Para Sempre...
19 Casamento de Tracy - parte 2
Notas iniciais
Boa leitura... :(
[…]
Todos nós entramos no carro e Raymond foi na moto. Assim que Madeline estacionou o carro eu corri para o banheiro, precisava lavar o rosto. Lavei minha face e a deixei molhada, deitei-me na cama e limpei minha mente, fiquei apenas curtindo meu descanso mental, mas às vezes uma música vinha a minha cabeça e era impossível tira-la.
- Ray! – ouvi Rob gritar. Quem é Ray?
- Raymond Albert Sandler! – ouvi o grito de Tracy e instantaneamente comecei a rir, Raymond devia estar aprontando alguma coisa.
- Me protege. – ele correu, me puxou e me pôs a sua frente como um escudo. Ai apareceu uma Tracy com o cabelo totalmente desgrenhado e as roupas amassadas. Rob apareceu sem camisa e cheio de marcas de batom. Gargalhei e eles me fitaram furiosos. – Desculpa. Eu já falei que não sabia que vocês estariam se pegando á essa hora.
- Que horas são? – perguntei assustada.
- Seis da tarde, por quê? – disse Tracy irritada, eu pulei e corri até meu closet.
- Não acredito que passei esse tempo todo ai! – disse chateada. — Tenho que ir caçar hoje. Tenho trabalho escolar para fazer na casa de uma garota amanhã, preciso estar alimentada. – falei indo para o banheiro.
Só escutei o barulho de algo caindo da sacada, dei de ombros e tomei meu banho. Terminei e pus um short curto e uma regata branca. Prendi meu cabelo em um coque bagunçado. Andei até a sacada, pulei e corri. Adentrei a floresta escura em velocidade sobre-humana. Cacei apenas um alce e um veado. Voltei satisfeita para casa.
- Sophie! – disse Madeline irritada. – Você deveria ter avisado que ia sair! Eu preciso do número do telefone de Leslie. – ela dizia impaciente em minha frente. Eu estava até agora imóvel no hall de entrada.
- Calma pipoca. Vou pegar na minha agenda. – falei e corri para o meu quarto, peguei minha agenda no criado mudo e desci. – Toma. – entreguei a ela e sentei-me no sofá. Blacke e Peter estavam jogando vídeo game. – Quem está ganhando? – perguntei prestando atenção no jogo.
- Ele está me roubando. – disse Peter frustrado.
- Ele não está te roubando, é por que ele é viciado nisso e já sabe todos os truques. – disse dando de ombros.
[…]
Estamos no carro, indo para a escola, mas hoje Hale está conosco, ela vai convencer a diretora á nos dispensar por dois meses. Exceto, Blacke, Madeline e os outros lobos que repetiram de ano por causa da falta do autocontrole e foram expulsos da outra escola e passaram dois anos sem estudar. Estacionamos os veículos e adentramos a escola. Segui para minha aula de economia.
[…]
- Olá crianças. – disse Hale assim que entramos em casa.
- Oi Hale. Conseguiu fazer a diretora nos dispensar? – perguntei sentando-me no sofá.
- Sim, consegui. Mas ela falou que depois irá querer todos os deveres. E também lhes desejou felicidades. – ela disse sorrindo, mas logo sua expressão tornou-se séria. – Acredita que ela pensou que as minhas filhas estavam grávidas? Isso é uma coisa sem nexo.
- Infelizmente ela se enganou. – murmurei, e todos me fitaram confusos. – Vou fazer o meu trabalho na casa da Jolie, e volto tarde. – disse pegando minha bolsa. – Alguém me empresta um carro? – perguntei com cara de cachorro abandonado.
- Pega o meu! A chave está no porta luvas. – disse Blacke. – E cuide do meu bebê. – disse ele assim que corri para a garagem.
[…]
Que trabalho chato! Já estou voltando para casa e isso me deixa muito feliz. Estacionei o carro na garagem e desci. Ouvi risos que cessaram instantaneamente. Subi para a sala e todos estavam estranhamente desconfiados, vi Tracy chegar e assim que avistou a cena ficou tão emburrada quanto eu.
- O que está havendo? – perguntei sem mais rodeios.
- Nada querida. – disse Derek sorrindo. – Estávamos apenas conversando coisas banais. – senti o cheiro de Raymond e dos lobos.
- Oi cambada! – disse Robert sorrindo. – Temos boas novas. Tivemos coragem, apesar de ter doido um pouco.
- Vou explicar para as desentendidas. – disse Raymond me abraçando. – Há um tipo de ritual, entre o pessoal da tribo, de tatuarmos os nomes de nossas esposas, assim fica mais fácil. – ele disse sorrindo e amostrou a tatuagem no ombro.
- Os dois vão dormir agora. – falamos eu e Tracy ao mesmo tempo. Empurramos os dois para os respectivos quartos. – Odiei a história de tatuagem. – falamos juntas assim que nos encontramos na sala.
- Ah! Eu achei romântico. – disse Madeline sorrindo.
- Claro! Não é o seu marido que está com uma tatuagem na pele pelo resto da vida! Além do mais, é estranho. – disse Tracy zangada. Dai todos se calaram e resolveram fazer alguma coisa, eu fui ler um livro em latim.
[…]
- Está faltando à droga da mesa do DJ! – gritou Madeline irritada ao telefone. – Mas que droga! Vocês alugam mesas de DJ, e no momento não tem. Vocês são uns babacas mesmo. – gritou desligando o telefone. São meio dia e quinze minutos, Madeline está terminando os preparativos, tradução, ela manda e nós obedecemos.
- Eu preciso ir ao banheiro! – reclamou Robert pela vigésima quinta vez.
- Merda de banheiro! Quero isso pronto ainda hoje. – disse irritada e Robert saiu arretado em direção a casa. – Aonde você vai? – ele lhe mostrou o dedo do meio e entrou. – Seu noivo é muito desobediente e mal educado. – falou olhando para Tracy e saiu batendo o pé atrás de Robert. Cinco minutos depois ela apareceu o puxando pela orelha. – Agora que já foi no banheiro, dá pra trabalhar? – ela perguntou para ele que assentiu e foi carregar uns detalhes do altar. – Ah! Socorro! – gritou Madeline em cima de uma mesa.
- O que foi? – perguntamos assustados olhando para todos os lados.
- Ele queria me atacar! – ela disse manhosa.
- Quem? – perguntou Blacke tentando tira-la de cima da mesa, o que estava sendo em vão.
- O rato. – disse ela. – Ah! – gritou. – Ele está debaixo do altar. – começamos a gargalhar e voltamos ao trabalho, Peter foi cuidar do rato.
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