Para Sempre...
18 Casamento de Tracy - parte 1
Notas iniciais
[…]
Todos estamos na sala de estar, e ninguém está calado, exceto eu. Esses casamentos vão dar muita dor de cabeça.
- Calem-se. – gritei estressada com todos falando ao mesmo tempo. No mesmo instante eles calaram-se e me fitaram. – Por favor, falem cada um por vez, ou vou ser a primeira vampira a ser internada num hospício. – todos se mantinham sérios.
- Nossa! Ok! Como o casamento da ruivinha será primeiro... – desliguei-me e fingi não escutar. Fiquei fitando Raymond que fitava Madeline prestando atenção ao que ela falava enquanto comia junto a Robert um belo prato de lasanha. – Ok? – perguntou a minha loira preferida estalando os dedos na minha frente.
- O que? – perguntei calmamente.
- Tracy te convidou para ser a madrinha dela, e Raymond será o padrinho! Você aceita ou não aceita?
- Tudo bem. – falei sorrindo.
- Ótimo. – vi Raymond levantando-se encolhido e indo em direção á cozinha. – E você, Raymond, pode ficar aonde esta. – ele parou de andar e virou-se lentamente para Madeline. – Quero todos os homens aqui presentes no carro, Derek que se vire. – ela disse e pegou uma prancheta de cima do sofá.
- Para que isso? – perguntei assustada. Ela revirou os olhos e me encarou furiosamente.
- Isso é para esses casamentos saírem perfeitos, e se estiver achando ruim dane-se, eu vou fazer do meu jeito. E quem reclamar de novo vai ficar sem a cabeça. – ela gritou furiosa sumindo de nossas vistas.
- A pipoca está estressada. – disse levantando-me e dirigindo-me á porta.
- Vai aonde? – perguntou Tracy com uma caixa de cereal na mão tentando descobrir como abri-la.
- Serio que você não sabe abrir uma caixa de cereal? – perguntei revirando os olhos.
- Na verdade eu sei, só acho nojento. Sou uma boa cozinheira. – ela disse indo para a cozinha.
- Vou lá fora para organizar as coisas. Por favor, me ajudem. – Ang pegou uma revista de moda e fingiu não escutar. – As duas lá fora agora! Isso é uma ordem. – gritei e as duas saíram para onde os materiais estavam. Assim que cheguei, vi muitas rosas, madeiras, troncos de árvores, tecidos, mesas, cadeiras, bancos de madeira e entre muitas outras coisas. – Vamos começar com a área do salão de festas. – começamos o trabalho, carregávamos mesas pra cá, cadeiras pra lá, madeiras, tecidos. – Quando terminarmos aqui, vamos direto para o local da cerimônia. Ang vai adiantando lá, por favor.
[…]
Amém! Acabamos de fazer os últimos detalhes. São três e quarenta da madrugada e eu estou no quintal recolhendo uns objetos que sobraram.
- Uau! Fizeram um bom trabalho. – disse Madeline sorrindo. – Os garotos já estão na ronda. Vou separar minha roupa de ir á escola, não posso deixar para depois. Tchau. – ela entrou e eu sentei-me no chão. E fitei a lua.
Não vejo a hora de ouvir o padre falar às palavras que irão mudara minha vida para sempre. Irei completar minha existência, exceto por um sonho que alimentei desde que era pequena, e que nunca poderia existir. O fato é que eu gostaria de ser mãe, não só por mim, mas gostaria de dar essa felicidade ao meu amado. As coisas nunca acontecem do jeito que queremos, e isso me deixa completamente transtornada. Às vezes sinto que não poderei deixar Raymond completamente feliz. Eu sei que não posso dar á ele tudo o que ele realmente merece. Uma família e uma vida natural seria o maior presente que eu gostaria de lhe dar. Mas, infelizmente, não posso lhe dar tudo o que eu quero, e consequentemente, só poderei lhe confortar com o amor que sinto por ele, mas creio, que assim como eu, ele irá ser feliz em apenas esta comigo, pois, o amor não se abala com nada, e supera toda e qualquer barreira.
- Parece que alguém dormiu acordada. – disse uma voz grave e masculina atrás de mim. Virei-me e fitei Blacke que ria de mim, e me dei conta que o sol já nascera.
- Nossa! Acho que você tem razão. Que horas são maninho? – perguntei-lhe sorrindo gentilmente.
- Cinco horas e vinte e três minutos. – suspirei e levantei-me.
- Vou tomar um banho de uma hora. – disse rindo e Blacke gargalhou. – Os meninos voltaram da ronda?
- Sim. Chegaram e foram diretamente dormir. – ele disse e eu entrei sorrindo.
- Bom dia. – disse ao encontrar todos os vampiros da casa reunidos na sala.
- Bom dia. – responderam em coro.
- O meio vampiro estava com sono mesmo né? – perguntei ironicamente olhando Ang que sorria.
- Depois do que minha pequenina nos fez passar naquele shopping, qualquer um ficaria exausto. Passamos três horas e meia provando roupas. – Blacke disse sorrindo. Ele e sua pose de engraçado da família.
Assenti e corri para o banheiro, o Raymond roncava, o que me fez rir. Entrei no banheiro e fiquei muito feliz ao notar que já haviam preparado o meu banho. Despi-me e entrei na banheira, aconcheguei-me e fiquei sentindo a sensação de estar naquela água morna. Suspirei pesadamente, e levantei-me, enrolei-me na toalha e segui até o meu closet. Escolhi uma meia calça, uma bota e um vestido curto rosa. Vesti-me, maquiei-me e penteei meu cabelo.
- Raymond meu amor. – falei sacudindo levemente seu ombro, ele nem se moveu. – Querido, acorda.
- Pai, eu quero dormir mais um pouco. – resmungou inconscientemente. Situações delicadas necessitam de soluções delicadas.
- Blacke. – disse e em segundos ele estava na porta.
- Diz maninha. – ele falou sorridente.
— Põe o dorminhoco cuidadosamente na banheira assassina e sai correndo. Não posso me molhar. – disse e lhe mandei uma piscadela.
- Está andando muito com minha baixinha! – eu ri de seu comentário. Ele pegou Raymond no colo e correu até o banheiro, assim que a pele de Raymond encostou-se à água, o mesmo deu um pulo e se segurou no pescoço de Blacke como uma menina assustada. Comecei a gargalhar. – Que isso cara? Tu estás me estranhado é? Sou macho. – disse Blacke seriamente pondo o dorminhoco no chão.
- Desculpa cara! Eu também sou macho, mas me prometi que nunca mais entraria numa banheira assassina dessas! – disse assustado ainda encarando a banheira, gargalhei ainda mais alto sendo acompanhada de Blacke. – Sério! Acho que ela está mancomunada contra mim! – gargalhamos, descemos e deixamos Raymond tomando seu banho.
- Bom dia de novo. –falei sorrindo. Sentei-me no sofá e fiquei fitando o lustre da sala, dez minutos depois Raymond apareceu sorridente.
- Bom dia. – disse ele.
- Bom dia. – disseram em coro. De repente um grito soou pela sala.
- Estamos atrasados. Tudo culpa do cachorro. – disse Madeline emburrada. – Todos no meu carro agora! – ela gritou e todos saímos as pressas, passei rapidamente na cozinha e peguei uma maçã, assim que cheguei na garagem entreguei a Raymond.
- Você vai no carro para poder comer, eu piloto. – disse para ele e subi na moto. Chegamos á escola em cinco minutos. Desci e segui para a aula de filosofia.
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