Para Sempre...
31 Novos acontecimentos - parte 2
Notas iniciais
[…]
Acabei de chegar a minha casa. Sentei-me no sofá e liguei a TV. Raymond sentou-se do meu lado e sorriu.
– Como foi a conversa? – perguntou-me enquanto tomava o controle de minha mão e mudando de canal.
– Foi normal. Eu dancei tango com o Antônio, e ele dança muito bem. Realmente ele não tem dublê para dançar por ele. –falei rindo e Raymond fuzilou-me com o olhar.
– Você dançou tango com ele? – perguntou-me baixo e lentamente.
– Sim. Algum problema?
– Você é idiota ou se faz? Você dançar uma coisinha sensual com Blacke tudo bem, mas dançar com um cara que eu nem conheço? – ele estava furioso em minha frente.
– Raymond, primeiro, eu não sou idiota, segundo, o certo é dizer tango e não coisinha sensual por que não fica bem, e terceiro, sei o que eu faço. Desde quando você tem esses ataques de ciúmes? – perguntei-lhe despreocupada tentando mudar a TV de canal.
– Eu não tenho ataques de ciúmes ok? Eu só não quero que minha mulher saia dançando por ai esse tal de tango e os homens fiquem babando por ela. – ele está achando que é meu dono ou meu marido?
– Não quero discutir com você. – rosnei e subi para o quarto, tranquei a porta e sentei-me encostando-me na mesma.
– Sophie. – gritou ele enquanto batia na porta. – Abre.
– Não. – gritei de volta.
– Me desculpa por ser tão ciumento ok? Só que, como qualquer marido normal, eu tenho ciúmes da minha mulher. Meu amor me deixa entrar, prometo que não irei discutir novamente. – abri a porta lentamente e ele me encarava tristemente. – Me desculpa?
– Sim. Vou tomar um banho, vou passar a tarde ensaiando com Blacke, amanhã vai ser as apresentações. – falei indo lentamente até o banheiro, suas mãos fortes seguraram-me pela cintura fazendo com que nossos corpos se chocassem. Ele me beijou ferozmente e entrou debaixo do chuveiro comigo. Nossas línguas dançavam numa sincronia perfeita, nos despimos pouco a pouco, logo estávamos apreciando e contemplando o desejo de nossos corpos.
[…]
Raymond dormia tranquilamente, o dia foi cansativo, dancei muito com Blacke hoje, e fizemos uma coreografia perfeita. Madeline comprou os meus vestidos, e eu nem sei como eles são. São dois vestidos, vou cantar com Raymond que passou à tarde com meu violão tocando uma música a qual não dei atenção, pois tive que me concentrar na dança. Mas vou saber quando for cantar.
[…]
Madeline está penteando meu cabelo, os “camarins” foram improvisados, havia muita gente andando de um lado para o outro. Madeline acabou de arrumar-me e saiu, eu fui vestir-me, e pus um roupão por cima, as patinadoras se apresentaram primeiro. Meu vestido para cantar ia até a metade de minhas coxas preto com detalhes brilhosos no busto e tomara que caia, meu cabelo estava solto com cachos nas pontas. Eu estava agora com outras pessoas escondidas para ver Madeline patinar, ela vestia um vestido gracioso branco, tomara que caia colado até a cintura onde havia brilhos e folgado em baixo. Ela patinava de forma que parecia uma pena voando. Logo que ela acabou sua apresentação, Ang adentrou o estádio, ela vestia um vestido lindo, branco com pluma nas alças, colado até a cintura e o resto solto. Sua apresentação foi de fato melhor que a de Madeline. Após sua apresentação, fui para o local onde estava Raymond e sentei-me ao seu lado.
– Nervoso?
– Com você ao meu lado? Óbvio que não. – falou sorrindo e beijou-me docemente, levantamo-nos.
– Qual a música que vamos cantar? – perguntei-lhe preocupada.
– Você conhece as músicas de Christina Perri? – perguntou-me sorrindo e eu assenti. – Então você vai reconhecê-la quando eu começar a cantar. – ele disse e saiu me arrastando para falar com a diretora.
– Sim? – perguntou-nos a Sra. Houser.
– As apresentações dos cantores são agora? – perguntou Raymond e ela assentiu.
– Vocês são os... – ela verificou numa prancheta e sorriu. – segundos. Hale será a primeira. – ela disse e Hale apareceu sorrindo, seu vestido magnifico preto longo, de uma única alça. Ela subiu e começou a cantar The Power of love de Celine Dion. Assim que a apresentação de Hale acabou Raymond entrou no palco, sentou-se e começou a cantar. A música era Jar of Hearts de Christina Perri. Entrei na minha parte bem lentamente e comecei a cantar, fiquei ao seu lado durante toda música. Assim que acabamos fomos aplaudidos. Descemos e encontramos Tracy conversando com as meninas. Tracy vestia uma saia de couro, corselete com blusa branca e bota de cano alto preto. Jenny vestia uma caça de couro, top e bota cano médio. Sara vestia um short de couro , top e bota.
– Oi meninas. – cumprimentei-as sorrindo.
– Oi. – responderam em coro.
– Você vai ver nossa apresentação Sophie? – perguntou Tracy.
– Vocês vão se apresentar juntas? – ela assentiu sorrindo. – Legal.
– Tracy, é a sua vez. – falou a Sra. Houser e se retirou.
– Boa sorte. – elas sorriram e subiram no palco. Corri para vê-las. Tracy cantava When i grow up de Pussycat Dolls, as meninas dançavam sensualmente, a apresentação estava divina.
– Sophie. – ouvi a voz de Madeline e virei-me. – Vai se trocar para eu fazer um coque no seu cabelo. Só faltam duas pessoas e vai ser você de novo naquele palco. — Corri e troquei-me, Madeline fez um coque de bailarina no meu cabelo. Meu vestido preto, curto na frente e longo atrás, tomara que caia. Sai e encontrei Blacke com uma calça social preta e uma camisa social branca.
– Está um gato. – elogiei e ele riu.
– Você está uma delicia. – gargalhamos e vi Raymond nos olhar e rir. – Não concorda Ray?
– Com toda certeza. – ele respondeu com uma sobrancelha erguida.
– Sophie. – disse Sra. Houser e Blacke segurou minha mão.
– Vai dar tudo certo. – ele disse enquanto caminhávamos até o palco. Subimos e a música Roxanne começou a tocar. Nossa coreografia era repleta de sensualidade. Recebemos muitos aplausos ao fim da música.
Fale com o autor