perto da Kyuubi para proteger a vila já era tarde — disse juntando mais as sombrancelhas — Ao chegar no lugar onde a Kyuubi estava a Kushina e o Minato estavam mortos, foram perfurados pela garra da Kyuubi para proteger um recem-nascido que chorava na frente deles.

Ryo virou mais o rosto, parecia dificil para ele falar aquilo. Aquele silencio voltou novamente, tomando de conta do lugar apenas com o som das folhas das arvores de movendo de um lado para o outro com o vento.

– " Então eles realmente estão mortos. — me encostei numa arvore pensando — Morreram não só pela vila mas pelo filho deles que tinha acabado de chegar ao mundo. Isso é triste, doi muito pensar no quanto eles sofreram " - Coloquei a mão no coração. Porque eu tive que ficar em coma num momento desses! Coitado do bebê.

O bebê!

– Ryo! E o bebê? oque aconteceu com ele?!

– Antes de morrer o Minato-sama conseguiu celar a Kyuubi no recem-nascido, e des de então eu não tive mais notícias da criança — falou com a voz mais calma.

– Não sabe para onde foi levada? — perguntei enteressada.

– Ouvi falar que ele foi entregue a uma mulher para que alimentasse o recem-nascido corretamente, mas ele só vai ficar com ela até não precisar mais de leite materno. Depois disso Deus sabe oque vai acontecer com ele — falou pensativo.

– Mas por ele ser o filho do Minato muitas mães devem estar querendo a criança não é?

– Não. Depois que a Kyuubi foi selada nele as pessoas começaram a odia-lo e até agora nenhuma mãe quis cuidar da criança — falou com os olhos baixos — Isso é uma coisa muito idiota da parte deles. Não é culpa da criança a vila ter sido atacada tão repentinamente.

Fiquei calada por um instante e um pensamento louco passou por minha cabeça.

– Posso ver a criança?

Ele olhou para mim de olhos arregalados.

– Porque quer ve-la assim do nada? — perguntou com a voz um pouco alta.

– Eu... Eu preciso ver ele. Não sei explicar bem o porque mas eu realmente preciso ver essa criança! — praticamente implorava para o Ryo.

– Eu não sei se isso pode ser possivel Mitsue...

– Por favor! Prometo que não farei mais pedidos estranhos.

Ryo me olhou com estranhamento por um minuto interminavel.

– Não te garanto em nada que isso vai dar certo, por isso não crie esperanças de mais. — disse finalmente.

– Obrigada, isso é o suficiente.

– Me segue — disse sumindo na direção do grande prédio do Hokage.

Fomos numa velocidade normal até o predio gigante com o grande escrito japones fogo no seu topo. Depois de passar pela entrada meu coração bateu loucamente no peito, com mil sentimentos passando por ele numa grande velocidade. Ele parou no momento que o Ryo tocou a maçaneta da grande porta familiar.

– Entre Ryo e Terasu Mitsue — falou o Terceiro antes que a porta se abrisse.

Entramos na extensa sala do Hokage parando na metade dela de frente a mesa do Hokage.

– Mitsue, é bom ve-la disposta para vir aqui. Oque traz sua visita? — perguntou com sua voz grave.

– Hokage-sama — fiz uma reverencia respeitosa — Vim fazer um pedido, e compreenderei se não aceita-lo.

– Prosiga — falou levantando mais a cabeça.

– Pesso sua permissão para ver o filho do falecido Quarto Hokage.

– Mitsue, é estranho um pedido desses vir de você ainda mais nessas circunstancias. Porque quer ver o menino?

Fiquei em silencio por um segundo. Nem eu mesma sabia o porque, então pensei em um bom motivo.

– Hokage-sama, o Minato era uma pessoa muito querida por mim, então sinto a real necessidade de ve-lo para saber como esta o seu filho.

O hokage cobriu os olhos com o grande chapeu em sua cabeça.

– Aprecio sua preucupação com o filho do Minato Mitsue, mas não posso aceitar esse pedido com um motivo simples como este.

Sabia.

Fiquei quieta ao ouvir sua resposta. Mas eu me toquei do que me atraia tanto naquela criança que eu nem ao menos conhecia.

– Hokage-sama, este não é meu unico motivo — disse firme.

– Qual é então?

– Estou individada com o Minato.

Rpentinamente ele levantou mais sua cabeça voltando a me encarar.

– Oque quer dizer com isso?

– Por toda a minha infancia o Minato foi uma pessoa incrivel comigo. Ele foi uma das pouquíssimas pessoas que me trataram com respeito em boa parte de minha infancia, falando comigo naturalmente e me dando conselhos que só uma pessoa como ele daria oque me ajudou a ter força para ignorar todos que se afastavam de mim, me distratavam e falavam mal pelas costas. E tenho uma grande divida com ele por causa disso — olhei fixamente para o Hokage falando com veêmencia as palavras seguintes — Agora não posso ficar parada quando o seu propio filho está sendo vítima das mesmas coisas que eu passei, as mesmas coisas que ele me ajudou a vencer! A unica forma de eu me redimir por tudo que ele me fez é cuidar desta criança sendo a guardiã dela.

O Ryo me olhou incrédulo.

– Mitsue! Tem consciencia do que está falando?! Não pode simplismente fazer isso por uma...

– Se acalme Ryo. Se acalme — disse o Hokage levantando uma das mãos e olhando firmemente para mim em seguida — Tem certesa do que diz Mitsue? Passará por muitas dificuldades se aceitar essa criança.

– Tenho certesa absoluta. Ele faria o mesmo em meu lugar — disse impressionada com a minha própia firmesa.

Hokage baixou os olhos dando um leve sorriso.

– Nessas circunstâncias acho que não tenho escolha. Permito que seja a guardiã da criança Mitsue, tenho certesa que Minato pode descansar em paz agora.

– Então posso ve-la agora?

– Sim. Faço questão de te acompanhar — disse se levantando da cadeira.

Andamos no extenso corredor até o lado de fora da construção. Depois de uma boa caminhada pela vila chegamos até um lugar mais afastado das residencias e do comercio de konoha. O lugar era rodeado de arvores e outras plantas que se esparramavam pelo chão livremente dando uma aparencia bonita ao lugar. Mais a frente enxerguei uma casa bem cuidada rodeada por flores selvagens de cores variadas, me encantei com aquele lugar, ainda não conhecia aquela parte de Konoha.

– Que bonito — disse eu admirada.

– Verdade, na minha opinião é um dos lugares mais bonitos da vila — disse o Hokage.

Quando subi as escadas para a varanda da casa notei um movimento na floresta. Tinham ninjas por todas as partes vigiando o lugar.

A coisa era séria.

O hokage fez um sinal com as mãos para esperarmos e foi até a porta. Levantou uma das mãos e bateu suavemente na porta da casa.

Depois de uns momentos consegui ouvir passos leves na nossa direção e a porta abriu.

– Hokage-sama! Que surpresa, não sabia que viria hoje — disse a mulher baixa.

– Não tem problema, mas não deu para te avisar que eu viria. Podemos entrar? — perguntou com um sorriso gentil.

– Entrem por favor — disse abrindo mais a porta para que entrassemos.

A casa era modesta sem muitos objetos mas muito bem organizada, com o piso limpo, os moveis organizados e alguns quadros de pessoas e paisagens, a casa tinha um ar muito agradavel tanto por dentro quanto por fora. A mulher indicou uma pequena mesa com almofadas no chão para que nos sentassemos.

– Hokage, a que devo a honra de sua visita?

– Eu vim aqui com uma exelente notícia.

Ela abriu mais os olhos parecendo adivinhar oque ele ia dizer.

– Quer dizer que conseguiu uma mãe para o Naruto? — perguntou olhando diretamente para mim.

– Não exatamente, conseguimos alguem para proteger a criança.

– Naruto? — perguntei confusa.

– Ah sim, esqueci de te falar isso. O nome da criança é Uzumaki Naruto — disse o Hokage.

– Uzumaki... — lembrei da Kushina com aquele sorriso doce e o geito atrapalhado de sempre.

– Isso quer dizer que você vai ser a gardiã do pequeno Naruto? — perguntou suavemente.

– Exatamente — respondeu o hokage em meu lugar.

Senti o Ryo se mover do meu lado e notei a sua expressão tensa. Toquei seu braço de leve tentando mostrar segurança.

– Posso ve-lo? — perguntei tranquila.

– Claro, ele acabou de comer. Parece uma bolinha — disse abrindo um sorriso.

Todos levantaram para seguir a mulher, mas eu fui a primeira a levantar ansiosa para ver a criança que eu tanto esperava para ver.

Entramos num quarto pequeno e muito bem organizado, com uma janela grande, um ármario de roupas com um espelho em cima dele, na frente dele um berço simples de madeira polida e envernizada estava encostado a uma parede do quarto.

Olhei para o Hokage e ele balançou a cabeça me permitindo ir até ele.

– Ok — disse indo na direção do berço.

Fiquei de frente para o berço sem tirar os olhos da pequena pessoa na minha frente. O bebê que não parava de se mexer de um lado para o outro parou ao me ver abrindo grandes e puxados olhos azuis na minha direção, eram tão profundos que me hipnotizava completamente. Fui tirada da hipnose quando ele ergueu os pequenos braços, esticando os dedos gorduchos da mão na minha direção abrindo e feixando sem parar. Um pouco desorientada peguei o bebêzinho de baixo dos braços e levantei ele até meu colo medindo todos os movimentos que eu fazia para não machuca-lo. Quando se ageitou em meus braços sua boca se abriu num grande bocejo, encostando sua cabeça no meu peito devagar fazendo que seus cabelos finos e loiros roçassem no meu braço levemente.

Lágrimas.

Elas começaram a escorrer no meu rosto contra minha vontade ao ver a inocencia da criança que tinha acabado de perder os pais. Mais lágrimas rolavam sem cessar e eu senti a mão do Hokage no meu ombro.

– É uma criança tão inocente, tão maravilhosa... Por que as pessoas falam assim dela sem ao menos ver ele — disse baixinho olhando para o bebezinho adormecido no meu colo.

– Foi uma tragédia horrivel Mitsue, muitos perderam parentes que amavam naquele dia, então não os culpe. Pode não ser agora mas um dia vão ver o quanto essa criança fez por nós. Se o Minato não tivesse selado a Kyuubi no Naruto, Konoha estaria em ruinas neste momento e Naruto não sobreviveria.

– Eu sei disso. Mas selar uma coisa tão poderosa em um bebê tão pequeno como ele é loucura. — disse eu sentindo mais uma lágrima escorrer no rosto.

– Mitsue, Minato confiou para o Naruto a segurança da vila selando a Kyuubi nele. Ele não faria uma coisa dessas sem ter a certesa que Naruto é forte o bastante para controlar o poder da raposa, mas é claro que ele não fará uma coisa tão grande sozinho — ele secou minha lágrima com um lenço — É ai que você entra.

Olhei para ele espantada.

– Eu ajudar ele a controlar a Kyuubi?

– Sim Mitsue. Você ajudará ele a controlar esse poder, pois você é a unica entre todos nós que saberá compreender a dor que ele vai sentir — Baixei os olhos — E por isso será mais facil vocês dois se unirem e juntos domarem esse poder tão grande dentro dele. Lembre-se, apartir de agora você é a guardiã dele.

– Sim Hokage-sama. Darei tudo de mim ao Naruto, pelo bem dele e da vila — disse beijando de leve as duas bochechas do Naruto e sua testa.

– Hokage-sama. Acho melhor deixarmos o Naruto descansar um pouco, ele acabou de comer — disse o Ryo com os olhos na direção de meu rosto.

– Claro. Esse garoto parece cansado, vamos deixa-lo certo Mitsue?

– Sim Hokage-sama — me virei para a mulher baixa — Por favor me ajude a colocar ele no berço sem acorda-lo.

– Sim! Deixe isso comigo — falou pegando o bebê de meu colo habilidosamente e colocando ele de volta ao berço.

Saimos da casa depois de despedir da moça gentil que cuidava do Naruto. No caminho inteiro não consegui tirar o rosto dele de minha cabeça, toda vez que lembrava meu coração doia de leve. Coloquei a mão direita no meu peito em quanto andava, ele tinha as mesmas caracteristicas do Minato-sama, oque despertou em mim uma saldade enorme dele.

– " Minato-sama, Kushina-sama. Prometo dar o melhor de mim sempre protegendo ele com todas as minhas forças. Espero fazer isso tão bem quanto vocês teriam feito em meu lugar, descansem em paz e confiem em nós." - Pensei sentindo meu coração esquentar fazendo que a saldade passase devagarinho como se o Minato estivesse me consolando outra vez, me dando forças para os dias dificeis que iriam começar apartir de agora.

Notas finais
Que lindoo!! Por mais que a história seja da Mitsue, lógico que não podeira faltar o Naruto!
Esperem ansiosos pelos novos capítulos!
- Gente cadê vocês para me dar motivação? Desse geito eu fico triste... ^^.