Para Sempre...
17 Surpresas - Parte 4
Notas iniciais
Saiamos do hospital, Raymond foi forçado a tomar soro, ele reclamou da agulha e disse que não era preciso, mas como sempre, não deixamos que ele ficasse exigindo coisas. Entramos no carro e dirigi o mais rápido que pude até chegar em casa. O peguei no colo, ri mentalmente da situação, eu uma magricela carregando um monstro desses.
- Eu posso andar! – ele disse grogue, depois de toda a morfina que tomou, mesmo que a sua temperatura corte todos os efeitos que a mesma causa, ele ainda ficou um pouco zonzo.
- Se eu te por no chão, tenho certeza que você vai cair! – disse calmamente, acelerei e logo cheguei ao meu quarto, o coloquei na cama e o cobri.
- Você me trata como criança. – ele disse manhoso.
- Te trato com cuidado! – disse sorrindo, ele retribuiu e fechou os olhos. – Durma bem. – beijei-lhe a testa e desci para a sala de estar. – Oi!
- Ele está bem? – perguntou Robert preocupado.
- Sim, está bem melhor. – disse sorrindo. – Que horas chegará às coisas Tracy? – perguntei sentando-me no ultimo degrau da escada.
- Às dez horas. – cantarolou ela seguindo para fora.
- Café da manhã para os que comem! – falou Hale sorrindo, Peter fez uma careta, mas resolveu comer, Robert não pensou duas vezes e correu para a cozinha.
- Ang? – ela fitou-me sorrindo. – Como está a Alyssa? E me conta os babados entre você e o Peter! – disse sentando-me ao seu lado.
- Ela está bem, Megan está deixando ela mais á vontade, é bom ela ficar por lá mesmo. È mais seguro e mais calmo, aqui é agitado demais. – sorri. – Eu e o Peter, estamos indo bem. –ela disse sorrindo. – Ele é adorável, e cuida bem de mim e da minha filha, eles se dão bem.
- Hm... Que ótimo. Espero que você seja feliz com ele, tenho certeza que todos vão amar comparecer no seu casamento. – disse rindo e ela revirou os olhos sem conter um sorriso.
- Sophie? – olhei para trás e deparei-me com Peter. – Sabe aquele cara, o Don? – assenti. — Quando ele apareceu na festa daquela forma, eu achei que ele fosse nos atacar, mas a Ang disse que ele não ia atacar, ele ainda estava decidindo. Você acha que... – eu gargalhei e os olhares se voltaram a mim, até Hale e Robert saíram da cozinha.
- Deve ser o poder dela! Pensei que ela não teria poder, mas para minha felicidade ela tem, e é bom, muito bom. – disse sorrindo.
- Meu amor, eu tenho um poder! – disse Ang pulando na frente de Peter, que apenas sorria amorosamente para ela. Gargalhamos da atitude infantil dela.
- É bom você para de passar muito tempo com a pipoca ambulante! Falando nela, onde ela se meteu? E Derek foi trabalhar hoje? – perguntei. Hoje é domingo, ele é advogado, merece um descanso. Os casos são terrivelmente estressantes.
- É... Madeline foi dar um passeio com Blacke, e Derek tem um caso para resolver hoje. – disse calmamente. – Malditos julgamentos. – murmurou. – Ah! Eu também estou de saída, tenho que organizar o restaurante. Tchau meus amores, até mais tarde. – falou pegando sua bolsa e saindo.
- O pessoal já descarregou as coisas, agora vou ter que ir resolver mais algumas coisas. Ainda bem que Madeline já cuidou dos convites! – disse Tracy dirigindo-se á cozinha e saindo de lá arrastando Robert. – Tchau! – disse com um sorriso.
- Droga! – disse Peter. – Odeio meu lado humano, sempre esquecendo os compromissos. Vamos Ang, temos que ir! – ela o olhou suplicante e ele fez um gesto com o olhar que a fez se alegrar.
- Tchau Sophie. – ela disse e saiu saltitando com Peter a seguindo. Subi as escadas e dirigi-me ao meu quarto. Raymond estava acordado fitando á porta, assim que me viu ele sorriu largo.
- Oi meu amor. – ele disse levantando-se, eu corri até ele e o impedi. – Nunca mais tomo banho na sua banheira assassina. – gargalhei.
- Você está se sentindo melhor? – perguntei sentando-me ao seu lado.
- Bem melhor! Minha cabeça não dói, meu corpo está descansado, eu ainda sinto um pouco de sono, mas eu aguento. Cadê o pessoal? – Uau!
- Saíram. Não me pergunte para onde, não disseram nada. – disse dando de ombros.
- Estamos sozinhos? – algo estava bem escondido em seu olhar enquanto ele perguntava normalmente. Eu assenti. – Hm... Acho que vou comer alguma coisa! Mas antes você pode retirar esse troço da minha cabeça? Tenho certeza que já cicatrizou! – ele sentou-se e eu retirei o esparadrapo, os pontos haviam caído, e só havia uma pequena cicatriz.
- Novo em folha. – disse sorrindo. Ele olhou-me de forma suplicante fazendo-me entristecer. Já me entreguei a ele uma vez, mas não sei, não foi assim que fui criada. – Não me olha assim! – disse desfazendo a ruga que se formava em sua testa. Ele respirou pesadamente e sorriu, levantou-se e desceu as escadas. – Me desculpa por isso. – murmurei e o segui até a cozinha. – Eu preparo seu café da manhã. – disse sorrindo. Apressei-me ao ouvir seu estomago roncar. Preparei uma bandeja enorme com frutas, suco, torradas, bacon e ovos. – Espero que esteja bom. – disse fazendo uma careta para o prato. O cheiro é insuportável. Raymond gargalhou e depois deu uma mordida na torrada.
- Precisa de mel! – ele disse sorrindo. Peguei o mel e entreguei-lhe. Ele pôs um pouco do mel nas torradas e deu mais uma mordida. – Bem melhor. – ri de seu comentário.
- Vou tomar um banho, depois você me diz o que achou do bacon e dos ovos. – disse rindo e corri para o quarto, abri a torneira da banheira e corri até o meu closet. – Cadê? – perguntei para mim mesma procurando uma lingerie que Blacke me dera por brincadeira, e um roupão de seda preto. – Encontrei! – corri para o banheiro novamente e pus os sais na agua, despi-me rapidamente e entrei na deliciosa banheira assassina. Automaticamente comecei a gargalhar.
- O que houve? Uma piada que eu ainda não sei? – perguntou Raymond sorrindo da porta pra mim. Ainda bem que estou coberta pela espuma.
- Nada, só lembrei-me da história da banheira assassina. – disse rindo, ele sorriu e saiu. – Raymond. – disse baixo, se ele estivesse perto iria escutar. Ele apareceu na porta sorrindo. – Pode ficar lá embaixo, por favor? – ele assentiu. Levantei-me da banheira e fui até o meu closet. – Sabia que não deveria te tirar dai! – murmurei. Tenho que parar de falar sozinha. Vesti a lingerie preta. Pus o meu scarpin, maquiei-me e ajeitei meu cabelo. – Nossa, que animal! Ok, agora só falta à coragem. – pus o robe e olhei-me mais uma vez no espelho. – Perfeito. Vestida para matar! – disse sorrindo para mim mesma. E mais uma vez, tenho que parar de falar sozinha.
- Amor? Você me chamou? – ele perguntou hesitante na porta. Droga. Inspira, expira, relaxa.
- Não meu amor, pode entrar se quiser. – sentei-me na cadeira da penteadeira e sorri, ele ficava abrindo a boca querendo dizer algo, mas as palavras pareciam ter fugido. – Você está bem? – perguntei “inocentemente” e sensualmente me aproximando dele.
- Er... Sim. – ele disse e correu sua mão pelo laço perfeito do meu roupão.
- Pode abrir se quiser! – disse sorrindo. Ah! Eu vou morrer! Calma. Ai! Não consigo ficar calma. Raymond começou a desfazer o laço devagar mais de repente hesitou.
- Tem certeza? – eu assenti tentando transmitir a confiança que não tinha no momento. Ele terminou de desfazer o laço, e o roupão abriu mostrando a lingerie! Acho que Blacke previu isso. – Nossa! Isso tudo é só meu? – ele perguntou maliciosamente lambendo os lábios. Eu ri nervosamente e ele me abraçou. Começamos a nos beijar, assim nos entregando novamente um ao outro.
[…]
Escutei barulho de caminhão, e vesti-me rapidamente, Raymond estava adormecido. Desci rapidamente e abri a porta, um homem loiro e magro arregalou os olhos ao me ver.
- Pois não? – perguntei com um sorriso.
- Er... Tracy Vincenzo? – ele perguntou com um sorriso hesitante.
- Sou a irmã dela. São encomendas? – ele assentiu. – Pode pôr ai na frente, depois colocamos os homens da casa para fazerem o trabalho pesado. – disse sorrindo. Ele parecia assustado. – Posso te perguntar uma coisa? – ele assentiu. – O que tem de estranho em mim?
- Seu cabelo e sua maquiagem senhorita. – ele respondeu. Sorri e ele começou a descarregar várias e várias coisas do caminhão.
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