Para Sempre...

32 Novos acontecimentos - FIM


Notas iniciais
Último cápitulo gente, mas já já coloco o link da continuação, espero que tenham gostado ^^

[…]


Voltávamos para casa. Raymond, Angel, uma menina chamada Luana e seu parceiro Jorge foram os vencedores. Fiquei feliz por todos eles. O carro estava num silêncio mortal, a qualquer momento eu sairei daqui gritando. Até que gritar não seria uma má ideia, comecei a cantar- diga-se gritar- uma música qualquer, todos agora me olhavam assustados.


– Sophie, o que você tem? – perguntou-me Angel do meu lado.


– Estou tendo um ataque de tédio mortal. – cantarolei.


– Chagamos. – cantarolou Tracy e antes que Angel saísse eu a empurrei para fora do carro a fazendo tombar.


– Considere-se mortinha. – ela disse lentamente e eu comecei a correr em direção a minha casa. Seu cheiro sumiu, então subi as escadas e fui direto para o banheiro. Escutei depois de longos cinco minutos um bater de porta e senti o cheiro de Raymond, sorri quando o vi na porta do banheiro.


– Oi meu amor. – falei e ele sorriu.


– Oi minha princesa. Tudo bem? – perguntou-me... Hesitante?


– Sim. O que houve? – ele pareceu perdido em pensamentos por um minuto e então me olhou sorrindo.


– É que você nem me chamou. – ele disse fazendo bico e eu ri.


– Então tira essa roupa e vem aproveitar esse banho comigo? – perguntei-lhe docemente o fazendo dar uma de suas estrondosas gargalhadas.


– Claro. – ele respondeu e despiu-se, entrou na banheira e começou a beijar-me o pescoço.


[…]


Estou trocando-me para ir caçar. Raymond, como sempre, está comendo e assistindo um jogo de futebol americano. Desci as escadas e Raymond sorriu para mim, sorri de volta e sai correndo, as árvores pareciam borrões a minha volta. Senti o cheiro de veado e o som de algo sendo mastigado. Corri seguindo o som e encontrei minhas presas, alimentei-me de dois veados e sentei-me no chão. Fechei meus olhos e comecei a prestar atenção aos sons a minha volta, o vento batia na copa das árvores, um urso estava há alguns quilômetros de mim, os pássaros cantavam, algum grupo de amigos acampavam, e um choro ao longe me fez despertar. Corri ao encontro do choro que ia aumentando conforme eu corria, e foi quando eu a vi, uma criança de aparentemente três anos de idade encostada numa árvore, seus lindos cachos loiros balançavam conforme seus soluços, suas mãos rodeavam os joelhos, seu coração batia freneticamente. Ela levantou a cabeça para mim, seus olhos verdes brilhavam com as lágrimas, ela me fitou intensamente.


– Eu senti o seu cheiro. – ela disse manhosa. Grossas lágrimas ainda rolavam em suas bochechas rosadas.


– Você sentiu meu cheiro? – ela assentiu timidamente. – Como?


– Você é uma vampira né? – ela perguntou, eu arregalei meus olhos sem saber o que responder para a criança em minha frente. – Eu... Eu... Eu sou uma hibrida. – sua voz antes manhosa, saiu mais calma.


– Você o que? – exaltei-me e ela sorriu torto.


– Eu sou uma hibrida. Minha mamãe era humana, mais ela morreu e meu papai acabou de ser morto por um homem de roupa preta. – ela disse e voltou a chorar, aproximei-me lentamente e sentei-me ao seu lado. Meu instinto maternal gritava mais que a minha razão.


– Eu sinto muito pequena. – murmurei e passei meu braço em volta de seu pequeno corpo. – Você sabe o que realmente quer dizer ser uma hibrida? – perguntei-lhe cuidadosamente e ela negou em um aceno. – Olhe para mim. – disse e ela me fitou, enxuguei suas lágrimas e sorri. – Você tem com quem ficar? – perguntei-lhe e ela negou. – Quer ficar um tempo comigo? – ela sorriu largamente.


– Verdade? Você vai cuidar de mim? – ela perguntou com seus olhos brilhando e eu sorri.


– Sim pequena.


– Obrigada. – ela falou abraçando-me e eu a abracei fortemente, levantei-me com ela ainda em meus braços e corri até minha casa. Abri a porta e Raymond ainda assistia, ele me fitou sorrindo, mais seu sorriso foi morrendo aos poucos quando ele viu a pequena encolhida em meus braços.


– Quem é ela Sophie? – perguntou-me cautelosamente.


– Oi. Meu nome é Elizabeth. – ela falou timidamente para Raymond que seguiu em minha direção.


– Encontrei-a na floresta chorando. Ela é uma hibrida, seus pais morreram e ela não tem ninguém. – falei sorrindo, ela brincava distraidamente com uma mecha de meus cabelos.


– Você quer ficar com ela. – ele afirmou olhando a pequena que sorria distraidamente.


– Ela é só uma criança, sua aparência é de dois anos, mas creio que ela tenha apenas alguns meses. Ela não tem culpa de nada, não poderia tê-la deixado sozinha. – murmurei e ele pareceu ponderar, ele me fitou sorrindo.


– Acho que uma filha é ótimo. – ele falou e eu senti como se meu coração pudesse bater até sair pela boca.


– Vocês vão ser minha família? – ela perguntou me fitando nos olhos.


– Não sei pequena. Temos que ir falar com Derek, agora. – falei fitando Raymond que assentiu, saímos e esperei que Raymond se transformasse, ele voltou.


– Uau! Meu novo papai é um lobo. – ela disse e eu ri, corremos em direção á casa de Derek, chegamos em três minutos, Raymond voltou a sua forma humana e entramos, todos paralisaram e correram até a sala.


– Quem é ela? – perguntaram em coro e a Liza riu.


– Essa é Elizabeth, mas chamem de Liza. Liza, essa é a minha família. Derek o meu pai, Hale minha mãe, Madeline, Blacke e Tracy meus irmãos, Robert primo de Raymond, Angel minha amiga, Peter um hibrido que é meu amigo, e Alyssa, filha de Angel. – falei apontando para cada um.


– Raymond é o papai né? – ela sussurrou e eu assenti enquanto todos me fitavam assustados.


– Vou adota-la, ela não tem ninguém. – todos sorriram. Derek se aproximou e eu a pus no chão.


– Quantos anos você tem? – ele perguntou-lhe.


– Tenho cinco meses. – ela respondeu fitando-o sorridente.


– Como você foi parar na floresta?


– Estava caçando com meu papai e ele morreu. Um homem bem grande, chamado Ruxon matou ele. – ela disse gesticulando largamente.


– Você quer mesmo ficar com a Sophie? – ele perguntou hesitante e ela se pôs a chorar, e naquele momento eu sabia que sua resposta não seria dada, ela está abalada demais para responder-me, então esperarei por sua resposta! Terei a eternidade.


Notas finais
Reviews para a pobre escritora?