Para Sempre...

16 Surpresas - Parte 3


Notas iniciais
Aiii gente, toh tão feliz com um review q recebi! *_* Obrigada a Thaina. Você me deixou mt inspirada... Boa leitura meu povo

[…]


- Blacke! – gritou Tracy, Blacke tentava distrai-la para causar um acidente. Só um milagre para concertar esse homem.


Estamos a caminho de casa, desde o intervalo de almoço que eu não falo com Raymond. Esvaziei minha mente e fiquei olhando o retardado do meu irmão irritando Tracy. Assim que chegamos subi para o meu quarto e tomei um banho, meus olhos estão escuros, sorte que ninguém percebeu. Desci rapidamente e me deparei com Raymond comendo e gargalhando sendo acompanhado de Blacke e Robert. Olhei-os interrogativamente, sai de lá o mais rápido possível. Adentrei a floresta rapidamente e concentrei-me na caça. Senti cheiro de urso ao leste, corri mais rápido e encontrei meu alvo. Aproximei-me lentamente do urso que comia e pulei em seu pescoço, suguei todo aquele sangue maravilhoso, e segui para o rio, corri e me atirei na água. Assim que voltei à superfície, pude sentir o cheiro de Raymond, mas não o via em lugar algum. Concentrei-me no som a minha volta e pude ouvi-lo nadar. Senti braços rodearem minha cintura e um corpo colar a minha costa.


- Você está chateada comigo? – ele perguntou retoricamente.


- Um pouco. Você não leva tudo da forma que deveria, seu pai não está feliz por você estar tão triste, disso tenho certeza, pois, assim como ele, também te amo e não gosto de te ver sofrer. – disse virando-me para fita-lo, ele deu um sorriso torto e percebi que seus olhos estavam mais alegres, não havia mais tanta dor. – Você está bem melhor agora!


- Graças a você. – ele apertou-me mais contra seu corpo e beijou-me com delicadeza, separei-o de mim e ele pareceu não intender.


- Vim aqui para caçar, temos compromisso ás quatro horas, não quero me atrasar por sua causa. Quero apostar uma corrida, pode rasgar as roupas para se transformar! Eu te dou uma bermuda para você entrar em casa. – dei uma piscadela e corri, o ouvi atrás de mim, acelerei mais meus passos e acabei pulando a sacada do meu quarto, fui ao closet e peguei uma bermuda, joguei para ele.


[…]


O caixão estava descendo, e as lágrimas eram vistas de todos os ângulos, mas Raymond se manteve firme. Ele se aproximou do caixão e jogou uma rosa branca, ele mantinha um sorriso em seu rosto. Ele fitou-me sorrindo e me abraçou, afaguei seu cabelo e beijei-lhe a bochecha.


- Tudo dará certo. Sr. Sandler fique sabendo que cuidarei de seu filho! – falei olhando a terra que se derramava sobre o caixão, as pessoas já se retiravam, indo em direção aos seus carros.


- Além de ficar invisível você também fala com os mortos? – Raymond sussurrou em meu ouvido.


- Não! – ri e lhe dei um selinho. – Vamos! O pessoal já foi, só nós estamos aqui. – ele deu um sorriso malicioso e eu já o repreendi. – Não venha com suas ideias sem pé nem cabeça. – ele deu um tapinha no meu traseiro e eu lhe dei um belo de um tapa. – Olha a mão boba. – falei fingindo estar brava.


- Quero te levar num lugar! – ele disse me puxando para a moto.


[…]


Estamos eu e Raymond correndo pela floresta, não conheço esse caminho, mas vamos deixa-lo se superar. Senti algo me puxando para trás e minha blusa rasgando.


- Raymond! – gritei irada vendo minha blusa caindo no chão.


Ele fez sinal com a cabeça para outro lado e eu o segui a passos lentos. Finalmente chegamos, era uma montanha, nem percebi que subi isso tudo, a clareira enorme tinha uma linda árvore no centro, o sol descia lindamente. Raymond empurrou-me com o focinho e quando virei-me para fita-lo deparei-me com um homem nu, mas especificamente Raymond, meu queixo foi ao chão, virei-me rapidamente de costas para ele que começou a beijar-me o pescoço. Engoli em seco, e ele começou a sorrir contra meu pescoço.


- Não tem graça! – disse emburrada, ele veio para minha frente e eu fechei meus olhos sorrindo. – Raymond! – repreendi, ele não ligou e beijou-me, eu retribui o beijo inocentemente. Rosnei percebendo o que ele pretendia, e corri até um pinheiro onde me escondi e fiquei invisível, subi o pinheiro e fiquei sentada em um dos seus galhos.


- Amor! Sinto seu cheiro, mas não te vejo, aparece. – ele falava andando entre os pinheiros, não aguentei vê-lo naquele estado me procurando e gargalhei. – Você está rindo da minha cara? Sou um homem de respeito. – falava com falsa braveza. Senti um cheiro de vampiro, apressei-me e joguei-me dali, voltei a ficar visível e corri até Raymond. – Te encontrei. – ele disse sorrindo.


- Você não está sentindo esse cheiro? – perguntei e ele parou, fechou os olhos e inspirou o ar. Ele rosnou e se transformou. – Que droga! – ele olhou-me interrogativamente com seus grandes olhos esbugalhados. – Estou apenas de sutiã, que vergonha! – disse emburrada, e ele ficou em minha frente defensivamente, tampando minha visão. – Quem é? – eu reconheci o cheiro, mas não faço ideia de quem seja. Fui até o seu lado a passos lentos, ele empurrou-me com o focinho. – Sou mais forte do que você, não vem com essa. – grunhi e segui, avistei o homem de cabelos castanhos, lembrei-me de onde o conheço, é o mesmo vampiro da noite em que Angel acordou. Ele sorriu, seus olhos transmitia um afeto incondicional. – Quem é você? E o que quer aqui? – perguntei seriamente. Ele sorriu.


- Saberás na hora certa. Desculpe-me por interromper, eu estava passeando. Você sabe o quanto é ruim passar a noite dentro de casa. – ele falou sorrindo, eu não pude evitar retribuir, ele não transmitia maldade e muito menos parecia um dos Match.


- Sou Sophie Nixon, esse é meu noivo, Raymond Sandler. – falei sorrindo e ele olhou seriamente para Raymond e depois voltou a me fitar sorrindo.


- Eu já sabia disso. Bom Sophie, cuide-se, nos veremos em breve. – ele virou-se, mas não andou, apenas olhou por cima do ombro. –E Raymond, preste mais atenção nos seus atos, imagine se eu fosse um homem pervertido? Pobre Sophie. – ele falou e sumiu no meio da floresta.


- Vamos! – disse e corri para casa, Raymond me seguia pensativo.


- Sophie! – ouvi a voz de Ang, parei de correr e ela chegou até mim em dois segundos. Estávamos apenas a dez metros da casa. – Você não sabe o que aconteceu. – ela estava assustada.


- Fala então. – disse impaciente.


- Um cara chegou dizendo que era seu irmão, e eu pus ele para correr. – ela disse se achando por ter colocado o homem a ponta pés para fora de nossa casa?


- Sabe o nome desse homem?


- Stanley Gutierre. – assim que ela falou, simplesmente cai de joelhos no chão. – Sophie? Você está bem? – não respondi, nenhuma emoção consegui transmitir. – Me responde.


- Estou bem. – falei e levantei-me. Corri até a sacada de meu quarto e pulei a mesma. Pus uma blusa qualquer e deitei-me na cama, sem forças. Eu me senti um cadáver por dois míseros minutos, enquanto mantinha meu corpo inerte aos chamados de Raymond que estava completamente preocupado. – Quero ficar sozinha. – falei enquanto fitava o teto, meus pensamentos estavam nulos, não existia qualquer pensamento em minha mente, apenas o vazio do silêncio e a dor da perda de alguém importante, que acabo de descobrir que está vivo, e é vampiro.


- Oi. – dei um salto da cama. – Você sempre se assusta? Ou é só comigo? – perguntou Peter sorrindo e sentando-se ao meu lado. – O quanto está confusa?


- Estou totalmente confusa. – falei sem emoção.


- Todos sabíamos disso. Blacke ia te contar quando você fosse falar com eles. – Peter estava mais preocupado que o normal.


- Então, ele é um dos visitantes secretos? – perguntei calmamente, Peter me olhou confuso.


- Sim, apenas um dos. Você esta calma demais, até Raymond está alerta, confuso e muito estressado. – ele disse revirando os olhos na ultima palavra.


- Eu só estou inerte a tudo isso, não sei se é um sonho, não sei como agir e se devo pensar. – falei dando de ombros.


- Você tem a alma mais pura que eu já vi minha irmã. – eu paralisei com essas palavras vindas da sacada do meu quarto. – Calma, não precisa se assustar, só quis me apressar em te ver, não aguentava mais ficar me escondendo. – comecei a sentir a raiva me domar e o olhei furiosamente. – Eu posso explicar. – a cada passo que eu dava ele ia para trás.


- Você sabe o que eu passei? Sabe o que eu senti até hoje pela minha suposta perda? E ai do nada, meu irmão aparece, vampiro de olhos rubi! – disse entre os dentes. – Eu sofri por você, eu vivi sozinha desde os meus dez anos, eu sofri para conquistar as coisas, passei humilhações e, em todos os seus aniversários, sempre olhava para o céu e orava. Todos me chamavam de louca, pois eu nunca deixei de acreditar que você estava vivo, mas depois a ficha caiu. Você disse que sempre estaria comigo, você me abandonou. – disse entre soluços, enquanto estava de joelhos, perdi minhas forças assim que fiquei a dois passos de distância do meu irmão. Ele estava mais belo, seu lindo cabelo castanho escuro e seus traços mais fortes, sua beleza impecável. – Por que você não cuidou de mim? Sei o quanto é difícil lidar com sangue humano, mas assim eu seria, agora, um esqueleto, mas teria morrido feliz.


- O papai não deixou, ele não quis colocar sua vida em risco, ele te ama demais para isso. – em um salto eu estava a sua frente na ponta dos pés olhando em seus olhos cor de rubi.


- Papai está vivo? – murmurei.


- Sim. Você o viu hoje, ele não pôde vir, mas ficou contente por falar com você pela primeira vez. – cai sentada no chão. Como poderão? Eu fui transformada a cento e um anos atrás e nunca entraram em contato, me abandonaram. – Olha, nós não nos apresentamos antes por que ficamos com receio da sua reação, perdoe-nos Sophie, perdoe-nos minha irmã. – ele pedia abraçado a mim, resolvi que reagiria, o abracei, ouvi murmúrios atrás de mim e um rosnado.


- Eu os perdoo, mas deveriam ter me comunicado, me senti tão só durante tanto tempo. Mas, por que você disse que eu tenho a alma mais pura que já viste? Não possuo alma. – falei curiosamente. Ele ajudou-me a levantar e sorriu.


- Posso ver a alma de qualquer um, e os vampiros também possuem almas, e eu sei quando a alma é ruim. – ele falou sorrindo e fitando minha família. – Eles também possuem almas maravilhosas, mas a de Raymond é bem interessante. – o fitei curiosa. – A alma dele tem necessidade em te proteger, tudo nele está alerta, ele parece um alarme de incêndio. – ele disse sorrindo. – Ah! E não precisa falar da forma de cem anos atrás, eu já me acostumei com os tempos modernos.


- Você nem parece que parou nos seus vinte e poucos anos, moderninho. – disse sorrindo.


- Tenha calma Nicolas. – ele falou calmamente.


- Nicolas? Ele é do seu clã?


- Sim. Ele é do clã do papai, assim como eu. Ele te deu o relógio? O papai o mandou para você. – assenti e o levei até a sala de estar, os outros nos seguiam tranquilamente. – Não vai nos apresentar? – ele perguntou olhando para Raymond e Angel.


- Ainda bem que a Alyssa não esta de volta. – murmurei aliviada. Segui até o sofá e sentei-me. – Raymond, esse é meu irmão, Stanley Gutierre. Stanley, esse é meu noivo, Raymond Sandler. Raymond? – ele fitou-me tranquilamente. – Cama. – ele revirou os olhos. – Você vai dormir agora, logo amanhece e você fica acordado. Já lhe avisei que não quero casar-me com um Zumbi. – disse o empurrando para a escada.


- Ok! Boa madrugada a todos. – ele deu tchau e subiu as escadas correndo. Sorri vitoriosa e voltei minha atenção á minha família, todos riam divertidos com a cena.


- É hilário ver o pobre de o meu noivo ser empurrado para a cama à força que nem uma criança. – disse sorrindo, aproximei-me do sofá, mas parei assim que ouvi algo saltando da sacada do meu quarto. – Merda. E como se não bastasse, ainda age como um adolescente. – falei indignada dirigindo-me a saída.


- Boa caminhada maninha. – disse Blacke e gargalhou.


- Obrigada maninho. – falei ironicamente e comecei a correr atrás do meu fugitivo. Já me aproximava do rio quando ouvi a voz de um homem, provavelmente de Callum, meu pai, e um choro de cão. – O que está havendo aqui? Posso saber? – perguntei enquanto me aproximava dos dois, que estavam cara a cara, e logo me olharam assustados.


- Olá querida. – disse Callum sorrindo.


- Oi Callum! Prazer te rever. O que você quer com meu noivo? – fiz a pergunta devagar, de forma ameaçadora.


- Apenas conversa de sogro e genro. – ele disse e deu duas batidinhas na cabeça de Raymond.


- Raymond, por favor, volta á forma normal, não deixarei que ele te ataque. – disse calmamente, ele apenas assentiu e adentrou a floresta. – Agora fala. Estou sem tempo. – falei impaciente para o homem que me deu á vida, mas que eu nunca conheci, apenas agora.


- Só o alertava das coisas, e também reclamei pelas suas atitudes indecentes. Soube que ele te tocou, isso é verdade? – ele perguntou docemente. Essa calmaria dele já está me dando nos nervos.


- Não é da sua conta. – falei rispidamente e vi uma pitada de desgosto em seu olhar. – Você não merece saber de minha vida, o que eu faço ou deixei de fazer é da minha conta. – vi Raymond voltar de cabeça baixa, ele chegou ao meu lado e passou um de seus braços pelos meus ombros.


- Por que me trata de tal maneira? Sou teu pai. – ele falou com uma ruga formada em sua testa.


- Quem me criou durante uma parte da minha vida foi Stanley. Você, nem por um segundo, esteve presente em minha vida, tive que aprender a me cuidar sozinha. Você é apenas meu criador, mas não é meu pai, talvez eu possa ser tua amiga, mas jamais serei tua filha. Sou mais filha de Derek do que sua. – disse calmamente como se tudo não passasse de uma conversa banal.


- Como podes me renegar? Eu fiz isso para o teu bem, não queria te machucar, não queria matar a ti e ao teu irmão. – ele falou tristemente, mas não fiquei triste por ele, eu passei por momentos piores que esse e nem por isso me abalei, pelo contrário, eu amadureci. – Também renegaras o teu irmão? Por ele te abandonar?


- Não. Meu irmão eu posso entender, ele foi, basicamente, massacrado pelos ladrões, e um vampiro o encontrou e o transformou. – falei dando de ombros.


- Eu o transformei, eu o salvei da morte. – ele disse. Parecia limitando-se ao máximo, para não falar bobagens.


- Callum, não quero continuar nessa conversa. Raymond precisa descansar! Até logo. – disse andando ao lado de Raymond.


- Pode, por favor, me explicar, por que motivo está apaixonada por um ser de tal espécie? –ele pareceu incomodado, mas eu sou do tipo que não deixa os ovos caírem da colher.


- Nos apaixonamos Callum, e vai ser assim. Eu amo Raymond e irei casar-me com ele, e não a nada no mundo que possa mudar o rumo que eu quero para minha existência. Perseguiria e mataria a pessoa que estragasse minha felicidade, pois ela não seria mais digna de viver, pois mataria a fonte da minha vida, assim me derrotando, mas não antes que eu a matasse primeiro. – disse calmamente sorrindo e voltando a seguir meu caminho. Raymond fez sinal para que eu esperasse e foi atrás de um pinheiro, ele despiu-se e transformou-se, começamos a correr. Ambos queríamos chegar logo em casa e poder aliviar a tensão, contando para a família o que houve conosco. Corremos mais um pouco e logo estávamos em casa, não o deixei só, então esperei que ele pusesse o short, e adentramos a casa.


- O que houve lá? Dá para explicar Sophie? – Derek está cada vez mais perturbado.


- Olha Derek, apenas um mal entendido entre mim e Callum! – falei dando de ombros e sentando-me no sofá.


- Como? Ouvi direito? Você o chama pelo nome? – eu apenas assenti e ignorei a raiva eminente que ele sentia. – Ele é nosso pai!


- Correção, ele é seu pai. Escuta Stanley, eu vim conhecê-lo depois de cento e dezoito anos de vida, para mim ele é apenas mais um homem, tudo bem, ele me deu a vida, mas e dai? Ele não me criou, não me disse que tudo ficaria bem nos momentos mais difíceis, quem fez isso foi você. E depois que você se foi, eu tive que dizer isso a mim mesma, e até hoje eu digo que tudo ficará bem, mesmo sabendo que as palavras que saem da minha boca são incertas. – ele me olhava incrédulo, mas pareceu compreender minhas palavras, então assentiu.


- Droga! Que merda, qualquer dia eu juro que mato Nicolas, o cara fica me infernizando para eu ir embora! “O seu pai está nos procurando. Temos que voltar logo!” – ele fazia uma voz fina e gesticulava, eu ri do seu gesto infantil.


- Mas Nicolas não fala inglês! – disse rindo e ele gargalhou.


- Quem te disse isso? Ele fala inglês, espanhol, italiano e francês! – fiquei totalmente surpresa e irada.


- E por que o imbecil fica falando espanhol quando está comigo? – perguntei contendo a raiva.


- Você fala espanhol?


- Sim, e sueco, inglês, português, italiano, francês, alemão, russo, holandês, árabe, búlgaro, chinês, japonês, irlandês, polonês, norueguês, turco, albanês e húngaro. – falei sem fita-lo, e quando o olhei ele tinha olhos arregalados e a boca entreaberta. – Cento e dezoito anos, tinha que arrumar ocupação, e tinha que ser algo valioso. No momento estou aprendendo latim, é bem interessante, apesar de ser difícil até mesmo para mim!


- Não sabíamos que falava isso tudo. – disse Derek com um sorriso orgulhoso e Blacke começou a gargalhar!


- Quais as línguas que você sabe falar além de inglês? – perguntei para Blacke com as sobrancelhas erguidas.


- Poucas! Apenas, português, italiano, francês, espanhol, basco, croata e quíchua! – ele disse orgulhoso, e nós ficamos felizes por ele.


- Que tal depois que eu aprender o latim você me ensinar a falar quíchua? – ele assentiu sorrindo. – Ótimo.


- Nossa, minha irmã é uma nerd! – gargalhei com o comentário de Stanley.


- Nerd não sou. Apenas procuro me informar! Somos vampiros, vivemos mudando de lugar, preciso saber de outras línguas para sobreviver! – disse sorrindo.


- Resumindo, todos aqui sabem falar mais de três línguas! – disse Raymond revoltado, com um sanduiche nas mãos.


- Você sabe falar alguma língua? – perguntei para ele temerosa.


- Além da original, sei falar espanhol, italiano e francês! – ele falou dando de ombros e mordendo seu sanduíche!


- Pelo menos dá para fugir! – disse Stanley rindo.


- Engraçadinho você!


- Para tudo! – disse Madeline surtando. – Vocês notaram que nossos amigos ainda não voltaram de Paris? – perguntou ela.


- Madeline, eles ligaram hoje de manhã avisando que só viram no próximo fim de semana para o casamento! – disse Tracy em tom de óbvio. O sol raiou, e nos demos conta da hora. – Falando em casamento, algumas encomendas chegarão hoje. Raymond chame o resto dos lobos para ajudar a montar tudo, quanto mais rápido me casar, mais rápido você e a Sophie casam, e pronto.


- Nossa meu amor, você é tão sensível, por isso eu te amo. – disse Robert descendo as escadas com cara de sono. Raymond rosnou e Robert arregalou os olhos.


- Você não fez a ronda? Eu vou te quebrar! – corri e segurei Raymond, sorri e passei a mão por sua barriga de forma sensual, minha vontade era gargalhar. Ele instantaneamente parou e sua face acalmou-se. Dei-lhe um selinho e um beijo na ponta do nariz, e senti seus ombros encolherem.


- Algo errado? – perguntei preocupada.


- Você está muito paranoica. Eu estou bem, só preciso de um banho e dormir pelo menos por seis horas. – ele falou sorrindo, mas no fundo sabia que ele precisava de alguma coisa, só não sabia o que! Ele subiu as escadas pesadamente.


- Tem algo errado com ele! – falei e vi Robert desviar o olhar e ouvi seu coração acelerar. – Não te ensinaram que ficar nervoso perto de um vampiro é a pior forma de esconder algo? – perguntei para ele que deu um salto e se encolheu perto de Tracy. – O que há de errado com ele?


- Ele só é homem! – ele disse devagar. Fiquei confusa!


- A maquina dela é mais lenta do que eu imaginei. – falou Stanley. – O que esse cara está dizendo é que ele tem necessidades masculinas, incluindo uma que você só satisfez uma vez, e dai vive fugindo dele. – o fuzilei com o olhar. Como pode saber tanto?


- Meu nome é Robert, e não esse cara! – falou o ser.


- Como sabe de tudo isso? – perguntei para Stanley, mas já criei minha teoria: ele me vigia!


- Sou homem! – fechei a cara e o ataquei, o prendi contra a parede e bufei. – Me larga! Agora. – senti que deveria seguir suas ordens e o soltei. – Eu te vigiei, e vi você fugindo dele várias vezes, e o trata como um simples namorado às vezes! Além disso, no dia em que vocês se divertiram no quarto, eu estava por perto e senti o cheiro de... – ele envergonhou-se. Típico dele.


- Sexo com uma pitada de fedor de cachorro molhado! – Blacke disse e gargalhou. – Não levem para o outro sentido que nem eu fiz. – controlei-me ao máximo e voltei a olhar meu irmão de sangue.


- Mais ou menos isso Blacke. Além de ouvir sua voz, e as gargalhadas! – ele disse já rindo.


- Droga! – murmurei irada e sentei-me no sofá, encolhi-me e fiquei ouvindo os murmúrios dos outros.


- Sophie? – escutei Blacke chamar-me. O fitei e ele sorriu calmamente. – Olha, eu não sou do tipo que gosta de ser o adulto, mas acho que você deveria ir ver como ele está. Eu ouvi algo lá do seu quarto e... – ouvimos um barulho seguido por um grito e cheiro de sangue. – Merda. – meu irmão já subia as escadas, Blacke correu junto a Derek e o agarrou a tempo. Eu subi rapidamente e assim que cheguei ao quarto vi sangue passando pela brecha da porta do banheiro. Corri até lá e encontrei meu lobo caído no chão com sangue escorrendo de sua cabeça.


- Estou bem. – murmurou ele de olhos fechados. – Eu apenas escorreguei e bati a cabeça, nada grave. – eu sentia a dor que ele escondia.


- Tracy, prepara o carro. Madeline, por favor, traz o quite de primeiros socorros que está lá no porão. – minha voz era forte, mas só de ver o semblante de dor de Raymond, eu já sentia meu corpo dilacerando.


- Aqui está maninha. – Madeline me entregou a pequena maleta. – Temos que leva-lo antes que cicatrize. Quer ajuda? – assenti e ela o levantou com cuidado, eu rapidamente enfaixei sua cabeça e o levamos para o carro de Tracy. – Eu vou com você. – ela disse sorrindo e sentando no banco de trás com Raymond. Pisei no acelerador e dirigi rapidamente. Chegamos ao hospital em quatro minutos, o levamos até a recepção.


- Olá, posso ajudar? – perguntou a jovem recepcionista.


- Ele bateu a cabeça, precisamos de um médico. A Megan está nesse horário? – falei rapidamente.


- Sim Srta. Irei chama-la imediatamente. – ela disse sorrindo e discando um numero no telefone. – Dra. Morpha, um homem bateu a cabeça e precisa de seus cuidados.


- Diga a ela que é Raymond.


- A senhorita que o acompanha, mandou avisar que o nome dele é Raymond. – disse a moça.


- Já estou indo, leve-o para minha sala imediatamente. – ouvi Megan dizer. A moça sorriu e nos guiou até a sala.


- Ela já virá. – ela sorriu e saiu. Raymond estava com os olhos espremidos e o maxilar travado.


- Desculpem a demora. – disse Megan apressadamente entrando na sala. – O que houve?


- Ele caiu e bateu com a cabeça, está com um corte enorme perto da nuca. – disse calmamente.


- Ok. – ela retirou o esparadrapo, e olhou o corte. – Está cicatrizando lentamente. O corte foi profundo, vou precisar limpar e dar uns pontos. – Raymond a olhou como um cachorro que caiu da mudança. – Vai ter que raspar essa parte.


- Por favor, isso não. – ele murmurou.


- Vou me esforçar para não costurar seus cabelos também. – disse sorrindo e o levou até uma cadeira, ela pegou uma mesinha com vários objetos, então começou a limpar a ferida.


[…]


Notas finais
Review?